quarta-feira, 29 de abril de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 5; BH, 0180102012; Publicado: BH, 0290402015.

Vamos fazer assim enquanto o senhor
Medir a minha barriga meço o teu
Universo chamaste-me de guloso
Acertaste em cheio pois sou guloso
Sim por tudo que é cultura política
Música filosofia enfim coisas ditas
Universais como bebo muito mas
Não é por gula é porque não como
Nem bebo só por mim mas por todos
Aqueles que me habitam me possuem
São habitados possuídos por mim
Disseste que és matemático que
Calculas distâncias de passos não
Conheces o Grigori Perelman que
Calcula como parar o Universo mas
Foi bom conhecer-te aprendi a beber
Água sou o que gosto mais do vinho
Aprendi que Nietzsche não foi braço
Direito nem principal discípulo de
Freud como disseste guardei as
Receitas que me deste, apesar de
Algumas já coloco-as em prática há
Tempos aprendi também que me
Chamaste de sábio de inteligente
Ao dizeres que o que sou disse para ti
Não tinha preço agradeço-te então
Do fundo do meu coração

Rio Grande do Norte, 916, 4; BH, 0180102012; Publicado: BH, 0290402015.

Meu cérebro desperta aí meu cérebro
Minha mente desperta aí minha mente
Minhas memórias minhas lembranças
Minhas recordações minhas nostalgias
Desperteis aí não durmais mais nem
Deixeis-me dormir mantenhais-me
Acordado minh'alma sonolenta
Desperta aí meu espírito modorrento
Ânimo aí meu ser taciturno sorumbático
Meditabundo casmurro enfadonho
Alegra aí minhas multidões que me
Habitais em minhas casas moradas
Moradias façais festas aí dentro de mim
Façais banquetes orgias festins façais
Bacanais surubas toqueis rebus aí
Danceis bebais vinhos muito vinho
Canteis declareis reclameis repliqueis
Embriagueis-vos de todas as bebidas
Profanadas pelos deuses riais sorriais
Gargalheis já escancareis as bocas os
Olhos façais tudo que pudéreis por este
Vosso hospedeiro tristonho agiteis este ser
Melancólico que vive pelos cantos em
Encostos traste velho sem gosto sabor
Sal adoceis este amargo de minha boca
Com as salivas de mel que emanam de
Vossas bocas frescas de singelos hortelãs

Só posso dizer é que não soube aproveitar; BH, 0120102013; Publicado: BH, 0290402015.

Só posso dizer é que não soube aproveitar
O que a vida me deu só posso dizer que
Nada soube aproveitar que deficiência
Que não pude superar penso que não
Dependia de mim estava fora do meu
Alcance estava fora do meu currículo
Estava fora do meu arquivo da minha
Pasta de documentos não posso dizer
Mais nada pois mais nada sei a respeito
De mim a não ser que não sei mais nada a
Respeito de mim há pessoas que sabem
De tudo a respeito de si doutrem têm
Visão enxergam além da alma do espírito
De qualquer um já não sou assim não
Soube aproveitar a aptidão engrossei o
Coro dos desiludidos dos amadores dos
Desprevenidos não fiz nada de útil
Durante o tempo em que vivi às pessoas
Que vivem a dar satisfações a mim a
Respeito delas não quero saber nem de
Mim só posso dizer que perdi o bonde a
História atropelou-me com a verdade
Nunca mais fui outro a não ser o mesmo do
Mesmo sinceramente mas sem querer
Ser muito sincero no subterfúgio na
Dissimulação sempre acordo como se não
Estivesse dormido sempre acordo como
Se não estivesse sonhado

Simpatia pela macumba seus macumbeiros; BH, 0120102013; Publicado: BH, 0290402015.

Simpatia pela macumba seus macumbeiros
Daí que nasceu o samba seus batuqueiros
Simpatia pelo ocultismo feitiçaria paixão
Por tudo que possa gerar poemas sonetos
Poesias a fonte é o que menos interessa
Umbanda espiritismo xamã ou vudu
Qualquer canto d'África negra lundu
Capoeira rasteira pegada de tambor
Tenho simpatia pela agonia sim senhor não
Sei cantar sei gemer de dor é um zumbido do
Zumbi vivo dos Palmares que se incorporou
Em mim não quero pisadura quero liberdade
Cabresto não quero mais não nem quero
Religião que religião é essa em que sou
Tratado ou como escravo ou como ladrão
A batucada dos tambores do meu coração
Atabaques tantãs tamborins são tambores
Nagôs de candongueiros só quero pisar o chão
Dos terreiros com as solas dos meus pés com
Calcanhares em firmes tornozelos dedões tendões
Pés de negro de crioulo de mulato guerreiros
Moleques pé de Saci-Pererê Santa Clementina
De Jesus rogai por nós São Cartola rogai
Por nós caboclo Joaquim Nabuco vamos
Vigiar a liberdade começou aí a raiar
Não pode mais findar todo o meu culto
Termina com a batucada o samba nos pés
Orações hinos de louvores aos deuses
Africanos por quais tenho cá a minha simpatia

CAf, A MEDALHA DA INCONFIDÊNCIA E A INSATISFAÇÃO DA ELITE MINEIRA.

Na foto, o que a elite mineira quer fazer com Stedile ("Tiradentes", de Pedro Americo)


Conversa Afiada reproduz artigo de Sandro Abreu:

A MEDALHA DA INCONFIDÊNCIA E A INSATISFAÇÃO DA ELITE MINEIRA



A indignação de políticos conservadores e de parte do empresariado mineiro com a medalha da inconfidência concedida ao líder do MST, João Pedro Stédile, escancara o que está posto no Brasil neste momento: a elite não aceita mais o povo no Poder. É isso. Isso é mais forte do que a crise econômica e do que a corrupção que está sendo desvendada após décadas de assaltos aos cofres públicos. Não é por simples insatisfação que entidades empresariais gastaram uma boa grana para publicar uma nota de repúdio em jornais mineiros. Curiosamente, a nota saiu publicada na mesma página que trouxe a notícia da aprovação da terceirização.

Políticos, artistas, juristas, empresários, jornalistas, ativistas e uma gama enorme de pessoas de todo o Brasil já foram condecoradas com a medalha, incluindo o amigo do rei Luciano Huck e o “grande empresário” Eike Batista, que tanto explorou as riquezas mineiras de Minas Gerais, prejudicando gente simples e humilde das comunidades rurais do interior, como por exemplo, em Conceição do Mato Dentro. Mas o Stédile não pode ganhar. O “grande jornal dos mineiros” chegou a colocar como intertítulo da matéria sobre o evento: bandido.

Alguns homenageados mais conservadores já anunciaram que irão devolver suas medalhas e o PSDB protocolou Projeto de Resolução na Assembleia Legislativa para cassar a medalha de Stédile. Hoje deputados da oposição e alguns manifestantes nas galerias do Plenário da ALMG, entre eles, o filho de Pimenta da Veiga, candidato do PSDB ao governo do Estado, derrotado pelo PT, usaram cordas vermelhas no pescoço para continuar o lamento sobre a medalha concedida a um líder de movimento popular. Então é isso, a aristocracia pode receber, o rebelde não.

