não disse nada silenciei como se fosse surdo
nem me assustei como se fosse cego
perguntaram-me és mudo? também não
respondi pudera tudo já era tudo jaz como um
cadáver nada mais faz o mundo se corrigir em
qualquer lugar que seja não se é mais um bom
para se viver pois para se viver bem hoje nem é
preciso aprender a viver é preciso aprender a se
fingir de morto um bom fingidor vai longe
ultrapassa o horizonte navega no infinito nem
parece um pecador com dez mandamentos para
defender como ser o melhor dos homens porém
a escuridão escureceu o caminho a luz se apagou
o amor não brilhou a paz mudou de cor o sol não
nasceu se nasceu ofuscou nem à esperança
consegui dar a mão para atravessar a rua o medo
aumentou nem pensei nos questionamentos pois
não tinha argumentos vazio de pensamentos não
posso mais voltar se encontrasse a lucidez o
discernimento que felicidade bonança de
tranquilidade nunca mais a tristeza ia fazer de
mim um choro sem fim só um florido jardim
onde poderia construir um altar para a urna com
as cinzas que agora seria reduzido com o tempo
BH, 080702026; Publicado: BH, 0310702026
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