segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Palavras ao vento para Luiz Inácio Lula da Silva; BH, 0290102018.

Palavras ao vento para Luiz Inácio Lula da Silva,
A quem quero que o destino leve algum alento,
Nesse momento de aflição; a burguesia é de 
Duro coração, a elite tem opilado o fígado, a 
Plutocracia é ostomizada e a sociedade é 
Lobotomizada; e nem sei o que falar ao vento,
De quem espero tantas respostas, para 
Tamanha perseguição; tantas obras deixaste,
Quantas faculdades, escolas técnicas, só
Focaste na educação e é muita falta de 
Educação usada contra a tua pessoa; depois
Que abriram a caixa preta do judiciário
Golpista, mostraram o organismo de salários
Astronômicos, os que batiam panelas contra
O bolsa família, enfiaram onde as panelas?
Perdeste o teu alicerce, perder a liberdade
É pouco, para quem perdeu Marisa; tenha 
Como herança as minhas lágrimas, nada 
Tenho a oferecer-te, nem forças, nem
Letras, ou palavras, pois, nunca sei o que
Dizer, ainda mais para um líder de estatura
Universal; se fosse um Raduan Nassar,
Estaria ao teu lado, a abraçar-te protetor;
Porém, o que é um membro do povo 
Trabalhador assalariado brasileiro diante
De um judiciário golpista, fascista, reacionário,
Rancoroso? aí, ai de mim, lanço estas 
Palavras ao vento, na esperança que, o vento
Traga-me como resposta a esperança, de 
Uma justiça que orgulhe a nação brasileira.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Bem que Deus poderia mandar uma maldição; BH, 0210102018.

Bem que Deus poderia mandar uma maldição,
Daquela que arrasa quarteirão, porém, só
Para os coxinhas, trouxinhas, golpistas e o presidente
Ladrão; bem que Deus poderia manda uma
Praga, não daquelas praguinhas que mandou
Para o Egito, porém, uma praga corrosiva, nociva,
Destrutiva, que, acabasse de uma vez por todas, com
Esse michel temer maldito, traidor do povo trabalhador
Assalariado brasileiro, escravo da burguesia, servo
Da elite, serventuário da plutocracia; que falta
Faz uma praga brava, uma praga forte, que, varresse
Do seio do país, a desgraça da cleptocracia,
Que domina de sul a norte; o Brasil perdeu 
Prestígio, a nação perdeu direitos e a justiça
Mantém nos cargos os corruptos e seus malfeitos,
O eduardo cunha é quem realmente governa,
Indica e demite ministros e manda o
Vira-latas mor, a representá-lo no PIG, Partido da 
Imprensa Golpista, o tem que manter isso viu na 
Camarilha dos deputados e no covil chamado senado;
E michel temer é uma vassoura-de-bruxa, uma
Crinipelis perniciosa, que apodrece a fruta,
É a fruta podre, que, contamina todo o pomar;
E foi um bem feito ao povo que o defende, que,
É derrubado e cai sem lutar; não adianta 
Página e páginas dos jornalões e das revistonas,
Não adianta não, nada vai descaracterizá-lo,
Dessa pecha de presidente ladrão; o capeta o
Espera no inferno, para empalá-lo por completo,
Com um ferro em brasa na mão; e quem 
Vomitou esse aborto, quem cagou esse troço, 
Quem fez essa barrela, essa lavagem no cocho, 
Bem sei que não fui eu, moço de boas maneiras,
Petista por tradição, educado e respeitador, 
Com quem merece estima e consideração e com 
A lisura que a literatura jurídica concede-me,
Traço esta falação, para esculachar executivo,
Legislativo e judiciário, sem a menor emoção,
Ou cerimonia, pois, todos são golpistas, usurpadores,
Entreguistas, mercenários e só merecem vara de 
Marmelo nos lombos, dedadas nos olhos, chutes 
Nos sacos, dentadas e porradas, muitas porradas
Com a maior das satisfações conhecidas.  

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Quero começar a sonhar como se tivesse alguma coisa; BH, 030302001; Publicado: BH, 0140702013.