O interessante é que foi justamente isso o que aconteceu com Tiradentes. De todos os inconfidentes, ele foi o único sentenciado à morte. O motivo? Ao contrário dos outros, não tinha alta patente, era de classe baixa e não pertencia à elite das minas gerais. Os demais receberam penas mais brandas.

Embora a Inconfidência Mineira tenha sido um movimento da elite mineira revoltada com a derrama, alguns ideais marcaram o movimento como a luta contra a exploração das terras mineiras pela Coroa portuguesa, luta pelo direito dos colonos e por liberdade. Bandeiras parecidas com as do MST. Tiradentes foi alçado a herói após a proclamação da república, e sua imagem trabalhada estrategicamente para associá-lo a Jesus e à simplicidade, reforçando a representação de homem do povo e do bem. Mas um homem do povo, um rebelde não pode receber a medalha que lembra justamente a conjuração e a rebeldia dos mineiros.

Mas além da medalha a Stédile, a cerimônia dos Inconfidentes promovida pelo governo petista, em Ouro Preto, no último dia 21, trouxe mais uma novidade: a praça foi aberta ao povo após 12 anos de cerimônias fechadas. O governador enfrentou manifestação, mas manteve sua postura democrática e popular. Stédile é povo. Esse foi o 21 de abril deste ano em Minas Gerais.

Talvez Tiradentes, pelo menos a imagem forjada ao longo do tempo, esteja mais satisfeito agora…

Sandro Abreu – BH/MG

terça-feira, 28 de abril de 2015

CAf, SERGIO MORO PRESIDENTE DO BRASIL!

SERGIO MORO PRESIDENTE DO BRASIL!



Por Amilton Sganzerla*, especial para o Escrevinhador

Sergio Moro Presidente do Brasil!

Será esta uma hipótese absurda? Talvez sim, talvez nem tanto. Vejamos.

Moro não é político profissional, agrada a todos os que acham que a política é a mãe de todos os males.

Moro age como um déspota, atende a todos os que querem a volta da ditadura.

Moro é algoz da esquerda, contempla a todos os que são de direita.

Moro prende e castiga alguns grandes empresários, satisfaz a todos os que acham que a justiça não põe rico na cadeia.

Moro agrada os barões da mídia. Por duas razões. Porque cumpre sua agenda de enfraquecer o governo federal e porque rende uma manchete por semana. Eles precisam também de manchetes para vender seu produto.

Moro agrada as multinacionais, porque está destruindo o pouco que temos de engenharia e tecnologia nacional.

Moro evita qualquer problema aos partidos de direita em suas investigações, porque precisará de seu apoio em futuro próximo.

Moro passa por cima da lei para punir os supostos criminosos, igualzinho aos heróis dos filmes policiais de Hollywood.

Moro cria a imagem simbólica de grande combatente da corrupção, tida como o grande e único mal do país.

Moro aparenta competência, organização e capacidade de comando, tudo o que dizem que um bom gestor precisa.

Moro prestou juramento de vassalagem e demonstração de encantamento ao verdadeiro partido político da direita no Brasil, a Rede Globo e seus donos, ao aceitar e receber, sem conseguir esconder o deslumbramento, o Prêmio “Faz a Diferença – Personalidade do Ano” das mãos dos “marinhos”.

Moro está cumprindo fielmente a agenda de tentar fulminar e destruir os principais símbolos da esquerda no país.

Não estamos presenciando, infelizmente, um processo de combate à corrupção e , sim, a construção de uma candidatura à Presidência da República.

Não cabe mais no Brasil o retorno de um despotismo visualmente truculento como foi o dos militares pós-64. O que está na chocadeira é um candidato a déspota esclarecido e com apoio popular.

A direita brasileira está com um plano bem pensado e arquitetado e farão com o próprio Alckmin e o PSDB o que fizeram com Carlos Lacerda, Magalhães Pinto e a UDN em 64. Serão usados enquanto úteis e descartados na hora certa.

Moro será o candidato perfeito para o ambiente político construído. É a luva na mão para uma nova ditadura no Brasil.

Político sem aparentar ser político, comportamento militar sem ter farda e insígnias, popularidade midiática sem ser do povo, aparência de reformador para evitar qualquer reforma, aparência de cidadão comum para ser legítimo representante da elite, combatente da corrupção sendo o protetor da pior corrupção.

A elite brasileira está com a tática do “quero-quero”, ave das nossas terras: canta numa coxilha e põe os ovos na outra.

Caso o ninho venha a chocar, na hora certa, Moro renunciará à função de magistrado, vai se filiar a um pequeno partido e construirá uma ampla aliança de direita. E o restante a Globo e seus satélites farão.

A principal forma de evitar assaltos ainda é a capacidade de prever os movimentos dos assaltantes e, assim, tomar medidas para que não aconteça.

Há um assalto em andamento contra a democracia brasileira e as poucas conquistas sociais obtidas neste curto espaço democrático conquistado de 1988 até hoje.

O despotismo esclarecido está em gestação no Brasil.

O mundo das aparências encobre a essência do mundo. Hoje no Brasil, mais do que nunca.

Precisamos desmascarar o plano para que o mesmo não se complete.

* Filósofo de meia idade, que vive em Porto Alegre e acompanha o Blog Escrevinhador

domingo, 26 de abril de 2015

CDA Carlos Drummond de Andrade; BH, 0120102013; Publicado: BH, 0260402015.

CDA Carlos Drummond de Andrade que
Por muito tempo deixou logo cedo a
Ignorância restrita às torcidas organizadas
De times de futebol viveu na gentiliza na
Delicadeza educação na cultura nunca
Cometeu um ato de arrogância de estupidez
Verdadeiro cavalheiro sóbrio lúcido só
Embriagava-se pelo lirismo morou a maior
Parte da vida na maravilhosa cidade do Rio
De Janeiro segunda terra de todos os mineiros
Penso que não se deixou fotografar de sunga
Nem a cambalear pelos botecos nem flagrado
A dirigir embriagado com a habilitação vencida
Não foi pária ou parasita do estado de Minas
Gerais ou do povo mineiro mineiro exemplar
Foi contra a destruição da natureza pelas
Mineradoras soube usar muito bem a sabedoria
A inteligência em benefício da literatura da
Poesia em vista doutros mineiros ditos
Famosos que badalam Rio de Janeiro fora
Foi imortalizado numa estátua de bronze em
Frente ao mar da praia de Copacabana já
Os banais por mais que façam como os
Pavões por mais que procurem os holofotes
Não brilharão no firmamento como a estrela
Solitária de CDA Carlos Drummond de Andrade

Godorin baradim bodin; (tradução livre); BH, 0120102013; Publicado: BH, 0260402015.

