domingo, 26 de novembro de 2017

Não posso queixar-me e não tenho como queixar-me; BH, 01º0902000Publicado: BH, 0280802013.


Não posso queixar-me e não tenho como queixar-me,
As letras, todas elas, sempre ajudaram-me; as palavras, todas
Elas, sem exceção, todas, sempre ajudaram-me, todas elas,
Inclusive as que inventei, ressuscitei, recriei e
Tirei do passado; peco no léxico, peco na concordância,
Peco nas vírgulas, nos pontos, nos acentos, peco na regência
E na gramática, peco no vernáculo, na verborrágica e não
Consigo encontrar a perfeição da escrita, porém, todos os
Conjuntos no português, ajudaram-me, fizeram-me
Sair do baixadão da pobreza de língua, do arcaico,
Da baixada grande do erro, o mesmo que o baixão do
Regionalismo folclórico; e cheguei até aqui bem 
Devagar, como uma maré baixa, um baixa-mar silencioso,
A vazante quase não notada das águas do mar; e fui a
Perder tudo o que se põe por baixo da língua,
Fui perder tudo do baixeiro do português, a ficar
A enxergar que se põe por baixo do carona; e enchi
O meu baixel, meu pequeno navio intelectual, meu
Pequeno barco cultural, na tentativa de criar uma
Grande embarcação, uma frota de baixeis, vazios de
Baixeza, pobres de inferioridade, sem abatimento,
Crônicas críticas de indignidade e sem a vileza sórdida
Do erro crasso; do baixo-alemão que refere-se ao antigo
Alemão, dividido em muitos dialetos, do qual se originou
O alto-alemão e que ainda é falado por grande parte
Da população, principalmente da rural; e esse baixo
Latim, o latim dos últimos séculos de sua existência;
O medieval, a baixura da Holanda, lugar inferior ao 
Nível do Mar, que não atrapalhou em nada o 
Desenvolvimento do país e nem transformou a 
Nação em bajesto, em coisa sem valor, como a nossa
Burguesia, como a nossa elite querem nos transformar;
Nunca jamais em minha vida irei bajoujar a elite,
Lisonjear a burguesia, adular as classes dominantes,
Amimar os poderosos que sufocam os desprivilegiados;
Jamais usarei de bajoujice com a sociedade injusta
E de bajulação com a classe política que lucra e 
Enriquece cada vez mais com a fome e a miséria,
Jamais usarei de toleima om os senhores do mundo;
Só uso de bajoujo com a verdade, sou o que lisonjeia,
Porém, não ridiculamente a verdade, apaixonado
Pela verdade, baboso pelo lado da liberdade,
Palerma nos atos de guerra, nas ações de violência e
Na prática da injustiça e da covardia, tortura;
Mas ainda creio, ser necessário uma revolta do tipo da
Balaiada, creio ser necessário uma revolta hoje do
Tipo da revolta dos balaios, a guerra civil no Maranhão
De 1838 a 1840, uma revolta de verdade para mudar o país;
E nada de baladão, nada de brinquedo infantil,
Só balame, com grande quantidade de balas e de sangue
Derramado; ao passar pelo balanceiro, os atos indignos,
Ao passar pela peça mecânica que em certas máquinas,
Transmite movimento à outras peças; ao passar pelo balancim,
As ações hediondas e o povo será o encarregado de pesar,
Como se fosse mercadorias em armazéns, como se fosse
Canas nas usinas, a balança pequena da justiça cega
Servirá para corrigir grandes balancistas, como empregados
Na aferição de balanços, verificação, ou resumo de contas
Comerciais; de receitas e despesas ao fim de cada
Exercício social, exame escrupuloso, igual ao aparelho,
Ao brinquedo que consiste em um par de bancos colocados
Um em frente ao outro e suspensos a uma armação para balançar; Da política, antes destes, entrassem nas pocilgas, no movimento
Oscilatório, na agitação do balanço, na alteração de conduta, e de
Comportamento, a acabar de vez com o sofrimento.

Nenhum comentário:

Postar um comentário