quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Este é o meu boletim a publicação noticiosa e informativa que fala; BH, 0100802000; Publicado: BH, 0170802013.

Este é o meu boletim a publicação noticiosa e informativa que fala
Tudo de mim; é de pequeno formato, impresso e de propaganda
E a relação escrita das notas e do aproveitamento que, durante 
Toda a minha vida e nunca soube ter; fui o pior dos alunos,
De todas as escolas e nunca quis aprender, esta é a periódica oficial
De todos os meus zeros e notas negativas que, acumulei até aqui;
E quando toca o bolero, música e dança de origem
Espanhola, fico quieto com a minha castanhola, como
Se fosse um casaco curto, usado para mulheres, em geral sem
Mangas e esquecido na boleia, de algum assento de cocheiro, de
Motorista e de peça de carruagem onde se prendem os tirantes;
Um dançarino que nota-se o bolear da barriga, o arredondar
Que dá a forma de bola à cintura, não pode ser bom de
Boleio; o arredondamento atrapalha o dançar, como as bolas,
As boleadeiras, utensílio usado pelos gaúchos para imobilizar
E derrubar o boi em disparada, o atrapalha de correr e que consiste
Num conjunto de três bolas pesadas e unidas por correias, às quais
Se dá movimento giratório e se atira às pernas traseiras do 
Boi, nas quais se entrelaçam, a levá-lo a cair; e se sentir 
Preso, como num boldrié, a correia de tiracolo, na qual se prende
Uma arma, ou se firma o pau da bandeira, talabarte; e o 
Bolchevista, o caçador bolchevique, partidário do bolchevismo e
Todos comunistas presos, destruídos, desaparecidos, jogados
Em alto-mar, mortos sob torturas, fuzilados da América Latina
E do mundo, tudo por causa da doutrina e do sistema
Político dos bolchevistas, que consiste em aplicação integral
Dos princípios socialistas, o comunismo, que a humanidade
Levará séculos para estar à altura e preparada para exercer
E usufruir; hoje a uma simples menção faz bolçar, faz lançar fora,
Faz vomitar, expressão de reprovação, causa a mesma
Acepção e é só no futuro, na evolução da espécie, é que
Estaremos preparados para o socialismo, a corrigir os erros do
Passado e a mostrar os louros e os lucros do futuro; e fazer
Uma homenagem a todas as almas que foram lançadas na bolandeira,
Como a cana de açúcar, na grande roda dentada dos engenhos,
Que transmite movimentos às moas; e os corpos às máquinas
De descaroçar algodão: homenagens a todos esses comunistas que,
Grandes quantidades de dinheiro, não os desvia dos seus
Ideais; bolada de verba não os descia dos seus caminhos, nem mesmo
Pancada com bola, bolada de qualquer outra coisa, abate-os os
Ânimos; bolacha no rosto, biscoito na cara e deixar morrer
De fome, depois de correr pelo aro, a bola-ao-cesto do basquete; e
0 corpo esférico, maciço, ou oco, o juízo que a gente pensava ter
Dentro da cabeça, é gracejo espirituoso, o iluminado que nos falta
Nas horas críticas e nos alimentam com a comida envenenada
Para matar animais; a piada que somos à vista dos outros,
Comer a literatura como se fosse jogar otimamente futebol, que 
Dá banho e goleada nos outros e escritores, reconhecer tarde
O erro de ligar importância às mentiras e boatos e de permitir
A intimidade que não soubemos evitar, levar a ser subornado,
Vale mil vezes mais um bom jogador de futebol, a um bom
Leitor, um bom escritor, um bom autor, que para todos parece
Não ser certo, e sofrer da bola; o meio maluco que tenta de 
Teimoso sobreviver das letras e venera a boina sagrada,
O boné inteiriço e sem pala, que Che Guevara consagrou como
Símbolo maior da revolução; o boiadeiro condutor da boiada,
O médico comprador de gado para vender vivo, vender liberdade,
Vender dignidade, vender indignação, com o baião cheio
