Apaga essa luz
Que está no meu rosto
Não dei de cara com a salsa
Que ardia não se consumia
Nem desci o monte com pano
A cobrir o rosto mata essa
Lágrima a descer da tua face
Essa luz me cega essa lágrima
Mata me afogado não quero
Morrer cego nem sufocado
Essa luz é muito forte essa
Lágrima é como um punhal
Que quando fere fere até a
Alma apaga essa luz deixa
Só a luz do sol deixa só a luz
Da lua mata essa lágrima
Deixa só a tua face deixa só
Os teus olhos fechados vem
Para os meus braços me beijar
Os cílios a me beijar os olhos
A me beijar a testa as pestanas
As sobrancelhas as orelhas
Vem a sorrir no escuro do espaço
O teu sorriso brilha a tatear pelo
Ar até me encontrar apaga essa
Luz deixa a luz das estrelas dos
Vagalumes dos pirilampos para
Que coisa melhor para a gente se
Amar para que lugar melhor para
A gente se viver do que um céu
Estrelado apaga essa luz artificial
Apaga deixa só a do teu amor real
RJ/1977; Publicado: BH, 0210702021
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