terça-feira, 12 de março de 2013

Quem é que me livrará deste pensamento farinhoso; BH, 04080702005.

Quem é que me livrará deste pensamento farinhoso,
Vindo deste cérebro farinhento, de ideia que se desfaz como
Se fosse farinha ao vento? quem é que me livrará deste
Farinhado, que parece principalmente frutos de polpa branda,
Que se desfaz como em grânulos farináceos, sem estrutura
E sem firmeza na base do espírito e da alma? sem
Querer ser farisaíco, um ser falso, um ente fingido, ou uma
Pessoa hipócrita, pois não posso passar a outrem, a ideia do
Que não sou: firme e forte, rígido e inabalável; o fingimento
É o que me causa vergonha e falsidade, hipocrisia, pois é justamente
Deste paraíso de farisaísmo, que devo aprender  a afastar-me; e sem
Deixar-me seduzir pelo canto da sereia; e justamente onde
Quer que esteja escondida a verdade, é que devo farejar; onde
Quer que esteja oculta a realidade, é que devo fariscar; pode ser
No mais tenebroso terreno, ou no olho da mais violenta procela;
O que não posso é passar por fariseu, como o membro da seita
Judaica que ostentava hipocritamente, grande santidade; e
Para isto não tenho vocação, não sou e nem quero ser hipócrita
E nem pessoa que aparenta santidade, ao não ter; quero é
Ser o farmacêutico da minha dor, o boticário do meu sofrimento,
E aprender a apresentar remédios para a farmácia humana;
Apresentar para a humanidade, parte da farmacologia, que trata
Do modo de preparar, caracterizar e conservar os mediamentos;
Meu coração em chagas chora por uma botica, um farmaco qualquer;
Procurei por toda a farmodinâmica as ações e os efeitos da drogas e
Nem na farmacognosia encontrei substâncias medicinais,
Antes de sofrerem qualquer manipulação, a cura para o meu coração;
Estudei o tratado da farmacografia, li tudo que existe de
Farmacográfico; consultei farmacolando e fui até a parte da
Medicina em que se estudam as drogas em todos os
Aspectos e não encontrei uma receita infalível; todo o
Conhecimento farmacológico foi em vão e ainda sou um
Doente, portador de um coração doente; procurei o mais
Destacado farmacologista, o que mais se dedica e tem mais
Respeito a esta especialidade e ele não me deu resposta
E nem na farmacopéia tive solução; nem no livro que
Ensina a compor e preparar medicamentos, achei resolução;
Apelei para a coleção e para o repositório de básicos e gerais
Da farmacotecnia e todo farnel farmotécnico possível e
Saí mais leigo ainda, quanto às curas do coração; as provisões
Alimentícias mais adequadas, só mexiam com a ninha
Fisiologia; a merenda para a jornada não supriu a parte
Espiritual, o fardel estava vazio e a matula não
Chegava para sustentar a alma; quanto mais fardéis
Enchia, mais vazio e leve me tornava; parecia
Mais um oco, um vácuo, sem faro para nada; sem o olfato
Dos animais, cheiro, ou indício de algum norte, de terra,
Ou de lugar onde há farol para guia de navegantes; e
Até hoje não sei para que sirvo, nem para farofa
Mexida com outros alimentos; sem recheio e cheio de
Bazófia, fanfarrice é o que sei fazer; farófia de farofada
É o que sei fazer e fanfarronada é o que sei escrever;
Perdi a jactância quando nasci e o garbo que carrego é
O de farofento e de valentão que não sustenta uma briga;
Jactancioso só sou com os fracos e oprimidos e quem me
Tem por fanal perde o rumo; quem busca em mim uma
Almenara não chega a nenhum lugar; quem olha para mim
E procura enxergar uma torre provida de foco luminoso,
Que serve de guia, é por que é cego; e quem me dera
Ser uma referência para os navegantes, um sinal bem
