quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Eu posso afirmar que nasci poeta; BH, 030202018.

Eu posso afirmar que nasci poeta,
Um pretérito imperfeito, nunca um 
Pretérito perfeito, ou um pretérito mais-que-perfeito,
Porém, nasci poeta; 
A poesia nasceu comigo, no dia em que nasci
E desde cedo, emocionei-me com Bilac
E o pássaro na gaiola de ouro;
Empolguei-me com Menotti e a voz das coisas
Do Juca Mulato; e maravilhei-me com a fonte 
E a flor de Vicente de Carvalho e não me deixes,
De Gonçalves Dias; eu posso dizer que sou um 
Poeta, frustrado, ou não; 
Posso dizer que, sou um poeta e na idade na qual
Encontro-me, posso dizer qualquer coisa que quiser
E sem licença poética, sem metáfora, sem metafísica,
Sem filosofia e sem ética, diálogo, ou dialética e 
Com muita fisiologia;
E o poema procura-me apaixonado,
Sou cativo, passivo, o poema faz de mim um boi manso;
E pasto em todos os pastos,
Inclusive nos pastos dos poemas mais bravios;
Ruminante, regurgito gestações milenares,
Imprecações pré-históricas,
Retóricas medievais e nenhumas impressões,
Expressões ultramodernas, de vanguarda, revolucionárias;
Tudo é do submundo, do bas-fond, do subterrâneo, do 
Subcutâneo; e sou ignorado nitinianamente, pessoanamente, 
Vítima da indiferença dos indiferentes, a quem as letras e 
As palavras não causam uma única vibração muscular possível;
Deixais-me fazer uma última oração aos catedráticos: ou ides
Para o inferno sem mim, ou deixai-me ir sozinho para o 
Inferno, um velho bode Bukovsky, nunca um lorde, um sir,
Um magnata, porém, tudo que posso pensar que fui,
Tudo que posso pensar que sou e tudo que posso pensar 
Que serei, nas poeiras das nebulosas dimensionais.


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Palavras ao vento para Luiz Inácio Lula da Silva; BH, 0290102018.

Palavras ao vento para Luiz Inácio Lula da Silva,
A quem quero que o destino leve algum alento,
Nesse momento de aflição; a burguesia é de 
Duro coração, a elite tem opilado o fígado, a 
Plutocracia é ostomizada e a sociedade é 
Lobotomizada; e nem sei o que falar ao vento,
De quem espero tantas respostas, para 
Tamanha perseguição; tantas obras deixaste,
Quantas faculdades, escolas técnicas, só
Focaste na educação e é muita falta de 
Educação usada contra a tua pessoa; depois
Que abriram a caixa preta do judiciário
Golpista, mostraram o organismo de salários
Astronômicos, os que batiam panelas contra
O bolsa família, enfiaram onde as panelas?
Perdeste o teu alicerce, perder a liberdade
É pouco, para quem perdeu Marisa; tenha 
Como herança as minhas lágrimas, nada 
Tenho a oferecer-te, nem forças, nem
Letras, ou palavras, pois, nunca sei o que
Dizer, ainda mais para um líder de estatura
Universal; se fosse um Raduan Nassar,
Estaria ao teu lado, a abraçar-te protetor;
Porém, o que é um membro do povo 
Trabalhador assalariado brasileiro diante
De um judiciário golpista, fascista, reacionário,
Rancoroso? aí, ai de mim, lanço estas 
Palavras ao vento, na esperança que, o vento
Traga-me como resposta a esperança, de 
Uma justiça que orgulhe a nação brasileira.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Bem que Deus poderia mandar uma maldição; BH, 0210102018.

