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sábado, 4 de abril de 2026
sexta-feira, 3 de abril de 2026
a primeira frase que passar arreada
a primeira frase que passar arreada
há de se captar boa ou má pois não
é toda hora que há desfile de frases
nas paisagens nas passarelas nas
paralelas a antena o radar a torre
de controle tudo que se puder usar
tem que estar diretamente em
sintonia em sincronização com o
universo geral o ditador da razão
das normas das leis o rei dos reis
que rege o bem ou o mal a morte
ou a vida a sorte ou o azar se
perdeu o fio da meada a deixar-se
a peteca cair lá se foi o que era
doce até passar outra frase à
velocidade da luz ao quadrado
pode-se levar uma eternidade aí o
tempo para o cara está na
academia numa mesa para uma
cirurgia estética num banco a fazer
lucros investimentos numa igreja a
pagar padecimentos indulgências
a perder a razão o tino a se desviar
dos caminhos das frases ou está a
comer demasiadamente num fast
food a beber sem moderação
depois a reclamar de deus do
diabo de tudo que se pode lembrar
poderia ter feito história entrado no
guiness book na calçada da fama
que disgrama que desgraça viveu
na trapaça a enganar até a si
mesmo não captou nenhuma
mensagem nem do além para
epitáfio da sepultura no mausoléu
da literatura
BH, 0290102026; Publicado: BH, 030402026
quarta-feira, 1 de abril de 2026
PEDRADA, CHICO CÉSAR:
Cães danados do fascismo
Babam e arreganham os dentes
Sai do ovo a serpente
Fruto podre do cinismo
Sai do ovo a serpente
Fruto podre do cinismo
Para oprimir as gentes
Nos manter no escravismo
Pra nos empurrar no abismo
E nos triturar com os dentes
Nos manter no escravismo
Pra nos empurrar no abismo
E nos triturar com os dentes
Ê, república de parentes, pode crer
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Mas nós temos a pedrada pra jogar
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
Ê, república de parentes, pode crer
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Mas nós temos a pedrada pra jogar
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
Cães danados do fascismo
Babam e arreganham os dentes
Sai do ovo a serpente
Fruto podre do cinismo
Babam e arreganham os dentes
Sai do ovo a serpente
Fruto podre do cinismo
Para oprimir as gentes
Nos manter no escravismo
Pra nos empurrar no abismo
E nos triturar com os dentes
Nos manter no escravismo
Pra nos empurrar no abismo
E nos triturar com os dentes
Ê, república de parentes, pode crer
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Mas nós temos a pedrada pra jogar
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
Ê, república de parentes, pode crer
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Na nova Babilônia eu e você
Somos só carne humana pra moer
E o amor não é pra nós
Mas nós temos a pedrada pra jogar
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
Fogo, fogo (queima)
Fogo, fogo
Queima, Senhor! (queima)
Todo homem que oprime outro homem
Por ganância, por dinheiro
Faz da nossa revolta teu incêndio
Cada um de nós tua fagulha, Senhor
E queima a Babilônia
Salve, Jah!
Fogo, Jah!
Queima, Senhor! (queima)
Todo homem que oprime outro homem
Por ganância, por dinheiro
Faz da nossa revolta teu incêndio
Cada um de nós tua fagulha, Senhor
E queima a Babilônia
Salve, Jah!
Fogo, Jah!
Mas nós temos a pedrada pra jogar
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
A bola incendiária está no ar
Fogo nos fascistas
Fogo, Jah!
não aprendo até hoje não aprendi
não aprendo até hoje não aprendi
nem no futuro aprenderei que as
coisas estão no universo só que
preciso aprender das leis universais
dos princípios das virtudes das
relações estelares das interações das
galáxias dos intercâmbios entre os
infinitos aglomerados de estrelas de
constelações porém meu bruto coração
não é fruto não é fruta pão é pau é
pedra é torrão não me deixa ver além
do meu nariz não me faz dar um passo
à frente de todos os meus passos
quando vejo caminhei em círculos
andei apara atrás dei marcha à ré
agourei minha mãe meu pai não saí
do lugar comum fechei todas as portas
os portais as janelas me isolei no visgo
da resina me colei com os pés presos na
cola veio um físico amigo cortou minha
força de gravidade mesmo assim não
levitei era pesada demais a minha
consciência que me fazia inconsciente
tinha a alma na umidade tinha o ser no
breu tinha o espírito de porco espinho a
espinhela caída o quebranto minha avó me
apareceu numa aparição de assombração
rezou ladainha num canto da cozinha
acordei atônito a falar esperanto
BH, 020202026; Publicado: BH, 01°0402026'
a pimenteira à entrada do barracão
a pimenteira à entrada do barracão
da minha avó à direita de quem
chegava à esquerda de quem saía
olhava-me quando aparecia para
visitá-las menino nada sabino nada
ladino nada sandino nada saladino
minha avó escolhia a pimenta mais
bonita mais vermelha dava-me de
presente fazia-me comer a pimenta
na hora não faz mal se não comer
os sabiás vão comer vão acabar
com todas sempre gostava de ir
menino paladino ao barraco em
cima do barranco onde minha avó
morava com a mãe o marido césar
o filho lourenço a pimenteira na
porta do lado de fora à esquerda
de quem saía à direita de quem
chegava tinha sempre uma puta
para ser benzida rezada bolinada
aos risos cochichos comichões
cócegas arranhões tinha sempre
o pote com água potável fresca
talhas cheias de tralhas jarras
vasos penicos bacias gamelas
tachos fogão de barro branco à
lenha onde acendia-se cigarro
de palha na brasa pinguinha
na moringa fumo para mascar
bananas na garrafa para fazer
vinagre era só sorte tudo era
usado para espantar o azar
BH, 020202026; Publicado: BH, 01°0402026