quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dói em mim o não saber penso que; BH, 0170902013; Publicado: BH, 0130102016.

Dói em mim o não saber penso que
O não saber não deveria doer só em
Mim mas em todos aqueles que não
Sabem todos pensam que sabem
Alguma coisa o que talvez seja bom
Todos juram a verdade o que é
Ótimo mas sou um dos poucos
Que não sabem de nada sou um
Dos que ignoram tudo acaba
Por doer em mim esta brutalidade
Esta ignorância sem fim acaba
Por perpetuar esta estupidez que
Por mais que reze não consigo
Exorcizá-la torno-me tão
Cego que não enxergo um passo à
Frente do nariz não consigo
Nem por isto enquanto
Alguns ficam acordados a maior
Parte do tempo possível para não
Perderem o raciocínio para não
Obscurecerem o dom da lucidez
O dote da razão ai dói em mim é
A falta de entendimento é a falta
De compreensão é a dúvida o lado
Cético o vazio do coração a fuga
Súbita da mão em direção do
Em vão dói em mim o crânio
Rachado a fratura exposta o
Peito ralado a impressão que
Fica é a que nunca chego se chego
Sinto a sensação de que fiquei
Pelo caminho um andarilho sem destino

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Olho com olhos de visão olho com olhos; BH, 0140902013; Publicado: BH, 0110102016.

Olho com olhos de visão olho com olhos
De vista de olhar de cuidado de
Atenção olho com olhar de perspicácia
Pela abertura circular ou oval
Num edifício aro de qualquer ferramenta
Onde se entra o cabo olho com o botão
Ou com o rebento das plantas olho
Com o olho da rua como exemplo
De hebraísmo em nossa língua no
Meio dum lugar indeterminado para
Onde se manda alguém olho sem
Medida certa como se tivesse olhos de
Lince ou se estivesse nu em tudo
Que é considerado galicismo pelos previstos
Olho de olhos derramados de vistas
Desarmadas com todos os olhos nem
Auxiliados por qualquer instrumento
Olhos de sapiranga olhos envermelhecidos
Olhos armados com instrumento
Que auxilia a visão patentemente
Com todos os olhos olho-d'água da nascente
Que rebenta do solo com o olho-de-boi
Como a abertura circular ou elíptica
No teto ou em paredes para dar luz no
Interior duma morada olho com claraboia
Com olho-de-boi olho-de-cabra com
Olho-de-cão olho-de-céu olho-de-fogo
Olho-de-gato com olho-de-peixe
Olho-de-perdiz olho-de-pombo olho
Olho-de-santa-luzia olho-de-sapo
Olho-de-tigre olho olho-de-vidro
Olho-roxo esbarro no mago do olho gordo
Olho-grande que me faz ficar cego

O que há de errado no Brasil; BH, 0150902013; Publicado: BH, 0110102016.

O que há de errado no Brasil
Chama-se burguesia elite
Plutocracia cujos componentes
Só sabem perguntar o que
Este país pode dar-nos? não
Têm coragem de perguntar nós o
Que podemos dar a este país?
O que há de errado no Brasil
Chama-se oligarquia o poder
O dinheiro nas mãos de poucos
Como o governo onde predominou
Facção de grupos empresariais
Banqueiros dirigentes de negócios
Que pensam que o país é obrigado
A dar-lhes todos os lucros em
Troca sonegam fazem evasões
De divisas burlam leis Constituição
Federal Código Penal o que há
De errado no Brasil são os donos
Do mercado que fazem o governo
De refém são os neoliberais que
Destroem o estado controlam
Tudo perpetuam-se no poder a
Passarem de pais para filhos o
Controle da nação o que há de
Errado no Brasil é a mídia
Bovina predadora despudorada
Que engana distorce acaba com
A cultura nativa com o folclore
Com a arte é uma justiça
Direcionada a conservar o poderio
Dos que podem pagá-la é uma
Justiça que não chega ao povo
Que o povo para mantê-la abre
Mão da educação saúde entre 
Outras conquistas direitos é
Um congresso nacional despido
De qualquer valor moral cívico
Republicano é isso que há de
Errado no Brasil o povo é 
Apenas o fiador o avalista só

Persigo uma obra-prima; BH, 0150902013; Publicado: BH, 0110102016.