De injustiça, o vaso bojudo e de boca larga, a transbordar de
Pobreza e de miséria, de desgraça e de destruição; a boiada,
A manada passiva de bois, a boia a chegar para levar o
Ditador, banir o Fulgêncio que entregava o país e deixou
Fidel, como um objeto flutuante, fixado por uma corrente,
Ao fundo de um rio, ou do mar, para indicar a rota
Que devem seguir as embarcações; Fidel Castro é esse
Salva-vidas, igual os usados pelas pessoas que estão a aprender
A nadar, ou em embarcação a ir a pique; Fidel Castro é esse
Corpo flutuante, tal o que é ligado a uma vareta
De metal, a qual veda a água que entra nas caixas
Quando elas se enchem; e como veda a comida de caserna,
A refeição ruim e nada modesta, imprestável que os
Estados Unidos da América do Norte querem impor a todo o mundo, pois
Eles pensam que são o bofe, o pulmão; e na verdade, todo mundo
Pensa comparador com mulher muito feia, fressura de animais, que
Não valem a renda ade babados no peito dos antigos
Vestuários; são piores do que o bôer, o sul-africano descendente
De holandeses, que persegue os negros na própria casa; são piores
Do que o boêmio, da Boêmia, região da Tcheco-Eslováquia, o natural
E o idioma falado, os ciganos e até mesmo do que os que
Levam a vida na boemia das farras, sem compromissos e o
Bodun que exala deles, é pior do que o mau cheiro
Característico do bode não castrado; do que o suor mau
Cheiroso de certas pessoas; só mesmo o abater de bodoque,
Arco retesado por um fio, ou tira, o qual serve para
Disparar pedras roliças, ou bolas de barro; a funda que David
Derrubou o gigante Golias; iguais aos maus bodogueiros, o 
Dono de bodega, que mistura água ao vinho, o dono 
De botequim, tasca que rouba nas contas, nos pesos e
Só vendem coisas que não prestam; e se pensam o bode, o 
Cabrito adulto, o macho da cabra, o homem sensual e 
Vendem o conflito, vendem confusão e de toda nação
Faz um bode expiatório, como pessoas a quem são
Imputados todos os reveses, ou sobre quem se fazem
Recair as culpas alheias; e boda lá, celebração de casamento
E a festa que acompanha; a comemoração das bodas de
Brilhantes, pelos cônjuges, 75º aniversário de casamento; e de
Diamante, 60º e de ouro, 50º e de prata 25º; lá a família acabou,
Vivem de bócio, papo que se forma à altura do pescoço de
Certas pessoas, provocado por uma difusão hipertrófica da
Glândula tireoide; e é lá que é a boceta do mundo,
É lá a caixinha, a bolsa de formato arredondado, para rapé
E fumo desfiado; é lá o órgão sexual feminino, o cu
Do mundo, aonde se leva muita porrada na bochecha, a
Parte mais saliente e dilatável de cada uma das faces;
É lá aonde ainda se toma as bolas da gente e derrama
O nosso leite quente no nosso colo; nos manda bochechar com
Veneno, agitar em líquido de cianureto em bochechos a
Agitação na boca, monstruoso bochechudo na hora da morte, o
Bojudo converso; boqueirão maldito, cova grande e profunda, tal
Abertura de rio, ou canal, passagem estreita entre vertentes; o 
Beijo do Judas que causa a boqueira, moléstia infecciosa que
Provoca ligeiras ulcerações nas comissuras dos lábios; o importado
Bookmaker quem ilegalmente, anota as apostas de corrida de 
Cavalos, o bonzo bon-vivant, sacerdote budista, que não gosta 
De trabalhar, ou se incomodar; boa vida portador de bônus,
Título de dívida pública ao portador com vencimento em data
Certa o precatório que enriqueceu muito aproveitador; falei e
A minha bonomia minha qualidade de bonachão toda a
Pachorra que carrego é em vão; não sou o bonito não sou
O belo de boa aparência mais pareço um peixe de mar fora
D'água algo que expressa censura e toda reprovação humana
Morri sem uma ação nobre e de grande valor e aqui
Meus caros e nobres amigos meu boletim acabou.