Gorodin baradim bodin vodin bu gastra parrusca
Nenerboca das quarrarias balastoca vergudaufs
Orozimbo pantarrulha dosborréia madarrgin
Bereustróica mapulin ducofar esterréia separréia
Rãnarréia garoba peroba papapela melamaia
Quatninha guandrinha catarrinha ora pro nobis
Centapéia zampuara sapo para de sapopareta
Manto arra de mantoarreta blisdecaia de
Blisdecaieta mancatraca de mancatraqueta
Taramela de tarameleta ostovarrim gondói
Gaberini baralgin bereguin bodori negu pretu
Fedorentus baticum cum cu nu cimentu queu
Ti dou miliquinhentus breu negu pretu sarará
Pegu negu pa lavaá sá catinga num saím poegu
Negu pá matá frestu orosbela de quatrela na
Gamela ça paticoti modi zumbi dirigi mandi
Gororoba esbudegada bendeslaga de vanguarda
Vero veio ve o veio quue veio traze riqueza pu
Véio bambu zambu guandu lundu macu ô esta
Minininha fala padreiarinha lando nasta rinha
Veredadacanforada papá pepé pipi popó pupu

#Lula2018

Diga lá da pré-história o que fazes aí; BH, 0120102013; Publicado: BH, 0260402015.

Diga lá da pré-história o que fazes aí
Com esse pedaço de hulha ou de
Lava vulcânica na mão? groow dow
Gruhum dum wow krow zu sau mhu
Rundu mogoro fru fiofo teu (tradução)
Vou registar nas paredes desta caverna
Uma mensagem rupestre para os do
Futuro mas da pré-história aqui no
Futuro estamos prestes a voltar à
Pré-história rodus goos rroupe das cus
Tundas lis cota fhum um bumbum (tradução)
Não aprenderam as lições da professora
Luzia vou tentar de novo como? o quê?
Tendes tudo aí nós aqui com nossa
Estupidez de torcida organizada de times
De futebol a invejar-te fiques aí na
Pré-história não queiras chegar aqui não
Só encontrarás desilusão gaspa raspa tuas
Lascas tasca basca? (tradução) quer dizer
Não vale a pena ser moderno? ou da
Pedra lascada, moderno nada aqui
Impera a ignorância dum cada vez maior
Do que a doutro nada tens a aprender
Aqui Grogon goron don bundon (tradução)
Grogon que vos proteja isso aqui Deus
Não está a proteger ninguém é cada um
Por si o apocalipse por todos caos
Violência crimes estupros pedofilias
Mortes guerras desamor ódios raivas
Gasgar tor do lin go don (tradução) o
Futuro será o inferno se pensavas no
Inferno realmente inferno verás se
Chegares aqui jota sini rini pum dum
Fedum (tradução) de jeito nenhum
Saio daqui para aí nunca mais

The Barber of Seville

sexta-feira, 24 de abril de 2015

O futuro me mete medo não tenho base; BH, 0100102013; Publicado: BH, 0240402015.

O futuro me mete medo não tenho base
Sem base para o futuro acovarda-me
O futuro diante do tempo é que
Desorganizado não preparei-me
Para viajar até ao futuro a máquina
Fundiu-se o motor pifou-se
Com a estrada em péssimas condições
Chegarei ao futuro combalido tento
Iludir-me a outrem que tudo
Correrá bem até lá a incerteza
É tão certa tão grande que sinto-me
Cada vez mais pequeno com a chegada
Do futuro penso nem em querer chegar
Penso em não querer ir ficar aqui
Estacionado para ver o que vai dar
Penso em ficar inerte a fingir de morto
Que não é comigo esse papo de futuro
Mas na verdade quero é fugir é ir
Para bem longe do futuro para não
Encontrá-lo não ter que encará-lo
Olhos nos olhos como da acareação
Não terei a resistência de sustentar
Um cara à cara o futuro me fará
Rastejar não poderei apresentar
Álibi não terei receita e nem bula
Todos já sabem de tudo dirão bem
Que avisamos abrimos-lhe os olhos
Não quis enxergar agora o bicho pegou
Para o meu lado couro comeu
A chapa esquentou o cobertor ficou curto
Cobriu dum lado descobriu doutro
O futuro me pegou pelo pé

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Já tive outros caroços que sumiram já; BH, 0100102013; Publicado: BH, 0230402015.

Já tive outros caroços que sumiram já
Tive outras dores também desapareceram
Sem remédios remédio que mais
Gosto de usar é limão muito limão
Em excesso cebola alho azeite mel
Água frutas frutos grãos sementes remédio
Só para dores que não têm jeito como
A dor de dente já tive outros caroços
Que sumiram este vai sumir da
Mesma forma logo no dia do meu
Aniversário arrumo um caroço de estimação
No rabo Gabo dizia que o rabo dele
Ardia pegava fogo mas não dizia o
Que era no meu é um caroço que apareceu
Arde incomoda mas tenho a esperança
Que suma como os outros sumiram
Presentinho meio incômodo este que
Veio no quinquagésimo oitavo ano
De vida é uma idade meio periclitante
O organismo fica meio frágil qualquer
Coisinha causa preocupação mas a
Vida é assim mesmo coisa de humano
Da raça humana não pode causar surpresa
Não estou preocupado sinceramente
Não estou preocupado parece-me um
Gânglio um inchaço mais provocado
Por molho velho de pimenta que
Como com os salgados dos bares dói
Lateja presumo que não seja
Algo mais grave igual a um câncer
Creio que ainda não amanhã deve
Desaparecer por completo não doer mais

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O problema é a falta de consideração; BH, 0100102013; Publicado: BH, 0220402015.

O problema é a falta de consideração
Não há mais consideração entre as
Pessoas nenhuma quando se
Predomina a consideração é a falsa
Consideração que dita a regra a
Vida seria bem mais bela se cada
Cidadão tivesse pelo outro uma
Verdadeira consideração mas o
Mercado a mídia a sociedade os
Políticos os empresários os
Banqueiros os militares os patrõe
Mesmo os empregados os
Trabalhadores não demonstram
Consideração nem solidariedade
Com ninguém motoristas motociclistas
Motoqueiros ciclistas todos querem
Desempenhar um papel maior do que
O outro acabam por causar tragédias
Caos acidentes incidentes desastres
Penso que a falta de consideração
Esteja ligada à falta de formação ou à
Falta de educação o que noto de
Uma forma ou doutra é que o
Cidadão quer mais é demonstrar não
Ter formação que não tem educação
Muito menos consideração pelo
Semelhante é uma pena a alma fica
Cada vez mais pequena o espírito
Cada vez mais minúsculo isto me faz
Temer o futuro não quero ser o único
A temer o futuro um futuro em que as
Pessoas se despirão dos seus conceitos
Abrirão mãos dos princípios das relações
É a isso que penso que leva a falta de
Consideração entre as pessoas

Vai rachar o cano começou a trovejar; BH, 080102013; Publicado: BH, 0220402025.

Vai rachar o cano começou a trovejar
A relampejar a cair raios vai rachar
O cano chuva muita que vem por aí
Pudera com o calor que tem feito só
Água para nos refrescar vai tocar o
Terror o Trio Turbinado chegou à
Praça Relâmpago Trovão Raio
Não há nada melhor do que uma chuva
Num final de tarde até os mortos se
Regozijam na hora em que vai chover
Rolam pedras nos céus quando se
Chocam mandam descargas elétricas
Que de vez em quando até matam
Alguém por ora foi engano muito
Barulho mas nada de chuva o
Calor continua acentuado pode ter
Chovido noutras regiões da tarde
Mas aqui nada tinha ficado animado
Pois chuva é prova de continuidade da
Vida das coisas que jamais quero
Desacostumar-me é com a chuva por
Mais desassossego que nalguma
Época a chuva pode ter causado nunca
Quererei estar desapegado da chuva
Em hipótese alguma ou nenhuma
Quando está muito seco como se todo
O tempo fosse um sertão dentro de mim
Sempre chove em algum lugar no meu
Peito no meu coração agora garoa
Como se fosse uma tarde em São Paulo

Que poder de equilíbrio tem a mulher; BH, 080102013; Publicado: BH, 0220402015.

