não venhas encher o meu alveário
de zumbidos de colmeias venhas
colocar em meus lábios o favo de
mel que tens em tua boca não
faças das conchas das minhas
orelhas o cemitério das tuas
lamentações lava a minh'alma
com alvejante ou com tudo que
alveja o ser da gente venhas
alvejar a minha mente me tornar
alvo bem mais alvo do que a neve
toma o meu coração como o alvo
do teu amor o ninho da tua paz
faças uma alvenaria ou um ofício
de pedreiro na construção de tijolos
ou pedras não talhadas ligadas
com argamassa vou ser um bom
alveneiro não será qualquer
procela que derrubará o nosso
castelo donde fluirão álveos leitos
de rios riachos de leite ou arroios de
mel nos sulcos abertos na terra donde
a fertilidade a felicidade também
brotarão para nos alimentar com
brotos alveolados para alveolar como
o que contém alvéolos ou pequenas
células do favo do mel nas cavidades
ou cavidade na qual se encaixa o
dentinho que vai te morder nos pequenos
compartimentos nos quais terminam os
bronquíolos que levam traz o ar da vida
BH, 050801999; Publicado: BH, 0110902020
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