segunda-feira, 5 de outubro de 2015

MIKIO, 53; BH, 0230202013; Publicado: BH, 0501002015.

Raramente posso escrever alguma
Coisa feliz poço de maldade como
Escrever algo feliz? se olho para os
Céus vejo fumaças a encobrirem as estrelas
Se olho para o mar vejo depósitos
De lixos atômicos descaso poluição
Se olho para a terra vejo ruindades
Maus-tratos infelicidades se olho
Para os bares as garrafas nas
Prateleiras vejo ali a oportunidade
De encontrar a felicidade o
Que faço? bebo todas encho-me de
Ilusões de falsas esperanças fico
Iluminado penso-me um gênio
Um herói invulnerável um
Aquiles mas é só por algumas horas
Vem o que não deveria vir
Nunca o dia seguinte o dia
Seguinte é que é a realidade
A vontade de nunca ter nascido
O dia seguinte o dia seguinte é
Como se fosse depois dum desastre
Nuclear a vontade é só de morrer
De não nascer nunca inda mais nascer
De novo juro imploro a todos os
Anjos santos santas prometo
Enfim quando há uma melhora qual
É o lugar para onde penso em correr
Célere? o maldito do bar lá deixo
Tudo de mim meu espírito minha
Alma meu ser todo o meu dispositivo
Emperrado no primeiro gole fica
Logo lubrificado como num passe
De mágica sinto o cérebro destravado

CAF: Intelectuais dizem não ao Golpismo:

Representantes das mais variadas profissões se unem em defesa da democracia
aécio.jpg

A partir da Caros Amigos:

Intelectuais lançam manifesto para barrar avanço conservador



Representantes das mais variadas profissões se unem em defesa da democracia



Um grupo de intelectuais das mais variadas profissões e sem vínculos político-partidários lançaram um manifesto em defesa da democracia para barrar o avanço do conservadorismo no país. "É imprescindível buscar alternativas para resistir ao ataque da direita e ao golpismo, em defesa da ampliação dos direitos sociais, dos direitos de cidadania e dos interesses nacionais", diz trecho do texto divulgado. Leia a seguir o manifesto na íntegra e veja quem o assina.

"Em frente! Resistir, avançar, transformar

Passados quase trinta anos da retomada da nossa vida democrática, o cenário político que se vai construindo é extremamente preocupante. Presenciamos, hoje, um quadro regressivo que tem como matriz o avanço da direita conservadora, respaldado num sistemático programa de desqualificação das esquerdas e de suas bandeiras tradicionais. As forças progressistas, que até recentemente, desempenhavam um papel relevante no cenário político nacional, recuaram para uma posição meramente defensiva.

1. Escalada conservadora

No decorrer dos últimos doze anos, alterou-se profundamente o quadro histórico de desigualdade da sociedade brasileira por meio de uma série de conquistas: maior redistribuição de renda, com melhoria nas condições de vida de grandes parcelas da população, acesso de milhões de jovens ao ensino superior, afirmação de direitos de cidadania, além da reorientação positiva do Brasil no cenário internacional. Entretanto, a esse quadro de conquistas relevantes sobrepuseram-se graves problemas, decorrentes da crise financeira internacional, dos equívocos na condução da política econômica e, sobretudo, dos desvios éticos, que tradicionalmente eram associados às elites que detinham a hegemonia do poder político no país.

Na onda do conservadorismo que avança no plano internacional - com graves repercussões para a democracia na América Latina - a direita brasileira, tirando proveito, à exaustão, do contexto de crise, mobiliza seu poder econômico, político e de produção simbólica e explora as ocorrências, com todas as conhecidas distorções, que passaram a associar as forças de esquerda, indistintamente, à corrupção e à negação da política regida pela ética dos princípios.

