terça-feira, 12 de março de 2013

O pensamento de hoje é um érema; BH, 05080102004.

O pensamento de hoje é um érema, 
E só exprime ideia de lentidão e o raciocínio
Entrou em decomposição, mais lento ainda, como
As matérias orgânicas pela ação oxidante do ar úmido;
Tudo agora que o homem traz dentro da cabeça
É igual a eremacausia e a influência da eremacause;
O cérebro então, parece um eremitério, lugar onde vivem
Neurônios eremitas, retiro de convento obscuro e cenóbio
De mosteiro sombrio; a luz não entra nesse recinto
Eremítico, onde cada hemisfério é éreo, feito de
Cobre e bronze, ou arame eril; dentro desse cubículo
Epicraniano só existem sombras e as trevas vagam
Por esse interior epicrânico, a afogar a memória
E a sufocar a lembrança; a epícrise de tal
Fenômeno, a apreciação de tal doença, sua origem
E andamento, só podem encontrar respaldo se por
Acaso aceitarem a preguiça mental; esse fato
Epicrítico, ainda não tem um diagnóstico concreto;
Naquele tempo epicureu, referente ao epicurismo,
O sensual impunha-se, vogava-se o voluptuoso
E o sectário do epicurismo era um homem sensual;
Na teoria de Epícuro, filósofo grego, 341-270 AC, é a
Doutrina que substitui o bem pelos prazeres sensuais
E o mal pela dor e segundo a qual a felicidade
Consiste em assegurar o máximo de prazeres com
O mínimo de dores e muita sensualidade; o
Epicurista era um partidário materialista, cujo
Pensamento viajou através de eras até aos nossos
Dias; atualmente o que nos apresentam são mãos
Com eritrodáctilos, que têm dedos vermelhos, mas
Manchados com o sangue de milhares de inocentes;
O pensamento hoje é midiático, acompanhado de
Lucro imediatista, a criar tendências separatistas,
A criar movimentos antagonistas e comportamentos
Seletivos: bonitos e famosos, só com bonitos e famosos;
Negros com negros, homens com homens, mulheres com
Mulheres e a cultura se dispersa como um
Eritrócite, o glóbulo vermelho do sangue; o mesmo
Que hematia, a cultura vaga anônima, igual
Ao eritrócito, mais corrente aliás na linguagem
Médica; moderno hoje é o erro, confusão é a
Realidade, engano torna-se verdade e a total
Equivocação é que é a filosofia; a gerar o ser
Confuso, o falar errado, o viver enganado e o
Morrer equivocado, sem procurar saber o que é
Equissonante; juro que preocupo-me sempre
Acordar mais sábio do que dormi, juro que
Todo dia, quando levanto-me, busco comportar-me
Como se fosse mais inteligente do que o dia anterior;
Neste pensamento equivalve, as duas valvas iguais,
São as tentativas de obter a sabedoria e a
Inteligência, para poder sobreviver, neste mundo
Cada vez mais competitivo e globalizado, cujos
Certos valores são desprezados pelos donos dos poderes,
Das riquezas e das forças; futuramente, todo
Mundo poderá nascer sem cérebro, ninguém
Precisará mais pensar e o que foi erguido
No passado, hoje estará no porão e o que foi
Alto no pretérito e levantado na história,
Certamente será esquecido no sótão; será mandado
Ao érebo, endereçado ao inferno e jogado no abismo;
Nunca será equiparável com a atualidade
O tempo ido, o antigamente não é o que se pode
Equiparar com o moderno; quem hoje é capaz
De representar o humanismo erásmico? o que é
Que existe hoje, relativo a Erasmo de Roterdão?
Humanista holandês, nascido em 1467 e morto em
1536? é por isso que quero pensar, quero ter
Cultura e conhecimento e saber; não quero viver,
Quero acordar, não quero dormir, quero levantar;
Quero conhecer o equador, o círculo máximo da
Esfera terrestre e perpendicular à linha que une
Os pólos e divide a Terra em dois hemisférios;
Norte, setentrional, ou boreal, sul, meridional,
Ou austral e o magnético, linha traçada
Na Terra e em todos os pontos da qual a
A inclinação da bússola é nula; nenhuma
Ideia hoje é equável: não existe nada igual,
Ou uniforme e equitativo, o que exprime a
Ideia de igualdade é diferente; e o equiângulo,
Que tem os ângulos iguais, não se encontra
Mais nem na geometria; tudo é equidiferente,
E oferece diferenças iguais entre si; acabou-se a
Equilibração e a máscara caiu, o véu rasgou-se,
O equilibrador quebrou a perna e o equilibrante,
Ao despencar-se, veio a equimosar-se, a cobrir-se
De equimoses, tais as trevas que nos cobrem; e não
As conhecemos, não as vencemos e não as transpomos;
Distantes estão a equabilidade e a qualidade da
Justiça, que é injusta e não tem erectilidade; a
Justiça é impotente e também não tem a qualidade
Daquilo que é eréctil; a justiça não é o que se
Ergue e se levanta, em suma, não tem sumo
E nem tem eretilidade; não se pode criar um epodo,
Um poema lírico, ou uma poesia para enaltecer, ou
Vangloriar a justiça; um dia a justiça adquirirá
O seu teor epódico e terá o seu momento epônimo,
Como o antigo magistrado grego que dava o seu
Nome ao ano, ou o herói, o poeta, o sábio, que dá
O seu nome a uma era, a uma cidade e a
Justiça terá o seu nome de injustiça ufanado no seio
Da humanidade; e aí então, além do pensamento,
Teremos também a almejada e tão esperada justiça;
Teremos a felicidade e o direito de vivermos
A vida em paz, sem medo, ou receio, sem
Dúvidas, ou inseguranças; e como verdadeiros
Portadores da epidemicidade da liberdade e da esperança.


