segunda-feira, 6 de março de 2017

Lá fora e o marido na farra a beber inveteradamente; BH, 050302017.

Lá fora e o marido na farra a beber inveteradamente,
A cantar sambas antigos, a apreciar das mulheres os
Umbigos; à boca da noite é engolido e à boca da 
Madrugada vomitado aos pedaços, um frango aos 
Frangalhos, não faz com que o aceite, untado no 
Azeite; e ri, tipo criança encantada, à primeira 
Viagem de jardineira, pelas cidadezinhas 
Adormecidas dos interiores, das pracinhas e das 
Brancas igrejinhas esquecidas nas beiras das 
Estradas; um amigo vira-lata abana-lhe o rabo na 
Esquina, passa a cambalear, com desprezo no 
Olhar; vítreo, vidrado, de vidro, só falta quebrar-se,
De tão frágil ao andar; passa sal, passa mal, passa 
Boi, passa boiada, as casas passam ligeiras, em 
Disparada, espera com ansiedade a chegada do 
Dia, para correr a afogar a agonia; bebe um trem,
Come um negócio, cospe de lado, grosso como 
Um lodo; num canto triste a observar a outrora 
Mulher, ódio e tristeza a conjugar, um olhar 
Embaçado, lábios a entortar, repuxados; 
Prega-se à cruz, apega-se a Jesus, faz a Deus
Promessas, com olhar de esperança, de ver a 
Bonança chegar ao lar, o homem largar o copo
E a procurar; mas não encontra uma recíproca
No falso companheiro e começa a lamuriar.

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