Além disso, a mentalidade conservadora, disseminada na sociedade, encontra plena expressão e instrumento no Congresso Nacional, que vem impondo uma agenda de ações regressivas, tais como a diminuição da maioridade penal, a mudança na forma de demarcação das terras indígenas, a limitação da liberdade dos grupos LGTB, a precarização das relações de trabalho e a aprovação manipulada de uma Reforma Política contrária aos interesses da maioria da população. A atuação das duas instâncias legislativas contribui decisivamente para o aviltamento da cidadania e mesmo dos demais poderes da República. Ressalte-se que os presidentes da Câmara e do Senado tornaram-se duas figuras de proa no exercício do poder discricionário, erigidos como guardiães da ética, a despeito da natureza polêmica de seus currículos políticos.

Amplificando a ação da direita, no plano institucional e na sociedade, os meios de comunicação divulgam, de maneira articulada, a imagem do caos político e da falência das “utopias da esquerda”, constituindo-se no principal veículo de demonização do governo federal e das administrações compromissadas com as políticas voltadas para os interesses populares. Isso resulta, em parte, da falta de empenho do governo, e de setores da esquerda, para avançar na luta pela democratização dos meios de comunicação, entendendo que, assim agindo, seria possível conquistar as simpatias da grande mídia.

A "aposta" na crença de que o confronto ideológico seria ganho apenas ocupando a máquina do Estado, alimentando o apetite dos bancos, desonerando as grandes empresas, renunciando à execução da reforma agrária, ao diálogo com os movimentos sociais e sindicais, revelou o tamanho do equívoco político pelo qual estamos dramaticamente pagando a conta.

2. Resistir e avançar

Diante dessa conjuntura regressiva, que conduziu o conjunto das forças de esquerda ao imobilismo e ao isolamento, é imprescindível buscar alternativas para resistir ao ataque da direita e ao golpismo, em defesa da ampliação dos direitos sociais, dos direitos de cidadania e dos interesses nacionais.

É com esse propósito que constituímos um grupo de cidadãos e cidadãs, com ou sem vínculos partidários, com militância política no campo da esquerda, com opiniões convergentes em relação às questões que marcam a atual conjuntura nacional e com o propósito de promover ações que façam frente ao retrocesso em curso.

3. Nossas propostas:

- Temos como perspectiva somar esforços, com outras iniciativas progressistas, visando à criação de uma agenda comum de eventos e a inserção numa frente de esquerda, com o objetivo de resistir ao atraso e avançar no aprofundamento da democracia.

- Repudiamos todas as formas de autoritarismo, cujas raízes históricas remontam ao nosso passado escravista e que permanecem latentes na sociedade brasileira, manifestando-se nos momentos de avanço de conservadorismo político e expressando-se em atos de intolerância e discriminação, que atentam contra a própria Constituição Federal, em seu artigo 5º.

- Defendemos a legalidade democrática, que significa, hoje, férrea oposição ao golpismo e ao revanchismo eleitoral.

- Defendemos a democracia participativa, o que implica a ampliação dos direitos de cidadania, em todos os níveis, para além do exercício do voto, na definição de prioridades orçamentárias relativa à moradia, saúde, educação, segurança e cultura, no interesse da maioria da população. Implica, ainda, a intervenção dos cidadãos na política, por meio de referendos, plebiscitos e projetos de lei de iniciativa popular.

- Defendemos a democratização dos meios de comunicação (contra o monopólio da informação pela mídia hegemônica), a criação de redes de comunicação popular (por meio de sindicatos, organizações da sociedade civil e dos movimentos sociais) e o pleno acesso da cidadania às Novas Tecnologias de Informação e Comunicação.

- Repudiamos, veementemente, qualquer atentado à soberania nacional, no que concerne às nossas riquezas naturais, em particular as reservas de petróleo e a própria Petrobrás. Além disso, defendemos a inserção independente do país na política internacional, com destaque para a solidariedade e integração aos países da América Latina.

- Defendemos a ética na política e repudiamos a corrupção, em todas as suas modalidades, as concessões clientelistas, resultantes de acordos políticos nas diversas instâncias institucionais (o tradicional "toma lá, dá cá"), além do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, responsável por grande parte do controle privado da política.

