só ficou-se o arcabouço do meu coração
o açude evaporou-se a cisterna não era
eterna o paiol destelhado ao sol o que
agora resta à tropa sem tropeiro mula
de guia com sineiro cincerro de égua
madrinha sincerro de cavalo baio a
pinga de cabeça beberam toda na
cabaça a cachaça não tem mais graça
nem garapa de engenho nem álcool de
destilaria o caminhante não tem com o
que se animar nem a sombra por
acompanhante fumo de rolo aos
mascantes aos fumantes mascastes aos
assaltantes mosquetões espingardas
baionetas caladas ora pro nobis espinhos
nas beiras dos caminhos poeiras nas
ventas embaralho nas vistas visagens no
ar das trêmulas paisagens é preciso
caminhar viver não é preciso cai mais um
no capim dessa vicinal sem fim de quem
era a alma que agora vai nos assustar
nos assombrar ao nos acompanhar? não
tem encruzilhada para despachar esse
encosto na estrada uma cruz abandonada
BH, 0260802026; Publicado: BH, 0100902026
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