Preciso desarmar o espírito não posso mais ficar assim;
BH, 040102004;
Publicado: BH, 0120302013.


Preciso desarmar o espírito, não posso mais ficar assim 
Com a pele do rosto vermelha, com o semblante
De eritrodermo; tenho que aprender a tirar da
Alma a eritrofila, toda e qualquer substância
Corante e vermelha, como as flores dos vegetais; se 
Não acabar com o eritrófilo da minha mente, não
Poderei esvaziar de mim o desejo da guerra, a sede
De sangue fresco e carne crua; sou um ser
Humano selvagem, alimento-me de carne humana,
Vivo da guerra e todas as minhas lembranças são vermelhas;
Se ainda sofresse de eritrofobia, se ainda
Padecesse de ereutofobia, morreria de vergonha na
Presença de Deus e nem teria coragem de contar
Que sou um ser humano, sou da raça humana,
Faço parte da humanidade, mas nem parece;
Meu ventre eritrogástreo, meu colo rubrigastro,
Já me identificam, tanto quanto o olhar faminto
E eritroide, com que sacio meu prazer; sou
Um assassino de crianças, uma ave de rapina
Com o eritrólofo de guerra e o eritrópode de
Tanto pisar em cadáveres; de tanto abrir as
Entranhas, as vísceras, as medulas e os organismos
Dos meus semelhantes; sinto-me no estado
Mórbido da eritropsia, de um ser eritróptico, que já
Se acostumou a dissecar corpos ainda com vida;
Esta águia carnívora se alimenta de eritropenia,
A causar a diminuição do número de glóbulos
Vermelhos nas vítimas e depois ao fugir no meu
Voo eritróptero; a paz me causa náusea e ânsia,
A paz me deixa como uma eritrose, a substância
Orgânica da função aldeído e com coloração
Rubrosa da pele e mucosas observadas na policitemia;
Sou um fruto eritrospermo e meus grãos são
As guerras, o morto eritróstomo com sua boca e o
Seu peito eritrotórax, abertos, de onde parece pulsar
Um coração, mas é o sangue a jorrar em
Turbilhão; por que Deus não me fez uma eritroxilácea?
Espécime dos eritroxiláceas, família de plantas
Dicotiledôneas, pelo menos não seria tão
Mau à humanidade, ao mundo, ao universo
E nem à ontologia; mais vale ser um eritroxiláceo
Ontológico, do que um exterminador, um demolidor,
Que derruba homens e poupa o eritróxilo; meu coração
Não tem a tranquilidade de um ermitério,
Meu cérebro não tem a serenidade de um eremitério;
O que eles pensam, põem em fuga o cenóbio e o convento
E meu ufanismo é ser um senhor da guerra, ou o
Homem mais poderoso do mundo, ou o suposto
Defensor do universo; um solitário com milhões
De soldados espalhados por todos os cantos do mundo
E sem a companhia de nenhuma ermitoa; o
Teor erosivo e penso que todos querem me destruir;
Sabeis como nasci? nasci sem o eroto, o elemento de
Composição designativo de amor, não conheço, e
Nem pratico a erotomania; não sei o que é a
