segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Já que estou a perder tempo e não tenho nada mais inteligente para fazer; BH, 080302000; Publicado, BH, 040902013.

Já que estou a perder tempo e não tenho nada mais inteligente para fazer, 
Do que perder tempo, vou perder tempo, a escrever algo nos fragmentos 
Deste pergaminho, nas sobras e nas sombras deste papiro; algo que,
Mesmo a não ser o princípio da sabedoria, mesmo a não ser o primórdio 
Da genialidade, pode ser de alguma utilidade, para acabar com o tédio 
Extremo, que assola o meu ser, desde o mais recôndito e íntimo
Espaço nebuloso que sufoca e reprime todos os meus meios 
De libertação, de evolução e de satisfação próprias;
Sei não saber encontrar as regras respeitadas da escrita,
Os segredos milagrosos da gramática e os mistérios das
Sagas, das prosas, das histórias, novelas e demais composições,
Que elevam à condição de espirituoso e iluminado,
Todo aquele que aprende a manipular as letras, as palavras;
E as frases ao tirá-las do tosco, do grosseiro do ignorante
E lançá-las no clássico, na obra-prima, na obra de arte,
Nos aforismos, mesmo ao não usar a linguagem consagrada,
Mesmo ao não usar as mais complexas, difíceis e valiosas
Expressões idiomáticas, que tanta vida e sabor dão
A um texto bem explanado e bem estruturado, mesmo 
Num fragmento de pergaminho, mesmo num resto de papiro;
Das coisas que peço a Deus, além da minha salvação terreal,
É a minha saída da mediocridade, minha fuga da ignorância
E que aprenda um dia a escrever igual a gente grande, sem
Ficar a dever nada a ninguém, a nenhum dos escritores que
Já existiram desde a formação cultural da humanidade; às
Vezes fico a pensar em quantas mulheres já deram à luz na
História do mundo; e quantas pessoas já nasceram no 
Mundo desde que o mundo é mundo e penso que cada uma
Dessas pessoas, era um mundo totalmente diferente, diverso
E preocupado com a sobrevivência, a felicidade e a vida;
A não ser alguns que apareceram para tentar por um fim no
Sonho da humanidade, tipo as bestas geradas também por
Mães, que foram crianças e sem explicações se transformam-se
Em canibais: Himmler, Eichmann, Hitler, Pot Pol e muitos
Outros que se alimentaram de vidas, de sangue fresco, de
Peles, de ossos, de células e de tudo que pode compor um ser
Humano normal; e mesmo que o mundo acabe duzentas
Vezes, não nos veremos livres das lembranças desses
Carrascos, verdugos, assassinos e demais bestas
Apocalípticas, que só querem e só sabem causar a 
Ruína e a destruição do ser humano; amanhã poderemos
Pensar que estamos livre de tais ameaças e teremos 
Surpresas, pois de cada presidente que é eleito nos USA,
É uma ameaça que o mundo sofre, com intervenções, 
Guerras e todo tipo de falcatruas que beneficiem os USA 
E o seu bélico povo; e hoje, minha gente, por mais que eu
Tente ocupar bem o meu tempo, sinto que não vou conseguir,
Pois algo está preso dentro de mim e continuo com as mesmas
Ideias, os mesmos estilos, o mesmo ideal: não evolui um
Milímetro e sinto que nada mudou e nem vai mudar e a
Ansiedade que sinto é a mesma que não consegui transpor, o
Mesmo medo, a mesma covardia, a mesma falta de coragem e a
Mesma timidez que me encobre ao me deixar invisível, sem ser
Percebido por outrem, apesar de tentar, ou de pelo menos fingir
Tentar sair do casulo, sair do buraco, sair da cova e ressuscitar,
Igual Lázaro e romper as cadeias, romper os elos e as amarras
Antes que seja tarde demais e que a morte me abrace com seus
Longos braços sombrios, gélidos e infinitos; nem me importaria 
Em morrer, se soubesse o que é que acontece comigo e se 
Entendesse e de uma vez compreendesse a teia de aranha, todo
O labirinto, todo o teorema, que carrego, sem encontrar, como 
Todos já sabemos a solução, a fé, a paixão, a luz, que de uma vez
Por todas iluminará as minhas trevas frias eternas; mas já perdi a 
Esperança, já perdi a confiança de vencer e de ser um vencedor, 
Ser um vitorioso cheio de magnetismo, imantado, cheio de verdade
E sem mentiras; cheio de realidade e sem falsidade e apto a viver
Na inteligência vinte e quatro horas por dia, durante os trezentos e 
Sessenta e cindo dias contados no ano, todos os anos de vida que 
Ainda me resta para viver, se é que ainda tenho alguns anos de sobra
Para aproveitar para viver; aproveito e deixo aqui estas deixas, estas
Queixas, todas já conhecidas, repetidas, inaproveitadas, todas já  
Fúteis, inúteis, supérfluas, vazias e inacabadas, porém, cheias de fé, de 
Concani, Concão da Índia, do concanim da Índia Inglesa e a língua 
Vulgar no território de Goa; concameração e parte arqueada de edifício,
De abóbada e de arcada na depressão do terreno, pedra, ou tijolo para
O jogo da malha; a concha da orelha, a conca  que não segura o segredo
Do conatural, conforme a natureza, apropriado ao homem congênito da 
Humanidade; tentativa de levar à salvação, esforço pela justiça, impulso
Pela virtude, ligado desde a origem concrescente, o ânimo inato, a força
Do conato, "adrem" à coisa precisamente, e em oposição a "ad hominem", 
Que tem as características da conação, ou que a envolve; pertencente à 
Força de vontade, ao instinto conativo, do processo de ação internacional
E a consciência desse processo em quem realiza a ação comunial e todo
Relativo ao bem da comunhão, da mera eucarística, o lugar onde se toma o 
Comungatório o pecador comungado, que recebeu e aderiu às ideias de 
Outrem, no comum-de-dois, que indica os gêneros com uma forma única e 
O normalista e a pianista; o diplomata e a estudante, o verde e o cônjuge
E não o confundir com os epicenos, esses só se aplicam aos animais, cujos
Nomes servem para dois gêneros com acrescentamento de macho, fêmea
Jacaré com cabra. Concluído em BH, 0240102000.

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