segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Llewellyn Medina, Poemazinho Nº 4.

Poemazinho nº 4



O fruto
da vida
desfruto




o amor
d' sabrido
abrigo




a dor
da falta
afago




é sim
a morte
o fim

Llewellyn Medina, Poemazinho Nº 3.

Poemazinho  nº  3




Bem devagar
o sol anuncia
o início do dia




insinuante
a noite invade
o fim da tarde




garbosa n'alto
noite a dentro
a lua é o centro




de madrugada
o silêncio vela
o sonho dela

Llewellyn Medina, Poemazinho Nº 2.

Poemazinho nº 2


Vê
verde
brilhar
bilhões
claras
cores



sim
sente
cinza
sutil
azul
céu



crê
cada
coisa
custa
quase
ser



fim
assim
viver
(morrer)
é bom
é ruim?

Quando uma brisa sopra ou do mar ou da falésia; BH, 0270602013; Publicado: BH, 0240202014 .

Quando uma brisa sopra ou do mar ou da falésia
Ou da montanha ou do campo quando sopra uma
Brisa é um canto é um encanto o vento enamora
Quer ser feliz quer galopar junta-se toda a família
Sereno orvalho ar a festa é completa garoa névoa
Neblina sensação cerração emoção coração toca
Um violão geme uma viola todos querem imitar o
Que o universo tem a ensinar aprender a natureza
É aprender o que diz as coisas que não são mudas
Falam até demais uma única pétala duma flor tem
Mais a dizer do que o mais famoso âncora do mais
Importante jornal da televisão uma joaninha
Concentra mais beleza do que a mais famosa
Bunduda que aparece na mídia apelativa uma
Borboleta? qual a miss que é mais bela do que
Uma borboleta? ou uma mariposa negra toda
Feita de veludo enlevada pela brisa da noite há
Joia mais rara? há música mais inebriante? meus
Olhos inda não ouviram há algum poema aí mais
Cheio de poesia do que o que a brisa escreve
Quando acaricia de leve com o seu hálito de neve
A nossa alma que ferve?

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Monte Simplon, 550, 3; Rude meu coração é rude mas chamei com o; BH, 050302012; Publicado: BH, 0230203014.

Rude meu coração é rude mas chamei com o 
Eco da minha voz as estrelas recém-nascidas
Para dar de mamar

Rude meu coração é rude é pintura rupestre
De paredes de cavernas pré-históricas é
Cipreste milenário árvore genealógica de
Ancestrais pré-colombianos

Rude meu coração é rude raiz abissal que
Despenca das profundezas do céu tronco
Colossal no precipício com copa no fundo
Azul do oceano

Dou balidos nos campos floridos ovelha
Guardador de rebanhos carneiro apascentador
De apriscos

Quanto mais o vento infla minhas velas
Caravelas históricas singram nos meu mares
De volta aos meu portos

Sempre estou disposto exposto às tempestades
Solares aos efeitos das explosões universais
Envelhecido coberto de poeira cósmica
Deixo rastros deitados nos céus dos planetas
Desconhecidos habitados por deuses desconhecidos

Rude enredo, meu coração é um rude enredo
Um pêndulo oscilante duma locomotiva selvagem
Disparada sem controle pelas pradarias suspensas
Nas linhas paralelas dos ventos gerados pelos
Deslocamentos dos planetas

Rude orquestra circunferência sem raio sem corda
Sem eixo sem centro
Rude ensaio, rude geringonça que se fez diamante raro

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Rio Grande do Norte, 916, 40; A minha poesia sacia se sou insaciável; BH, 080702012; Publicado: BH, 0220202014.

A minha poesia sacia se sou insaciável
É álcool se tenho sede extrema eterna
Bebo embriago-me ébrio copulo com
A minha poesia estupro-a sodomizo-a
É ácido cocaína sexo madrugada
A minha poesia é uma puta do mais
Baixo meretrício é uma negra
Escrava abortada inda menina
Da aldeia mais longínqua da
África na tenra idade violentada
Por senhores de engenho capatazes
De fazendas de café é a mulher
Que leva socos na cara porradas
Pelo rosto olhos todo santo dia
Do marido brutal animal boçal
É a mulher que quando não é
Assassinada é humilhada com encargos
Tarefas abomináveis estúpidas a
Minha poesia é bizarra mórbida tísica,
Fúnebre sem arte sem dom sem deus
Sem anjos santos santas poesia de
Ateu sedenta por carne todo tipo de
Carne crua fresca viva morta carne
Fisiológica sobrenatural é poesia
Macabra despacho de encruzilhada
Bode preto para sacrifício galinha
Preta com farofa de azeite de dendê a
Minha poesia é tudo aquilo que não se vê

PDG, Alvarenga Peixoto, 1455, 3; A meta é limpar minha barra; BH, 0250102012; Publicado: BH, 0220202014.

A meta é limpar minha barra
Que anda pesada de suja no meio da
Literatura o lema é tirar meu mundo do
Submundo fazer uma cultura elevada
Real de forma estelar infinita universal
Amanhã não estarei mais aqui mas esta
Coisa rústica que deixo nesta folha de
Papel estará para confirmar que tentei
Existir que tentei ser ao fazer de mim
Um ser eternizado um ser imortalizado
Através destes símbolos fossilizados destas
Camadas de rochas vulcânicas sedimentadas
Com consciência de pedras nobres lascadas
Polidas lapidadas passei pela idade da
Pré-história não avancei na modernidade
Todas as eras as épocas as ocasiões passadas
Pelas civilizações ainda se concentram em
Mim todos os tempos os período os séculos
Passados pela humanidade inda resistem
Em mim não atualizo-me não progrido-me
Nem acelero a máquina do tempo ou a nave
Espacial para atingir a velocidade da luz
Lembro que meu pensamento é sempre
Esquecido por mais que sonhe em dar à luz
A uma obra-prima à uma obra de arte a 
Abóbada celeste não me passa seus
Segredos quando espero nas madrugadas
O alvorecer da Aurora Boreal