sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quando será diluto o sofrimento: BH, 050402001; Publicado: BH, 01801002013.

Quando será diluto o sofrimento,
Que devora-me o ser por dentro? quando
Será que sentirei que se diluiu a dor no
Meu interior? e quando será dissolvido
O mau no meu íntimo? preciso aprender
A dissolver a ruindade do meu ser; quero
Uma substância sólida, ou líquida para
Desfazer a infelicidade que atormenta-me,
Um fluído para misturar com água, ou
Um outro que, que sirva para diluir; um ato e um
Efeito de diluimento, que, causem a diluição
Das trevas do meu coração; necessito beber
Um diluente, algo que dilui a pedra que
Pesa na minha consciência, que livre
Minhas entranhas, mandíbulas e medula das
Presas das correntes dos grilhões e ensinem-me
A dilucidar-me com a razão, a elucidar-me, 
A explicar o que for complicado e a comentar
A melhor maneira de absorver as reverberações
Da luz do esclarecimento; quero abrir todas
As minhas portas à dilucidação; não posso
Permitir secar o líquido da vida que
Corre no interior da minha coluna cervical;
E aí serei ativo na virtude, serei ligeiro no
Raciocínio ao fazer o bem; zeloso com as coisas
Da natureza, cuidadoso na preservação e
Conservação dos princípios; e tudo que tem
E denota diligência, será do meu maior
Interesse, creia-me, dilobulado, com teus
Dois lóbulos, serei mais do que diligente;
Aprenderei a diligenciar, ou tu pensas-me
Asno? e sem capacidade para empregar
Os meios para empenhar-me e em
Esforçar-me para ser diligenciador, ser
Aquele que faz a diligencia a si próprio, com a
Mais alta e nobre diligência, tal carruagem
Puxada a cavalo, ou investigação policial,
Ou judicial de alto nível; esta será a
Averiguação e a pesquisa, em busca de
Uma vida melhor; com zelo, cuidado
Ativo, com, ou sem urgência; farei alguma
Coisa em benefício próprio, ou da humanidade,
Aguardeis, ainda serei dileto do homem,
Ainda serei muito querido e amado; e
Aprenderei a fazer por onde, com diletantismo,
Com qualidade de quem é diletante, como
O apreciador de uma arte; e o amador, que exerce
E se dedica a um assunto exclusivamente
Por gosto e não por ofício e obrigação; e assim,
Acabarei com todo o dilema, porei fim a todo
Argumento, ou situação igual o que oferece
Duas alternativas; e nenhuma situação será
Mais embaraçosa, como a de duas soluções
De escolha difícil; ser ou não ser, viver ou
Morrer, amar ou não amar; e de dilatório,
Que tende a adiar, que retarda, é só o
Que for negativo; só o que for mau, o oco
Seco, o olho cego, o sal esfregado na
Carne viva, sem a pele; e tudo que
Se pode dilatar a vida, será tentado; e
Lá, tudo que for dilatável, para evitar a
Morte, será tentado; com o aumentar e o
Estender o volume e dimensões, para espalhar
A eternidade; pois quem é que não quer
O eterno? e se a morte é eterna, queira
Então a própria morte; com sentimento.
Dilatado, com bio amplo, sorriso largo, amor
Extenso, aumentado, engrandecido: morra,
Como se estivesses a nascer; impeças a prorrogação
Do medo e a expansão da covardia; morra, com
Ampliação e alargamento, com dilatação e
Vontade de aceitar a própria verdade.

"Olha a rima e olha a rima que dá e olha a rima"; BH, 090100502001.Publicado: BH, 18/10/2013.

