nem sei se faço goética ou poética mesmo sem
antologia parece mais elegia repito não vejo ode
à alegria schillerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
ou o que fazer hoje em dia para agradar
à elite para enaltecer à burguesia vou perder o
soneto vou perder a emenda vou quebrar o pé a
mão o tendão chumbar o coração nada de
anatomia de ser ou não ser eis a questão já dizia
alguém noutra ocasião mas todo mundo agora
só repete o mais do mesmo toda hora então
ninguém faz mais revolução virou nostalgia
memória recordação muda a história impõe uma
nova condição que já vem mais velha do que
qualquer ideia é a realidade virtual é a
inteligência artificial é o pensamento mortal pois
morreu o pensamento imortal como pode isso
todo mundo faz igual a mesma guerra a mesma
fera quero vender a alma porém não se compra
mais alma perdeu o valor de mercado
mercadoria vencida o corpo plastificado envolto
em papel laminado moldado nalguma academia
de celerados tem mais valor do que uma alma
sem bolor a imagem vale mais causa mais efeito
mas o que sai de dentro continua a feder do
mesmo jeito joga perfume por cima desodorante
parece que deixaram o esgoto aberto é um
corpo vivo o cheiro é dum cadáver em viva podridão
BH, 0170402026; Publicado: BH, 0170402026
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