terça-feira, 15 de setembro de 2026

dizeis lá dos aglomerados das constelações algumas coisas

dizeis lá dos aglomerados das constelações algumas coisas
se sabeis estou a ouvir falai escrevei quem sabeis escrever
escutai quem sabeis escutar às vozes universais meu findo
coração é o mar morto que o sal transformou que o sol já
secou sombrio sem brilho meu coração silenciou nunca
mais serei homem qualquer coisa será mais do que sou
não serei nem o nada que serei o que serei? não sei nem
ninguém saberá alguém dirá alguma coisa não prestarei
atenção já estarei noutra dimensão tarde demais apaga a
luz já estamos no escuro é que está cego não percebes que
já estás no escuro a escuridão é o teu torrão teu pedaço de
pão queimado o que te resta de chão chorar? covarde a
vida toda cobarde agora choras na presença de estranhos
pressentes a morte escondes tuas vergonhas quebres teus
espelhos que ganhastes por recompensa com essas contas
de vidros BH, 0280802026; Publicado: BH, 0150902026

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