Morro por um galho de árvore que não pode esmurrar; BH, 0130802000; Publicado: BH, 0160802013.

Morro por um galho de árvore que não pode esmurrar 
Àquele que, está a segurar uma motosserra e dou o braço 
A torcer; posso confessar-me, derrotado, quando não 
Consigo evitar que, um braço de árvore seja cortado; tenho 
Até que, transigir, deixar de ser trabalhador e se tivesse a 
Mesma quantidade de membros dos quadrúpedes, todos 
Os daria para impedir a matança de árvores; e da mesma
Maneira que Jesus Cristo esteve em cada uma das partes
Horizontais da cruz, também estarei disposto a estar, mesmo
Sem ser santo, para parar com o crime do desmatamento; e
Ser a via para evitar os incêndios, o canal natural
Que poderá levar a água do rio, ou do mar, dessalinizada,
Para tentar ao fogo apagar; dou-me todo nesse evento,
Não só cada cada um dos meus membros superiores do
Meu corpo humano, como também todos os órgãos, pois
Sou doador universal e quero deixar já aqui explicado e
Explícito e a parte mais forte, que fica entre a parte do
Braço entre o ombro e o cotovelo, para barrar e aumentar
A corrente, os elos daqueles que querem evitar a destruição
Da natureza, tal tanto quando realiza trabalho braçal; 
E pela natureza, pela Amazônia, pela flora, pela
Fauna, pelo pluvial, pelo fluvial, pelos mares, pelos
Oceanos, pelos lagos, pelas lagoas, pelos córregos, pelos
Riachos, pelos arroios, por todo ecossistema e não
Paro de bradar e quanto mais dizer aos brados,
É pouco e quanto mais gritar mais alto, ainda é 
Pouco, é baixo e toda nação precisa clamar, o
Brado não pode ser mudo, tem que ser um grito
De exclamação de dor e de protesto; uma queixa
De voz de braúna, de árvore de madeira de lei negra e
Extremamente dura; não podemos abrir a braguilha
E arriar as calças diante dos inimigos; não
Devemos deixar a abertura dianteira das nossas calças
Masculinas, a barguilha seja o começo do nosso nem
Mijar e nem abotoar, o empatar o jogo, o deixar de
Resolver e impedir o crime ambiental; e aos que
São cegos, que não são capazes de entender, nem através
Do braille, o sistema de escrita em pontos salientes, criado
Por Louis Braille e universalmente adotado pelos cegos e
O qual lhes permite ler por meio do tato; devemos abrir-lhes
As mentes, se não conseguirmos por meios normais,
Experimentar a brama, a cerveja gelada com tira-gosto;
O chope geladinho com batatas fritas, a louirinha com
A linguicinha acebolada; alguma coisa devemos tentar,
Apelar para o brâmane, o sacerdote do bramanismo, o
Membro da primeira das quatro castas indus e apelar
Para a religião que adora Brama, a norma e a
Conduta dos brâmanes, para eles tetarem converter
Os pecadores, destruidores do verde, a pararem
Com a ousadia mórbida, fúnebre e funesta enquanto
É tempo; amanhã poderá ser tarde demais: então
Só resta bramar, minha gente, fazer ouvir a voz, meu
Povo, como fazem certos animais; então é só berrar,
Minha nação, protestar e entupir os ouvidos dos
Insensatos, dos insanos de bramidos, de rugidos,
Igual ao ruído que faz o mar encapelado e bramir
Com voz alta e ameaçadora e não deixar passar em
Branco, tal uma luta que não tem colorido, tal a
Derrota que tem a cor do leite e da neve e se
Aproxima do vinho e da raça, que tem cã e cabelos
E o bilhete da loteria não premiado; e a guerra não
Pode ser limpa, não deve ser asseada; a pessoa de arma,
Cortante e pontiaguda, navalha, canivete, punhal, espada;
Com a ira do olho na esclerótica, com tudo às claras, a carta
De autorização plena para por fim ao fim da dor do fim. 