Quero começar a sonhar como se tivesse alguma coisa 
E daria tudo que tenho, para nadar um pouco, no mar que 
Se esconde, sob tuas pálpebras; e que "fiat lux", faça-se a
Luz no teu olhar, tal a que é do Gênesis, ao descrever a
Sequência da criação das coisas; mas o sonho meteu-me
Medo, pois vi muitas aranhas caranguejeiras, pretas,
Peludas, a devorar-me e não sou circunciso, não sou
Circuncidado, homem em que se praticou a circuncisão,
Igual a um judeu; e na rotação em volta do centro do
Eixo, entrei na circundação, no pesadelo do circundamento,
Afoguei no rodeamento, na construção ao redor de mim; o
Mar que circunda tuas pestanas, que está à volta de tuas
Sobrancelhas, não é um mar de circunflexão, de se dobrar
Em roda, é de circunfluência, de movimento circular, de um
Líquido vivo, de um fluido de fogo; e um ser que corre
Em volta, um ente confluente, uma alma a confluir, um
Espírito a fluir, a correr em tua roda; preciso espalhar-me
No teu amor, derramar-me em tuas veias, circunfundir meu
Sangue, com o teu e não acordar, sonhar circúnfuso,
Pesadelo, ou razão, espalhado a circungirar, a girar em teu
Ego, a possuir circunjacente, tudo que faz em ti, todo teu
Circunvizinho e só assim, então, circunjazer eternamente,
Dentro do teu coração; ser a circunlocução, a perífrase, o
Circunlóquio da mais alta elevação, o poema circunscritivo,
A poesia que circunscreve, ou limita o sonho do real, a
Realidade do pesadelo circunscrito, limitado totalmente
Por uma linha; o fantasma circunvagante, que circunvaga
Ao redor de um limbo, circúnvago em torno, rodeia, então,
Da circunvalação, do fosso, da vala com parapeito e a
Cortar as comunicações de uma praça, com o real exterior
Em volta de uma povoação; ponha-me bem, rodeado de
Teu olhar, cercado de tua visão, circunvalado no teu ângulo
De ação; um forte para circunvalar, cercar de fossos e
Barreiras contra os inimigos; cercar-me de proteção,
Defender-me contra a morte, é estar contigo; e venha criar
Defesa em mim, para que possa circunver, ver por
Todos os lados, mesmo irregular e conjuga-me, para
Que possa cada vez mais, circunvizinhar-me de ti, estar
Nas tuas vizinhanças; nos arredores do teu corpo, ser
Vizinho do teu sexo, mesmo ao vir de longe, tal um
Cirenaico, da Cirenaica, África; ou cireneu, de Cirene,
Antiga cidade do norte da África e para que seja
Aquele que te auxilia, sobretudo em trabalho penoso,
O que ajudou a Cristo na paixão; e acenda o meu
Cirial, minha tocheira de círio e encomenda mais ao
Cirieiro, fabricante, ou vendedor de objetos de cera,
Quando a minha vela apagar; e em todas as línguas,
Saberei dizer que sei te amar, até em cirílico, o alfabeto
Eslavo usado na Rússia, na Bulgária e na Iugoslávia; e
Quero terminar esta ciriologia, este emprego exclusivo
De expressões próprias, a sonhar como se fosse um 
Homem feliz, com uma mulher, tu, estendida nos meus braços.

sábado, 13 de janeiro de 2018

E 2018 será um ano perdido para nós; BH, 0130102018.

E 2018 será um ano perdido para nós,
Pobre povo trabalhador assalariado brasileiro;
Deixamos um governo trabalhista ser 
Covardemente derrubado e covardemente,
Deixamos ser implantado, inconstitucionalissimamente,
Um governo ladrão, golpista, neoliberal, o mais 
Radical do capitalismo selvagem e da blobalização
Predatória e pró USA, CIA, US ARMY, FBI; 
Voltamos à época da casa grande e senzala, 
Da colônia e regredimos ao medievalismo; 
E 2018 será um ano sem esperança, 
Com aumento da pobreza e da miséria,
O país de volta ao mapa da fome, expansão
De cadeias, presídios, penitenciárias, 
Fechamento de escolas, dizimações 
Indígenas e quilombolas e devastação da
Natureza; suportar uma desgraça dessa que o 
Inferno nos mandou, aceitar um governo
Cleptocrático, quadrilheiro, propineiro, 
Fará com que levemos séculos para uma 
Recuperação eficiente, se viermos a nos 
Recuperar no futuro, o que talvez não 
Aconteça-nos; nós mesmos jogamos o 
Nosso país na infelicidade, na tristeza, 
Depressão e ficaremos eternamente reféns
Da plutocracia, da burguesia, da elite, dos 
Rentistas e com a destruição do único líder
Que tínhamos, ficaremos órfãos, zumbis,
Nômades ciganos; e adeus sonhos, 
Realizações, os pesadelos batem às nossas
Portas e as portas são fechadas nas nossas
Caras; triste fim de um povo que andava
Com as próprias pernas e agora virou uma 
Nação cega, apedeuta, onde está inserida uma 
Sociedade escrota, rastejante e invertebrada.  

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Dá a mim dá a contração da preposição; BH, 04050302001.



Dá a mim dá a contração da preposição
De com o artigo a, qualquer nome, o dáblio da letra
W, a dação, o ato de dar, qualquer definição,
A entrega de uma coisa em pagamento de
Outra que se deveria: é a morte pelo pagamento
Da vida: a gente vive e por pagamento pelo
Que viveu, morre; é por isso que não devemos ser
Assim, possuídos por um ente daninho, que nos
Causa danos e nos faz um ser nocivo, mau,
Irascível, ruim, quase endiabrado; e toda 
Essa daninheza que carregamos, para nos livrarmos
Dela, é difícil, quase impossível; só faz nos
Daninhar, danificar cada vez mais o nosso ser,
Prejudicar nosso interior, apodrecer como um 
Efeito dominador, que causa danos ao nosso
Coração e aumenta o efeito danificador da nossa
Alma; o resultado danífico do nosso espírito, basta
De estragar o nosso valor, basta de deteriorar
O que há de bom em nós; chega de tanta
Danificação, de dandismo danês, de janotismo
Dinamarquês, de modos de dandi, pretensão à
Elegância, que nós não temos nenhuma quando
Estamos vestidos de homem que se traja com muito
Apuro janota, almofadinha que só sabe dandinar,
Bambolear o corpo desgraciosamente e tem por noite
Um dadão, um pesadelo noturno e não o sonho
Dançatriz, que dança a dançata, o bailarico com
A dançarina; que dança a dançarola do dançarino,
Do bailarino por profissão, bem dançador com a bailarina,
Mulher que tem por profissão dançar, executar, mover o corpo,
Em série de passos, saltos cadenciados, fazer saltar o
Sorriso; e girar a gargalhada, rodar a risada,
Há algo dançante em mim, há algo de dançador, de
Dançadeira, de mulher que gosta de dança, de
Damas do nosso íntimo, deixar florescer igual
O auge do filósofo e no nosso organismo, o cultivo
De um jardim com dama-entre-verde, ranuculácea
Barbas-de-velho, cabelos-de-vênus, dama-dos-jardins,
Planta anual, dama-do-lago, baronesa nenfeácea e
Dama-de-ovos, variedade de manga-da-bahia; e a
Alma a dama-de-honra, a que faz parte da corte da
Rainha e expressão também usada para a
Comapanheira das noivas, a corte da mulher,
Da senhora moça, matrona de distinção.
Movimento ao som, ao ritmo da música; porém,
Sem embrulhada, sem negócio atrapalhado e ao
Entrar na disputa e na questão, não danar
O próximo, não irritar e nem encolerizar os demais
Corações solitários e nem quando ser atacado
De hidrofobia, desesperar; ser uma espécie de
Roda hidráulica, uma danaide, sem instinto de
Danador; sem o ego danado, zangado por qualquer
Coisa, furioso por dentro e por fora, raivoso com
A vida e com a morte, irado com o mundo e
Com o universo; maldito no meio dos homens
E das mulheres, ímpio, condenado ao Inferno;
Hábil na arte do mal, jeitoso a não fazer o bem,
Esperto em ludibriar o alheio; valente com os fracos,
Disposto a matar e a agir como indivíduo
Atacado de raiva; perca a danação, deixa de
Uma vez por todas, sem ato e sem efeito a fúria,
Não causes confusão e nem balbúrdia na humanidade;
Não entres em trapalhada e exponhas tua efeminação,
Mostres tua afetação, tua denguice e damice ao
Lidar com os outros; sejas útil tanto quanto
A damiana, a planta da família da turnerácea
E de uso medicinal e aprendas a damejar
A gentileza; e a cortejar a educação, a galantear
Os bons modos e mostres que não és uma damburita,
Que não é um mineral ortorrômbico, um silicato
De cálcio e boro; esqueças o damasquino, não uses o
Damasceno, não entres na violência, nem com símbolo
De arma branca com lavores e pratiques a damasquinaria,
A tauxia, a damasquinagem, a arte de embutir desenhos
De ouro, ou prata num metal menos brilhante;
Sejas um artesão a damasquinar, a tauxiar, e fazer
Embutidos pela vida; e no damasquim, no damasquilho,
Na peça de damasco, no tecido adamascado, no
Damasqueiro, na planta da família das rosáceas
Que produz o fruto: cubra-te de tecido de seda, com
Cetim e tafetá, com desenhos lavrados, fabricados
Em Damasco, ou que o imita; salve o herói
Damasceno, salve a capital do Iraque; e o damanense,
Pertencente e natural de Damão e quanto ao damaísmo
Interior, o conjunto de damas que nos  habita, os modos
De damas do nosso íntimo, deixar florescer igual
O auge do filósofo e no nosso organismo, o cultivo
De um jardim com dama-entre-verde, ranuculácea
Barbas-de-velho, cabelos-de-vênus, dama-dos-jardins,
Planta anual, dama-do-lago, baronesa nenfeácea e
Dama-de-ovos, variedade de manga-da-bahia; e a
Alma a dama-de-honra, a  que faz parte da corte da
Rainha e expressão também usada para a
Companheira das noivas, a corte da mulher,
Da senhora moça, matrona de distinção.



