sexta-feira, 13 de junho de 2025

o capitalismo não acaba pois é fruto da estupidez humana

o capitalismo não acaba pois é fruto da estupidez humana
acaba-se a humanidade porém a estupidez não se a estupidez
não acaba só aumenta então o capitalismo também nunca se
acabará se perpetuará como o colonialismo o imperialismo a
burguesia a elite ou o sistema opressor da sociedade desigual
tudo que explora o pobre enriquece cada vez mais o rico ou o
capitalista que sabem aproveitar muito bem do trabalhador
pelego vira-lata entreguista do patrão que fazem do coitado
proletário inconsciente um eterno dependente preso
às correntes do sistema da plutocracia aí o trabalhador do
mundo não se une é contra o trabalhismo é contra o trabalhista
é contra o próprio trabalhador o que dificulta o fim do capitalismo
do que adora o capitalista o imperialista o colonizador ai aí é
impossível uma revolução com o apoio duma classe tão traíra
em ação que dizima o che que dizima os líderes insurgentes
d'áfrica doutros países que combateram combatem
combaterão o império mundial que contra-ataca infinitamente
até o seu fim real por isso que a máquina é usada para não
conscientizar o tal trabalhador que passa a abominar tudo que
diz respeito ao trabalho até mesmo os próprios direitos
trabalhistas ou sociais o que faz com que o estado seja susente
onde mais o povo trabalhador precisa dele com a difusão da
nefasta política neoliberal enganadora do estado mínimo

BH, 0130602025; Publicado: BH, 0130602025.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

preciso escrever alguma coisa rapidamente antes de morrer

preciso escrever alguma coisa rapidamente antes de morrer
não importa o que seja o que tenha de escrever rapidamente
antes de morrer será sempre alguma coisa fútil de morto inútil
porém em vida não leguei nada legal ao além pelo menos
morto há a possibilidade de ser psicografado por alguém mais
morto do que sou com o dom da telepatia com o dom do
fingimento de se fingir de vivo pois vejo os porcos passar
mortos frescos diante do meu cadáver apodrecido
já em adiantado estado de putrefação fétida aqui em presença
de mim que nunca soube o que sou donde vim para onde
vou vejo que  não sou senhor de mim meus senhores são
o mercado o capitalismo o colonialismo o imperialismo
a burguesia a elite meus senhores são a religião as igrejas
as seitas que não as aceito herege agnóstico ateu incrédulo
iconoclasta rebelde revolucionário progressista de
vanguarda calai perante mim hipócritas deixai de lado as
orações preces rezas salmos deixai de lado amor perdão paz
nada mais dos ditos vivos me satisfaz então adeus até nunca mais

BH, 0120602025; Publicado: BH, 0120602025.

O MELHOR DOS NOVOS BAHIANOS:


 

quarta-feira, 11 de junho de 2025

não estou bom sinto que nem estou bem

não estou bom sinto que nem estou bem
vejo israhell despedaçar os nenêns na sala
do meu barraco no barranco da entrada da
boca da favela quero desligar a antiga tv
que só serve para me mostrar ao vivo o
genocídio do povo palestino cometido pelo
estado terrorista de israhell porém não faço
nada sou passivo sou estuprado seviciado
em silêncio sou cativo só as bombas fazem
barulho meu coração parou o trapo humano
dos usa a sede da onu fazem vistas grossas
aos crimes que acontecem na faixa de gaza
aqui na hora do meu feijão com arroz
farinha carne não precisa já vejo as carnes
assadas das crianças palestinas de gaza
sinto até o cheiro de carne tenra defumada
em brasa viva que me deixa com a boca
cheia d'água não contesto mais o mundo o
nazismo o fascismo o capitalismo o total
imperialismo a extrema-direita o nocivo
bloqueio econômico a cuba nem as religiões
dos regimes globalizados não contesto mais
rússia china ucrânia já sou uma puta
velha septuagenária esquecida pela história
imagina pela pré-história nem choro mais
por nada que se foda essa porra toda não
consigo delendar a globo a vênus platinada do
partido da imprensa golpista safada que se
ferre o trabalhador pelego brasileiro que
pensa que trabalhismo é comunismo é
socialismo que se ferrem os trabalhadores
do mundo que não se uniram não haverá mais
líder trabalhista libertador revolucionário
acabou-se agora o mundo será curral da
extrema-direita o trabalhador confinado aos
guetos sem seus direitos

BH, 040602025; Publicado: BH, 0110602025.

terça-feira, 10 de junho de 2025

das últimas agora nas últimas

das últimas agora nas últimas
só me lembro de esquecer só
recordo de não recordar de não
ter memórias nenhumas nem
lembranças esqueço do de beber
esqueço do de comer esqueço do
de viver só não sei se esquecerei
do de morrer bem que gostaria
de esquecer do de morrer ou que
a morte também se esquecesse
do que é de mim pois não sou
digno de morrer assim sem
dignidade esquecido pelos
cantos feridos sem encanto sem
encontrar desencantado o canto
certo é que esqueço das coisas
dos casos das causas das gentes
dos vivos dos mortos dos amigos
dos inimigos ainda existe mulher
aí pelo vasto mundo meu amigo
raimundo? nem sei mais o que é
mulher esqueci de todas bem
antes de todas já terem se
esquecido de mim mulheres
mulheres mulheres quem as
entendia era o velho safado o
baco bêbado do osso buco o
charles chacal canibal
antropofágo afogado no álcool
curtido o couro desnudo ao sol
o bafo de onça o bafo de bode o
bogodo cheio de bolor a exalar
inhaca nem lembro mais de
nada se não lembro não fiz não
vivi não amei não sorri tinha até
feito um epitáfio não sei onde o
coloquei procurei não o encontrei
deixa para lá joga em qualquer lugar
sem identificação não tinha coração

BH, 030602025; Publicado: BH, 0100602025.

quinta-feira, 5 de junho de 2025

sem saber o que fazer

sem saber o que fazer
tal qual um músico novo de jazz convidado
a tocar com monstros sagrados consagrados
tento adentrar ao santuário dos mestres da
literatura literalmente dos deuses da
inspiração numa tentativa de dar vida a este
combalido septuagenário coração falido
sem saber o que fazer
como um cafetão que tantas putas já deixou
na mão para correr atrás doutras mais novas
valiosas a render alguma remuneração o
trompete não empina mais igual o do dizzy
gillespie digo às meninas das madrugadas
nas quebradas arriba as saias vamos nus
embora pela madrugada fora encontrar fora
de hora uma felicidade agora na aurora
outrora nem sentia o peso das dificuldades
da insegurança da desconfiança incertezas
agruras da vida do destino cruel do azar que
carregamos do berço rezamos o terço o
político quer mais dum terço quando não
quer tudo a deixar as crianças morrer nos
guetos
s em saber o que fazer
não salvo ninguém com um soneto na
palestina em gaza as crianças são
despedaçadas queimadas vivas não há
literatura que resista resilente em
resiliência não há poesia ativista poema de
resistência teimosia israhell silencia
qualquer coração em agonia que pulsa nas
cinzas quentes por paz por amor por perdão

BH,  0210502025; Publicado: BH, 050602025.