Senhor não quero e nem posso bater as botas agora e morrer; BH, 0110802000; Publicado: BH, 0150802013.

Senhor não quero e nem posso bater as botas agora e morrer,
Preciso descalçar-me, resolver as dificuldades da minha vida;
Não quero o calçado que cobre-me os pés e parte das pernas,
Quero as pernas e os pés; e cicatrizar a bostela, a pequena
Ferida com casca, crônica, prosa e pústula: Senhor, não
Posso fazer ainda o meu bota-fora, não tenho motivos
Para uma despedida  festiva como se estivesse num ponto
De embarque; ainda não construí a minha obra-prima,
Não criei a minha obra de arte, o livro dos meus sonhos;
Sei que um dia eu vou, porém, não deixa que seja
Antes de sair o meu livro; a boutade da minha
Esperança, o dito espirituoso da minha vida, o bote
Que me lançará para a posteridade; como o salto brusco
Do animal sobre a presa, ou o golpe com a arma branca
Dado no peito do adversário; minha canoa é pequena, de
De auxiliar e de recreio, igual a um escaler e é com ela,
Que atravessarei os oceanos, os mares até chegar aos portos
Seguros; meu botão precisa desabrochar, estou no estágio
Da flor antes de abrir, sou um broto em formação, uma
Borbulha, uma pequena peça geralmente em forma de
Disco, que se costura ao vestuário para que se prenda
Às casas, pois estou no início, aquilo que ainda não se
Desenvolveu e vivo a dizer com os meus botões a
Monologar, Senhor, que ainda não posso ir antes
De botar o meu ovo; pôr o meu óvulo, colocar a minha
Célula, lançar o meu espermatozoide, crescer finalmente,
Desenvolver-me e chocar os meus ovos, igual a uma ave;
E que cada livro seja arrancado de mim, numa eutanásia "sem
Anestesia, por um boticão, uma tenaz para arrancar dentes" e
Deixados de herança para a população e que venham
A ter utilidade como a botânica, a ciência que estuda
Os vegetais e o conhecimento do botânico, relativo indivíduo
Especializado; o boteco da esquina do boticário, que bebe
No estabelecimento modesto que vende bebidas a varejo e
0 farmacêutico no botequim da pinga na botija, garrafa
De barro, louça, borracha, ou grés; e da cachaça na moringa,
O flagrante do botijão, do grande bujão, recipiente metálico
Que contém gás de cozinha engarrafado; Senhor, 
Transforma-me num boto, cetáceo provido de dentes, marítimo,
Ou fluvial; e do tempo do botocudo, indígena da tribo dos
Botocudos, hoje extinta, pelo ignorante da cultura branca
E pelo retrógrado cultuador do progresso, tudo isso quero deixar
Registrado no meu livro, como um bico na canela de
Botina, de calçado de cano mais curto do que a bota;
A abertura da casa do botão, a bobeira, o botoque, a calma
Do bovino, o berro do boi; o balet do boxeador, do boxador,
Do l    utador de boxe, o esporte no qual dois contendores, a calçar luvas
Aclochoadas, lutam a socos, pugilistas lutadores e cada um dos
Componentes tenta abater o outro; e da cavalariça, da baia, do
Banheiro para banho de chuveiro e do rapaz
E do menino empregado em hotéis, repartição, escritório, o
Boy para executar pequenos serviços e recados, tudo isso
Pretendo deixar na brabeza do povo; na braveza da nação,
O brado bravo zangado, o brabo do grito uivado e cada
Braça de escrita, antiga medida de comprimento e que
Era equivalente a 2,2m, unidade do sistema inglês,
De aproximadamente 1,8m e jamais será aquilo que se
Abranger e transportar como o braços, a braçada e os
Movimentos que se faz com os braços ao nadar; e o
Autor braçal, o trabalho penoso que se faz ao escrever,
A ostentar a braçadeira de capitão, faixa circular, presa
À manga do vestuário, para servir de distintivo, peça de
Metal que toma a forma que sustém ao longo de superfícies
Verticais do bracejamento o mover do corpo, o gesticular
Com os braços, o estender pelos lados, como se fossem
Braços, o bracejar do bracejo do bracelete, que
Prende a alma perdida no braço da morte.