Bem que Deus poderia mandar uma maldição,
Daquela que arrasa quarteirão, porém, só
Para os coxinhas, trouxinhas, golpistas e o presidente
Ladrão; bem que Deus poderia manda uma
Praga, não daquelas praguinhas que mandou
Para o Egito, porém, uma praga corrosiva, nociva,
Destrutiva, que, acabasse de uma vez por todas, com
Esse michel temer maldito, traidor do povo trabalhador
Assalariado brasileiro, escravo da burguesia, servo
Da elite, serventuário da plutocracia; que falta
Faz uma praga brava, uma praga forte, que, varresse
Do seio do país, a desgraça da cleptocracia,
Que domina de sul a norte; o Brasil perdeu 
Prestígio, a nação perdeu direitos e a justiça
Mantém nos cargos os corruptos e seus malfeitos,
O eduardo cunha é quem realmente governa,
Indica e demite ministros e manda o
Vira-latas mor, a representá-lo no PIG, Partido da 
Imprensa Golpista, o tem que manter isso viu na 
Camarilha dos deputados e no covil chamado senado;
E michel temer é uma vassoura-de-bruxa, uma
Crinipelis perniciosa, que apodrece a fruta,
É a fruta podre, que, contamina todo o pomar;
E foi um bem feito ao povo que o defende, que,
É derrubado e cai sem lutar; não adianta 
Página e páginas dos jornalões e das revistonas,
Não adianta não, nada vai descaracterizá-lo,
Dessa pecha de presidente ladrão; o capeta o
Espera no inferno, para empalá-lo por completo,
Com um ferro em brasa na mão; e quem 
Vomitou esse aborto, quem cagou esse troço, 
Quem fez essa barrela, essa lavagem no cocho, 
Bem sei que não fui eu, moço de boas maneiras,
Petista por tradição, educado e respeitador, 
Com quem merece estima e consideração e com 
A lisura que a literatura jurídica concede-me,
Traço esta falação, para esculachar executivo,
Legislativo e judiciário, sem a menor emoção,
Ou cerimonia, pois, todos são golpistas, usurpadores,
Entreguistas, mercenários e só merecem vara de 
Marmelo nos lombos, dedadas nos olhos, chutes 
Nos sacos, dentadas e porradas, muitas porradas
Com a maior das satisfações conhecidas.  

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Quero começar a sonhar como se tivesse alguma coisa; BH, 030302001; Publicado: BH, 0140702013.


Quero começar a sonhar como se tivesse alguma coisa 
E daria tudo que tenho, para nadar um pouco, no mar que 
Se esconde, sob tuas pálpebras; e que "fiat lux", faça-se a
Luz no teu olhar, tal a que é do Gênesis, ao descrever a
Sequência da criação das coisas; mas o sonho meteu-me
Medo, pois vi muitas aranhas caranguejeiras, pretas,
Peludas, a devorar-me e não sou circunciso, não sou
Circuncidado, homem em que se praticou a circuncisão,
Igual a um judeu; e na rotação em volta do centro do
Eixo, entrei na circundação, no pesadelo do circundamento,
Afoguei no rodeamento, na construção ao redor de mim; o
Mar que circunda tuas pestanas, que está à volta de tuas
Sobrancelhas, não é um mar de circunflexão, de se dobrar
Em roda, é de circunfluência, de movimento circular, de um
Líquido vivo, de um fluido de fogo; e um ser que corre
Em volta, um ente confluente, uma alma a confluir, um
Espírito a fluir, a correr em tua roda; preciso espalhar-me
No teu amor, derramar-me em tuas veias, circunfundir meu
Sangue, com o teu e não acordar, sonhar circúnfuso,
Pesadelo, ou razão, espalhado a circungirar, a girar em teu
Ego, a possuir circunjacente, tudo que faz em ti, todo teu
Circunvizinho e só assim, então, circunjazer eternamente,
Dentro do teu coração; ser a circunlocução, a perífrase, o
Circunlóquio da mais alta elevação, o poema circunscritivo,
A poesia que circunscreve, ou limita o sonho do real, a
Realidade do pesadelo circunscrito, limitado totalmente
Por uma linha; o fantasma circunvagante, que circunvaga
Ao redor de um limbo, circúnvago em torno, rodeia, então,
Da circunvalação, do fosso, da vala com parapeito e a
Cortar as comunicações de uma praça, com o real exterior
Em volta de uma povoação; ponha-me bem, rodeado de
Teu olhar, cercado de tua visão, circunvalado no teu ângulo
De ação; um forte para circunvalar, cercar de fossos e
Barreiras contra os inimigos; cercar-me de proteção,
Defender-me contra a morte, é estar contigo; e venha criar
Defesa em mim, para que possa circunver, ver por
Todos os lados, mesmo irregular e conjuga-me, para
Que possa cada vez mais, circunvizinhar-me de ti, estar
Nas tuas vizinhanças; nos arredores do teu corpo, ser
Vizinho do teu sexo, mesmo ao vir de longe, tal um
Cirenaico, da Cirenaica, África; ou cireneu, de Cirene,
Antiga cidade do norte da África e para que seja
Aquele que te auxilia, sobretudo em trabalho penoso,
O que ajudou a Cristo na paixão; e acenda o meu
Cirial, minha tocheira de círio e encomenda mais ao
Cirieiro, fabricante, ou vendedor de objetos de cera,
Quando a minha vela apagar; e em todas as línguas,
Saberei dizer que sei te amar, até em cirílico, o alfabeto
Eslavo usado na Rússia, na Bulgária e na Iugoslávia; e
Quero terminar esta ciriologia, este emprego exclusivo
De expressões próprias, a sonhar como se fosse um 
Homem feliz, com uma mulher, tu, estendida nos meus braços.

sábado, 13 de janeiro de 2018

E 2018 será um ano perdido para nós; BH, 0130102018.

E 2018 será um ano perdido para nós,
Pobre povo trabalhador assalariado brasileiro;
Deixamos um governo trabalhista ser 
Covardemente derrubado e covardemente,
Deixamos ser implantado, inconstitucionalissimamente,
Um governo ladrão, golpista, neoliberal, o mais 
Radical do capitalismo selvagem e da blobalização
Predatória e pró USA, CIA, US ARMY, FBI; 
Voltamos à época da casa grande e senzala, 
Da colônia e regredimos ao medievalismo; 
E 2018 será um ano sem esperança, 
Com aumento da pobreza e da miséria,
O país de volta ao mapa da fome, expansão
De cadeias, presídios, penitenciárias, 
Fechamento de escolas, dizimações 
Indígenas e quilombolas e devastação da
Natureza; suportar uma desgraça dessa que o 
Inferno nos mandou, aceitar um governo
Cleptocrático, quadrilheiro, propineiro, 
Fará com que levemos séculos para uma 
Recuperação eficiente, se viermos a nos 
Recuperar no futuro, o que talvez não 
Aconteça-nos; nós mesmos jogamos o 
Nosso país na infelicidade, na tristeza, 
Depressão e ficaremos eternamente reféns
Da plutocracia, da burguesia, da elite, dos 
Rentistas e com a destruição do único líder
Que tínhamos, ficaremos órfãos, zumbis,
Nômades ciganos; e adeus sonhos, 
Realizações, os pesadelos batem às nossas
Portas e as portas são fechadas nas nossas
Caras; triste fim de um povo que andava
Com as próprias pernas e agora virou uma 
Nação cega, apedeuta, onde está inserida uma 
Sociedade escrota, rastejante e invertebrada.  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dá a mim dá a contração da preposição; BH, 04050302001.