Elemento químico; BH, 080902000; Publicado: BH, 0160702013.

Elemento químico, metal alcalino-terroso, símbolo Ba, bárico,
De peso atômico 137,36, e número 56, bivalente positivo, é o bário; o barimbé,
Arbusto de cujo suco se faz uma bebida excelente, e o dia em que eu
Curar-me da barifonia, a dificuldade na emissão  da voz, a
Minha rouquidão, ai então, darei meu grito de libedade;
O grito bari, do grego báros, pesado, e grave, difícil de não ser
Ouvido à léguas de distância; pois se sou de bargantear,
Se sou de levar vida de bargante, de vadiar, de bragantear,
Sou hoem de maus costumes, não tem jeito, vou morrer assim;
Sou libertino velhaco bragante, vida de caráterna velhacaria,
Bargantaria, desde a infância levo vida, e caráter duvidosos, até
Mesmo para mim; e a minha felicidade, nãoa sei barganhar,
Não sou barganhista eficaz, a pessoa que faz como um bom
Negociante, um berganhista sabido, um breganhista esperto;
E nesses casos sou uma bareta, uma moldura estreita em obras
Arquitetônicas, e e sofro de barestesia, de sensibilidade à pressão;
E entro sempre em depressão, toda vez que sou pressionado,
Pela baregina, substância orgânica, de origem bacteriana, parecida 
Com o muco animal, encontrada nas águas sulfúreas de 
Barèges, França, e sei que não yenho espírito bárdico, não
Tenho em mim nada de relativo à poesia dos bardos,
Dos poetas, ou ao tempo deles; estou mais para bardar as veredas,
Cercar de bardas a poesia, cobrir com elas os poemas; uma
Bardana sem inspiração, planta  da família das Compostas, e 
Sem criatividade, só me sobra a barda, a sebe de silvas, e
Ramos entrelaçados , o tapume de madeira a fechar o curral
Da mente; a faltar o pranchão para escorar os muros que 
Ameaçam com a ruína da minha memória;  a camada
Sedimentar que me sufoca o pensamento, aa armadura de
Ferro que envolve o crânio, e que é feita para o peito de caval;
E para a barcagem, para a carregação de barca, e que se
Paga pela passagem do rio, não tenho como, a barcada
É funesta, a carga é macabra, e a barça, a capa
De vimes, ou palhas com que se resguardam os vidros,
Agora não protegem mais nada; e o barbuzano, o
Pau-velho se desfaz feito matéria biodegradável em
Contato com a água, é levado igual ao as bárbulas, os
Pequenos filamentos laterais das barbas das penas; e o 
Barbudinho, pássaro da família dos Piprídeos, e a barbotina,
Semente de absinto, pasta cerâmica utilizada para unir
Peças de barro; do barbitero, que tem a barba rija, reistente,
Forte ao barbirruivo, que tem penas ruivas, e o barbirrostro,
Ave que tem pêlos no bico; barbinegra, tem pena negra, e o
Barbilouro tem a barba loura, de barbiloiro; barbilongo, ou barbilho, rede, ou saco,
De esparto, que posto no focinho de alguns animais , os
Impede de mamar, ou de comer; não consigo encontrar
A batalhação ideal para mim, a porfia ideal, a persistência
Sem medir esforços, e caio em bastura, caio em bastidão,
Em espessura de desespero; peço bastos para as dores do meu
Sofrimento, peço as partes acolchoadas do lombilho que
Assenta no lombo do animal para asminhas costas, peço
As basteiras, e as suadeiras; o bastonário não é meu amigo,
O posteiro de varas não gsota de mim, o maceiro não
Vai com a minha cara, e o bedel me odeia; não
Encontro fortaleza para me esconder, meu castelo é de
Areia, presenciei a queda da minha bastilha; e a
Multidão está à minha procura, e só uma bastida,
Uma trincheira, e paus, num ripado de paliçada, tal uma
Antiga máquina de guerra, muito alta, montada em
Rodas para me defender dos que querem me trucidar;
Só lombo forte de cavalo, de cada lado da espinha, para
Aguentar onde assentam as manchas, as marcas, as nódoas,
O pêlo branco, e as escoriaçãoes provenientes do atrito me polem;
A dor só serve para me basteirar, me fazer de basteirado,
Para me bastecer sem acolchoar; me abastecer para me bastear,
E neste escrito bastardinho, com espécie de letra de tamanho
Médio entre o bastardo, e o cursivo, deixo aqui o bastardear
Deste texto, uma escrita que irá me abastardar no meio
Literário como uma bassorina, princípio imediato vegetal,
Que se extrai de certas gomas-resinas; um basófilo inútil, e
Que não fixa os corantes básicos, e alcalinos; é uma tal
Basofilia, o aumento numérico de células basófilas no
Sangue, e a basite, inflamação dos tecidos da base pulmonar.   

