terça-feira, 29 de julho de 2025

decadente sempre até o dia no qual

decadente sempre até o dia no qual
chegar a minha hora fatal letal terminal
muita gente já foi à minha frente está à
espera de mim que vou assim que for
possível no findar da minha tarefa aqui que
não foi fácil pois foi mais difícil devido à
minha dificuldade em quebrar paradigmas
romper a lógica abalar paradoxos sempre
tive medo de quebrar a cara de abraçar a
rebeldia de fazer uma revolução perdia o dia
certo com medo de derrubar o conservadorismo
abater a burguesia exterminar a elite detonar
o status quo predar o stablisment pôr abaixo
o sistema a fazer com que o pelego deixe de
ser pelego ou que o trabalhador seja emancipado
num movimento de emancipação do proletariado
com o proletário revolucionário independente
livre das correntes do capitalismo do escravismo
do colonialismo principalmente do imperialismo
medieval neoliberal sei que é uma utopia sei
que é um onirismo também porém temos de
parar os que querem matar nossos sonhos
ou destruir nossa realidade do contrário
continuaremos cobaias ou capachos ou eternamente
explorados manipulados escravos dos escravos
boçais dos boçais sem luta melhor é dar adeus até nunca mais

BH, 0150702025; Publicado: BH, 0290702025.

CAETANO E CHICO: PARTIDO ALTO:

 


CAETANO E CHICO:


 

segunda-feira, 28 de julho de 2025

a cada dia que passa escrevo menos

a cada dia que passa escrevo menos
leio menos falo menos vejo menos vivo
menos como se fosse desaprender das coisas
desapegar das letras no apagar das palavras
ao enturvar dos pensamentos passo hora na
expectativa diante das linhas das paralelas
das passarelas às vezes até de madrugada
na esperança de ser honrado por algum ente
iluminado do universo que queira me
mandar um verso um soneto mesmo de pé
quebrado um raicai um rap do hip hop
qualquer coisa porém nada nado em vão no
vão da sacada nenhuma sílaba monosilaba
disilaba trisilaba quanto mais uma polisilaba
fiquei mudo o resto da vida perdi a língua o 
idioma as cordas vocais cardíacas pêniais o
pêndulo não oscila mais só meus ais ecoam
nas paredes ocas nuas que parecem muros
de cemitérios velhos abandonados com as
cruzes caídas para os lados esqueletos
encostados as caveiras tristes os ossos
quebrados nunca mais vi um cometa nem o
de halley ou uma estrela cadente sou só um
velho septuagenário doente à espera do
poente não mais serei um sol nascente

BH, 0150702025; Publicado: BH, 0280702025.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

universo pega essa mão que pega uma pena

universo pega essa mão que pega uma pena
passeia com essa mão por teus organismos
intestinos entranhas reentrâncias saliências
vales cânions montanhas picos cordilheiras
essa mão é cega mão de cego enxerga pelo
tato pela pele pelos buracos póros essa mão
é mão morta de morto nunca fez nada nunca
construiu ou edificou é mão de anão onã
mão de pagão procrista nunca plantou o
trigo amassou o pão é mão perdida no vào
da escada nas curvas das estradas no vácuo
da vida já agrediu muito não deu esmolas
nunca se postou em oração nunca fez um
carinho uma retribuição uma ternura um
gesto de positividade de paz de perdão de
amor é mão assassina arranca o bem pela
raiz perversa não escreve versos pelo
contrário mata a poesia latente destrói o
poema poente é mão de lenhador de quem
sabe manipular uma motosserra um
machado uma máquina que arrasta
correntão é mão de menino malino maligno
que abre ovo de passarinho no ninho é mão
que não serve para pergaminho nem fazer
manuscritos partituras escrituras linhas
presentes é mão calejada de cajado ralada de
vara machucada de varão aleijado por dentro
pelo mal causado pela religião do dito cristão

BH, 0150702025; Publicado: BH, 0230702025.

TRANSCENDENTAL PIANO: