quarta-feira, 21 de outubro de 2026

quando pego a pena esqueço da vida

quando pego a pena esqueço da vida
penso só numa obra-prima para
curar as minhas feridas não importa
o que deixo nas linhas do caderno
são linhas paralelas do infinito são
passarelas do meu lado interno saio
do meu inferno entro no meu céu
tiro o sal do corpo encho a boca de
mel saio do inverno crio meu
próprio sol faço um rol de obras de
arte sou um artista das belas artes
que sejam plásticas óleo sobre tela
esculturas o que o destino me
prevenir carrancas do meu avô
cabeças da ilha de páscoa rabiscos
rústicos rupestres de paredes de
cavernas não importa a plataforma
a falésia a pradaria o abismo aonde
a frase for vou em romaria
procissão desfile o que a arte ditar
de qualquer maneira na bacia na
peneira na gamela na janelo onde
houver um pôr de sol um vento um
rouxinol estarei ali alien em arrebol

BH, 0180902026; Publicado: BH, 02101002026

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