sexta-feira, 31 de julho de 2026

emperrei na encruzilhada empaquei na estrada

emperrei na encruzilhada empaquei na estrada
não disse nada silenciei como se fosse surdo
nem me assustei como se fosse cego
perguntaram-me és mudo? também não
respondi pudera tudo já era tudo jaz como um
cadáver nada mais faz o mundo se corrigir em
qualquer lugar que seja que se chega não se é
mais um bom lugar para se viver pois para se
viver bem hoje nem é preciso aprender a viver
é preciso aprender a se fingir de morto um bom
fingidor vai longe ultrapassa o horizonte navega
no infinito nem parece um pecador com dez
mandamentos para defender como ser o melhor
dos homens porém a escuridão escureceu o
caminho a luz se apagou o amor não brilhou a
paz mudou de cor o sol não nasceu se nasceu
ofuscou nem à esperança consegui dar a mão
para atravessar a rua o medo aumentou nem
pensei nos questionamentos pois não tinha
argumentos vazio de pensamentos não posso
mais voltar se encontrasse a lucidez o
discernimento que felicidade bonança de
tranquilidade nunca mais a tristeza ia fazer de
mim um choro sem fim só um florido jardim
onde poderia construir um altar para a urna com
as cinzas que agora seria reduzido com o tempo

BH, 080702026; Publicado: BH, 0310702026

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