"Olha a rima e olha a rima que dá e olha a rima, 
O negócio é que dá, perigosa é a rima que dá:" mundo,
Mundo, vasto mundo, se me chamasse Raimundo, seria
Apenas uma rima, não seria uma solução, mundo, mundo
Vasto mundo, mais vasto é o meu coração; o negócio é que
Dá, perigosa é a rima que dá; olha a rima, olha a rima
Que dá, olha a rima, o negócio é que dá, perigosa é
A rima que dá: o poeta finge tanto, finge tão completamente,
Que chega a fingir que é dor, a dor que deverás sente;
O negócio é que dá, perigosa é a rima que dá, olha a
Rima, olha a rima que dá, olha a rima, o negócio
É que dá, perigosa é a rima que dá: já fui e já
Voltei, se for não volto mais, não sou couro de pescoço,
Para estar para a frente e para atrás; o negócio é que dá, perigosa,
É a rima que dá, olha a rima, olha a rima que dá, olha
A rima, o negócio é que dá, perigosa é a rima que dá:
Quem bebe cachaça é corno, quem vende é corno
Também, se tirar os cornos daqui, aqui não ficar
Ninguém; o negócio é que dá, perigosa é a rima que
Dá, olha a rima, olha a rima que dá, olha a rima,
Perigosa é a rima que dá: minha mãe teve três
Filhos, todos os três interesseiros, um deu para tocar sanfona,
Outro para bater pandeiro e eu para beber toda cachaça,
Que é um serviço maneiro; o negócio é que dá, perigosa
É a rima que dá, olha a rima, olha a rima que
Dá, olha a rima, perigosa é a rima que dá: carro sem
Rodas não anda, bêbado deitado não cai, em casa o
Corno não manda, cachaça sem tira-gosto não vai;
O negócio é que dá, perigosa é a rima que dá, olha
A rima, olha a rima que dá, olha a rima, perigosa
É a rima dá: a mulher do saquarema, teve dois
Saquareminhas, um deles tinha cabeça, o
Outro nem cabeça tinha; o negócio é que dá,
Perigosa é a rima que dá, olha a rima, olha a
Rima que dá, olha a rima, perigosa é a rima
Que dá: ai que saudades que tenho da aurora
Da minha vida, de minha infância querida,
Que os tempos não trazem mais; o negócio é que
Dá, perigosa é a rima que dá, olha a rima,
Olha a rima que dá, olha a rima, perigosa é
A rima que dá: é um dia, é um dedo, é
Um dado, é um dado, é um dedo, é um dia;
Pagará a paca cara, quem a paca cara compra; o
Negócio é que dá, perigosa é a rima que dá,
Olha a rima, olha a rima que dá, olha a rima,
Perigosa é a rima que dá: não há quem cuspa
Pra cima, que não lhe caia na cara, pagará cara a paca,
Quem a paca paga cara; o negócio é que dá, perigosa
É a rima que dá, olha a rima, olha a rima que
Dá, olha a rima, o negócio é que dá, perigosa é a rima
Que dá: José Leite foi chegando, quando viu a mulher
Só, mulher porque tanto choras, não pode contar a história;
O negócio é que dá, perigosa é a rima que dá, olha
A rima, olha a rima que dá, olha a rima, o negócio
É que dá, perigosa é a rima que dá: lá do céu já vem
Caindo, três cartilhas de ABC, a do meio já vem dizendo,
Que só caso é com você; o negócio é que dá, perigosa é
A rima que dá, olha a rima , olha a rima que dá,
Olha a rima, o negócio é que dá, perigosa é a rima que
Dá: lá detrás daquela serra, tem um pé de manacá,
Passa boi, passa boiada, que a morena já vem lá; o
Negócio é que dá, perigosa é a rima que dá, olha
A rima, olha a rima que dá, olha a rima, o negócio
É que dá, perigosa é a rima que dá:
O meu pai quando me viu chorar assim, passou a gritar:
Tu choraste em presença da morte? na presença
De estranhos choraste? não descende o cobarde do forte,
Pois choraste, meu filho não és! possas tu, descendente
Maldito, de uma tribo de nobres guerreiros, implorando
