domingo, 15 de fevereiro de 2026

não me deixeis morrer assim medíocre

não me deixeis morrer assim medíocre
aos pontos da ignorância da estupidez da
insensatez dai-me uma morte digna de
príncipe de maquiavel uma morte nobre de
poeta oriundo da ursa maior de quem não
chora na presença da morte tenho o maior
receio de ser pequeno de minha morte não
fazer jus aos fortes tenho o maior medo de
minha morte não ser respeitada pelos
destemidos dai-me uma morte de márti de
lorca não vale a pena morrer igual estou
para morrer tem alguém aí que vai morrer a
querer morrer igual vou morrer? duvido dai-me
uma morte rebelde de revolucionário
de comunista nunca uma morte burguesa de
elite de quem não sabe morrer ou vive a
procurar subterfúgios i juca pirama para
fugir da morte não façais isso comigo não
deixai a morte me levar ao vedes que
morrerei ao rés-do-chão tentai fazer alguma
coisa uma tentação contai uma mentira uma
verdade não ninguém acreditaria numa
verdade a mentira é mais prazerosa todos
ficarieis felizes no meu velório na ida ao
enterro em procissão como se estivesseis
convoco numa roda ambulante de prosa 

BH, 0150202026; Publicado: BH, 0150202026

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