Deus quando fez o mundo e o homem; Publicado: BH, 0180802013.

Deus quando fez o mundo e o homem,
Não imaginou que as suas obras,
Mais tarde ficariam imprestáveis;
Se Ele soubesse, teria feito tudo,
Em um vaso, teria feito tudo,
Numa latrina, ou teria feito tudo,
Num penico; porque o mundo de hoje
E o homem de hoje, dão até nojo de se ver;
Deus deu tudo ao homem e ao mundo,
Mas ninguém soube aproveitar;
Se Deus quando fez,
O mundo e o homem,
Tivesse imaginado quão mal é o homem
E quão ruim é o mundo, numa lata
De lixo, teria jogado tudo,
Para os vermes devorarem;
Mas Deus é bom,
Deixa o homem viver,
Deixa o mundo existir assim mesmo,
A dar chances para melhorarem,
Aprenderem a viver
E aprenderem a amar.

E nunca falei de amor a ninguém; Publicado: BH, 0180802013.

E nunca falei de amor a ninguém,
Nunca beijei e nunca amei;
Não tenho ninguém
E não tenho amor;
Tenho medo de amar,
Não sei viver
E nem sei existir
E nem sei ser;
Quando chega a noite,
Sempre sozinho,
Esquecido no canto da vida,
Entre as quatro paredes do meu quarto;
Lá fora o mundo vive,
Lá fora o mundo existe,
Lá fora o mundo ama;
E não faço falta ao mundo,
Sou uma figura mesquinha,
Uma migalha de carne,
Que vive na ilusão,
A correr loucamente atrás do amor;
Com a língua para fora,
A suar sangue,
Com medo do sangue,
Com medo de morrer,
Sem conhecer o amor
E sem fazer o amor;
Mas tenho que acostumar
E aprender a viver,
Perder o medo de amar
E aprender a ser. 

E queria ter muito amor; Publicado: BH, 0180802013.

E queria ter muito amor,
Queria ver todo mundo feliz
E a viver em paz;
E se fosse por mim,
Não haveria guerras e nem
Haveria nada que nos prejudicasse
Neste mundo;
E nada que nos dividisse
E nós seríamos um só mundo,
A falar uma só linguagem
E a viver por uma só causa,
Pela causa da razão
E pela causa do amor;
Queria te muito amor,
Para poder unir o mundo
E para tornar mais longa a vida;
E dar mais sabor a tudo
E dar mais cor ao mundo;
E queria ter muito amor,
Para fazer a igualdade entre os povos
E irmandade entre as nações;
Só o amor é possível,
Mas o amor parece longe,
Parece que está em órbita;
Sem o amor nada é possível,
Temos que arrumar um jeito,
De nos amar cada vez mais
Uns aos outros;
Só o amor dá força,
Só o amor dá união;
Queria ter muito amor,
Mas não sei onde fica,
A fonte de abastecimento;
Mas hei de encontrar o amor
E tudo vai mudar
E quero ter muito amor.

Escritor é aquele que escreve igual a um enclausurado; BH, 040802000; Publicado: BH, 00802013.

