terça-feira, 1 de setembro de 2026

papel demais à minha frente que não dou nem conta

papel demais à minha frente que não dou nem conta
nem sei quem doou tantos papeis assim a mim são
poesias são poemas nunca lidos nem conhecidos só
vivo a dizer que são poemas que são poesias que
estão sobre à minha mesa à espera de que um dia
não tenham por destino a lata de lixo neste fluxo
sou herdeiro de minha avó gero lixo não luxo dona
maria vive a dizer tira de minha mesa essas
porcarias então com essas minhas crias só encontro
problemas dilemas antigamente o pessoal enaltecia
tudo que era cria de casa até as criaturas as criações
dos quintais hoje se mostrar um filhote só recebe
um tapinha no cangote um adeus até nunca mais
quero que todas essas minhas crias sejam enterradas
comigo no meu caixão de defunto as levarei junto
de volta ao infinito as depositarei no altar do mais
brilhante quasar da constelação mais distante que
encontrar no universo no qual do voo aterrissar

BH, 0210802026; Publicado: BH, 01º0902026 

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