Persigo uma obra-prima
Não sei até quando o sol nasce
Todo dia não sei até quando
A luz há de brilhar não
Sei até quando mas persigo
Uma obra-prima Cazuza perseguia
Uma ideologia Van Gogh a perfeição
Dum óleo sobre tela Marx a sociedade
Utópica Picasso fez vários experimentos,
Até ser chamado de gênio Dali
Em sonhos de loucura brindou-nos
Com a arte mais elevada cada
Um desses loucos sistemáticos
Perseguiu a beleza sem medir
As consequências negativas que
Muitas vezes recaiam sobre si
Mesmos na ânsia de concluírem
Uma obra de arte persigo uma
Obra-prima quero também poder
Brindar a humanidade com uma
Obra de arte chamada de minha
Não sei quando nascerá não importa
Quando mas todo dia levanto
Penso hoje atinjo a perfeição hoje
Concluo um pensamento seivado
De sabedoria lucidez percepção
Domingo é o melhor dia para
Liberar a intuição longe dos jornais
Longe das televisões incomodado
Igual a um animal no cio a
Perseguir a fêmea desejada a fugir
Sempre é a poesia a fugir de mim

O homem não quer deixar de ser idiota; BH, 0130902013; Publicado: BH, 0110102026.

O homem não quer deixar de ser idiota
O homem não quer ler o homem não
Quer contemplar o homem não
Quer refletir ninguém sabe o que
O homem quer nem o homem ninguém
Sabe o que o homem é nem o homem
O homem não quer deixar de viver
Na estupidez faz de tudo para
Dormir abraçado estupidamente com a
Estupidez o homem não quer deixar de
Ser ignorante faz de tudo para permanecer
Na ignorância bem que poderia fazer
Um bem a si mesmo ou a um semelhante
Poderia ser bom para si mesmo para
Os semelhantes o homem não quer
Amar nem como se amasse a si mesmo
Não sai das igrejas não sai do pé
Do altar, não larga a Bíblia o Corão a
Cabala o Torá não larga as armas
As bombas a maldade os mísseis
Os foguetes a ruindade o homem só
Sabe cantar a canção do idiota a falar
Mal da vida do homem não canta
A canção que aprendeu na infância
Mata a criança de dentro de si
Mata o homem que herdou dalgum
Antepassado mata quem puder
Matar mata o que vai nascer
Do homem o homem não quer
Deixar nada viver nem o homem

Há falta duma sensibilidade; BH, 0130902013; Publicado: BH, 0110102016.

Há falta duma sensibilidade
Há uma suspeita no ar o que foi
Que aconteceu? morreu-se a
Surpresa o inusitado não
Surpreende a mais nada
Há um banalismo perverso um
Comportamento pernóstico todos
Fingimos aceitar tudo a
Não perceber nada há uma
Embriaguez unânime um
Entorpecimento uma falta de
Indignação tortura-se nas
Prisões somem-se com pessoas
Concedem-se habeas corpus a criminosos
Assassinos estupradores sequestradores
Espiona-se mais do que na guerra
Fria ninguém fala nada
Invadem outros países sem total
Consentimento ou autorização
Da ONU Organização das Nações Unidas
Condena-se sem provas
Atropelam-se os direitos ferem-se
As liberdades individuais as nossas
Democracias ruem-se aumentam-se
Os campos de refugiados de
Flagelados marchamos firmes
Ao abismo nada nos detêm acabou-se
O que era doce a utopia a percepção
Acabou-se a intuição o que teima
É a estupidez o que perpetua-se é a
Ignorância a brutalidade não temos
Mais convicções nem nos instintos há
Um vago sabor amargo de decepção no ar

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Quantas perguntas a humanidade tem a fazer à si mesma? BH, 0120902013; Publicado: BH, 080102016.

Quantas perguntas a humanidade tem a fazer à si mesma?
A humanidade precisa auto questionar-se
Com a maior urgência alguma coisa falhou
Algo estragou a engrenagem
A humanidade precisa parar
Perguntar a si mesma onde foi
Que errei? o ser humano está a
Voltar à era da Idade Média
A raça humana quer abraçar o
Medievalismo o ser humano quer
O regime feudal na religião no
Comportamento na sociedade
A igreja quer reimplantar a inquisição
Quer mais hereges nas fogueiras torturar
Implantar o conservadorismo é a
Volta dos preconceitos da intolerância
Muitos pedem até a volta das Ditaduras
As democracias são frágeis os
Componentes dos poderes são dominados
Pelos donos dos dinheiros dos mercados
Das mídias os jovens vivem sem perspectivas
Sem leituras sem escritas sem culturas
Os jovens vivem sem educação sem
Formação sem sentido a razão é a
Desrazão a falta de lucidez de
Sobriedade tenho muitas perguntas
A fazer à humanidade mas não farei
Nenhuma a humanidade é suficientemente
Adulta experiente para saber consultar
Ao próprio âmago o que realmente quer
Essa consulta deve ser urgentíssima