Dá a mim dá a contração da preposição
De com o artigo a, qualquer nome, o dáblio da letra
W, a dação, o ato de dar, qualquer definição,
A entrega de uma coisa em pagamento de
Outra que se deveria: é a morte pelo pagamento
Da vida: a gente vive e por pagamento pelo
Que viveu, morre; é por isso que não devemos ser
Assim, possuídos por um ente daninho, que nos
Causa danos e nos faz um ser nocivo, mau,
Irascível, ruim, quase endiabrado; e toda 
Essa daninheza que carregamos, para nos livrarmos
Dela, é difícil, quase impossível; só faz nos
Daninhar, danificar cada vez mais o nosso ser,
Prejudicar nosso interior, apodrecer como um 
Efeito dominador, que causa danos ao nosso
Coração e aumenta o efeito danificador da nossa
Alma; o resultado danífico do nosso espírito, basta
De estragar o nosso valor, basta de deteriorar
O que há de bom em nós; chega de tanta
Danificação, de dandismo danês, de janotismo
Dinamarquês, de modos de dandi, pretensão à
Elegância, que nós não temos nenhuma quando
Estamos vestidos de homem que se traja com muito
Apuro janota, almofadinha que só sabe dandinar,
Bambolear o corpo desgraciosamente e tem por noite
Um dadão, um pesadelo noturno e não o sonho
Dançatriz, que dança a dançata, o bailarico com
A dançarina; que dança a dançarola do dançarino,
Do bailarino por profissão, bem dançador com a bailarina,
Mulher que tem por profissão dançar, executar, mover o corpo,
Em série de passos, saltos cadenciados, fazer saltar o
Sorriso; e girar a gargalhada, rodar a risada,
Há algo dançante em mim, há algo de dançador, de
Dançadeira, de mulher que gosta de dança, de
Damas do nosso íntimo, deixar florescer igual
O auge do filósofo e no nosso organismo, o cultivo
De um jardim com dama-entre-verde, ranuculácea
Barbas-de-velho, cabelos-de-vênus, dama-dos-jardins,
Planta anual, dama-do-lago, baronesa nenfeácea e
Dama-de-ovos, variedade de manga-da-bahia; e a
Alma a dama-de-honra, a que faz parte da corte da
Rainha e expressão também usada para a
Comapanheira das noivas, a corte da mulher,
Da senhora moça, matrona de distinção.
Movimento ao som, ao ritmo da música; porém,
Sem embrulhada, sem negócio atrapalhado e ao
Entrar na disputa e na questão, não danar
O próximo, não irritar e nem encolerizar os demais
Corações solitários e nem quando ser atacado
De hidrofobia, desesperar; ser uma espécie de
Roda hidráulica, uma danaide, sem instinto de
Danador; sem o ego danado, zangado por qualquer
Coisa, furioso por dentro e por fora, raivoso com
A vida e com a morte, irado com o mundo e
Com o universo; maldito no meio dos homens
E das mulheres, ímpio, condenado ao Inferno;
Hábil na arte do mal, jeitoso a não fazer o bem,
Esperto em ludibriar o alheio; valente com os fracos,
Disposto a matar e a agir como indivíduo
Atacado de raiva; perca a danação, deixa de
Uma vez por todas, sem ato e sem efeito a fúria,
Não causes confusão e nem balbúrdia na humanidade;
Não entres em trapalhada e exponhas tua efeminação,
Mostres tua afetação, tua denguice e damice ao
Lidar com os outros; sejas útil tanto quanto
A damiana, a planta da família da turnerácea
E de uso medicinal e aprendas a damejar
A gentileza; e a cortejar a educação, a galantear
Os bons modos e mostres que não és uma damburita,
Que não é um mineral ortorrômbico, um silicato
De cálcio e boro; esqueças o damasquino, não uses o
Damasceno, não entres na violência, nem com símbolo
De arma branca com lavores e pratiques a damasquinaria,
A tauxia, a damasquinagem, a arte de embutir desenhos
De ouro, ou prata num metal menos brilhante;
Sejas um artesão a damasquinar, a tauxiar, e fazer
Embutidos pela vida; e no damasquim, no damasquilho,
Na peça de damasco, no tecido adamascado, no
Damasqueiro, na planta da família das rosáceas
Que produz o fruto: cubra-te de tecido de seda, com
Cetim e tafetá, com desenhos lavrados, fabricados
Em Damasco, ou que o imita; salve o herói
Damasceno, salve a capital do Iraque; e o damanense,
Pertencente e natural de Damão e quanto ao damaísmo
Interior, o conjunto de damas que nos  habita, os modos
De damas do nosso íntimo, deixar florescer igual
O auge do filósofo e no nosso organismo, o cultivo
De um jardim com dama-entre-verde, ranuculácea
Barbas-de-velho, cabelos-de-vênus, dama-dos-jardins,
Planta anual, dama-do-lago, baronesa nenfeácea e
Dama-de-ovos, variedade de manga-da-bahia; e a
Alma a dama-de-honra, a  que faz parte da corte da
Rainha e expressão também usada para a
Companheira das noivas, a corte da mulher,
Da senhora moça, matrona de distinção.



Elemento químico; BH, 080902000; Publicado: BH, 0160702013.