Que poder de equilíbrio tem a mulher
Desde o meu passado noto que a mulher
Tem um poder de equilíbrio descomunal
Nos meus tempos de menino ficava encantado
Com as mulheres que equilibravam
De tudo na cabeça potes d'água jarras
Latas tabuleiros talhas trouxas de roupas
Cestos balaios feixes de lenhas caixas
O que se pudesse as mulheres equilibravam
Na cabeça paravam a bater papo a jogar
Conversa fora a pôr em dia as fofocas
Mas sempre com alguma tralha equilibrada
Na cabeça atualmente inda encanta-me o
Poder de equilíbrio das mulheres quando as
Vejo em cima de saltos gigantescos aos
Saltos aos sapateados aos requebrados
Aos rebolados sem perderem a postura
Elegância charme maravilho-me este
Século será o século das mulheres das suas
Conquistas continuam umas artistas
Desempenham muitos papeis melhores do
Que os homens sempre fui um encantado
Pelas mulheres desde menino as lavadeiras
As empregadas as passadeiras mesmo as
Putas das zonas de baixo meretrício que não
Cansava de espiar as mulheres são poderosas
Na sedução no equilíbrio mesmo no orgasmo
Onde aproveitam bem mais do que os homens
Com seus brinquedos de armar enquanto
Os brinquedos das mulheres são de abrir
Agora nas presidências nos altos cargos
Não tem para ninguém é o século das mulheres

É mais um dia de vida perdido; BH, 080102013; Publicado: BH, 0220402015.

É mais um dia de vida perdido
Minha flor não ganhei um botão
Nenhum broto nasceu no meu
Caule quanto mais uma flor ou
Um fruto ou uma fruta não
Quereria viver nem mais um dia
De vida perdida perdidos os três
A vida o dia sou quem ganha
Um dia se souber pode ganhar
Uma eternidade se não souber
Ganha a mortalidade há aqueles
Que a mortalidade nasceu com
Eles com um dia de vida
Ganhado ganha a posteridade
Conheço muitos mortos que são
Eternos conheço muitos
Imortais em adiantado estado de
Decomposição nada fazem
Pela mudança uma revisão de
Pontos de vista de opinião ou
Comportamentos depois que
Se perde um dia de vida
Praticamente é necessário um
Século para recuperá-lo aí
Aparece sempre alguém a dizer
A pensar tudo ao contrário
Àquilo que nós pensamos
Dizemos com toda consciência
Lucidez sobriedade que
Demonstramos muitas vezes não
Temos argumentos para contra-ponto
Um pensamento superficial uma
Ideia vaga um papo morto viram
Febre nacional virose acertam
Por saberem que a maioria não
Faz questão de coisas melhores

terça-feira, 21 de abril de 2015

Dobby; BH, 060102013; Publicado: BH, 0210402015.

Dobby é um cachorro vira-latas que apareceu
Lá em casa virou xodó tem o latido bem
Estridente chega a incomodar a doer os
Ouvidos ganhou simpatias da mãe da
Filha da mãe é um cão, que num teste de
Sobrevivência se dará muito bem come de
Tudo o infeliz chego a pensar que nunca
Tivesse visto comida pardal rolinha pombo
Calango taruíra rato aranha borboleta
Mariposa o que se mover na frente dele
Vai para o estômago quase matou uns galos
Umas galinhas da vizinha foi uma gritaria só
É um cachorro que gosta de miar para
Chamar a atenção se não der uma bronca
Forte toma conta da situação o Lucas que é
O que manda na casa também se simpatizou
Pelo Dobby bater nele na frente do Lucas
É briga certa agora já faz parte da família o
Danado é até mais bem tratado do que sou
Só não podemos é deixar o portão aberto
Um descuido é rua só volta noutro dia
Todo sujo às vezes machucado depois
Que fiquei a saber que o Saramago era
Apaixonado por cachorros passei a me
Afeiçoar um pouco a Dobby mas não muito
Aceito para não contrariar a mãe a filha da
Mãe ao Lucas que já quebrou até óculos
No dia em que dei um chega pra lá no
Danadinho mas não deixa de ser um animal
Interessante que parece querer ser gente

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Poetas declaram apoio à legalidade do mandato de Dilma Rousseff


 Diversos poetas comprometidos não só com a palavra, mas também com o contexto político no qual estão inseridos enviaram ao Portal Vermelho seus depoimentos em apoio à legalidade do mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff.


A iniciativa foi do poeta e colaborador do portal, Claudio Daniel, que mobilizou outros amigos da poesia para este manifesto. Alguns deles já contribuíram com a sessão Letras Vermelhas, do caderno cultural Prosa Poesia e Arte, entre eles, Chiu Yi Chih.

Veja os depoimentos: 

“Confio na integridade e na capacidade da presidenta Dilma. Quem deve ser cobrado são os integrantes do Congresso mais reacionário dos últimos tempos, os seus presidentes deploráveis, e o ministro Gilmar Mendes (colocado no STF pelo ex-presidente Fernando Henrique) que sentou há mais de um ano em cima do voto, bloqueando a decisão que impediria o financiamento empresarial das campanhas eleitorais e dos partidos políticos. Golpe nunca mais! Ditadura nunca mais! Marchas da Família, etc., nunca mais! Não vão levar no tapetão, o que perderam na eleição! Golpistas não passarão!” (Augusto de Campos)

“Dilma foi eleita pelo voto livre, democrático. Falar de impedimento é um absurdo que a grande mídia estimula tresloucadamente. Isso se chama golpe, sem tirar nem pôr. Já vi, infelizmente, essa cena: em 1964 multidões foram para as ruas em patéticas "Marchas da Família com Deus pela Liberdade". Deu no que deu: uma ditadura cruel e sanguinária que durou 21 anos”. (Armando Freitas Filho)





"Falar em impeachment de Dilma Rousseff é algo tão sem pé nem cabeça quanto obrigar os mosquitos da dengue a se mudarem para o Paraná. A água no estado de São Paulo está no osso, os casos de dengue são mais da metade dos registrados em todo o país, a polícia promove um verdadeiro genocídio nas quebradas, há suspeitas de corrupção grossa, nunca apuradas, no Metrô, na Dersa e nas obras do monotrilho, e não ouço ninguém pedindo o impeachment de Geraldo Alckmin. Espero que o governo de Dilma Rousseff consiga fazer a maior faxina possível dentro de Casa e prossiga com as mudanças sociais que vem acontecendo há mais de uma década. Mas estou convencido que sem mudanças profundas na difusão cultural e sem a criação de novos e eficientes canais de comunicação, teremos que ouvir o coro dos ignorantes por muito mais tempo. Os caras vão para a rua pedir impeachment e depois voltam para casa para assistir Faustão e enlatado americano dublado. Assim fica difícil levar uma discussão de alto nível." (Ademir Assunção)