Nunca sairei deste assalariamento é que não estudei; BH, 0240702000; Publicado: BH, 0150702013.


Nunca sairei deste assalariamento é que não estudei,
Nada sei fazer, nada tenho a oferecer, nada tenho
Para dar e o meu trabalho não passa de assalariador;
Minha alma cheira à assa-fétida, planta da família das 
Umbeliáceas, de cheiro nauseabundo; não passo de um assador,
Daquele que assa, sou um vaso, um utensílio para assar
Castanhas; assadeiro sem valor, uma assacadilha, imputação
Aleivosa e malévola, de mim não se espera nem a assa,
O suco vegetal completo; mais perseguido do que o 
Asquemazim, a denominação que era dada ao 
Judeu da Península Ibérica, originário da Europa
Oriental, cujo nome de serfadim designava o judeu
Originário da Ásia, mais perseguido do que cachorro doido,
Chamado de animal de chifres grandes, o aspudo, nasci
Sem espórios, ásporo asplênio, sou a espécie de feto da família
Das Polipodiáceas: sofro por não ser aspirativo, por não ter
Aspiração, por não ter aspirância e nem o ato de aspirar
A alguma coisa; não penso por que sou aspidocéfalo, tenho
A cabeça guarnecida de placas; e nem existo, pois sou
Apidospermo, gênero de plantas da família das aponiáceas;
Meu espírito é coberto de escama, minha mente protegida
Por um escudo, minha alma por placa, o aspido do
Grego aspis, idos e peço a todos para aspersar sobre
Mim, todos os perfumes e todos os aromas; podeis aspergir
Em mim todas as fragrâncias e esconder meu cheiro;
Useis o aspersório, o hissope, o instrumento de aspergir, para
Encobrir o meu mau cheiro; preciso ter o corpo asperso,
Aspergido de todas as essências e dentro de mim o
Que constitui a natureza das coisas; minha existência
Óleo fino e aromático que se extrai de certos vegetais,
Borrifado com a ideia principal e esquecer avida de aspérula, 
Planta medicinal da família das Rubiáceas, que eu levava; 
Pois, se vós não sabeis, é triste ser um espermo, um ser
Sem semente, sem causa, sem efeito e sem razão; um ser
Sem ética, sem lógica e sem solução: é triste ser um ser que 
Sofre de espermia, o estado de uma planta que não dá 
Sementes: como a esterilidade no homem, por ausência do 
Sêmen: o espermatismo que impede a continuidade da vida;
E o legado hereditário não passa da asnice, a asnidade
De pai para filho, o asnil de herança, que formará a
Sub-raça que tanto tememos e não poderemos evitar;
É por isso que deixo tudo aspado, tudo colocado entre
Aspas, juntamente para chamar a atenção para 
A falta de inteligência e de sabedoria que será
Suprema nas gerações vindouras; e o aspálato,
Arvoreta espinhosa e aromática de raiz medicinal,
Da família das Leguminosas, ou será esquecida,
Ou será ignorada, ou será exterminada; já 
O asparagi do latim asparagu, o aspargu, a asparagicultura,
Tenham melhor sorte e mais utilidade na alimentação;
Na utilidade da asparagina, substância orgânica,
Monoamida do ácido aspergínico, extraída do espargo;
O asparago da asparagólita, variedade amarela de 
Apatita, de onde o aspe, o raio da roda de engenho,
De açúcar movido por água, tem  a aspa e a 
Aspergilose, doença causada pelo aspergilo; e que cada
Palavra seja um aspergimento, um respingar de informação,
Um orvalhar de esperança, para fazer a aspersão com
O ramo molhado na água benta da natureza, o asperges
Da salvação, a absolvição de todas as nódoas que herdamos;
A perder a asperidade, a suprimir a asperidão,
A ultrapassar a aspereza do asperifólio, o vegetal que tem 
As folhas ásperas e do asperícome, o animal que tem as antenas, Ascomas com os pêlos ásperos do asperícomo e a sistolia, Insuficiência cardíaca por defeito de sístole; Ramiz Galvão propõe a Substituição de assistolia por dissistolia, mais conforme com o Significado do termo, porém ele próprio julga difícil que isso      aconteça.


