Blog do Ivanovitch 2: (CANDIDATO AO PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA)
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segunda-feira, 13 de julho de 2026
penso pouco quase nada do pouco do quase nada que penso
penso pouco quase nada do pouco do quase nada que penso
gostaria de pensar algo de útil à humanidade pois a
humanidade necessita dum pensamento novo duma
utilidade necessária dum argumento útil ao
desenvolvimento da raça humana à elevação da
evolução da espécie da espécime do aprimoramento do
ser humano com a adaptação da vida moderna somos
os únicos seres do universo que ficamos atrasados os
demais evoluíram acima da média continuamos abaixo
mesquinhos rasteiros não compartilhamos nada não
dividimos não somamos só diminuímos parecemos não
sentir vergonha das nossas condições medíocres
fazemos questões de ser piores não desvendamos os
olhos não tiramos as vendas das vistas ficamos cada vez
mais cegos boçais a rir das futilidades a bater palmas às
superficialidades rasos rhesos a rezar preces aos falsos
santos ninguém dá uma verdade a ninguém prevalece só
a mentira de todos para todos a gerar lucros a gerar
riquezas de poucos ninguém dá de comer a ninguém ou
de beber a alguém quem tem toma tudo de quem não tem
ainda se gaba da informação privilegiada da meritocracia
da herança herdada então sedimentamos a ignorância a
estupidez a insensatez como o tempo criamos uma duna
mais sólida intransponível invulnerável carregamos essa
duna maldita até aos fins dos nossos dias sem batermos às
portas da percepção sem solidificarmos os tendões do coração
BH, 0110702026; Publicado: 0130702026
domingo, 12 de julho de 2026
quarta-feira, 8 de julho de 2026
meu coração é de negro africano
meu coração é de negro africano
coração de boi bravo zebu grande
do tamanho dum monte aguenta
tempestade em alto-mar procela
na travessia furacão tufão vendaval
redemoinho só não aguenta correntes
nos pulsos grilhões nos pés cangalhas
no pescoço injustiça no caminho isso
não seu moço meu coração é um caroço
uma pedra bruta nas costas da burguesia
um nódulo no peito da elite faltou com
a liberdade do meu coração faltou com
fartura agora aguenta o troco o rojão
meu coração é um toco onde o injusto
tropeça cai de borco de cara no chão
quebra a boca na mão de pilão o pau
do nariz com o ferrão o corte na goela
com a faca de serra ou dum facão não
vem que não tem se vier leva também
aqui é boi que não se entrega é touro
que mata o toureiro todo dia na arena
a vaca não vai para o brejo o bezerro
não fica desmamado dá cabeçadas
sacode o cupim ninguém monta em
mim sou cipião sou catão sou tacão o
tendão que me sustenta é um pêndulo
infinito branquelo espanto no grito
olha que não falo cicio sussurro soturno
burburinho de legião legionário templário
zumbido de multidão quem me conhece
começa a correr antes da confusão
BH, 060402026; Publicado: BH, 080702026
terça-feira, 7 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
falar da ditadura militar sanguinária hoje
falar da ditadura militar sanguinária hoje
é jogar conversa fora grande parte do
povo trabalhador brasileiro ou da nação
trabalhadora brasileira ou do operário do
proletariado nacional justificam a
ditadura militar assassina como algo
normal que era até necessária até melhor
do que na democracia até parte do povo
estudado diplomado se faz de omissa ou
analfabeta política apolítica a abraçar a
extrema-direita acolhedora de torturadores
generais nefastos políticos fisiológicos
cristãos armamentistas pastores rentistas
militares entreguistas apátridas vira-latas
lesa-pátria o pelego agora combate o
trabalhismo odeia o trabalhista tem raiva
do trabalhador operário proletário o
pelego chega a pensar que é capitalista
porém na hora da festa fica de fora do
banquete só se alimenta com as sobras
os restos do festim o pelego é o filho
pródigo que continua a comer as bolotas
dos porcos do butim pede intervenção
na própria nação escroto bate continência
à bandeira yankee age como se o próprio
país fosse um curral um chiqueiro um
quintal para entregar ao estrangeiro aos
nove anos presenciei com minha mente
coração olhos torturas em presos aulas
de como agredir de deboches com as
encomendas da mãe ao pai humilhado
humilhações desprezo que fizeram de
mim o lixo que sou hoje mocorongos
mocorongas bolsonaristas não têm nem
noção do que é uma ditadura se tivessem
não a pediriam para si próprios todo dia
BH, 060402026; Publicado: BH, 0600702026
quando digo que não sou humano
quando digo que não sou humano
é porque não sou humano pois
louco é quem diz que quer ser
chamado de humano a fazer parte
desta humanidade posso até
parecer um componente da raça
humana maluco é quem quer ser
da raça humana errei se às vezes
quis ser humano ou da raça
humana errei errar é humano
agora não erro mais não sou mais
humano deixei tudo que me
relacionava com humanos para
atrás alguns tentam contatos
imediatos porém sou isolado
eremita ermitão índio ontem
indígena hoje só não sou humano
humano não deus me livre de raça
humana não faço questão não sou
mais escrevo nem do capital nem
da religião nem de banco nem de
bancos de igrejas vaticano vá te
catar noutro lugar no catar de
doha no meu ninguém põe põe
no do teu pai põe no da tua mãe
mudei até de nome agora me
chamo arthur bispo do rosário
preciso duma colônia menos
humana como a juliano moreira
mais uma colmeia uma caixa de
marimbondos uma casa de vespas
ferroador meter o ferrão na bunda
desses humanos desumanos
BH, 0190302026; Publicado: BH, 060702026
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