Literatura e política. COLABORE, PIX: (31)988624141
domingo, 12 de julho de 2026
quarta-feira, 8 de julho de 2026
meu coração é de negro africano
terça-feira, 7 de julho de 2026
segunda-feira, 6 de julho de 2026
falar da ditadura militar sanguinária hoje
quando digo que não sou humano
sábado, 4 de julho de 2026
Hoje sonho com tigres; inédito de LLEWELLYN MEDINA:
sexta-feira, 3 de julho de 2026
o universo me faz perder tanto tempo
quinta-feira, 2 de julho de 2026
quem não sabe inventa não sei
a tristeza é muito grande a alegria é que
quarta-feira, 1 de julho de 2026
sempre há no socialismo os que estão dispostos a se vender
terça-feira, 30 de junho de 2026
domingo, 28 de junho de 2026
estou aqui sozinho a escrever as minhas porcarias
sexta-feira, 26 de junho de 2026
mudaste alguma coisa? nada! mudaste o mundo?
quarta-feira, 24 de junho de 2026
todos sentimos orgulhosos quando fazemos as coisas
terça-feira, 23 de junho de 2026
domingo, 21 de junho de 2026
sábado, 20 de junho de 2026
quinta-feira, 18 de junho de 2026
não tenho nada a dizer à humanidade do mundo
no escuro do quarto escuro homem escuro obscuro
sábado, 13 de junho de 2026
sempre pensava que alguém ia me ver ninguém me via
sexta-feira, 12 de junho de 2026
depois da poesia escrita o poeta sai da fita
quarta-feira, 10 de junho de 2026
THIAGO DE MELLO, OS ESTATUTOS DO HOMEM:
Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.
Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.
Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.
Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.
Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.
Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.
Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.
Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.
Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.
Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.
Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.
Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.
Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.
Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.
Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.
Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.