- Condenamos a criminalização e punição seletivas das ações ilícitas, que vem sendo feitas pelo poder judiciário, pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, com amplo respaldo da mídia e de parcelas da sociedade.

Em síntese, entendemos que é imperioso resistir ao conservadorismo e ao retrocesso em marcha no país, avançar nas conquistas sociais e transformar as próprias práticas da esquerda brasileira.

Assinam:

*Aderbal Magalhães -Professor aposentado Instituto de Química/Unicamp

* Alai Garcia Diniz - Professora aposentada UFSC - Florianópolis, SC

*Alejandra Rojas C. - Professora Universitária - Federal da Fronteira Sul

*Alípio Freire - Jornalista

*Alvina Rosa de Jesus - Agricultora aposentada - BA

*Adilson Citelli - Professor Universitário

*Amanda Vizoná - professora e cientista política

*Ana Beatriz Rinaldi Rego - Cientista Social e Agente Educacional na Fundação CASA

*Ana Gravito Prata - Artista Plástica

*Ana Maria Estela Caetano Barbosa - Professora

*Andrea M. A. C. Loparic - Professora aposentada Unicamp/USP

*Andrea Túbero - Socióloga e Terapeuta Junguiana

*André Biagioni - Servidor Público

*André Lázaro - Professor da UERJ

*Antonio José Guimarães - Jornalista

*Antonio Othon Rolim - Funcionário Público federal aposentado

*Ary Normanha - Gráfico

*Aytan Sipahi - Médico

*Beatriz Bíssio - Professora do IFCS/UFRJ

*Beatriz H. M. Citelli - Professora aposentada

*Bela M. Sister - Psicanalista. Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae

*Bruno Dunley - Artista Plástico

*Carlos Pereira dos Santos - Eletricista - SP

*Carlos Silveira - Economista

*Carolina Simoes Galvanese - Sociologa - SP

*Ceci Juruá - Economista

*Cecília Azevedo Lima Collares - Profa. Associada, Faculdade de Educação- Unicamp

*Célia Cassis - Jornalista e Editora

*Celso Frederico - Professor Universitário

*Cezar Canato, Professor Universitário - Araraquara SP

*Chico Alvim - Poeta

*Clara Alvim - Professora e Critica Literária

*Cleuza Maria da Cunha Bettoni - Professora Universitária

*Cloves de Castro - Metalúrgico Aposentado - Fórum de Ex-Presos Políticos do Est. de S. Paulo

*Corinta Maria Grisolia Geraldi - Professora Doutora Aposentada/Unicamp

*Daniel Gesualdo de Oliveira - Ator e Representante comercial - SP

*Denise Arins - Bacharel em Direito

*Diana Dias da Silva - Enfermeira - SP

*Eduardo José Siqueira Barbosa - Administrador de Empresas

*Epitacio Brunet Paes - Professor

*Eva Magalhães - Professora aposentada - Instituto de Química/Unicamp

*Eva Tereza Skavzuka - Médica pediatra e sanitarista

*Evandro Vieira Ouriques - Coordenador do Núcleo de Estudos Transdiciplinares de Psicopolítica e Consciência - Escola de Comunicação UFRJ

*Flávia Cristina da Silva - Psicóloga (Servidora Pública) - SP

*Francis Gomes Vale - Advogado e Diretor Cinematográfico (CE)