“Fiquei feliz com o esvaziamento desse movimento favorável ao impeachment da nossa presidenta. Na última manifestação, na avenida Paulista, a concentração não tinha onde chegar e virou, como disse um amigo, uma passeata que não passeia, uma rua de lazer. Até mulheres nuas e seminuas desfilaram ao sol. Sem falar dos carros de som tipo trio elétrico, camisas da seleção, hino nacional e ambulantes vendendo cornetas e chapéus”. (Rubens Jardim)




“O Brasil vive uma das situações políticas mais delicadas de sua história. Está em curso uma articulação golpista, liderada pela grande mídia, que visa interromper o ciclo de doze anos de governo democrático-popular no país, que em curto período reduziu a miséria, as desigualdades sociais, implementou medidas de democratização do estado e da sociedade e preservou a nossa soberania e independência, com uma corajosa política externa. O que os empresários midiáticos e seus aliados do PSDB-DEM, setores do judiciário, banqueiros e latifundiários desejam é fazer o país voltar no tempo e retornar à sua condição submissa em relação aos Estados Unidos e ao grande capital internacional, com o mesmo receituário aplicado por Fernando Henrique Cardoso: privatização de empresas estatais a troco de banana, arrocho salarial, desemprego e adoção das medidas recessivas do FMI. No campo cultural, trava-se também uma séria batalha na sociedade entre os que defendem os direitos dos trabalhadores, das mulheres, dos negros, dos homoafetivos, e aqueles que desejam impor uma pauta reacionária, machista, racista, homofóbica, de retrocesso em todos os campos. Neste momento, precisamos de uma ampla frente de apoio ao mandato de Dilma Rousseff, à democracia e ao aprofundamento das mudanças sociais iniciadas por Lula. A unidade dos trabalhadores, da juventude, da intelectualidade progressista e dos movimentos sociais é essencial para conquistarmos a vitória." (Claudio Daniel)

"Considerando as recentes manifestações de descontentamento com o atual governo federal, me brotou a dúvida sobre qual dos tipos de ‘imbecildadão’ - que toma para si a tarefa de impostar a voz vestindo a camisa da (corrupta) seleção brasileira - seria o mais cretino: o manifestante que levanta a bandeira do impeachment ou o manifestante que pede a volta da ditadura militar. O primeiro tipo de cretino certamente não sabe o que faz, uma vez que a presidenta Dilma foi eleita democraticamente e governa dentro da legalidade - se ocupando, inclusive (e praticamente de maneira inédita…!), dos casos de corrupção que inauguraram a escola político-partidária brasileira. Trata-se, nesse caso, de um cretino ignorante. O segundo tipo de cretino, ao contrário, parece saber exatamente o que faz, e deseja veementemente - a despeito de qualquer consideração pelos direitos civis e democráticos - ver seu pau subir, ao projetar todo seu desejo de onipotência na figura de um imbecil musculoso de arma em punho. Nesse segundo caso, trata-se de um cretino narcísico com delírios apocalípticos. Depois de alguma reflexão, pude concluir que o primeiro tipo de cretino é o mais cretino dos cretinos que dão voz a sua cretinice: a ignorância é imbatível - graças a ela, ibi erat dictatura. Para o segundo caso: habemus divã. Quantos aos demais casos de manifestação crítica (e necessária) ao atual governo federal, são bem-vindas, desde que desprovidas de ignorância, narcisismo e demais amostras adjacentes em ufanismo-verde-e-amarelo." (Ana Cristina Joaquim)



“Dando continuidade ao programa político e social iniciado no governo Lula, o atual mandato da Dilma tem contribuído de modo significativo na luta por um Brasil mais justo, do ponto de vista das melhorias das camadas mais desfavorecidas, e nesse sentido, é fundamental que seja respeitada a sua gestão assim como o fato de a presidente ter sido eleita democraticamente pela população brasileira”. (Chiu Yi Chih)





“Eu confio na presidente Dilma Rousseff. Apoio a continuação de seu mandato. A oposição, com ajuda da mídia golpista, tem manipulado gente que não sabe quem é o vice e acha que com a saída da Dilma quem vai assumir é o Aécio Neves. Que esperar disso?” (Rosana Piccolo)




Eu
e muitos brasileiros
disse Dilma
isso é legal
está legalizado
querer um fora
agora
acaba na hora
com a força do voto
Eu disse sim e quero sim.
(Lúcio Agra)



Do Portal Vermelho

O que o ser humano pode fazer; BH, 060102013; Publicado: BH, 0200402015.

O que um ser humano pode fazer
De mais genial? o que um homem
Pode usar de mais perceptivo intuitivo
Sensível? o que um ser pode
Demonstrar de mais inteligente ou de
Sabedoria lucidez? de sobriedade
De inspiração de imaginação de
Criatividade? é que tenho a mania de
Estar sempre a dizer se qualquer
Pessoa ficasse a meditar apresentar
O melhor de si não se precisaria de
Tantas cadeias se cada um que tivesse
A tentação de cometer um crime
Optasse a um outro tipo de obra a
Um outro ripo de arte a uma outra
Opção de vida as penitenciárias
Estariam vazias os presídios
Abandonados será que a estupidez
É o maior dom da humanidade? será
Que a ignorância é o maior azo do
Ser humano? será que o jaez da raça
Humana é a imbecilidade? ou é a
Falta de sensatez? só pode há
Coisas bem mais simples prazerosas
Que poderíamos fazer no lugar de
Fazermos de tudo para irmos parar
Numa delegacia proponho uma nova
Ordem mundial para o banimento das
Aberrações bizarrices bisonhices a
Cultura cada um a criar cultura em
Todas as artes aí sim a nova ordem
Mundial cultura em alto nível genial

Cometo loucuras nenhuma genial; BH. 060102013; Publicado: BH, 0200402015.

Cometo loucuras nenhuma genial
Não gosto nem de pensar nelas cometi
Coisas de louco de insano inacreditáveis
Doideiras maluquices dignas de
Camisas de força cometi arbitrariedades
Acredite quem quiser não pensava em
Nada nem media as consequências
Qualquer um que fizesse o que fiz colocaria
As barbas de molho nunca mais as
Tiraria não colocava mais a cara na rua
Cometi barbaridades nesta vida que
Envergonho-me só em pensar era uma
Época sem lei sem igreja sem Deus
Sem religião até sem camisinha sem
Agulha descartável sem pundonor de
Nada os jovens de hoje são uns santos
Todos puros inocentes os jovens de
Hoje têm todas as garantias dos céus
Mas naquela epocazinha era o inferno
Pura loucuras atrás de loucuras doideira
Maluqices sem querer saber de nada
Um passado totalmente perdido para
Quem não parou continuou com
Sexo drogas rock'n'roll se pensar
Na grana que foi para o esgoto? se
Pensar no que foi para o ralo? o bom
É nem pensar se pensar sofre
Rumina o passado quando o passado
Era a garantia dum futuro ruim é melhor
Morrer de inanição como se fosse
Vítima dum campo de concentração

domingo, 19 de abril de 2015

Acabou-se há muito tempo a imprensa brasileira; BH, 060102013; Publicado: BH, 0190402015.