Cruéis forasteiros, seres presa de vis aimorés; possas tu
Isolado na terra, sem arrimo, e sem pátria vagando,
Rejeitado da morte na guerra, rejeitado dos homens
Na paz, ser das gentes o especto execrado; não encontre
Amor nas mulheres, teus amigos, se amigos tiveres,
Tenham alma inconstante e falaz! não encontre
Doçura no dia, nem as cores da aurora te ameiguem,
E entre as larvas da noite sombria nunca possas
Descanso gozar; não encontres um tronco, uma pedra,
Posta ao sol, posta às chuvas e aos ventos; padecendo
Os maiores tormentos, onde possas a fronte pousar; que
A teus passos a relva se torre; murchem prados, a flor
Desfaleça, e o regato que límpido corre, mais te acenda
O vesano furor; suas águas depressa se tornem, ao contato
Dos lábios sedentos, lago impuro de vermes nojentos
Donde fujas com asco e terror! sempre o céu, como um
Teto incendido, creste e punja teus membros malditos,
Oceano de pó denegrido, seja a terra ao ignaro tupi!
Miserável, faminto, sedento, manitôs lhe não falem nos sonhos,
E do horror os espectos medonhos, traga sempre o
Cobarde após si; um amigo não tenhas piedoso, que o
Teu corpo na terra embalsame, pondo em vaso d'argila
Cuidoso, arco, e flecha e tacape a teus pés! sê maldito e
Sozinho na terra; pois que a tanta vileza chegaste, que
Em presença da morte choraste, tu, cobarde, meu
Filho não és; o negócio é que dá, perigosa é a rima
Que dá, olha a rima, olha a rima que dá, olha
A rima, o negócio é que dá, perigosa é a rima
Que dá: lá se foi D Pedro I, e depois D Pedro II, pois a
Bacia só acaba, quando lhe cai o fundo, e só deixo de beber
Cachaça depois que acabar o mundo; o negócio é que dá,
Perigosa é a rima que dá, olha a rima, olha a rima que
Dá, olha a rima, perigosa é a rima que dá: seu Malaquias
Preparou, cinco pebas na pimenta, só do povo de Campinas, seu
Malaquias convidou mais de quarenta, e entre todos os
Convidados, para comer peba veio também Maria benta;
O negócio é que dá, perigosa é a rima que dá, olha a rima,
Olha a rima que dá, olha a rima, o negócio é que dá,
Perigosa é a rima que dá: vem, corra e olha o céu, que o
Sol já vem dizer bom-dia, corra e olha o céu que o sol já
Vem dizer bom-dia; o negócio é o que dá, perigosa é a
Rima que dá, olha a rima, olha a rima que dá, olha a rima,
Perigosa  é a rima que dá: a sorrir eu pretendo levar a
Vida pois chorando eu vi a mocidade perdida; o negócio é
Que dá, perigosa é a rima que dá, olha a rima, olha a rima  
Que dá, olha a rima, o negócio é que dá, perigosa é a rima
Que dá: jurar com lágrimas que me ama, não adianta mais,
Eu não vou acreditar, é melhor nos separar; o negócio é que
Dá, perigosa é a rima que dá, olha a rima, olha a rima que dá,
Olha a rima, o negócio é que dá, perigosa é a rima que dá: na
Tina vovó lavou, vovó lavou, a roupa que mamãe vestiu quando
Foi batizada, e mamãe quando era menina teve que passar,
Muita fumaça e calor no ferro de engomar; o negócio é que dá,
Perigosa é a rima que dá, olha a rima, olha a rima que dá, olha a
Rima, perigosa é a rima que dá: a chama não se apagou, nem se
Apagará, és luz de eterno fulgor, Candeia, enquanto o samba viver,
O sonho não vai acabar, e ninguém irá esquecer, Candeia; o negócio é
Que dá, perigosa é a rima que dá, olha a rima, olha a rima que dá,
Olha a rima, perigosa é a rima que dá: felicidade vou embora e a
Saudade no meu peito, inda mora e é por isso que eu gosto lá
De fora por que sei que falsidade não vigora, a minha casa não
É minha, e nem é meu este lugar, estou só e não desisto
Muito tenho pra falar.

