segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VAN HALEN:

sinto que já estou perto do fim

sinto que já estou perto do fim
não queria morrer a escrever ruim assim
merecia uma escrita de ato nível
uma poesia nunca dantes declamada
um poema nunca dantes lido num grito
num uivo dum soneto infinito
merecia uma obra-prima universal
uma obra de arte celestial
uma bela arte divinal
um óleo sobre tela que ninguém mais
tiraria os olhos de cima dela
que ficassem presos pelos fios dos cílios nela
das pestanas das sobrancelhas
nunca mais fechassem os olhos
com a obra impregnada nas retinas
nas íris das meninas dos olhos
nos cristalinos nas pupilas a fazer
com que as lágrimas sejam coloridas
mas que não chorem por mim
não sou digno de lágrimas nem salgadas
quanto mais lágrimas coloridas doces que
chorem então por outros que vão morrer em vão
sem escritas sem poesias sem sonetos
nem do nível ruim dos que deixo
aqui juro que tentei fazer o melhor porém
pena não merecer alguma coisa nem
precisa ser esse prêmio nobel de literatura
bastaria que alguém lesse para mim seria uma ternura
ser lido é a salvação de qualquer escrito
mesmo piegas supérfluo mas que
a leitura faça com que o escriba morra satisfeito
quem olhar o defunto no velório sussurrará
poxa parece até que está vivo
vai enterrar assim mesmo?
dá mais um tempo aí quem sabe levanta
anda sai por aí a cantar a sorrir
como se fosse uma criança

BH, 0200102026; Publidado: BH, 0260102026

domingo, 25 de janeiro de 2026

Samba-Enredo 2026 - Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil - Acadêmicos de Niterói

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial

Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial

Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

MILTON NASCIMENTO - A SEDE DO PEIXE - DVD:

sozinho posso pensar o que quiser até que sou alguma coisa

sozinho posso pensar o que quiser até que sou alguma coisa
apesar de machucado aparento estar vivo ferido não vejo
cura para as feridas que deixarão cicatrizes tatuagens
hematomas equimoses que mais parecerão pinturas
rupestres na pele pré-histórica fica então o dito pelo não
dito para quem sempre diz que não digo nada pois nem
preciso se a arte fala por si não necessito falar nada fico
cada vez mais mudo ou surdo ou cego ou louco como
queiram não fico nunca como quero sou o que não tem
direito de não querer nada nem ser ainda mais para quê ser
num país de ninguém? onde trabalhador não é onde
professor não é onde povo não é quando é é de
extrema-direita pede invasão ianque pede intervenção
militar então sigo ao meu coração prefiro não ser nada
mesmo ao não ser nada penso que sou alguma coisa só não
quero que pensem por mim que me façam falar o que não
quero falar ouvir o que não quero ouvir nem a minha voz
que me façam ver o que não quero ver nem os meus olhos
aí sigo o sol sigo a lua sigo as estrelas como os nômades de
antigamente antepassados ancestrais antecedentes sigo os
mastodontes os mamutes os elefantes são pegadas profundas
eternas são pisadas para a posteridade enquanto houver
tempo estarei aqui sozinho a pensar que posso pensar o que
quiser até pensar que sou alguma coisa num mundo sem destino

BH, 0200102026; Publicado: BH, 0220102026

SEPULTURA - DVD - THIRD WORLD CHAOS. (HV)