segunda-feira, 14 de maio de 2018

Tenho a capacidade de ficar uma eternidade; BH, 0301002000; Publicado: BH, 0401002013.

Tenho a capacidade de ficar uma eternidade,
Sem emitir uma letra, formar uma palavra e editar
Uma frase; tenho a capacidade do vento, de apenas ser
Vento, sem precisar de energia, produção de vapor e enriquecimento
De água; aquecimento fechado, como o grande vaso metálico
De uma caldeira, a me amalgamar, a reforçar-me a alma
Fria, como a ligar duas substâncias nas trevas metálicas; e 
A misturar a verdade, soldar a liberdade, por meio do
Fogo roubado por Prometeu, tornar vermelho o rosto, caldear
A face, a expulsar os fantasmas, os espíritos para o campo-santo,
O cemitério campônio; e da própria alma que lavra a terra, o
Camponês que trabalha na área de ação onde alguém age,
Gladiadores na arena, local onde se praticam esportes
Do touro contra o homem; espaço onde há combate, terreiro
De acampamento militar, extensão de terreno arável e
Sem mata e aquele que campeia gado e cuida
Dele, não é o vaqueiro campista, é o próprio não 
Sido na campina extensa; plano sem árvores, planície
Rústica, campestre, campesino de disputa de uma taça,
Ou título; certamente em que o vencedor do campeonato
É o campestre, empregado trabalhador, que serve para
Uso campesíno e que trabalha sem levar vantagem,
Sem dominar e ser dominado; e não saber ostentar e 
Marchar com garbo, acampar quando encontrar-se em 
Campanha, procurar e buscar animais no mato; campear
Vencedor campeão e indivíduo que defendia, pois
Hoje ninguém defende mais em campo fechado, a honra
De outrem que campia; o ex-campeador em ação, a
Campeação já acabou, não existe mais, a flor da 
Família das camparuláceas tem que viver em vaso;
Não vive mais no céu florido, a campânula de toda
Atmosfera agora é pequeno vaso de vidro, ou de
Metal em forma de sino; a atmosfera acabou com o 
Esforço para atingir um objetivo, o conjunto de operações
Militares de corpos de exércitos só contra forças inimigas
Inexistentes e não onde acampam tropas militares, não
À campanha israelense contra a Palestina: deixeis a paz em paz,
Na parte da torre em que se suspende o sino; no 
Campanário dos sinos, basta de batalha em campo raso,
Deixais cantar a cigarra campal; a sineta elétrica colocada
Na porta das casas, casas já destruídas, não se ouve mais
A pequena campainha para uso doméstico; o futuro é
Uma sepultura, o presente a pedra que cobre a sepultura,
O passado uma campa, um esconderijo de camundongo;
Uma embrulha de camondongo, com dificuldades históricas
De camisa de onze varas; a película que envolve a espiga
De milho e a argamassa com que se reboca uma 
Construção, o envoltório usado diretamente sobre a pele,
Que cobre o dorso do corpo animal; peça de vestir dotada
De mangas, atalho da caminhonete sem tração nas quatro
Sendas da camionete nostálgica; vereda da camioneta, do
Veículo pequeno com lugar para passageiros e mercadorias,
Que com o tempo perdeu o brilho, modernou-se, virou luxo;
Estrada a gora etá coberta por outra via de comunicação,
Por uma outra faixa de terreno por onde se transita; e
O caminho perdeu a definição, perdeu a designação, o 
Dirigir-se para , o correr sobre a erva; navega na relva,
Andar de pés descalços no capim, percorrer a pé e
Não o caminhar dotado de quatro, ou mais rodas;
Para o transporte de carga volumosa, um caminhão
De dores, de fardos, de mágoas, de todas as coisas inúteis
Do caminhante solitário; do transeunte só, do que 
Caminha a jornada neste passeio de marcha longa, a 
Caminhada do papa pelo mundo a tentar a paz; e o
Camerlengo, o Cardeal que preside a Cúria apostólica,
Encarregado da administração da igreja durante o interregno
De escolha do novo papa, para impedir que seja possível
Remediar o mundo; e curar a humanidade, sarar o homem
Que vende ilegalmente mercadorias e armas e drogas em
Logradouros públicos; o camelô de homens, de mulheres e
De crianças, o vendedor de almas, de espíritos e de corpos. 

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