Mania amorosa, não tenho delírio e a exaltação
Que faço, é só à morte; neste ponto, não sou
Erotomaníaco e nem erotômano: não sofro por
Não amar; amar é coisa errante, amar é coisa de
Vagabundo, só errabundo é que sai por aí a amar;
Meus amigos, a paz me deixa doente, com ela 
Não tenho dólares; quem quiser andar comigo, tem
Que ser erradicante da paz, só aquele que erradica
A paz, que é arrancante dela, é que será feliz
Comigo; venhais erradicar a paz do coração,
Venhais desarraigar a serenidade do ser, venhais
Arrancar pela raiz a felicidade do nosso meio e
Extirpar os pacíficos de nossa companhia; é
Melhor ser um nômade, viver num lugar incerto,
É melhor ser errático, passar o tempo erradio, vagueante,
Do que viver num lugar sem guerra, tudo calmo,
Em paz; comigo não dá para viver assim, a paz
Para mim é algo errino, alérgico, provoca o espirro, tal
Um esternutatório ; a pessoa que quer a paz, prega o
Erro, o engano, e a falsidade, é uma pessoa erronia e
Sejamos iguais ao erre, os erres não entram na palavra
Paz; voltaremos à ersa, ao erse, ao relativo ao
Habitante da alta Escócia, que diz respeito à
Língua ou literatura escocesa, ou dos primitivos
Irlandeses, do grupo gaélico, que veneravam uma
Guerra; não é preciso mais enrubescer, não é preciso
Mais erubescer, a paz nos faz eructar, nos faz arrotar e
É algo eruginoso; não existe mais nada oxidado
E enferrujado do que a paz e lugar de pacífico é
No ervaçal, terra onde há muita erva e pastagem;
A paz é um verme, que nem a erva-de-santa-maria,
Planta da família das quenopodiáceas, chenopodium
Ambrosióides lin, medicinal, empregada como
Vermífugo e vermicida, é capaz de expulsar; nem
Todas as ervas-de-santa-maria, ou todos os
Chás da ervanaria, casa que vende plantas medicinais,
Expulsa a paz de dentro da gente; mas vou
Dar um jeito nisso, o homem é mais frágil do que
Um ervançal, a plantação de ervanços, resiste mais
Do que o homem; já contratei um ervatário,
É um indivíduo que se ocupa em colher nos
Campos e matas, ervas medicinais para vender nas
Farmácias, ou a retalho; contratei ervateiro e
Ervanário, e até o que negocia com erva-mate,
Ou se entrega à colheita e preparação desse vegetal;
Eles terão que arranjar a tal , senão vão fazer
Ervecer, fazer brotar, ou criar uma similar, ou
Transgênica de ervilhaca; leguminosa e forraginose,
Ou ervilha-de-cheiro, também da família das
Leguminosas; um ervilhal de ervilhas-de-cheiro, um
Campo ervoso, um terreno herboso; o resultado tem
Que aparecer: o que quero é banir a paz, usais
De tudo, até o Es, símbolo do estênio, o que quero
É dar fim à paz, e semear a guerra: meu nome é 
George W. Bush, vulgo belzebu moloch domogorgon

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