Elemento químico, metal alcalino-terroso, símbolo Ba, bárico,
De peso atômico 137,36, e número 56, bivalente positivo, é o bário; o barimbé,
Arbusto de cujo suco se faz uma bebida excelente, e o dia em que eu
Curar-me da barifonia, a dificuldade na emissão  da voz, a
Minha rouquidão, ai então, darei meu grito de libedade;
O grito bari, do grego báros, pesado, e grave, difícil de não ser
Ouvido à léguas de distância; pois se sou de bargantear,
Se sou de levar vida de bargante, de vadiar, de bragantear,
Sou hoem de maus costumes, não tem jeito, vou morrer assim;
Sou libertino velhaco bragante, vida de caráterna velhacaria,
Bargantaria, desde a infância levo vida, e caráter duvidosos, até
Mesmo para mim; e a minha felicidade, nãoa sei barganhar,
Não sou barganhista eficaz, a pessoa que faz como um bom
Negociante, um berganhista sabido, um breganhista esperto;
E nesses casos sou uma bareta, uma moldura estreita em obras
Arquitetônicas, e e sofro de barestesia, de sensibilidade à pressão;
E entro sempre em depressão, toda vez que sou pressionado,
Pela baregina, substância orgânica, de origem bacteriana, parecida 
Com o muco animal, encontrada nas águas sulfúreas de 
Barèges, França, e sei que não yenho espírito bárdico, não
Tenho em mim nada de relativo à poesia dos bardos,
Dos poetas, ou ao tempo deles; estou mais para bardar as veredas,
Cercar de bardas a poesia, cobrir com elas os poemas; uma
Bardana sem inspiração, planta  da família das Compostas, e 
Sem criatividade, só me sobra a barda, a sebe de silvas, e
Ramos entrelaçados , o tapume de madeira a fechar o curral
Da mente; a faltar o pranchão para escorar os muros que 
Ameaçam com a ruína da minha memória;  a camada
Sedimentar que me sufoca o pensamento, aa armadura de
Ferro que envolve o crânio, e que é feita para o peito de caval;
E para a barcagem, para a carregação de barca, e que se
Paga pela passagem do rio, não tenho como, a barcada
É funesta, a carga é macabra, e a barça, a capa
De vimes, ou palhas com que se resguardam os vidros,
Agora não protegem mais nada; e o barbuzano, o
Pau-velho se desfaz feito matéria biodegradável em
Contato com a água, é levado igual ao as bárbulas, os
Pequenos filamentos laterais das barbas das penas; e o 
Barbudinho, pássaro da família dos Piprídeos, e a barbotina,
Semente de absinto, pasta cerâmica utilizada para unir
Peças de barro; do barbitero, que tem a barba rija, reistente,
Forte ao barbirruivo, que tem penas ruivas, e o barbirrostro,
Ave que tem pêlos no bico; barbinegra, tem pena negra, e o
Barbilouro tem a barba loura, de barbiloiro; barbilongo, ou barbilho, rede, ou saco,
De esparto, que posto no focinho de alguns animais , os
Impede de mamar, ou de comer; não consigo encontrar
A batalhação ideal para mim, a porfia ideal, a persistência
Sem medir esforços, e caio em bastura, caio em bastidão,
Em espessura de desespero; peço bastos para as dores do meu
Sofrimento, peço as partes acolchoadas do lombilho que
Assenta no lombo do animal para asminhas costas, peço
As basteiras, e as suadeiras; o bastonário não é meu amigo,
O posteiro de varas não gsota de mim, o maceiro não
Vai com a minha cara, e o bedel me odeia; não
Encontro fortaleza para me esconder, meu castelo é de
Areia, presenciei a queda da minha bastilha; e a
Multidão está à minha procura, e só uma bastida,
Uma trincheira, e paus, num ripado de paliçada, tal uma
Antiga máquina de guerra, muito alta, montada em
Rodas para me defender dos que querem me trucidar;
Só lombo forte de cavalo, de cada lado da espinha, para
Aguentar onde assentam as manchas, as marcas, as nódoas,
O pêlo branco, e as escoriaçãoes provenientes do atrito me polem;
A dor só serve para me basteirar, me fazer de basteirado,
Para me bastecer sem acolchoar; me abastecer para me bastear,
E neste escrito bastardinho, com espécie de letra de tamanho
Médio entre o bastardo, e o cursivo, deixo aqui o bastardear
Deste texto, uma escrita que irá me abastardar no meio
Literário como uma bassorina, princípio imediato vegetal,
Que se extrai de certas gomas-resinas; um basófilo inútil, e
Que não fixa os corantes básicos, e alcalinos; é uma tal
Basofilia, o aumento numérico de células basófilas no
Sangue, e a basite, inflamação dos tecidos da base pulmonar.