Escritor é aquele que escreve igual a um enclausurado,
Igual a um presidiário, perdido nos corredores das penitenciárias,
Esquecido nos calabouços, nas masmorras, nos labirintos e nas
Celas podres das cadeias e dos xadrezes; e a literatura criada
No presídio é tal uma bobina, uma parte de circuito elétrico,
Constituído por um cilindro no qual está enrolado
Um fio em espiral, como um carretel de linha que vai
Dentro das lançadeiras das máquinas de costurar; a escrita
É um rolo de papel usado para embrulhos, ou impressão em
Máquinas rotativas e tem que ser decifrada, tem que ser 
Descoberta, traduzida, como se fosse um boato, uma notícia
Anônima que corre de boca em boca, cheia de rumores, de 
Aumentativos e de diminutivos e de altos e baixos; e o autor não 
Passa de um boateiro, tem o hábito de difundir boatos, numa 
Boataria sem igual; e distorce as artes, destrói as belas artes,
Difama as obras-primas, embriaga-se nos estabelecimentos
Noturnos de danças, nas boates de diversões; é lançado nas
Calçadas, nas sarjetas, bêbado e decrépito; em casa não recebe as 
Boas-vindas, felicitações, ou expressões de contentamento, pela 
Chegada, o que nem parece que é alguém; e no Natal
E no Ano Novo, foge dos cumprimentos, das saudações; por ocasião
Das festas, se esconde das boas-festas, faz questão de não ser
Um boa-praça, uma pessoa simpática e boa-pinta; um 
Camarada elegante, cordial e bem-posto, faz de tudo
Para não parecer uma pessoa bonita, que não dirige
De noite um boa-noite a quem quer que seja; foge,
Tem medo, é covarde, não enfrenta, se esconde sob
O agasalho de penas, ou de pele que as mulheres usam
Sobre os ombros para abrigar o pescoço, se abriga debaixo do
Boá e deixa o mundo se acabar e não liga para mulher boa,
Mulher de físico sedutor, fêmea provocante, fala que todas 
São do gênero de cobras a que pertence a jiboia e que todas
Depois que colocaram silicone, usam blusa, tipo de camisa,
Em geral de uso feminino e que nada escondem, o que
Quando eram naturais, escondiam dos demais e agora
Que estão com silicone, que são artificiais, querem
Mostrar mais e usam vestes largas, tipo usadas por operários e
Por colegiais e sofrem com o bloqueio mental; e tanto quanto
Fidel e seu povo, sofrem pelo bloqueio a Cuba, sofreram tanto
Quanto os índios no cerco militar para impedir que eles
Chegassem na localidade, perto de Porto Seguro, para que não
Tivessem acesso às festas de comemorações dos 500 anos; tanto quanto
Cuba não tem às fontes de abastecimentos exteriores e vice-versa;
Uma vergonha imposta pelos USA e que o mundo todo aplaude,
E não condena: basta de bloquear Cuba, sitiar e submeter
Aos interesses imperialistas, neoliberais, globalizantes dos USA, basta;
Um escritor é um bloco, uma porção compacta de uma substância,
Como incrustação usada para vedar cáries ao restaurar o dente;
E igual a um edifício integrante de conjunto residencial,
É uma chapa de determinada altura, de metal, ou madeira,
Resistentes, para assentar clichês; um agrupamento de pessoas,
Conjunto de políticos, ou de nações que se aliam para certos
Fins; tipo de associação carnavalesca e recreativa, caderno
De folhas descartáveis: um escritor é assim, tem avanço rápido
E fulminante de tropas militares, como uma investida policial
Aparatosa, para prender marginais, uma blitz eficiente; e tem
O final trágico de um sequestro, onde morre as vítimas
E os sequestradores; onde não se salvam as crianças e se
Terminam os amores, onde se atacam com a paz, a fazer
As guerras dos bastidores: resta só blindar o escritor, o poeta,
Revesti-los de chapas de aço, protegê-los fortemente da
Sociedade, numa proteção metálica, geralmente de aço inox, para
Que nada saia e nem entre na cabeça dele; fortificar, o
Revestimento da blindagem, que ele não exterminará a humanidade;
E não leiais a literatura da blenorragia, não leiais a
Escrita da inflamação microbiana das mucosas, em especial
Dos órgãos genitais; o escritor é uma gonorreia, um esquentamento
De blenda, de sulfeto de zinco, de minério do blefe, o logro da ação
De blefar, de iludir no jogo do pôquer, a simular e lograr ao
Ocultar sua situação de inferioridade, enganar e lograr ao
Próximo ao enganar a si mesmo, com sua blefarite nas pálpebras,
Sapiranga que o impede de enxergar o quão vil e ridículo
Ele aparece perante aos outros, na tentativa de blasonar,


Existir, e ostentar vantagem contra de mãos vazias.