Quando me disseste que ias embora; TO/SD; Publicado: BH, 02401002013.

Quando me disseste que ias embora,
Sinceramente, não acreditei;
E só depois que te esperei
E não apareceste, então veio em meu 
Pensamento, a ideia, de que tinha te
Perdido; e custei a acreditar, 
Mas a verdade sempre dói;
E quando me disseste, que não me amavas mais,
Para mim foi o mesmo que morrer;
E não sei ainda como sobreviverei sem ti,
Tentei falar, mas não quiseste ouvir;
Foste embora e agora, no abismo caí,
De mim não resta mais nada;
Se um dia me encontrares,
Sei que não vais me reconhecer;
Sou um cadáver vivo, uma alma desgraçada,
Que perambula pelo mundo,
Sem descanso e sem paz;
Quando me disseste que a meu lado,
Não sentias mais prazer, 
Naquele instante, vi em teus olhos
E compreendi tudo, tua frieza dizia,
Que só me restava mesmo uma coisa na vida,
Morrer para ti. 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Muxoxo de borocoxô esbodegado; BH, 0220402017.

Muxoxo de borocoxô esbodegado,
Tal um índio pajé sorumbático, ou
Um preto velho meditabundo acocorado;
Pudibundo em tudo e a labutar o
Labor da vida, para comer pão
Temperado com suor, ou que o
Diabo amassou e a beber pinga
A lamber os beiços estrelados e a olhar
A tarde com olhos esbugalhados e
Embaciados pelos gases do álcool;
Resmunga, choraminga escravo
Ralado, o capataz esfrega sal grosso
Nas feridas, a senzala é só um
Zumbido abafado pelo alarido dos
Cães da casa grande; a senzala virou
Favela, a favela aglomerado, bairro
Suburbano, jovens da periferia são aniquilados
E a violência é uma fatal rotina
Herdeira da miséria, vítima da
Pobreza e do racismo, preconceitos,
Prostituições e demais desgraças;
E vítima do capitalismo, quem é que não prega
Uma cruz nas costas do desprivilegiado?
Não aproveita do humilde e não
Abusa do fraco? e explorar o oprimido,
Todo mundo quer tirar uma casquinha
Do mendigo e das chagas do ferido;
Que murmurado sussurrado ciciado,
É uma lavadeira a bater roupa, é uma 
Passadeira a soprar as brasas do ferro de
Passar e engomar roupas, é a panela de feijão
No fogo do fogão à lenha, é o choro da lenha 
Ao ser queimada, é a frigideira a fritar 
A linguiça e a refogar a couve, é o frigir 
Da cebola para o tira gosto da cachaça.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Empacado aqui neste domingo nebuloso; BH, 0200502017.

Empacado aqui neste domingo nebuloso,
Com águas pluviais a misturarem-se com
Águas fluviais e águas lacrimais com
Águas de corizas nasais, todos os poros
Corporais choram e fluidos sensoriais, as
Dores existenciais; as flores morrem nos
Caules e acompanham os mortos dos
Velórios aos enterros e quem ontem
Desfrutava vida, hoje desfruta morte no
Desterro; estrangeiro estranho dos idos
Idos, passageiro do destino incongruente,
Faz o coração cruel a destilar fel e o 
Fígado opilado a destilar sangue venoso;
E o mundo é virtual, com tudo a iludir o
Astronauta descuidado, o argonauta
Que, perdeu a astúcia e a sagacidade; e 
De onda em onda, à deriva pela cidade
Formada de simulacros e de oásis 
Fictícios e de desertos reais e físicos,
Que cada um faz questão de preservar
No coração; e a pensar-se um titã, um 
Talos, um ciclone, um ciclope, um
Polifemo, um furacão, um tudo posso
Naquilo do meu poder e da minha 
Potência e justiça e da minha vontade; 
Um o universo sou eu e acabou-se 
Quem pensava diferente; e desfaz-se 
Em água a carne e em cinzas em cima 
Da mesa, os ossos de marfim do
Esqueleto da caveira de sorriso eterno.

