isabel paraste sem o papel
sorriste na cena que não
era de cinema aproximaste
a sorrir molhaste meu rosto
em dois beijos de desejos
um de cada lado da face
falaste perguntaste
conversaste convenceste
lembraste relembraste
quanta mentira em tua
voz quanta falsidade em
teu olhar quanta indiferença
em tua pessoa que já não
és mais aquela de cabo frio
onde brincava que as
mulheres tinham os cabos
quentes já não és Isabel mais
isabel como mudaste sinto
amargura em tua mudança
já não és isabel aquela isabel
já não és não tens corpo não
tens carne não tens espírito só
um amontoado amarrotado de
papel com destino ao beleléu
RJ/SD; Publicado: BH, 0200902021
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