Blog do Ivanovitch 2: (CANDIDATO AO PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA)
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sábado, 9 de maio de 2026
quinta-feira, 7 de maio de 2026
quando o amor chegou ao meu ser
quando o amor chegou ao meu ser
quase me sufocou me asfixiou me
afogou na água da lagoa de
lágrimas da bacia das almas falei
coração não percas a razão deixa
o amor consumir teu sangue deixa
o amor comer tua carne acabar
com tua saúde física mental
espiritual corporal interna externa
dedica ao amor em sacrifício todo
tipo de saúde que houver em si
para que saúde sem amar? sem
amor? ou vida ou existência ou
felicidade nada disso é verdade
se não houver amor quem ama
não faz guerra quem ama não
mata não trai não humilha não
tortura quem ama compartilha
preserva protege parece difícil
impossível surpreendente é algo
que nem todo mundo quer não é
qualquer um que aprende às
vezes nem quem fala nem quem
escreve quem se pensa amante
verdadeiramente é o que
aparenta ser é a ilusão é a
desilusão é a alusão só não é
realmente amor é subterfúgio é
simulacro é enigma tese teoria
menos a prática a praticidade
não é alcançada com a qualidade
da virtude nem com a capacidade
de realizar o que se pede o que se
dá ao amor ao amar a oferenda no
altar a oferta no púlpíto coração
por coração sem a lei de talião só
o amor pelo amor a única salvação
BH, 0110302026; Publicado: BH, 070502026
terça-feira, 5 de maio de 2026
que absurdidade é essa esse desassossego que tenho que viver
que absurdidade é essa esse desassossego que tenho que viver
mil vezes morrer talvez não incomode mais aos indiferentes
toda absurdidade todo desassossego que a humanidade tem
que passar mas a mim me incomoda sim muito nem tenho
como reagir são poucos meus movimentos são loucos meus
pensamentos são descontrolados meus organismos
desarranjados meus intestinos incerto meu destino não quero
isso para nenhuma menina nem para nenhum menino até
minhas salivas são abundantes minhas lágrimas rolantes penso
que seja hidrofobia cólera raiva rancor ódio ira perdi minha
harpa não toco mais minha lira a gaita de fole a harmônica
triste a flauta doce ficou amarga azeda o trem bão não passa
mais na minha estação ops segui pela estrada de ferro a pé a
costear os alambrados as veredas as montanhas carregava
minhas doenças nas entranhas um peso morto de pedra pesada
uma falta de consciência total que só me fazia mal misturada
com uma inconsciência total de mau não consigo ser lúcido
nem lúcifer foi lúcido nem kant tinha razão pura quero uma
crítica da razão pura se perdi a pureza vivo na impureza sem
conhecimento embaralho tudo sem cartas nas mangas confundo
sem mim o mundo ficará menos imundo não chego à conclusão
a única conclusão é morrer sem confusão sou vencido sem data
de validade sem nem ser movido pela velocidade da luz aonde
posso chegar então? a nenhum lugar comum estão todos
ocupados pelos vitoriosos vencedores que chegaram na frente
dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço cheguei por
último srei sempre o último aonde tiver de chegar sem a luz
BH, 0100302026; Publicado: BH, 050502026
segunda-feira, 4 de maio de 2026
arrebatador universo seja arrebatador comigo
arrebatador universo seja arrebatador comigo
é que corro perigo pelo que persigo preciso
ser arrebatado manda um furacão um
redemoinho me coloca no ninho me joga no
teu olho em arrebentação arrebatadora estás
aí a ouvir universo? não sou daqui quero ir
para o lugar donde vim me leva de volta em
tempestade universal em temporal espacial
quero fluir nas ondas cósmicas dos cosmos
não quero ser nem cosme nem damião sabes
muito bem das minhas necessidades nem
falarei mais nada enquanto não obtiver
respostas num vento solar quente enriquecido
imantado magnetizado que mais universo
podes fazer por mim? não me perguntes
porque não sei as respostas pois as respostas
quem as sabem são as leis dos infinitos dos
ditados dos astros das constelações dos
aglomerados de galáxias como posso existir
sem as minhas estrelas? não quero existir as
estrelas me chamam pelo meu nome tenho
que ir a ser arrebatado por ti igualado no teu
tamanho bitelo no teu bojo deitado no teu
berço ninado no teu colo vem logo universo
é só um segundo de luz um fóton de distância
uma partícula vapt vupt lá fui arrebatado em
arrebatação arrebatadora ninguém aqui sentirá
falta nem dará queixa pelo sumiço ou até
graças a deus partiu rumo a eternidade onde
não foi identificada aquela nova estrela
observada fora de todos os sistemas solares
BH, 0100302026; Publicado: BH, 0400502026
BETO GUEDES, O SAL DA TERRA:
Anda, quero te dizer nenhum segredo
Falo desse chão da nossa casa
Vem que 'tá na hora de arrumar
Falo desse chão da nossa casa
Vem que 'tá na hora de arrumar
Tempo, quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir
Vamos precisar de todo mundo
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
Pra banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver
E quem não é tolo pode ver
A paz na terra, amor
O pé na terra
A paz na terra, amor
O sal da terra
O pé na terra
A paz na terra, amor
O sal da terra
És o mais bonito dos planetas
'Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave, nossa irmã
'Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave, nossa irmã
Canta, leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã
Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Para melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Um mais um é sempre mais que dois
Para melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois
Para merecer quem vem depois
Deixa nascer o amor
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
O sal da terra oh oh
Deixa fluir o amor
Deixa crescer o amor
Deixa viver o amor
O sal da terra oh oh
nós famélicas sedentas vítimas do capitalismo
nós famélicas sedentas vítimas do capitalismo
não sabemos que somos sedentas famélicas vítimas do
capitalismo por total falta de consciência total resistência
resiliência quando nos entregamos ao consumismo
quando nos deixamos nos manipular ou nos iludir com as
propagandas enganosas das religiões dos donos dos
dinheiros dos poderes das justiças das leis dos trabalhos
não nos libertamos seguimos escravos dos escravos
nas cavernas acorrentados doentes dementes não
queremos cura nem física nem mental nem espiritual
vendemos a alma ao sistema por menos moedas do
que o judas se vendeu pois não valemos pelos tantos
que nos vendemos valemos sempre menos do que
recebemos espelhos contas de vidros bugigangas
cangalhas arreios freios selas cabrestos nas celas que
serão nossas moradas finais sem lápide o fim sem epitáfio
BH, 040502026; Publicado: BH, 040502026
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