*Georgia Kyriakakis - Professora

*Geraldo Moreira Prado - Professor Universitário - PPGCI-IBICT/UFRJ

*Gilson M. Modesto - Projetista

*Gonzalo Vecina - Professor Assistente da FSP/USP

*Guilherme Sipahi - Professor Universitário / USP São Carlos

*Gustavo Sénéchal de Gofreddo - Professor da PUC/RJ

*Halter Maia de Almeida Jr - Maestro

*Hamilton Mendes Rocha - Produtor Audiovisual

*Helena Nosek - Arquiteta e Urbanista

*Helena S. P. do Carmo - Professora de Artes

*Helenita Sipahi - Médica

*Helio Leite de Barros - Professor de Filosofia aposentado

*Horacio Calligaris Galvanese - Arquiteto SP

*Isabel Sipahi - Designer

*Ivani de Brito - Professora

*Janete Frochtengarten - Psicanalista

*João Matheus Bolito - Vereador em Rincão e estudante de Ciências Sociais - FCL - Unesp Araraquara

*João Pedro Dias - Professor da UERJ

*João Túbero Silva - Estudante de Ciências Sociais - Unesp Araraquara

*João Wanderley Geraldi - Professor Titular Aposentado/Unicamp

*Jorge Grinspum - Professor

*José Carlos Mariano do Carmo - Professor Universitário Senac - Florianópolis - SC

*José Guilherme Pereira Leite - Professor da Escola da Cidade

*Jovane Pereira dos Santos - Promotor de Vendas - BA

*Junko Yamanaka - Jornalista Aposentada

*Lalo Leal - Jornalista e Professor

*Lana Nowikow - Jornalista

*Laura Vinci - Artista Plástica

*Leandro Lamano - Professor

*Leonice de Lourdes Balthazar Marão - Professora da Faculdade, Ciência e Artes Dom Bosco, SP

*Leopoldo Nosek - Psicanalista

*Liliana Carneiro - Farmacêutica

*Lucia Koch - Artista

*Luizete Guimarães Barros - Professora Universitária, UEM

*Luis Carlos Soares Madeira Domingues - Pesquisador, FIOCRUZ

*Luiz Carlos Oliveira - Corretor de Imóveis - BA

*Luiz Roncari - Professor Universitário

*Magda Barros Biavaschi - Desembargadora aposentada - TRT4 e Pesquisadora do CESIT/Unicamp

*Magnólia Pereira dos Santos - Cuidadora

*Marcela Cristina Evaristo - Mestre em Linguística. Secretaria Municipal de Educação

*Maria Aparecida A. Moyses - Professora Titular de Pediatria- Unicamp

*Maria Aparecida Rolim - funcionária pública estadual aposentada

*Maria Beatriz Assunção da Rocha e Silva - Artista Plástica

*Maria Célia Pereira dos Santos - Chefe de Cozinha - SP

*Maria Cristina Ocariz - Psicanalista. Coordenadora da Clínica do Testemunho Instituto Sedes Sapientiae

*Maria Helena Simoes Paes - Professora

*Maria Inês de Almeida Madeira - Aposentada

*Maria Isabel Iório Soncini - Professora - São Paulo-SP

*Maria Ribeiro do Valle - Professora de Sociologia - FCLAr UNESP

*Maria Victoria Benevides - Socióloga e Professora Universitária- USP

*Marina Galvanese - Historiadora

*Mario Augusto Jakobskind - Jornalista

*Mario Martini - Educador

*Marisa Greeb, Sociopsicodramatista

*Mateus Araujo - Professor de cinema

*Michiko Shiroma de Carvalho – Socióloga Pesquisadora

*Milton Bellintani - Jornalista e Diretor do Núcleo de Preservação da Memória Política

*Nadja Leite - Pedagoga

*Neide T. Maia Gonzalez - Professora Senior junto ao DLM/FFLCH- Usp

*Neusa Maria Mendes Borges - Professora - São Paulo

*Odair Dias Gonçalves - Físico, Prof. Associado do Instituto de Física da UFRJ

*Nair Yumiko Kobashi - Professora da Escola de Comunicações e Artes - USP

*Paula S. Trindade – Psicanalista, Membro do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae

*Paulo Bacellar Monteiro - Artista Plástico

*Paulo Pasta - Artista Plástico

*Pedro Diniz Bennaton - Diretor e Professor de Teatro

*Regina Helena Oliveira Martins - Socióloga

*Renata M. Datrino - Cientista Social

*Rita de Cássia - Médica - BA

*Rita Sipahi - Advogada

*Roberto Amaral - Cientista político, ex-ministro da Ciência e Tecnologia e ex-presidente do PSB

*Roberto Martins Rodrigues - Advogado e Professor Universitário - CE

*Rodrigo Andrade - Artista Plástico

*Rodrigo Bivar Marquese - Artista Plástico

*Rodrigo Furtado Costa - Sociólogo e Professor Universitário - UEMG Frutal

*Rosa Godoy - Professor Universitária

*Rubens Miranda - Administrador de Empresas e Advogado

*Sandra Rachidi Marão - Professora Universitária aposentada - Ubatuba SP

*Sara Müller - Artista Plástica

*Sérgio Sister - Artista Plástico

*Solano Morales - Programador

*Sonia Irene Silva do Carmo - Professora Universitária aposentada UNESP

*Takao Amano, Advogado

*Tarcisio Geraldo Faria - Jornalista

*Teodoro Buarque de Hollanda - Sociólogo

*Teresa Cristina Telarolli - Socióloga e Coordenadora de Projetos

*Tiago Mesquita - Professor e Critico de Arte

*Toni Venturi - Cineasta

*Valdir Pereira dos Santos - Encanador - SP

*Valdizar Pinto do Carmo - Jornalista aposentado

*Vania Chene - Arquiteta

*Vera Soares - Física e Militante Feminista

*Vicente Roig - Advogado

*Vilma Arêas - Escritora

*Vivaldo Barbosa - Ex-Deputado Federal Constituinte

*Zaqueu Augusto de Carvalho – Advogado"

domingo, 4 de outubro de 2015

João do Vale * Pisa na Fulô (O Poeta do Povo - 1965)

De que fibra é feita essa mulher?




De que fibra é feita essa mulher?
Que passa feito uma locomotiva.
E vem "não vai ter Copa".
E vem "Fora, Dilma".
E vêm passeatas.
E vêm xingamentos.
E vêm panelaços.
E vem Congresso.
E vem golpista.
E vem juiz, deputado, senador.
Todos lá pressionando, ameaçando.
E haja ação na justiça.
E vem pedido de impeachment etc e tal........
De que fibra é feita essa mulher?
Que está cada vez mais linda.
E anda de bicicleta.
E viaja.
E trabalha.
E tão calma, e tão serena.
E magra, e altiva e elegante.
E enfrenta o câncer com sorriso no rosto??
De que fibra é feita essa mulher?
Que, sozinha, enfrenta um batalhão de homens babando ódio.
E vai passando, qual bola de boliche, derrubando os pinos em seu caminho.
Strike!
De que fibra é feita essa mulher que enfrenta tantos homens?
E derruba todos um a um...
De que fibra é feita essa mulher?
Que enfrentou a Ditadura, tortura, generais.
E hoje comanda as Forças Armadas!
Ela é feita de fibra de aço?
É feita de quê?
Que mistério explica tanta força, tanta determinação?
Ela é feita da fibra da fé, da dignidade, da coragem.
Ela é feita da fibra da mulher.
Ela é Dilma!!!!!
Coração Valente!

Mário Antônio.

MIKIO, 54; BH, 0230202013; Publicado: BH, 0401002015.