Luminoso para a direção do trânsito nas ruas da cidade; e
Guiar este povo através do universo, e fazer com que este
Povo através de mim, mude o mundo; meu intuito
Fastigioso, minha posição evidente, é que toda
Gente encontre a resposta para a sua vida; meu fastígio
É que cada um encontre sua solução no seu destino;
Quero chegar ao ponto mais elevado que a realidade
Permitir, ao ápice onde a verdade se encontra e lá
Realizar-me espiritualmente, a esperar os meus
Semelhantes; o cume da realização é o amor, a posição
Eminente de cada nação deveria ser a paz; a disposição
De cada um da raça humana poderia ser como os ramos
De uma árvore, quando a elevar-se de um ponto comum,
Formam um plano horizontal e dali todos para desvendar
A chegada do sol e o prêmio do sonho não seria
Só o ornato que se colocava no alto dos templos romanos;
Se cada um fizesse com que seu semblante fosse fastigiado,
O semblante das árvores altas e frondosas, quantas pessoas poderiam
Se abrigar ao redor de cada um de nós? quero ser grande,
Mas não em tamanho, almejo ser vasto e imenso e nunca
Fastiento na vontade de crescer; não quero estar sem apetite
Para aprender a ser fastidioso com a sabedoria; a nossa
Percepção também nos ajuda a sobreviver; quando acordo,
Olho o dia pedroso, o trabalho enfadonho, o sorriso impertinente
Do indiferente, arrependo-me logo de não ter acordado morto;
Dá-me vontade de ripar o dia para o resto da vida, e o
Pior de tudo, é o sorriso do indiferente, me mata, só
Se parece com as fasquias, nem se fasquiar, guarnecer
E serrar, ele desaparece do meu olhar; é tão cara de pau,
Que uma fasquia, é pouco para ele; um pedaço de
Tábua só, estreito e longo a parte estreita  e alongada,
Que se separou de um tronco de madeira é pequeno
Para moldara cara de pau do indiferente; abomino-o
E indigno-o em todos os sentidos e direções; aquela
Cara faseolar, que tem forma de feijão é vista em quase
Todo lugar, mas não é um estado homogêneo da nossa época;
É uma evidência do nosso período, mas o aspecto diferente que
As coisas vão a apresentar sucessivamente, afasta o indiferente de
Nós e seguimos nosso rumo com a nossa fase, talcada um
Dos diferentes aspectos que a Lua, e alguns planetas apresentam,
Segundo a maneira como são iluminados pelo Sol; o indiferente,
É o hoje terrorista, como antigamente era o fascista, a pessoa
Partidária do fascismo, sistema político nacionalista, imperialista,
Antiliberal e antidemocrático, implantado por Mussolini na Itália;
E que tinha por emblema o feixe, fáscio, de varas dos antigos
Lictores romanos; à sua feição Hitler criou o nazismo na
Alemanha e ambos foram erradicados após a Segunda
Grande Guerra; o diferente é que é o fascinante, hoje
Ser diferente é que é encantador, é o que sabe fascinar,
Encantar-se com uma flor, deslumbrar-se com um voo de
Uma ave; atrair-se por uma borboleta e não se deixar
Dominar pelos encantos estéticos, superficiais e midiáticos dos
Indiferentes; o diferente realmente causa fascínio, é o encantamento
E a fascinação que não causam decepção e nem frustração;
O diferente não é frustrante, não quer elogios e nem
Ser laureado, quer passar despercebido e a perceber as
Coisas, quer ser humilde, bom e fazer o bem, não quer
Nada para si e quer tudo para os outros; só quer
Ser grande nos atos e mudar, mudar cada vez mais
Para melhor e a melhorar cada vez mais a mudança;
De cima de si, retira toda a adjetividade, bane
Toda a qualificação que o iguala com os normais
E com os indiferentes e afasta-se sempre daqueles
Que cada vez mais se unem em torno do nada.