Xinga-me de seu bolha e pequeno globo de ar; BH, 0100802000; Publicado: BH, 0170802013.

Xinga-me de seu bolha e pequeno globo de ar 
Que se forma nos líquidos em ebulição, ou em fermentação; 
Xinga-me de película finíssima de sabão líquido, de saliência 
Arredondada na pele, provocada por queimadura, ou outra 
Forma de irritação; xinga-me de pessoa imprestável, que não 
Sabe nem jogar boliche, o esporte que consiste em impelir uma 
Pesada bola de madeira em uma pista, para que derrube
Várias garrafas de madeira; xinga-me de estabelecimento, de
Armazém, ou de botequim de beira de estrada, de baiuca,
Ou bodega no Sul; xinga-me de bólide, o corpo celeste do
Bólido que corta velozmente o espaço como uma bola de fogo,
Ou coisa, ou veículo muito veloz; xinga-me do que vier à
Tua cabeça e mereço perder a minha, nunca a tive e 
Nem nunca a encontrei; bolina então comigo, como o cabo
Que movimenta a vela para que nela incida melhor o
Vento; vibra como a prancha que equilibra a embarcação
E gosto do contexto voluptuoso entre duas pessoas; disfarçado,
Geralmente em recinto público e de sexo oposto, sou um
Bolinador, procuro contato; gosto da bolinação da mulher,
A apalpação com intenções sensuais; admiro a bolinagem,
De uma pessoa por outra, o bolinar antes do amar faz bem
Ao coração; xinga-me, desmoraliza-me, chama-me de bolívar,
A unidade monetária da Venezuela, ou de boliviano, o
Natural da Bolívia e a unidade monetária também;
E xinga-me de bolo, de alimento feito com massa de farinha
Cozida ao forno, ou frita, geralmente com a forma
Arredondada e abaulada; e de porção de qualquer substância
Que tenha o formato de um bolo; e de amontoado de coisas e
De pessoas e de animais; que confusão extrema, conflito fatídico
E a antiga pancada na palma da mão dada por castigo,
O prêmio em dinheiro constituído pelas contribuições de
Várias pessoas e pago a que, entre elas, previu corretamente,
Um determinado resultado; a falta ao encontro combinado,
Pois estou com mofo, mofo deu em mim, bolor, bolorento,
Estou mofado e velho; decadente e fora de moda, bolota de
Bolorência, fruto de carvalho, berloque de bolsa, de saco pequeno,
Provido de cordões que fecham a sua boca; carteira de
Uso feminino, auxílio em dinheiro dado a estudantes e
Pessoas premiadas, instituição oficial, ou privada que promove,
A compra, ou a venda de ações, títulos de crédito, bem como
De mercadorias, onde essas operações são realizadas, através
Do bolsista, relativo às atividades desenvolvidas por alguém
Que está no gozo de viagem, ou estudos, com o bolso cheio,
Costurado na parte interna do vestuário, a servir para
Guardar objetos, pedaço de pano costurado na parte externa
E com a mesma finalidade; xinga-me de bom, pelo
Menos de mentirinha, fala que tenho qualidades e características
De acordo com o fim a que me destino, que adquiri certo,
Grande perfeição, que sou benévolo e beneficente, diga
Que o que vem de mim, faz bem a ti; e preciso
Ouvir, quero sentir-me seguro, eficaz e garantido, com
Cheiro e sabor agradável e que seja apontado nas ruas:
Aquele atende à justiça, à razão e às virtudes, é próprio
Dele, é lucrativo para ele, fazer o bem e faz o bem, é justo e caritativo;
Xinga-me de um bom patife, ao que aplica-se às vezes em sentido
Irônico e exprime concordância e surpresa a mim mesmo;
Não deixa-me explodir como uma bomba, como um projétil
Com substância explosiva, que estoura com ruído,
Quero ser é a máquina para elevar líquidos e transportá-los
Através de tubulações e esgotos, a água dos navios e
