segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Não adquiri na vida a disposição do búbalu e do grego blubalos; BH, 0210802000; Publicado: BH, 0210802013.

Não adquiri na vida a disposição do búbalu, do grego boubalos, 
Gênero de bovídeos, entre os quais se encontram os búfalos da 
Ásia e da África, que com coragem e determinação enfrentam 
Um leão; que tem medo do bu, do grego bous, da cara-preta, 
Que faz uma verdadeira bruzundanga na frente de um leão; 
Faz uma burundanga sem temor algum e é por isso, que dou o 
Braço a torcer, dou a mão à palmatória; e deixo as barbas de 
Molho, pois não nasci com atitude, não tenho empolgação e 
Minha imagem bruxuleante é de pouco brilho, brilha
Frouxamente; e mostra em mim, um ser vacilante,
Que só sabe bruxear de inveja, fazer bruxarias
Com o pensamento, para derrubar ao vento,
Aqueles que conseguem um contento, são mais
Ousados, destemidos, audaciosos e os sucessos
Deles só me fazem brutificar cada vez mais; me
Faz tornar o bruto mais desprezível, me bestificar
Como um espírito possuído de forças do mal; e
Igual a uma escuridão, a brutidão me encobre, a
Brutalidade é uma treva eterna; a grosseria uma
Sombra de penumbra intransponível, a bruteza
Uma crueldade que eu não consigo por fim, pois
Toda brutidade se encontra armazenada dentro de
Mim; é algo brutesco, tosco e malfeito, é algo
Ridículo, grotesco que nem às vezes tem a naturalidade
Da representação artística de animais, ou cenas agrestes
E não posso me descobrir; não posso me desencobrir,
Nem com a brussa, a grossa e brossa escova para
Limpar cavalgadura; e não posso me ver livre da
Total brusquidão, meu caráter sem qualidade, a 
Aspereza do meu comportamento brusco, me 
Enche de vergonha, mas não me faz mudar;
Vou morrer torto, feito um pu torto que não tem 
Solução e não serve nem para fogueira e nem
Para ser transformado em carvão; se sentir a brusca,
Literalmente, o arbusto da família das Ramnáceas e
Não chego nem a bruno, não chego nem a moreno
Dentro de mim; não tenho brunidura, mesmo o brilho
Obtido com o brunidor, é escuro mesmo meu interior,
Nada de brunido, polido, luzido, nem mesmo o 
Reflexo nas folhas do brunoniáceo, da família das
Brunoniáceas, pequena família de plantas, próxima das
Plumbasgináceas; sinto que é brumal o meu semblante,
Nevoento o meu aspecto, de bruma o meu ar. triste
O meu rosto, sombrio o meu perfil, me salve bruneliácea,
Espécime de dicotiledôneas; ajudai-me meu são
Bruneliáceo, ai, minha santa bruniácea, próxima
Das Saxifragáceas, na ordem sistemática; me socorre
Meu são bruniáceo, das Bruniáceas, me tirem do
Brumado, das moitas cerradas e baixas; façam passar
Este brumaceiro de cima de mim, tenho medo
Do tempo escuro; sinto frio no úmido e não
Consigo despertar igual ao brulote, a embarcação
Carregada de matérias explosivas e destinada a 
Comunicar fogo aos navios inimigos; meus inimigos
São tantos e fazem de mim um brulho, como se eu 
Fosse bagaço de azeitona, rejeitado pelo brujarara,
Pássaro da família dos Formicarilídeos, que procuram
Outro tipo de alimentação; minha alma então,
Nem se fala, se encontra numa brugueta, numa
Cova nas mais íngremes serras e nos outeiros mais
Insípidos; minha alma é um lugar de difícil acesso,
Minha cultura uma brugalheira, uma terra áspera,
Pelo fato de conter muitas pedras grande, soltas, tais
Brugalhaus, terreno onde nem o bruaqueiro, o animal
Que transporta bruacas, passa; e o que conduz víveres
Das fazendas para os mercados das povoações, evitam
Minhas pradarias; sou o brózio que destrói, a fitonose
Proveniente de alteração de seiva e que faz reduzir-se
A pó a parte lenhosa do caule das árvores vivas; e o
Trabalho mais ordinário da pintura, o oficial de pintor,
Que prepara as tintas e executa a broxante ação, que
Impede o brotamento, o brotar da vida, o lançamento
Do esperma novo, a escova de impressor; o broslar a
Gravura no tecido, o bordar o pano roto para enriquecer
E esconder o broquento, o corpo corroído, e chagado; e
Cheio de brocas, tipo o broqueleiro, com todos os broquéis
E que não sabe broquelar, não sabe defender-se da vida e
Abroquelar-se da morte que à toda hora abocanha uma alma
Descuidada, um espírito distraído, um coração para broquear.

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