Acabou-se há muito tempo a imprensa brasileira
Não há mais imprensa respeitada no Brasil nem
Jornalista de gabarito isento o que há é o PIG o
Partido da Imprensa Golpista recheado de
Colunistas calunistas profetas do caos
Porta-vozes da crise editorialistas
Do quanto pior melhor energúmenos
Comentaristas mentecaptos blogueiros
A serviço de reverberarem as notícias
Tendenciosas a desinformação o
Conflito há esse balaio de gatos porém
Que nunca poderá é ser chamado de
Imprensa seus comparsas que
Também não podem ser chamados de
Jornalistas as matérias que não
Podem ser chamadas de reportagens
Infeliz de quem lê pauta a vida
Forma a própria opinião por esses
Órgãos que formam o PIG seus
Capachos para ganharem o poder
São capazes de criar um movimento
Nocivo contra o país a prejudicar
O povo em vista de seus interesses
A vacina contra esses golpistas é
Desprezá-los como a maioria do
Povo trabalhador brasileiro já tem
Feito em algumas regiões do país
O certo é prestigiar os blogueiros
Sujos progressistas que têm as
Informações isentas não fazem
Reporcagens respeitam os direitos
Não difamam como a chamada 
Imprensa brasileira a mais fajuta

sábado, 18 de abril de 2015

É assustador o nível do político brasileiro; BH, 060102013; Publicado: BH, 0180402015.

É assustador o nível do político brasileiro
Quando é eleito a algum cargo ou
Indicado a um posto à uma função o
Primeiro pensamento que lhe vem à
Cabeça é me dei bem ou tirei o pé do
Chão a barriga da miséria agora vou
Arrumar-me o político brasileiro não
Pensa na coletividade papa verbas da
Educação saúde segurança quanto
Mais verbas desvia mais respeitado fica
Tal o do PSDB Partido da Social
Democracia Brasileira junto ao STF
Supremo Tribunal Federal à PGR
Procuradoria Geral da República ao
PIG Partido da Imprensa Golpista é
Totalmente blindado ao não aparecer um
Repórter para perguntar-lhe sobre as
Falcatruas José Serra FHC vulgo
Fernando Henrique Cardoso pais da
Privataria Tucana são deuses abençoados
Intocáveis Geraldo Alckmin com o
Desgoverno de São Paulo é outro que
Ninguém cobra nada de volta ao cobra
Criada Aécio Neves que capitaneou
Minas Gerais está na lista de FURNAS
Com Eduardo Azeredo pai do mensalão
Tucano eleito senador pelo estado se
Esbalda nas baladas no Rio de Janeiro é
Protegido como se fosse a joia do tesouro
A lista é grande Antonio Anastazia
Demóstenes Torres Marconi Perillo
Agripino Maia são esses homens baixos
Dos baixios ralos rés-do-chão que fazem
O papel da política brasileira mas o povo
Trabalhador brasileiro dará o verdadeiro
Castigo aos cupins que estragam nossa história

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Despertei não poderia continuar a dormir; BH, 060102013; Publicado: BH, 0170402015.

Despertei não poderia continuar a dormir
Como dormir com os sons da natureza a
Chamarem-me para as brincadeiras da
Vida? a vida é coisa séria para quem é
Vivo mas para nós a natureza
Sou a vida é rir é sorrir gargalhar
Brincar levar na flauta não
Podemos ser sérios somos crianças
O que criança quer é ser criança
Há os que não querem que as
Crianças sejam crianças há os que
Detestam crianças fazem questão
De demonstrar de todos os jeitos
Maneiras com gestos com
Proibições com atos de violências
Aversões as crianças são os únicos
Seres que têm entrada franca nos
Céus a maior felicidade da
Minha vida foi quando despertei
Vi que era criança pequenino
Daquele que Jesus Cristo menino gosta
Despertei-me criança daquela singela
Que Jesus Cristo conclamou deixai vir a
Mim os pequeninos não os impeçais
Pois dos tais é o reino dos céus
Foi com esta felicidade que despertei
Criança que pecado pode haver
Numa criança? despertei só dormirei
Novamente quando tornar-me homem
Enquanto criança estarei sempre
Desperto a deixar dormir o homem

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Enquanto todos vivem lá fora ao sol; BH, 060102013; Publicado: BH, 0160402015.

Enquanto todos vivem lá fora ao sol
No azul do céu abençoados pelo firmamento
Preso aqui neste cubículo tento viver
Nestas linhas imaginárias que o universo
Desconhece todos saem para a clareza do
Dia para a transparência do ar a maravilha
Da vida aqui a penar com a pena na mão a
Fingir a mim mesmo que vivo as palmeiras
Olham-me de cima, através dos vidros
Não compreendem nada as amendoeiras
Silenciosas é que são motivos de vida aos
Passarinhos o vento balança devagar não
Quer assustar o dia não ouço cachorros
Nem galinhas percebo que não ouço nada
Os roncos dos automóveis os roncos das
Motocicletas matam as equalizações da
Natureza percebo que não percebo mais a
Natureza espigões assustam-me pessoas
Desprezam-me percebo que não amo nada
Disso que todos amam não amo nada do
Que está perto amo o que está distante a
Distância a lonjura amo justamente o que
Ninguém mais ama que coisa esquisita
Estranha que sou todo mundo ama tudo
Não amo nada que coisa estúpida
Ignorante que sou todo mundo quer tudo
Não quero nada contento-me com o
Mínimo como posso ser tão bizarro
Bisonho? contento-me com uma caneta uma
Folha de papel penso que sou o máximo

Verdade seja dita não encontrei nada; BH, 060102013; Publicado: BH, 0160402015.

Verdade seja dita não encontrei nada
Nem nas letras nas palavras ou
Mentira seja dita não tenho letras
Não tenho palavras não tenho
Palavra o que acontece com todo
Mundo é o que acontece comigo
Não há fuga do destino nem
Escapatória de fim de história
Faço uso destas coisas pois pensava
Encontrar nelas as respostas das
Perguntas que todos fazemos a
Tudo depois de tantas vacilações
Verifiquei que não resolvi faltou-me
Soluções perdi resoluções mas
Uma força leva-me às letras uma
Atração prende-me às palavras
Como um encantamento onde
Falta explicação foi a minha maior
Alegria o primeiro dia em que li
Lembro-me muito bem a bendita
Dessa hora foi como se a luz
Entrasse em mim aprendi a ler
Tarde não li precocemente tudo
Que aprendi sempre foi tardiamente
É o que faz-me apelar às letras
Apelar às palavras na ânsia de
Encontrar as causas de tanto
Retardamento se as letras têm
Poder as palavras são poder
Aspiro encontrar nelas a minha cura
Encher-me de sanidade mostrar-me
Sarado sem mais nenhuma
Vacilação a prostrar-me ao chão
Como reles folhas de relvas daninhas

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Noto que a maioria do povo trabalhador; BH, 040102013; Publicado: BH, 0150402015.