Não via inspiração em lugar nenhum; BH, 0210602017.

Não via inspiração em lugar nenhum,
Daltônico, via tudo cinza, não conhecia 
O azul; olhava para o céu e era um 
Descaso, enxergava o horizonte e não 
Achava graça; e às vezes pensava que,
Sofria de cegueira branca e indiferente, 
Não reverenciava o vento nas falésias, 
As manifestações do universo; desprezava
Eclipses, alinhamentos de planetas, brilhos
De quasares, caudas de cometas cabeludas
E das coisas antigas, dizia que eram coisas 
Antigas e que não serviam para nada; era 
Uma tristeza sem fim, não cantava uma 
Canção, não recitava um verso, não 
Pisava descalço o chão, não amassava o 
Pão e vivia pelos cantos da casa de rosário
Nas mãos; tinha nojo de insetos, besouros,
Cigarras, borboletas, libélulas e louva-deuses,
Esperanças, gafanhotos, grilos, sapos; não 
Amava calangos, lagartixas, taruiras, joaninhas;
Rico em adjetivações negativas, menosprezava
A felicidade, a paz, o amor, a criança, a mulher
E gabava-se de ser assim; péssimo ator 
Coadjuvante, passava de personagem principal,
De protagonista indispensável, de personalidade
Com celebridade e paparazzi nenhum o 
Fotografava; pensava a fama acachapante, para
Ser um famigerado e não media o preço a pagar
E quanto mais ouro pagava, menos valia à uma
Análise de um olhar; glutão, beberrão, estômago
De hipopótamo, paquidérmico com quelônio,
Mistura de bicho preguiça; e nas vezes nas 
Quais pensava, só pensava que era o tal, o ás e 
Não passava de um especialista nas coisas 
Fúteis e inúteis e notórias e aleatórias de simplório. 

Oração à Santa Maria da Conceição Santos Medina; BH, 0160202017.

Santa Maria da Conceição Santos Medina, 
Nos mais dos teus cem anos que viveste,
Aqui entre nós, particularmente, não herdei
A tua pureza; a culpa não é tua, a culpa é 
Minha, pela incompetência, de absorver
As tuas coisas boas; e minha Santa Mãe,
Os poetas verdadeiros não gostam de 
Demonstrar amor e mesmo sem amor, por
Desprezar, todo amor que dedicaste a mim
E por ser um pseudo poeta, um falso bardo,
Quero dedicar-Te esta oração, minha Nossa
Senhora Santa Maria da Conceição Santos 
Medina, zelai por mim, é que mesmo sem 
Merecer, continuei por aqui, a desfrutar 
Desta vida que, a Senhora agarraste nela,
Com toda a Tua garra, coragem, fé, ousadia
E audácia; e a besta quadrada aqui, não 
Aprendeu nada dos teus ensinamentos, não
Deu ouvidos às tuas palavras e nem seguiu 
Os teus exemplos e os teus caminhos; 
Moderada em tudo, só tiveste excesso na
Arte de amar, de fazer o bem sem olhar a 
Quem, de servir, pois, dizias, quem não 
Vive para servir, não serve para viver; e 
Muito obrigado pela vida que me deste,
Pelos caminhos nos quais me colocaste e 
Que, teimoso, obtuso, ignaro, fiz questão
De desviar de todos, como um transviado
Incorrigível; nada fiz para honrar o Teu 
Santo Nome e só me surgiu esta ideia 
Profana, de elevar-Te esta oração, a 
Qual espero que aceites, com a maior
Das atenções disponíveis, amém e até logo.