segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Aleijadinho por dentro ainda; BH, 080102002; Publicado: BH, 0230102013.

Aleijadinho por dentro ainda
Não alcancei a graça de Antônio
Francisco Lisboa o Aleijadinho
Por fora sou um fotógrafo de
Fumaças um construtor de
Quimeras pintor de simulacros
Minh'alma já morreu está morta
Na consciência o que bate na
Pedra é remorso o alforjeiro
Que malha o ferro frio do alforje
Na bigorna como um peso de
Eterno pesadelo que não muda o
Destino não atinge a graça da
Felicidade nem retorna à
Realidade ao anseio da verdade
À prisão que é a liberdade perdi a
Oportunidade de fazer a mudança
Todos que esperam pela esperança
Esquecem as respostas das perguntas
As soluções dos problemas as resoluções
Que levam à evolução para uma
Vida melhor errei nasci no erro
Continuarei errado a percepção
Passou por mim não a captei
Por falta de responsabilidade fiz
Questão de exterminar a perfeição
Procurei o sótão de dia de
Noite me escondi no porão
Meu medo privou-me de mim
Minha covardia reduziu-me ao que sou
Sombra de esgoto silhueta de
Penumbra ser da treva fria ente
Da escuridão encho de ódio de
Vingança o coração a quem
Espera encontrar em mim uma
Única saída apresento o vazio da mão

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