segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Minh'alma parece uma urana e uma espécie de morfeia.BH, 0270702000.

Minh'alma parece uma urana e uma espécie de morfeia
Que, se manifesta por manchas que, lavram por todo o
Corpo e a urautina e a urautínea, princípio amargo das
Laranjas, também está presente em minh'alma; e não
Trago em mim o valor do auri, do latim auru, o ouro
Designado e designativo; e o auri do latim auris, a
Orelha do ouvido que trago de enfeite, nos dois lados
Da cabeça, não me transformei em auriculado, minha
Metamorfose não é guarnecida de aurículas e o que
Carrego de auriculiforme é o que tem forma de orelha
De elefante e de abano; me detenho no detalhe auriculoso
E a aurificação interior, não é a mesma obturação dos
Dentes careados, com folhas de ouro pois, não faço
Trabalho em ouro, por não ter o segredo do aurífice, o
Ourives profissional; e o segredo perdido da alquimia, o
Aurífico que mudava e transformava o metal em ouro e
Levanta a auriflama, antigo estandarte vermelho que, os
Reis de França recebiam do abade de S Denis, quando
Iam para a guerra, a bandeira da esperança, o pendão
Branco da paz; e as conchas marinhas bivalvas que têm
Forma de orelhas, auriforme, fulgente como o vaga-lume,
O pirilampo de festa noturna das trevas, o cocheiro da
Auriga infinita, a constelação boreal extrema, onde se
Escondeu o aurigastro, o menino, aurogástreo auriginoso
Da febre acompanhada de icterícia que predomina na
Nossa infância abandonada; e o meu amor não percebe
Que é aurilavrado e que quero envelhecer co ela com
Lavores, quero auriluzir na nossa velhice, cercado de
Nossos filhos, sem aurir, sem alucinar na insanidade da
Demência senil decrépita e fazer com que todo nosso
Amanhecer ainda seja aurirrosado e que todo nosso
Dia seja aurirróseo, rosado e perfumado, como nos
Nossos tempos de juventude, de versos de poeta, o
Aurívoro que devora ouro, ao gatador inveterado, o
Dissipador de riquezas, aurito de orelhas grandes e
Animais que têm o ventre amarelado, que nas noites de
Amor se ver um auroque, um boi selvagem, um bisão
Europeu que, impropriamente, quer estender até o
Aurorescer, o começar a romper o dia; até depois do
Auroral, o auro real infinito que nos faz lembrar o 
Aurito, que tem orelhas grandes e pergunta ao áuspice,
Ao arúspice o que será o destino, pergunta ao áugure,
O que será o amanhã e o adivinho cheio de manha só 
Nos sabe enganar, pois, não tem poderes de nos içar 
Feito velas de embarcações, como a austaga que pode
As velas levantar e o tempo austrífero que traz chuva
Ou vento do sul, de acordo com o austro e nada da 
Autarcia nos serve de qualidade, pois, o que nos 
Basta? nada se basta a si mesmo, nem tudo, pois, não
Nos governamos, como o autocéfalo, o bispo grego
Não sujeito ao patriarca, a caixa de descarga, o 
Autoclismo de que todos somos reproduções de um
Escrito, de um desenho obtido por meio de autocopista
Que, faz autocopiar a autocopia, copiografar o 
Copiógrafo que comenda a máquina da avania, como
O vexame que os turcos infligiam aos cristãos; uma
Verdadeira e única afronta pública, tratamento 
Humilhante e vil e de nada valia avalentoar-se, 
Tornar-se um valentão, insurgir-se, ou insubordinar-se,
O cristão não sabia da real avalanche que vinha pela
Frente, tipo queda rápida de geleira, como a invasão
Súbita de gente e de animais na queda estrondosa de 
Coisas paradas sobre as cabeças dos cristãos condenados
Por alguns autores, como os que condenaram o galicismo,
O aportuguesado do francês, a exigir uma substituição 
Por alude, que entretanto, não tem vingado e o cristão
Está aí mundo todo, tal avalanche de determinação,
Para encher e cercar de vales as almas perdidas da
Humanidade que ainda resistem nos vales da perdição  
E o cristão continua a avalada os espíritos vãos.

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