Yaoni Maria Sànchez Cordero é uma pessoa
De direita serve a interesses contrários ao
Seu país Cuba conservadora não quer o
Fim do desumano bloqueio econômico não
Quer o fim da base ilegal de tortura a prisão
De Guantánamo não reconhece que Cuba
Apesar de todo o boicote capitalista imperialista
Conseguiu avançar em áreas que em muitos
Países livres não há antes de Fidel Castro
Sua turma Cuba não era dos cubanos hoje
Bem ou mal Cuba é um país que fez uma
Revolução causa menos mal ao mundo do
Que os USA há de se pensar que Revolução
Não é revolução Revolução não admite
Antirrevolucionário é uma guerra constante
A nação não pode voltar ao que era antes
Entre a vida de ficção norte-americana à
Vida real cubana prefiro viver a vida real
Cubana Yaoni Maria Sánchez Cordero pede
Liberdade de expressão será que não sabe
Que repórter que falar mal do presidente
Norte-americano pode ser preso? quer é
A vida de ficção de consumo de faz de
Conta seria bem mais útil ao país dela
Se colaborasse com a preservação da
Revolução das conquistas do sonho de
Liberdade agora ir a outros países fazer
Feio ser manipulada pela direita detonar
Uma pequena ilha que sofre uma sanção
Dum gigante faz muito feio a Yaoni Maria
Sánchez Cordero não estou com Maria não
Estou do lado em que Sánchez está os USA
Estou do lado da Ilha do povo revolucionário

MIKIO, 55; BH, 0230202013; Publicado: BH, 0401002015.

Na tundra dava para perceber a movimentação
Que de longe o vento fazia na falésia o ar
Ergueu o olho o aspecto circunspecto da rede
De redemoinhos as palhas secas não urbanas
De ciscos de quintais cujos terreiros as
Cercas de arames farpados não impediam as
Passagens as raparigas de seios fartos rotundos
Escondiam-se nas choupanas atrás de risos
Contidos onde quase não se percebiam os
Dentes brancos belas flores passarinhos
Estampavam os jardins que circundavam as
Aldeias vi rios que desciam das serras nos
Meandros regatos arroios ribeirões vi o
Riacho nele banhava-se uma ninfa descuidada
Que destilava sua linfa debaixo dos nimbos
Quando pensava nos desfiladeiros da infância
Não chegava à conclusão do pensamento
Debatia-se um teimar em debater como um
Afogado a perecer tudo era calmo na cabana
Onde a tarde fazia a sesta nem ouvia-se o
Bater de asas dos insetos os grãos não vibravam
Pairava-se a névoa na distância da estepe a
Esperar a tarde acordar nesse intervalo tudo
Era infinito não percebia-se nada nem os
Suaves sussurros dos passos do anoitecer as
Últimas reverberações chiavam em agonia o
Dia não queria morrer do outeiro em resguardo
O olhar pousado no horizonte que fremia pela
Primeira vez uma montanha diminuiu de tamanho

MIKIO, 56; BH, 0230202013; Publicado: BH, 0401002015.

Ao arrastar a carne no asfalto a gastura
Expôs os ossos descarnados pela autoestrada
Foram deixados nacos nacos de fibras
Seixos agora estavam nos lugares dos
Meniscos a rótula desceu ladeira
Abaixo num blomsday que caiu numa
Sexta-feira da paixão a coincidir
Com a treze sonhei com James Joyce numa
Praça da sua Dublin fundia-se
Com Fernando Pessoa Fernando
Pessoa fundia-se com James Joyce no
Paralelo não distinguia-se quem
Era quem Dublin era Lisboa Lisboa
Era Dublin as praças as ruas
O fog tudo era uma coisa só no
Pesadelo o Tejo latejava em Dublin
Fantasmagoricamente não sabia
Se estava nas aldeias portuguesas
Ou se era sombra no fog irlandês
Mas afinal de conta tudo era Europa
Só sou que não era nem o que sou querer
Ser espectro de James Pessoa querer
Ser ectoplasma de Fernando Joyce
As mulheres viradoras de tripas as
Mulheres vendedoras de buchos de
Longe sentia-se o mau cheiro ou de
Longe ouvia-se o zumbido das moscas
Que as acompanhavam as mulheres
Vendedoras de morcelas chouriços
Também com seus mosquitos verdejantes
A catinga de carniça que agradava
Urubus comia-se aquilo em festins
Em butins regados à pinga à moda do
Porto só conheci na dobrada do Fernando