vou morrer de alegria um dia deixar de
existir fisicamente para existir só no
poema na poesia ao desistir de tentar
ser o que não nasci para ser pois queria
ser humano não o sou não faço parte
da raça humana faço questão de não
confundir-me com o que não presta a
humanidade não nasceu para prestar
não posso respirar o mesmo ar do
leviatã não posso viver preso à mesma
gravidade dum yankee então a tristeza
é muito grande no meu coração só
aumenta meu coração fica cada vez
menor com menos espaço para a
alegria pequeno apertado não adianta
tentar enganar aos desavisados nada do
tudo para todos que se faz hoje é para
melhorar a humanidade muito pelo
contrário é para escravizá-la piorá-la
explorá-la fazer com que a humanidade
gere lucros muitos lucros não gerou
lucros é cancelamento descarte é total
invisibilidade muitos estão dispostos a
se vender pelo vale o quanto pesa sísifos
carregam nas costas pedras do capital
do capitalismo recebem suas migalhas
pagam as indulgências os dízimos daí
deitam as cabeças vazias nos travesseiros
de plumas de gansos satisfeitos felizes
BH, 0190302026; Publicado: BH, 020702026
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