Protejas meu coração com a ascoma e a pele ou a sola; BH, 0240702000; Publicado: BH, 0150702013.

Protejas meu coração com a ascoma e a pele ou a sola
Que se põe nos remos, para que não se desgastem muito,
Ao roçar na borda do barco; e receio que o teu amor,
Venha desgastar o meu coração e desisti de ser em tuas
Mãos, o ascomicete, a espécime de classe de cogumelos providos
De ascos; não quero que tu sejas mais o meu ascogônio, o
Meu órgão feminino; basta de me fazeres mau, vou procurar
Outra borboleta, rasgues o asclepiadeu de amor que fiz
Para ti; rasgues o antigo verso grego, ou latino, composto,
De um espondeu, dois coriambos; e um jambo, não mais
Farei declaração em verso que te amo, foi um
Erro meu, que a partir de hoje, no meu jardim asclepiadáceo
Só quero agora a espécime dos Asclepiadáceos, família de
Plantas dicotiledôneas simpétalas, em sua maioria constituída
Por trepadeiras; mandei retirar a tua estátua, que me
Deixava doente, me causava o aspecto ascitivo, que tanto
Envergonhava-me perante outras pessoas; prefiro ser o ascídio, a
Ordem de tunicados fixos, ter a abertura bucal e cloacal quase
Contíguas, a ser o teu homem, a ter o teu amor; e então,
Tenho dito, destino de ascídia, destino de folha, ou
De bráctea, em forma de urna comum nas plantas
Chamadas carnívoras, destino de ascidiado, cujos
Pecíolos são ocos e dilatados, que me deixam asselvajado,
Contigo a falar que tenho modos brutais; sou selvagem e
Grosseiro e que jamais quererá asselar o nosso amor; jamais
Quererá selar a nossa união, legalizar nossa vida, validar
E confirmar perante todos que nos amamos; afirmar
Em juízo, ou fora de juízo que tu és a minha mulher,
Assegurar, e considerar que ruim comigo, pior sem mim;
Podes descartar todo assediante que tu falas que tem,
Todo aquele que te assedia, que é o teu assediador
Cotidiano; falas que já estás em outra flor, já
Pousaste em outro caule, que não adianta
Por assédio, que não adianta dar uma de sitiante;
Pois a cada dia que passa me sinto mais assedentado,
A cada noite tenho mais sede, a cada madrugada
Sou mais sequioso; e quando amanhece o dia,
Estou cada vez mais sedento, venhas limpar meu 
Linho no sedeiro, me tornar macio como seda,
Assedar-me a estupidez e a brutalidade, pois tenho 
Certeza que a tua assedagem só me fará bem; uses,
E abuses de todo amor para ser a assedadeira e serei
O teu assedador, com todo assecuratório, com toda 
Palavra que assegura, que garante a felicidade;
Como a antiga moeda de cobre dos romanos, cujo
Peso equivalia 12 onças, o asse que agora me valoriza,
Pois estou bem mais maduro, sazonado em aprender a
Viver assazonado no conhecimento e na sabedoria,
Que evitarão o meu assassinamento, espantará o efeito
Assassinador e impedirá que me sinta assassinado,
Morto, por homem, ou por alguém; assarilhado, cruzado,
Em forma de sarilho, onde a casta de uva de bago grosso
Espera na assaria a boca ávida, para assarapantar a
Sede, espantar a secura na boca; assustar em noite
De lua cheia as assombrações, confundir os bandoleiros,
Atrapalhar os planos dos trapaceiros e deixar aturdidos
Todos aqueles que só querem a infelicidade, pois,
Nada mais me deixa assarapantado; nada mais
Deixa-me assustado, nada mais me deixa confundido;
Quanto maior o assanho, maior a cautela, quanto mais 
Sanha, mais devagar fico, quanto mais assanhamento,
Mais me viro para dentro de mim, não deixo
Metade nenhuma ser assaltada, toda investida e 
Reprimo e quem quiser me assaltar, nada vai encontrar;
Às vezes sou assim mesmo assaidado, os amigos reclamam
Dos meus modos e ações de saloio, camponês rude dos arredores
De Lisboa; aldeão torrento, indivíduo rústico, nada de finório,
Nada de velhaco e que gosta muito de um comer assalmonado,
Quando é possível fazer, quando não é, seja o que Jesus quiser.

