sexta-feira, 28 de agosto de 2026

JORGINHO DO IMPÉRIO:



 

a nação trabalhadora brasileira

a nação trabalhadora brasileira
o povo trabalhador brasileiro a
emancipação do proletariado
da proletariada brasileiros não
queremos a evolução da espécie
se quiséssemos seres da extrema-direita
não teriam ressurgidos dos
pântanos dos mortos dos lodos
do ostracismo apodrecido dos
mofos da religião medieval dos
bolores da política nacional dos
fedores da heresia da burguesia
dos monstros feudais das elites
dos currais dos chiqueiros dos
estercos dos cogumelos envenenados
abraçaríamos a nossa civilidade
demonstraríamos que a nossa
civilização é referência no mundo
civilizado nossa democracia é
consolidada inabalável nossa
dignidade não está à venda nem
tem preço é impagável porém
não nos unimos contra os nossos
inimicíssimos num só grito rouco
trabalhadoras trabalhadores do
brasil unamo-nos à liberdade ao
futuro à pá de cal na cara retardada
da extrema-direita atrasada

BH, 0280802026; Punlicado: BH, 0280802026

OBRA-PRIMA, FORÇA ESTRANHA, CAETANO VELOSO

Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O Sol ainda brilha na estrada, e eu nunca passei

Eu vi a mulher preparando
Outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o Sol me ensinou
O Sol que atravessa essa estrada que nunca passou

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Eu vi muitos cabelos brancos
Na fronte do artista
O tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o Sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão

Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o Sol
E o Sol sobre a estrada, é o Sol sobre a estrada, é o Sol

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

TBO GUNS AND ROSES:


 

quem não sabe escolher suas escolhas não é escolhido

quem não sabe escolher suas escolhas não é escolhido
não ser escolhido é melhor ser de morte ferido letal
mortal chorar amargamente escolhi mal não fui bem
escolhido nem acolhido no meio dos escolhidos fui
recolhido a um canto donde perplexo vislumbrava os
sucessos dos sucessivos excessos absorto em meus
pensamentos nenhum virou filosofema aforismo
inimicíssimo de mim me derrotei várias vezes nas
minhas circunstâncias não ultrapassei o legado jogado
fora pela janela fui junto como se fosse um defunto
não tive vontade própria potência de poder fazer o que
todo mundo não faz pois não quero fazer o que todo
 mundo já fez quero fazer o que ninguém nunca fez
para ser aceito se possível também escolhido oba olha
lá o que está a ditar os rumos da solidão dos solitários
parece um joão ninguém alguém sabe o que tem? tem
febre causa dor calafrios dos arrepios espasmos
epilepsia? ainda não sabemos muitas equimoses o rosto
roto a face sangrenta a outra face macilenta a cara ralada
debateu-se no asfalto até adormecer se acordar doutro
lado do lago sem saber como chegou até ali com a
própria elucubração vazia que não se transformou em
nova filosofia entrou em depressão voltou à caverna
nunca mais a ninguém deu boa-tarde boa-noite bom-dia

BH, 0200702026; Publicado: BH, 0260802026