sexta-feira, 7 de agosto de 2026

não guardo meus poemas dentro da minha alma simplória

não guardo meus poemas dentro da minha alma simplória
pequena não guardo minhas poesias dentro do meu
guarda-roupa para me dar azia por mais traças picumãs
que sejam dou-lhes à luz tirada do limbo do limo do
fogo-fátuo da placenta tiro-as tirolesas ilesas indenes do
fungo do mofo doa a quem doer em mim no alheio no
semelhante não privo minhas elegias da escuridão do
mundo minhas odes às tristezas da vida não consigo
vencer o trapo presidente dos usa porém abomino os
yankees desprezo-os não dependem de mi sei muito bem
disso meu filho chorava quando ouvia evanescence queen
choro quando ouço 14 bis não quero saber porque os usa
também me fazem chorar a história é vergonhosa os
yankees deveriam se envergonhar a minha história também
deve envergonhar muita gente não me faz crescer não me
faz nascer não me faz ser muito pelo contrário me mata
todo dia de manhã de tarde de noite sempre de tristeza
nunca de alegria nunca de contentamento só de melancolia
aí sigo em frente aparentemente como se estivesse tudo
bem como se o mundo fosse um lugar livre para livres
irmãos sem guerras só com paz amor perdão acordo em
pesadelo não é sonho os usa promovem nova invasõ

BH, 0150702026; Publicado: BH, 070802026

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