A tristeza que carrego é a do jeito que vejo a devastação; BH, 0240702000; Publicado: BH, 0150702013.

.


A tristeza que eu carrego é a que do jeito que vejo a devastação  da Natureza, daqui a alguns anos, a nossa arvorecência será zero, a Arborescência do meio ambiente será negativa, não veremos uma Arvoreda na alameda, não teremos a sombra de um arvoredo Sequer; será o fim do arvorecer e por mais que tentemos arvorejar 
As colinas, será tarde demais, o efeito arvorecente será pequeno e Toda tentativa arborescente será em vão; guarnecer de árvores e  Arborescer as encostas, encher de árvores os terrenos, será a única Salvação, se for feito com urgência urgentíssima; temos o
Compromisso de proteger da arvoreta à arzola, a planta
Anual da família das Compostas e esse pensamento asado,
Esse ideal com asas, essa ideia alada, temos que passá-la
A todos os povos da humanidade e sempre será bom,
Que cada um tenha em casa um vaso com asas, com
Uma plantinha dentro; espero que estas palavras asadas,
Encontrem apoio em todos os ouvidos e que sejam
Colocadas em prática por todos; do ascari, soldado muçulmano
Do norte da África, a todos que vivem em ascetério, retiro de
Ascetas, mosteiro e lugar de meditação; e ao que sofre
Da asafia, a pronúncia defeituosa, titubeante e indistinta,
Das palavras, como nos chamados tatibitatis, é necessário que
Todos venham asar em torno dessa tentativa, que é a de
Impedir o extermínio das árvores no planeta; recorro
Até aos áscios, os habitantes da zona tórrida sem sombra
Ao meio-dia em duas épocas do ano e nas outras
Épocas também recorro aos anfíscios: todos devemos participar,
Ao acabar as árvores, acaba a asarina, princípio ácido
Existente no ásaro, planta da família das Aristoloquiáceas,
Tida antigamente como medicinal, também chamada bacarija;
E o astato, mineral incombustível, variedade da crisólita,
Em que as fibras são separáveis e flexíveis, a ser o comercial
Um mineral fibroso que pode ser uma variedade de 
Tremolita, actinolita, siebeckita, antofilita, ou crisólita
E se apresenta em camadas a formar cristais
Fibrosos tão finos que adquirem elasticidade
E permitem a leitura dos tecidos: o mesmo que amianto;
E o que quero dizer é que o asbestino também, meu
Amigo, desaparecerá, tal a astestose, pneucomoniose,
Devida à inalação de partículas de asbesto, será a 
Única coisa que conseguiremos respirar; e mesmo
Depois que morrer, quero ter o espírito ascensionário,
Quero ter o intento que ascende, que sobe na intenção,
No desejo de ver propagada e mantida, cada vez mais,
O impedimento de tocar numa árvore; morrerei com toda
Esta vontade, com todo este propósito maior, a me tornar
Cada vez mais ascensionista, a levar em excursão e a 
Pontos elevados, em balão, ou de qualquer outra maneira,
Que a salvação está nas árvores e quanto mais nós 
Cortá-las, mais pouco viveremos e a desaparecê-las por
Completo, nós também desapareceremos; sei que chego
Até a ser chato com tanta repetição, porém, é preciso
Bater várias vezes na mesma tecla para que todos
Possamo entender a mensagem e colocá-la em
Prática, parece até que pode ser difícil, para
Alguns, será até impossível, pois odeiam a natureza,
Detestam as árvores e se pudessem dizimá-la-iam e
Não deixariam uma espécie sobre a face da Terra;
Eu amo as árvores, quero preservá-las e o meu medo
Maior é saber que no futuro, não existirá nem
Futuro e nem árvores; meu medo maior é
Saber que a luta pode até ser em vão, porém, deve
Continuar e espero que todos engajem nessa
Luta de amor e de culto às árvores, antes que seja tarde;
Decreto desde já que não é permitido tocar
Numa folha, num tronco, numa raiz e quem
Quiser ser feliz, ter futuro e ter amor, tem
Que aprender desde já, a guardar no coração,
Esse amor diferente e novo e vivo pelas árvores.