Encher de ar os pneumáticos de automóveis e bicicletas;
Espécie de bolo pequeno com recheio, notícia inesperada e
Sensacional e toda reprovação em exames finais que tive na vida e que já
Levei e que nunca passei em nada: xinga-me de coisa ruim,
De droga, suga-me o chimarrão da cuia, usa a bombilha; a
Bomba atômica é a arma de guerra baseada na liberação
De energia nuclear e de cobalto utilizado no tratamento
Do câncer, que matará a todos nós; e a de hidrogênio,
Engenho nuclear que acompanha a fusão nuclear, mas
Saibas, estou mais para bombachas, mais para calças largas,
Em todo o comprimento da perna e apertada à altura do
Tornozelo, usadas principalmente pelos gaúchos, do que para
Bombas assassinas; a bombarda, antigo canhão de cano curto
E grosso que lançava pedras e para o bombardão, o instrumento
Musical de sopro, não quero é ser o bombardeador, não quero é
Assistir bombardeamento; odeio quem bombardeia, não
Quero é bombardear, arremessar bombas e projéteis sobre as
Cabeças dos seres, a desencadear certas reações atômicas e sim
Cumular de perguntas insistentes a cobrar as respostas e as
Soluções: não estou para bombardeio de guerra: basta;
Com o avião bombardeiro, com as bomas-relógios, com dispositivo,
Que se faz detonar em hora prefixada e se algum dia e
Assimilar algo de bombástico, de ruidoso e estrondoso,
Empolado, que seja só no estilo literário, no discurso extravagante
E pretensioso, tal som de um bombardino e o sonoro
Bom-dia, cumprimento que se dirige a alguém durante
A primeira parte do dia; e bombeado através de um ânimo
Com convexidade e encurvamento, bombeamento de
Forma a impressionar, um dia melhor pela frente, espionar
O campo inimigo, observar com atenção, espreitar e bombear
Ação, igual ao soldado do corpo de bombeiros, a corporação
Mais respeitada e da qual temos o maior orgulho; o tocador de
Bombo que vai à frente da banda e o que trabalha em
Conserto de instalações de tubulações, o encanador, observador
De outrem com atenção; o gaúcho com o canudo de metal,
A ter uma das extremidades dilatada, fechada e provida
De furos, o qual se usa para tomar chimarrão, na bruma,
Na névoa, na cerração; chama-me de minha boniteza e de 
Bonitão, preciso de afirmação de másculo, todos sabem que 
Sou uma boneca, uma figura de pano, ou de louça, massa, ou 
Plástico; não sou articulado nem com a mulher e nem com a 
Menina; e a bucha de pano para envernizar e a espiga de 
Milho muito nova, que a gente come com sabugo e tudo e a 
Mulher bonita; sem vivacidade, ou inteligência, chama-me de
Livro falso, constituído de folhas ainda não cosidas, em número,
Qualidade e formato iguais ao de determinado livro para 
Verificação de lombadas e do aspecto do mesmo; xinga-me de 
Boneco e que pareço estar a representar menino, ou homem
E que sou um retrato, em jornais, de protagonista de fatos
Policiais, sou sem vontade própria e que sou governado
Por outrem e que só movimento as articulações por meio
De barbantes, um engonço, que não recebe bonificação, mesmo
Com a diminuição no preço e no aumento da mercadoria,
Feito pelo vendedor ao comprador; a gratificação de bonificar,
Distribuir os bônus, beneficiar pela bonina, a planta de folhas
Medicinais e flores ornamentais, o que é que tu queres
Mais? leva agora o meu boné de carapuça com aba dianteira,
Eventualmente, com uma parte que baixa sobre as orelhas e 
Vou pedir-me para ir-me embora do emprego, despedir-me,
Demitir-me, exonerar-me, para ser solidário a milhões
De desempregados pelo país a fora: xinga-me de louco.