sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

não tenho o dom da linguagem dos homens

não tenho o dom da linguagem dos homens
quiçá o dom da linguagem dos anjos dos
deuses dos santos nem jesus cristo teve o
dom da linguagem dos homens pois se
tivesse tido o dom da linguagem dos
homens teria sido entendido pelos homens
não teria sido crucificado pelos homens que
são maus por natureza não nascem para
ser bons quando um homem está designado
para ser bom nasce morto se o homem
fosse bom compartilhava em paz o mundo
viveria em irmandade no amor a fazer o bem
um ao outro sem olhar a quem o homem é
predador exterminador odeia assassina mata
próximo a mulher do próximo mata o
semelhante a mulher do semelhante o homem
trai engana dissemina a infelicidade por onde
passa com a placa no para-choque infeliz do
homem que acredita no homem estas
abomináveis palavras escritas tantas vezes
repetidas em jargões de obras ou em todos os
idiomas já conhecidos o homem não nasceu
para amar nem para ser amado quando por
alguma ventura descobre que ama ou que é
amado morre de desgosto ou envergonhado
esconde-se onde pode foge da luz fotofóbico
morcego cego corvo raivoso ave de rapina
hiena carniceira de savana de serrado lobo
da estepe solitário louco por dinheiro sacrifica
o que pode pelo fim do desespero por ser mau
a trazer o mal como seu hospedeiro

BH, 0200102026; Publicado: BH, 0300102026

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ai de mim malgrado meu não sou a flor que:

ai de mim malgrado meu não sou a flor que
será enterrada num jardim quando chegar ao
fim ou o a ser cremado para que as cinzas
sejam espalhadas num gramado onde as
crianças sem sapatos brinquem
despreocupadas a sorrir abundantemente
pois dos céus não cairão mais bombas
mísseis com napalms fósforos brancos
chuvas ácidas dos céus só cairão raios de sol
raios de lua raios de estrelas luzes de quasares
luzes de cometas sem tempestades sons de
trombetas trompas oboés margaridas só para
bem-me-quer sem mal-me-quer raparigas
floridas poemas de mancebos poesias de
meninas pupilas rutilas íris irisadas arcos-íris
eternizados papilas mamilas se fores aos
montes sagrados aos vales iluminados que
nunca sejas desesperado disse-me uma vez
um ancião com um cajado nas mãos uma vara
de pilão pastor de ovelhas carneiros teócritos
de pensamentos neófitos quem é o que vem lá
na névoa? soou o alarma às armas não nunca
jamais passou-se o tempo das armas quem é o
que vem lá na neblina no sereno no orvalho?
vem o amor de mãos dadas com a paz vêm
todos os astros iluminados celestiais a terra
não está mais em transe o dragão da maldade
foi domado pelo santo guerreiro deus o diabo
voltaram aos seus lugares na terra do sol do sal
sossegados enfim feliz de mim bemgrado meu posso
dizer que sou a flor que a criança plantará no jardim

BH, 0230102026; Publicado: BH, 0260102026

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

VAN HALEN:

sinto que já estou perto do fim

sinto que já estou perto do fim
não queria morrer a escrever ruim assim
merecia uma escrita de ato nível
uma poesia nunca dantes declamada
um poema nunca dantes lido num grito
num uivo dum soneto infinito
merecia uma obra-prima universal
uma obra de arte celestial
uma bela arte divinal
um óleo sobre tela que ninguém mais
tiraria os olhos de cima dela
que ficassem presos pelos fios dos cílios nela
das pestanas das sobrancelhas
nunca mais fechassem os olhos
com a obra impregnada nas retinas
nas íris das meninas dos olhos
nos cristalinos nas pupilas a fazer
com que as lágrimas sejam coloridas
mas que não chorem por mim
não sou digno de lágrimas nem salgadas
quanto mais lágrimas coloridas doces que
chorem então por outros que vão morrer em vão
sem escritas sem poesias sem sonetos
nem do nível ruim dos que deixo
aqui juro que tentei fazer o melhor porém
pena não merecer alguma coisa nem
precisa ser esse prêmio nobel de literatura
bastaria que alguém lesse para mim seria uma ternura
ser lido é a salvação de qualquer escrito
mesmo piegas supérfluo mas que
a leitura faça com que o escriba morra satisfeito
quem olhar o defunto no velório sussurrará
poxa parece até que está vivo
vai enterrar assim mesmo?
dá mais um tempo aí quem sabe levanta
anda sai por aí a cantar a sorrir
como se fosse uma criança

BH, 0200102026; Publidado: BH, 0260102026

domingo, 25 de janeiro de 2026

Samba-Enredo 2026 - Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil - Acadêmicos de Niterói

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial

Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Eu vi brilhar a estrela de um país

No choro de Luiz, a luz de Garanhuns

Lugar onde a pobreza e o pranto

Se dividem para tantos

E a riqueza multiplica para alguns

Me via nos olhares dos meus filhos

Assombrados e vazios

Com o peito em pedaços

Parti atrás do amor e dos meus sonhos

Peguei os meus meninos pelos braços

Brilhou um Sol da pátria incessante

Pro destino retirante

Te levei, Luiz Inácio

Por ironia, treze noites, treze dias

Me guiou Santa Luzia, São José alumiou

Da esquerda de Deus Pai, da luta sindical

À liderança mundial

Vi a esperança crescer

E o povo seguir sua voz

Revolucionário é saber

Escolher os seus heróis

Zuzu Angel, Henfil, Vladimir

Que pagaram o preço da raiva

Nós ainda estamos aqui

No Brasil de Rubens Paiva

Lute pra vencer

Aceite se perder

Se o ideal valer

Nunca desista

Não é digno fugir

Nem tão pouco permitir

Leiloarem isso aqui

A prazo, à vista

É, tem filho de pobre virando doutor

Comida na mesa do trabalhador

A fome tem pressa, Betinho dizia

É, teu legado é o espelho das minhas lições

Sem temer tarifas e sanções

Assim que se firma a soberania

Sem mitos falsos, sem anistia

Quanto custa a fome? Quanto importa a vida

Nosso sobrenome é Brasil da Silva

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Vale uma nação, vale um grande enredo

Em Niterói, o amor venceu o medo

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Vai passar nessa avenida mais um samba popular

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula

Olê, olê, olê, olá

Lula, Lula