Só caio em botirão e em rede de vime para a pesca de lampreia; BH, 080802000; Publicado: BH, 0170702013.

Só caio em botirão e em rede de vime para a pesca de lampreia;
Só caio em armadilhas de botiqueiro, o falso que vendia em botica,
Ou era proprietário e me enganava como se fosse uma espécie de 
Ingênuo e só me deram botim de número bem menor do que o meu 
Pé, bota bem pequena e de cano baixo e calço número quarenta e 
Cinco; e não dá para entender a atitude dos meus semelhantes 
Primatas, ou dos meus primatas semelhantes; antigamente só 
Andava doente em boticaria; falava com a farmacêutica, com a 
Mulher do boticário e ela receitava qualquer remédio, era o cobaia 
De botica; alma de farmácia, receita de drogaria e do jeito que ia, 
Nada me curaria; passei a botequineiro, treze anos a administrar 
Botequim, onze na Rua do Rezende, dois na Rua Marapendi, na
Penha, Rio de Janeiro; era até ontem botelheiro simpático, como 
Aquele ancião que cuida do velho engarrafador de cachaça; era 
Grande a coleção de botelharia, quantidade tanta que parecia lugar, 
Onde se faziam e se vendiam garrafas, os frascos, as botelhas; e 
Fazia bem feita a minha política, que era uma referência, como um 
Boteiro, um indivíduo que guia bote, um fabricante de botes; e 
Acrediteis, tinha gente que só votava através de minha influência;
Eu agia como um botarém, um contraforte de reforça a paredes, não 
Deixava ninguém cair e evitei duas mortes, uma dentro do bar e outra 
Fora; era a escora para o freguês desprevenido, trocava cheques, 
Emprestava dinheiro, um arcobotante que vendia fiado, levava cano 
De uns, dava cano em outros, compensava aqui e compensava ali;
Reinei ali naquele Baixo Rezende, era assim que se chamava, como 
Um botão-de-ouro, a planta da família das Xiridáceas e das 
Ranunculáceas e graças a Deus, deixei vários amigos e poucos 
Inimigos; muitos batalós, como paus com ferros de três ponta para 
Vários serviços a bordo: Bira Maluco, Tereza que lava as louças e 
Panelas, Tiana da faxina e muitos outros que  a memória agora não 
Recorda mais; o bota-fogo da lembrança foi apagado e o pau com 
Morrão para deitar fogo às peças das lembranças foram acesos e o 
Passado virou botado, virou vinho turvo, com borra, uma botada tal o 
Início da moagem dos engenhos e usinas de açúcar e nas mesas às 
Vezes, corria o montinho inglês e não o bóston, certo jogo de cartas, 
Em que entram quatro parceiros; e a música tinha até modalidade de 
Valsa, entrava a de sadio, a de bostelento, de aidético ao que tem 
Bostela, do doido ao que tem pústula; do mosquito ao bosteiro, do 
Escaravelho à joaninha, às vezes parecia um bostal, um curral de bois
E vacas, às vezes um palácio, um castelo, um bordel; a borragem 
Estava evidente, na parte da construção que ressaia do prumo e
Da superfície e as saliências, quaisquer que fossem, pareciam obras 
Arquitetônicas, obras-primas e de arte eram o mesmo que aborradura
E vice-versa; e quando chegava a calmaria, tinha a paz de um bosquete, 
A tranquilidade serena de um pequeno bosque e ali era esquecido o furor 
Bosniano; a guerra do natural e do habitante da Bósnia, Iugoslávia e o 
Clima na maior parte do tempo era de boscarejo, como o que vive na 
Mata e é relativo à floresta, com ar de boscagem; e no interior, não era 
Permitido o capuz, o bortalá, bloco para fazer medo às crianças, elas 
Eram bem-vindas e respeitadas, iguais a um borro, um carneiro novo, 
Entre um e dois anos e a minha tarefa era de borrifador, que borrifa 
Cerveja; regador de álcool: não podia faltar, era um barriço, um chuvisco, 
Um borraceiro, qualquer motivo valia para um bragueiro; borriceiro de 
Aguardente, um borriçar de conhaque, chuviscar de vodka, estivesse o
Tempo borrento, o borrelho, ave palmípede, aquática no seco; a borreguice a
Operar, a prevalecer a indolência, a preguiça a reinar: que nada impedia a folia.