domingo, 26 de novembro de 2017

A minha tristeza; BH, 01501201999; Publicado: BH, 0300802013.


A minha tristeza,
É que, nunca vou descobrir nada,
Nunca vou inventar nada
E nem patentear,
Coisa alguma,
Seja lá o que for;
A porta da felicidade
Está fechada para mim
E a esperança foi enterrada,
Num cemitério de indigentes;
A luz e a fé se dissiparam
E só o medo e a covardia
Fazem parte agora
Do meu combalido ser;
Sou cachorro vira-latas,
Apanhado pela carrocinha,
A espera da hora do sacrifício;
Sou a formiga aturdida,
Que algum dono,
De algum pé,
Acabou de pisar;
Sou a grama ruim,
Que ninguém deixa nascer
E nem o goleiro,
A quer debaixo dos pés;
Sou um mágico desacreditado,
Uma canoa furada,
Uma nau sem porto,
Barquinho perdido à deriva,
Levado ao sabor das tormentas.

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