Noto que a maioria do povo trabalhador
Brasileiro precisa aprender a contestar
Muito as ações das autoridades policiais
Penso que cada brasileiro deveria carregar
Debaixo do braço no porta-luvas do carro
No bagageiro da moto em qualquer lugar
Que puder um exemplar da Constituição
Da República Federativa do Brasil para
Poder enquadrar as abordagens das
Autoridades policiais o cidadão consciente
De si sabedor dos seus deveres direitos
Não pode permitir abusos humilhações
Com a sua pessoa se o cidadão não
Estiver a cometer nenhum delito crime
Ou perturbação da ordem pública é
Um cidadão soberano como que a
Polícia pode chegar à uma pessoa que
Acaba de sair dum trabalho ou do
Lar ser revistado ter os pertences
Revirados mexer-se na bolsa do
Trabalhador vasculhar o automóvel
Sem motivo nenhum? a não ser o
Fato aparente de que o motorista era
Um negro? mas o povo trabalhador
Brasileiro precisa aprender a contestar
Quando for abordado por policial
Dizer senhor policial por favor não
Quero ser incomodado pelo senhor
Muito obrigado passe bem tenha um
Bom-dia ou uma boa-tarde ou uma
Boa-noite minha vida é regida dentro da
Constituição da República Federativa do
Brasil espero ser compreendido pelo
Senhor agradeço a compreensão já
Passou da hora do povo trabalhador
Brasileiro colocar as autoridades policiais
Nos seus devidos lugares constitucionalissimanente

terça-feira, 14 de abril de 2015

Nem toda escrita perfeita é uma obra-prima; BH, 040102013; Publicado: BH, 0140402015.

Nem toda escrita perfeita é uma obra-prima
Nem toda obra-prima é uma escrita perfeita
Ser imperfeito única perfeição que almejo
É a perfeição da escritura há pessoas
Que não leem os grandes clássicos pois
Dizem que estão fora de época que
Tais formas de se escrever não se
Incluem mais nos padrões da escrita
Atual com esse tipo de pensamento
Deixam de ler as obras-primas
Consequentemente deixam de
Escrever obras-primas quem não
Leu as grandes literaturas consagradas
Não alcançará a escrita perfeita pode
Treinar desde a pré-história passar
Por cuneiformes hieróglifos aramaico
Mas desprezar as obras de artes
Antológicas a antologia retórica
Poética continuará tão imperfeito
Quanto nasceu o falar então será
O falar da exterminação do idioma
Será o falar do fim do linguajar a
Palavra falada é tão ou mais sagrada
Do que a palavra escrita perseguir
Estrelas planetas perdidos asteroides
Meteoros cometas quasares
Perseguir a perfeição das letras os
Que almejam tais intentos só têm a
Ganhar em iluminação em lucidez
Sobriedade razão antes de morrer
Inda domarei esse cavalo selvagem
Da carruagem da escrita da perfeição

Estive perto da morte várias vezes perto; BH, 040102013; Publicado: BH, 0140402015.

Estive perto da morte várias vezes perto
Da morte que sondou-me com as suas
Elucubrações sondou-me veio mandada
Pelo estado na época da Ditadura veio
Nas bebidas que ingeria em abundância
Veio nas comidas gordurosas consumidas
Sem moderação veio nos comprimidos
Alucinógenos a morte quis levar-me de
Todos os jeitos na hora fatal desistia ao
Dar-me mais um dia mais uma noite
Que nem merecia passava resolvia por
Conta própria abandonar-me aqui no
Dia predeterminado a morte cumprirá o
Papel dela comigo terei a certeza de
Que antes de morrer poderei dizer é só
Isso a morte? a diminuirei bem a
Desprezarei a tratarei de forma chula
Como a morte dum ente que não causará
Impacto no meio ambiente tenho a outra
Certeza de que quando a morte ouvir de
Mim o é só isso a morte? ficará com
Raiva pelo desleixo pela humilhação com
Que a tratarei quererá mostrar alguma
Altivez quererá demostrar alguma
Dignidade não conseguirá se a morte
É minha sou o dono dela quem tem
Que enaltecê-la engrandecê-la ou não
Sou o tal mas como em vida não fui nada
Minha morte em morte não será nada

Não transbordo fico indignado; BH, 040102013; Publicado: BH, 0140402015.

Não transbordo fico indignado
Rumino manso bovino mas de
Interior desesperado o que é mais
Assustador? tive infância boa tive
Adolescência sem traumas tive a
Vida toda não cumpri o meu papel
Deixei a desejar furtei fracassei
Quem acreditou confiou m mim
Saiu decepcionado transviado não
Consertei o caminho não endireitei
O rumo complexado não aprendi
Nem nas escolas nem na vida
Nada tenho para ensinar na
Ansiedade passo o tempo a procurar
Uma razão para dizer aí estão a
Causa o motivo que fizeram com
Que nada desse certo para mim
Na angústia prostrado pela
Ineficiência deprimido pela
Deficiência à espera da morte não
Vivo devido à imperfeição não
Procurei especialistas quis me
Curar por conta própria o preço
Da ignorância o preço da estupidez
São os mais altos que o doente não
Curado tem que pagar o pior dos
Males em minha vida lamento admitir
Foi a religião a religião que me
Passaram de condenação de culpas
De pecados de infernos de céus
Inatingíveis um enfermo para se curar
Sem condições sofre aberrações comete
Bizarrices frutos duma mente bisonha

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Impressiona-me o poder duma pessoa; BH, 040102013; Publicado: BH, 090402015.

Impressiona-me o poder duma pessoa 
De mudar d'água para o vinho um exemplo
Internacional Ronald Reagan que de
Medíocre ator chegar à presidência dos
USA um médico argentino anônimo
Que de repente transforma-se no mito
Libertador Ernesto Che Guevara aqui
No Brasil temos o nosso maior exemplo
O operário nordestino sem escolaridade
Suficiente chega à presidência do país
Com todos os poderosos contrários
Com toda a mídia velha a espinafrá-lo
Nos revela o melhor presidente da
História da República Federativa do Brasil
De todos os tempos da História do Brasil
Lula Luiz Inácio Lula da Silva
Se fosse pelo destino da maioria das
Crianças do Nordeste não teria nem
Infância como não deve ter tido
Estudou pouco mas dotado duma
Sabedoria duma inteligência de quase
Uma genialidade surpreendeu a todos
Correligionários adversários inimigos
Deixou no chinelo o pior dos políticos
Que o Brasil gerou FHC vulgo Fernando
Henrique Cardoso um poliglota
Linguarudo mas que sofre para ter que
Reconhecer o banho que levou leva
Do antigo operário a Presidenta Dilma
Vana Rousseff quem diria a primeira
Mulher Presidenta a dar conta do
Recado direitinho impressiona-me
Maravilhosamente bem o poder duma pessoa

Dizeis que a escrita perfeita; BH, 040102013; Publicado: BH, 090402015.

Dizeis que a escrita perfeita
É com impessoalismo sem sentimentalismo
Sem adjetivismo perfeito mas que regras
São essas? tanta perseguição a quem usa
A primeira pessoa tanto combate aos
Sentimentos aos sentidos? quem
Escreve escreve da maneira que quer
Quem critica critica o que quiser
Não podeis é dizer malfadado do sou
Egoísmo egocentrismo cada um
Tendes uma opinião a respeito da escrita
Perfeita penso que então deveríeis
Escrever as escritas perfeitas tireis
Os sentimentalismo os sentidos as
Pessoalidades os adjetivos
Demais enxertos enquanto não
Encontro a minha escrita perfeita
Treino na imperfeição teimo para
Encontrar o texto ideal sublime
Conciso como gosteis de digerir
Mas demorarei séculos para chegar à
Esta perfeição a ponto de agradar
Não nasce dum dia para outro prosa
Com teor de agradar exigentes
Críticos a técnica é bela o improviso
Não pode ser deixado de lado
Um pouquinho do emocional creio
Pode fazer a diferença apesar da
Abominação dos críticos pelo emocional
Tenhais paciência com este pobre pateta
Um dia aprende a presença dele
No meio literário será um louvor

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Hoje é um dia que não é para ser um dia; BH, 020102013; Publicado: BH, 080402015.

