quinta-feira, 25 de maio de 2017

Meus pêsames e sentimentos e minhas condolências ao senador Aécio Neves; BH, 0250502017.

Meus pêsames e sentimentos e minhas condolências ao senador Aécio Neves
Do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira: senador Aécio Neves,
Juro, sem demagogia que, esperava uma punição drástica ao senhor, não
Nego, esperava ansiosamente por tua queda, só não pensava, nem imaginava
Que, seria uma queda assim, tão rasteira, tão bem documentada com malas 
De dinheiro, vazamentos, gravações de palavras chulas e desrespeitosas e 
Que, redundaram nos pedidos de prisões da tua pessoa por teus antigos
Serventuários; companheiros meus do PT, Partido dos Trabalhadores, foram
Presos por muito menos e sem flagrantes, sem provas algumas, sem 
Depoimentos de testemunhas, sem delações, sem gravações, sem contas no
Exterior, sem mochilas recheadas de propinas, sem acusações e foram 
Presos por domínios dos fatos, por literaturas jurídicas, ilações e outras 
Aberrações, duma justiça que, era totalmente conivente com o senhor, te 
Protegia caninamente, seguia bovinamente, tudo que ditavas, manifestavas e
Especulavas no PIG, Partido da Imprensa Golpista; a pontinha que, despontava
Do teu mar de lama, desvendou um gigantesco iceberg, com ramificações de 
Profundidades abissais, teus dedos deram lugar aos tentáculos dum polvo 
De tamanho descomunal que, os mortais normais desconheciam totalmente,
Devido à tua rede poderosa de aparelhamento e tua política de anti informação;
Sofri muito com as tuas posições e manifestações contra Lula, Luiz Inácio Lula
Da Silva e a Dilma, ex-presidenta Dilma Vana Rousseff, injustamente perseguidos
Por teus pares, principalmente por teus comparsas e cúmplices Gilmar Mendes e
Sérgio Moro que, acabaram por enlamearem-se também, juntos com o senhor;
Senador Aécio Neves, é triste ver um final assim, tão devastador para um 
Intocável, porém, o senhor sabia o que fazia e devia esperar por isso, da mesma
Forma qual a toda antes poderosa Andréa Neves tua fidelíssima irmã.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

As letras são poucas e parcas e as palavras menos ainda; BH, 0170402017.

As letras são poucas e parcas e as palavras menos ainda
E finitas porém, as mensagens são carregadas de razão,
Os pensamentos repletos de discernimento, os sentidos
Cheios de percepção, os atos engendrados de intuição,
Os gestos entranhados do que é sóbrio, os jeitos de quem
Leva sabedoria, as alegorias decoradas com atavios de
Inteligência, o aspecto de quem possui genialidade, o
Teor do texto conciso, com frases frescas, períodos 
Francos, orações com corações abençoados, metáforas
Consagradas e a escrita sai assim, livre de embutidos
Chinfrins, enlatados ralos, simplórios; e o sacripanta 
Procura a perfeição, quer contar a história em detalhes,
Antes que acabem com a História, lá aonde o tempo 
Deposita as suas frustrações; um dia alguém disse 
Algo que, vai parar o universo e ligo em seguida,
Alguém disse algo que, vai fazer o universo voltar 
Para o lugar de onde veio e o universo obedecerá,
Como um cordeirinho que, vai com o pescoço para
O cutelo decepá-lo; e o laço do passarinheiro não 
Prendeu nenhum passarinho e só passarão os que,
Cairão nas redes armadas, tais as teias de cantos,
Com aranhas devoradoras que, espreitam pacientemente. 

Autopistas - ao vivo

O poeta é um animal em extinção; BH, 0160402017.

O poeta é um animal em extinção,
Raro e precisa ser preservado e
Encontrar um poeta num bar, seu
Habitat preferido é impossível; e
Aonde andam os poetas que,
Ninguém sabe mais encontrar?
Viraram doutores, graduados e
Pós-graduados, viraram autoridades,
Magistrados e imortais de academias;
Viraram ministros, secretários de
Estado, embaixadores, cônsules,
Reis, príncipes, banqueiros,
Empresários, empreiteiros, em
Suma, falsos poetas, pseudo
Bardos; e o poeta não é mais
Aquele mendigo andrajoso,
Transbordante de ousadia, afogado
Em grande fé e paixão e o poeta
Não é mais aquele desafiante de
Duelos, batedor antagonista de
Espadas, ferino e arrogante,
Amante apaixonado, audácia à
Flor da pele com coragem cega
Tanto quanto a justiça de um
Indignado justo; e com o poeta
Extinto, extinguiu-se o sarcasmo,
A fina ironia do gênio da poesia, a
Franqueza da verdade e o desmascarar
Público da mentira e do mentiroso;
E com o poeta extinto, extingui-se
O homem que, não é mais encontrado,
Com toda a luz do mais potente
Holofote, juntamente com a luz
Do sol no zênite; ou será que o
Poeta só sai à noite, ou durante
As madrugadas a esconder suas
Pudibundas vergonhas de musas?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ÍNTEGRA DA NOTA DA PRESIDENTA DILMA VANA ROUSSEFF:

“A crise política, iniciada em novembro de 2014 com a recusa dos golpistas em aceitar o resultado das urnas, foi agravada pelo  impeachment fraudulento.
O Brasil continua sangrando com os retrocessos impostos pelo governo golpista. Agora está sem rumo, diante das graves acusações lançadas nos últimos dias.
Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Nenhuma eleição indireta terá a legitimidade para tirar o país do abismo em que foi mergulhado.
A única saída para a crise é eleições diretas, já!”

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O PROTAGONISMO AGORA É NOSSO! WADIH DAMOUS

A gravíssima notícia de que o Sr. Michel Temer teria sido gravado por Joesley Batista ao dar apoio a pagamentos feitos a Eduardo Cunha, para que este não delatasse ao ministério público o que sabia, sacode a Nação. A perplexidade do momento gera reações contraditórias. À euforia de uns mistura-se a revolta de outros. Até o momento em que escrevo este comentário, três pedidos de impeachment já foram protocolados e populares se manifestam ruidosamente nas ruas de quase todas as capitais.
A atitude da mídia golpista, entretanto, impõe-nos uma reflexão contida. Veja, Globo, Estadão e Folha, todas, indistintamente, abandonaram o barco de Temer. É importante lembrar, também, que a nova onda da crise coloca ministério público e judiciário no foco dos acontecimentos, logo eles que nada fizeram para impedir o golpe e trataram a brutalidade das iniciativas do governo golpista com extrema leniência. Certo ministro do STF até cultivou excessiva proximidade com o Sr. Temer com certo descaramento, apesar de se encontrar na iminência de ter que julgá-lo. Dar a esses atores o protagonismo do processo político de destituição dos golpistas é tudo menos conveniente para a democracia brasileira. Não são confiáveis e nem mostraram apreço pela democracia quando mais foi vilipendiada. Gostam dos holofotes e estão mais preocupados com a própria imagem do que com o destino da Nação. Provaram isso sacramentando a violência processual de um juiz de piso e permitindo que uma operação sem limites destruísse o parque industrial da construção civil no Brasil. Não merecem quaisquer honras neste dramático momento.
Precisamos proteger nossa Democracia e nossa Constituição. Quando as instituições do País não mais funcionam e são parte do processo de deterioração da governação, cabe ao povo retomar o que é seu: o poder constituinte originário, a soberania popular. Somos nós – e não o STF – os verdadeiros guardiões do Estado Democrático de Direito!
Mais do que nunca a Pátria exige brasileiras e brasileiros que amam o Brasil, que acreditem no seu destino de grande Nação e que repudiem os falsos heróis; que repudiem as forças externas que se aproveitaram do caos do golpe. Precisamos ter fé na nossa capacidade de reconstruir nosso tecido social esgarçado pelo ódio disseminado pela mídia dos vendilhões de nosso patrimônio nacional. Precisamos confiar em conseguir garantir direitos para todos, inclusão social que torne nossa sociedade mais justa, mais tolerante e mais humana.
Se ficarmos sentados em frente da televisão ou teclando em nossos celulares sem olhar para o outro, não vamos passar pelo teste de transformação que o País está a exigir. Correremos o risco de sermos engolidos pelos espertos da hora ou atropelados por uma aventura armada contra o Povo. Temos que ir para as ruas, ocupar as praças e exigir respeito, exigir eleições, exigir que as instituições, se quiserem sobreviver, se submetam ao poder popular e garantam a livre manifestação. O protagonismo, agora, é da sociedade. Nós podemos. Nós podemos força-los a respeitar a vontade popular e a convocar imediatamente eleições que nos pacifiquem e abram a perspectiva de um novo processo político, democrático, sem falsos moralismos e sem demagogias corporativas interesseiras.