Depois de longo e tenebroso inverno e abstinência das letras;
BH, 02801102004;
Publicado: BH, 0120302013.



Depois de longo e tenebroso inverno e abstinência das letras 
E volto, após abscindir do meu maior prazer, de
Viver na absurdeza da abscissa e encontrar o infinito de tanta
Ansiedade, chegar à conclusão de que não preciso das mulheres; e sim
De uma mecena, de alguém que se interesse por mim, pela
Cultura que represento e pela referência  que sou na
Resistência da poesia, do clássico, da obra-prima e de
Todo excesso de mediocridade, de superficialidade no
Alimento que a era moderna  quer nos impor; hoje
Obtive várias derrotas consecutivas: não passei no vestibular,
Não acertei na quina, me indispus com vários colegas 
E ainda levei uma dura da polícia, como se fosse
O pior e o mais procurado de todos os marginais;
Sempre andei a procura de alguém que se preocupasse
Com a conscientização, com a politização e com a
Emancipação do povo brasileiro, porém, por mim mesmo,
Errado ou certo, cheguei à conclusão, que o povo
Brasileiro, não quer tal privilégio; o povo quer só
Mídia, telenovelas, enlatados, grammy, telefone celular,
Pílulas para o que der e vier, sexo, drogas e roch'n'roll,
Lixo, vida vegetativa, idiotice, burrice, holofotes
E pela fama vem o topa tudo por dinheiro, o BBB, a casa
Dos artistas e toda podridão necessária para nos alienar;
É por isso que depois de tanto infinito, ressurjo da poeira da poesia
E me recomponho do pó e volto à minha esperança de
Um dia encontrar um Midas na minha vida;
De Cleopatras estou a fugir, de Dalilas estou a me
Esconder e tal e igual aconteceu com Marat,
Não pretendo ser apanhado desprevenido e apunhalado numa banheira;
E tal qual Tiradentes, não quero ser surpreendido por um
Silvério dos Reis e muito menos ser difamado como foi Calabar;
A vida é curta e difícil demais viver, é impossível a felicidade,
Não existe e a alegria é passageira; erros e defeitos, falhas
E faltas, manchas e nódoas, o ser humano nunca se verá livre
Do que é humano, físico, fisiológico e carnal; como gostaria
De ser uma pessoa segura e decidida e ter segurança e
Decisão e personalidade, são as coisas que mais
Gostaria de ter; além de personalidade e dignidade;
Tento descobrir nas palavras, sem adjetivação complexa,
Um termo de denominação equânime e que
Caiba como uma luva em mim; e que me afaste
Dos meus complexos, minhas depressões,e flacidez falangeal,
A fraqueza que sinto nas falanges dos dedos e que não
Permite-me apertar o pescoço e enforcar meus inimigos;
Como bem gostaria e tenho vontade de fazer, mas
Não tenho coragem e nem força de vontade; se tivesse
Pelo menos uma forcinha, mesmo que viesse da falanginha,
A segunda, a média, nos dedos em que há três, já que
O polegar e o hálux só possuem duas, portanto, não apresentam
Falanginha; e daria um jeito de apertar a garganta
Dos que me dizem com defeito; se preciso para
Encontrar-me, voltar ao falansteriano, ao falanstério, ou
Aos seus habitantes, ou ser partidário da doutrina
Social de Fourier, Charles Fourier, sociólogo e filósofo,
Natural de Besançon, França, 1792-1837 e à habitação da
Falange grega e à associação de famílias, mesmo que
Não seja no sentido de controlar uma região; e no
Lugar do coquetel molotov, usaria a falárica, que
É uma espécie de lança antiga, que tinha estopa
Inflamável na ponta e com ela acertaria
Sem falta no alvo, no cérebro de pensamentos possuídos
De vermes dos seres humanos atuais; com a fala-verdade,
Ou qualquer arma de defesa pessoal, facão, pistola
E todo tipo de fala-verdades, cortaria as línguas e
Mataria as vozes representativas desses pensamentos
Gerados por esses vermes cerebrais; e na falca, no toro
De madeira falquejado, com quatro faces retangulares,
Para decapitar essas cabeças de porta no bordo de uma
Embarcação e seguradas pela falacaça, fio de vela
Para falcaçar os cabos, fazer botões nos chicotes de cabos
Náuticos para que estes não se desmanchem, mas
Que não impedirão que esses crânios duros sejam
Falcados pelo falcão de uma foice bem amolada;
A ave de rapina, que se empregava na caça de
Altanaria, a designação de todas as aves da família
Dos falconídeos, conhecidos no Brasil pelo nome
De gavião, que a este bando é coletivo, a crocitar, a piar e a
Pipiar, só nos resta resguardar e não abater com
A antiga peça da calibre três; facifalcato falcífero,
No escuro é um perigo, cego com falcifoliado, com folha,
Saia de perto enquanto é tempo, e corra para
Bem longe se não for um falcípede, com pés curvos
E que o impedem de correr; do contrário, até
Teu fálico vai ser cortado; por isto então é que não
Posso deizer que trata-se de um Bloom Day's; por isto
Então é que não posso dizer que seja um Finnegans
Wake, pois não incorporei, não encarnou-se em mim
O James Joyce, pois o dia dele teve vinte e
Quatro horas e o meu começou desde que a
Primeira molécula de formação do Universo
Foi lançada no espaço e terminará quando
A última partícula que forma o Universo se for
Extinguir e não sobrar no nada, nenhum vestígio
Do que foi o caos da minha existência; esta que
Apresento aqui, como uma reverberação de uma tentativa
De alguma literatura, poderá um dia ganhar o
Poder e a glória de uma escrita de anais seculares;
Um dia além da eternidade de todos os dias,
Poderá vir a ganhar a alcunha de cultura;
Por enquanto é um esqueleto do que foi um
Cadáver no aquém; por enquanto é um cisco
No chão, é um graveto, um garrancho, um
Gemido de um demente, de um amental na tarde de sol de
Um hospício; por enquanto é um lamento todo
Indecifrável, de um filho com uma síndrome
Qualquer; o farfalhar das folhas de uma mangueira,
O rasto deixado pelas formigas na terra do quintal
E teias de aranhas abandonadas nos cantos abandonados
Das velhas casas abandonadas à beira das estradas abandonadas;
Melhor ser um Homero nas trevas e com luz própria, do
Que ter uma visão de telescópio nas próprias trevas;
Estamos no dia 1º de Junho do ano de 2005 e faz quase
Um ano que não visitava estas linhas esquecidas;
Espero um dia voltar com mais lucidez e razão;
Espero um dia voltar com percepção, sabedoria e
Mais conhecimento e deixar registrado um
Legado que seja útil, que sirva de estudo e de
Experiência e que contenha a vastidão da ciência do bem e do mal.


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