Hoje é um dia que não é para ser um dia
Não é para o galo cantar de madrugada
O cachorro latir a galinha cacarejar
Nem é para o vento ventar levar
O cisco do quintal as folhas das
Árvores caírem nos terreiros
As nuvens não galoparão pelos céus
As pedras não sairão dos seus lugares
Nem a poeira pousará em cima dos móveis
As roupas não estarão nos varais
Hoje as almas não se esconderão
Nos sótãos nem os espíritos
Nos porões as assombrações não
Sairão das sombras os sonâmbulos
Não andarão pelas paredes os
Loucos não rodarão em seus redemoinhos
Não caminharão pelas ruas em sentido
Anti-horário mentecaptos energúmenos
Desesperados não baterão com as
Cabeças nas pontas das pedras dos
Paredões hoje é um dia que não é para
Ser um dia hoje é um dia que não é para
Ser um é um dia que não é para ser é
É um dia que não é para aí é um dia
Que não é para aqui um dia não dia
Então ver-se que é um dia que não é
A solução é um dia que o sol não resolveu
É um dia que a resolução duma luz
Não brilhou num coração distante semente dum
Quase cadáver em encruzilhada de raízes
De gameleiras mal-assombradas hoje é

Desgraçado que sou a cometer tantos desaforos; BH, 020102013; Publicado: BH, 080402015.

Desgraçado que sou a cometer tantos desaforos
Perder o decoro pudibundo merecia era
Levar um coro aí ai malgrado meu meu
Rei senhor é a cara de choro que
Restou-me viver de lamentar depois
De aprontar tem que apanhar em
Silêncio como as folhas que caem
Das amendoeiras em silêncio
Mortal como as sombras das folhas
Que caem das amendoeiras que
Envergonhado acabei pisado por
Calcanhares ávidos em esmagar
Crânios como marretas em bigornas
Dinamites em pedreiras
Bate-estacas em construções
Infeliz de mim perdi-me na mata
Selvagem impedido de encontrar-me
Por algum motivo que desconheço o
Sentido desconheço o conhecido o
Conhecido desconhece-me ambos
Sabemos da existência da inexistência
Um doutro da consciência da
Inconsciência um doutro da
Loucura dos dois a loucura é individual
Pessoal intransferível com cada um
A querer ser mais louco do que o outro
Cada um maluco para ver quem chega
Primeiro ao infinito o que mais faz
Questão em chegar é o que inda
Não vive infinitamente para chegar
É importante já estar a viver aqui
Como se aqui fosse lá lá fosse aqui

Alguma coisa errada aconteceu; BH, 03101202012; Publicado: BH, 080402015.

Alguma coisa errada aconteceu
As músicas não contêm músicas
Os músicos não cantam músicas
Há algo de podre na cultura
O cinema o teatro não contêm
Atores atrizes as atrizes os
Atores não contêm cinema teatro
Há algo inexplicável no ar quem
Diria que a arte iria acabar?
O clássico deixar de ser clássico
A obra-prima deixar de ser
Obra-prima não sei o que acontece
No meio artístico os componentes
Não têm formação basta plastificar
O físico vira fenômeno de televisão
Há alguma coisa a mais de podre
No nosso meio do que duvidamos
Não precisa-se mais pensar para
Escrever nem escrever para pensar
O que manda é o efeito especial
O ibope a bilheteria o teor comercial
Da peça em cartaz quanto que vai
Vender quem dita a regra é o
Vendeu ganhou o grammy valeu
Tempo bom não volta mais já dizia o
Lilico nada do que é feito sofre
A reverência de influenciar uma
Referência os padrões globais de
Qualidade são padronizados para
Satisfazerem as contas correntes com os
Entretenimentos o público é obrigado
A digerir porcarias a passar a ser
Também um produto do meio mais
Uma vítima do efeito colateral nocivo

terça-feira, 7 de abril de 2015

A humanidade a raça humana o ser humano; BH, 03101202012; Publicado: BH, 070402015.

A humanidade a raça humana o ser humano
Todos os seus componentes precisam
Encontrar em si um momento íntimo para
Chorar chorar para que as lágrimas escorram
Para dentro que possam bebê-las para
Matarem a sede faltam aos habitantes do
Mundo a arte do choro não só o choro
Para si mas para o próximo também o
Verbo chorar precisa ser conjugado
Coletivamente no sentido literal todos
Os dias devemos nos perguntar uns aos
Outros quantas vezes choramos hoje?
Quem não chora não tem nem o direito
De ler uma poesia os poemas só nascem
Para os que têm motivos de choro
Humanidade abre o pranto, raça humana
Inaugura o choro ser humano aprende a
Chorar é postarmo-nos com nossos
Olhos em frente aos nossos espelhos com
Toda a claridade possível para que possamos
Enxergar bem cada lágrima que rolar pelas
Nossas faces as que vão para o lado de
Dentro as que ficam do lado de fora depois
Deste culto de choro coletivo qual consciência
Estará pesada? qual coração restará inda
Endurecido igual coração de Faraó? qual
Ser não estará límpido clarificado a disputar
Com o brilho próprio a luz do sol? escuto
Ali uns balidos escuto aqui uns ganidos
Sinto cá um ronronar de cada um em seu
Canto a chorar como se cantasse um canto

Alforria saiu a minha carta de alforria; BH, 03101202012; Publicado BH, 070402015.

Alforria saiu a minha carta de alforria
Agora estou livre de minha ignorância
Com induto saiu o meu induto não
Sou mais prisioneiro de minha estupidez
Aleluia irmãos saiu a minha salvação
Estou salvo das minhas iniquidades fui
Levantado do chão por uma súbita mão
Nem as reminiscências da morte
Metem-me medo evoé momo
Meu rei tenho a chave que abriu
A porta expulsou de mim os
Medos de viver as covardias de não
Reagir às injustiças salve Jorge ave
César perdoei todos os meus pecados
Não quero que Jesus Cristo sofra mais
Por mim tomei a decisão independente
De mesmo sofrer por mim não quero
Mais incomodar a Deus por nada o
Mesmo que vou me virar do jeito que der
Aboli a chibata não dou mais o lombo
Às chicotadas basta de flagelo inferno
Condenação se Deus amou ao mundo
Por que eu não? amo o mundo ainda mais
Do que Deus Deus tem todos os poderes
Não tenho nenhum concluo que a minha
Capacidade de amar seja maior Deus é
Deus sou homem é uma desigualdade
Imensa mas abdiquei-me de dogmas
Tabus crenças nada nada nada a não
Ser o nada a vagar pela terra a reverenciar
A reverenda terra minha mãe que
Um dia me levará de volta ao útero