terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Coração de "crem no" e de grego "krem nos" de lugar escarpado; BH, 030102001; Publicado: BH, 0260502013.

Coração de "crem no", de grego "krem nos", de lugar escarpado 
E de beira de precipício, de cremnofobia, de medo de abismos
E precipícios ocultos no meu peito; minha alma não é sadia e 
Não existe saúde no meu espírito, lamento e sofro no 
Organismo a cremnometria da adrenalina; a avaliação da 
Quantidade do precipitado químico do metabolismo; e viro um 
Creme francês "crème", viro uma nata, uma pasta, que o 
Cremômetro para avaliar a quantidade da gordura no leite, 
Estoura a escala que me deixa "cremo", do grego "kremos", 
Em suspensão, pendente com o universo; ai, se fosse eu,
No meu círculo vicioso, um cremocárpio, um fruto seco 
Umbelífero, cujos mericarpos, que se separam na maturidade, 
Ficam pendentes na extremidade do eixo central e como um 
Suco, passo por um cremor; por um cozimento, tipo alguma 
Planta, sem crena, sem espaços entre os dentes de uma roda; 
O dente arredondado na borda de certas folhas, na cremazinha,
De crênula crendeirice de crendeiro que crer em tudo; e
Absurdos, abcegos e abmudos, abusões ridículos e ares
De simplórios; de comportamento "creni", do latim "crena", de 
Entalhe vazio, crenífero nas crenas do crenirrostro, que
Tem o bico crenulado, com crênulas, do grego "creno", "krene",
De fonte de água mineral da crenoterapia; a cura, o tratamento 
Que se realiza em estação hidromineral; a crênula do "creo kreos"
E a carne do creófago, do carnívoro, o canibal na cresotagem, no 
Aplicar o cresoto, o cresotar o crépido, o crespo abismo 
Encarapinhado, que são nossos filhos, como crespulário, insetos 
Que aparecem à hora do crepúsculo, cujos defeitos, só os outros 
Vêem, a falha, o erro crepusculino, nos cegam e não enxergamos 
Os defeitos de nossos filhos, nem quando eles estão crescidos; 
Apesar que algum, chega a dar grande problema, ao ter 
Desenvolvido a infelicidade e aumentado a falta de alegria e de 
Prazer; só cresol, fenol derivado do tolueno, extraído do alcatrão, 
Da hulha, dá mais trabalho do que criar filho; e a crematonomia 
Também, é outra pedra na chuteira; nada mais impossível do que
O conjunto de leis que regulam a produção e a distribuição d
Riqueza; a produção a burguesia até que aceita, a elite também 
Até que aceita, mas, a distribuição de riqueza, aí, o bicho pega; 
Ninguém quer distribuir nada, quer só a crematologia, só o tratado 
Sobre a produção e a conservação das riquezas, mais nada; quer 
Só ter,  é possuir os bens, aumentar cada vez mais a riqueza e
Guardar a maior quantidade possível de dinheiro, o maldito "
Crêmato" do grego "kremos, atos", que falta à maioria do povo e 
Sobra aos ricos nefastos; como um forno crematório, que destrói, 
Que queima, o rico cremador, para satisfazer sempre mais a orgia 
Mórbida, queima cada vez mais e só resta ao pobre, ficar queimado;
E cremado, pois, para haver rico, só se houver pobre, que perde
O aspecto creditório, perde co crédito, que o rico tem, mesmo 
Quando ele não vale um centavo; o rico é sempre credenciário, tem 
Sempre a seu cargo toda credência e o altar-mor; o pobre, 
Geralmente, não tem nada, sem mesa junto ao mar, onde se colocam 
As galhetas e outros acessórios da missa; vide as comemorações
Dos quinhentos anos, onde o povo pobre, índios, negros, 
Desempregados e outros que incomodavam os ricos, entraram na
Porrada, no pau repartido; no cacete amiudado, no espancamento 
Frequente, na agressão de crebro, enquanto que nos palanques e 
Nos altares as autoridades políticas e eclesiásticas riam das caras 
Deles e diziam: bem feito, bate mais, que ainda é pouco; foi preciso
Muita creatinina, muito produto de catabolismo muscular,
Correspondente à creatina anidra, para suportar as pancadas
E aguentar as corridas pelo asfalto debaixo de chuvas e
No exercício da corrida para longe do alcance das bombas,
Gastaram toda a creatina, todo ácido metilguanidinacético
Existente muscular e ficaram caídos, deitados, sem poder andar; 
Nada de povo no meio: era clérigo com clérico e leigo com leigo, 
Cada um com a sua igualha e o povo de fora; era o usado na 
Expressão li com lé, cré com cré, depois sobrou só o calcário 
Formado com os despojos, dos miniferos, radiolários, cereais,
Misturado principalmente com argila, com barro cravinoso, que 
Tem formas de crevo, ou cravina e só azucrina com crevijar, a bater 
Com barra de ferro, tal a que une a lança com os varais do carro; e 
Cada uma das pontas metálicas da fivela, o cravete cravelho, de 
Peça grosseira de madeira com que se fecham cancelas e alguns 
Postigos e portas; é fácil dá prazer? qual é o melhor? sentir prazer, 
Ou dar prazer? a máxima ser como a vela, que ao se consumir, 
Ilumina, é adequada à humanidade? ou estamos todos com
Gravagem, com doença das gramíneas? nossa alma merece 
Cravadura? ou nosso destino será o de sovelas, ou daquilo que 
Crava, daquele cravador com craurose, com atrofia, que só causa 
Prazer a si próprio; a lama é uma crateriforme, tem forma de cratera, 
De taça de fel, de vaso de retrete; o espírito não serve para crástino, 
Para ser usado no outro dia de manhã, tem que jogar fora todo dia; 
E o pensamento não pode ser usado no dia seguinte, envelheceu, o 
Matutino dele já carrega o sombrio da crasta; a prisão do claustro,
A treva da parte interna e reservada dos conventos; melhor faz o 
Cramuláceo da família dos Crassuláceas e a crassulácea pelo 
Menos não pensa, é planta dicotiledônea, dialiopétas, de folhas 
Espessas; melhor ser crassirrostro de bico grosso, ou crassipene, 
De penas espessas, ou crassinérveo, de nervuras espessas, ou 
Crassilingue, de língua grossa, de réptil, sáurio, ou crassifoliado, 
De folhas grossas e gordas; porém, acredito, sem crassidade, sem 
Crassidão de crassície: burrice ignóbil; estupidez notória, grosseria 
Da crasiografia, da deserição das crases, do tosco nos 
Temperamentos, ignorante na crasiologia, no estudo ou no tratado.

"Ab initio" e desde o início do cosmonômico; BH, 060102001; Publicado: BH, 0290502013.

"Ab initi" e desde o início do cosmonômico,
Do conjunto de leis cósmicas, da cosmonomia, o homem
Não tem nem ideia do tempo cosmométrico; e nem
O cosmolábio, antigo instrumento para tomar a
Altura dos astros, passou para o homem a noção
Da grandeza total do cosmos; e o cosmógrafo, que se
Ocupa da cosmografia e é versado nesta ciência,
Nada pode deixar de concreto com todo o pensamento
Cosmográfico que possui; até mesmo o cosmogonista e
Que trata da cosmogonia, nada pode nos afirmar
De cosmogônico: o cosmo é complexo; o universo
É desconhecido, no mundo nada é sabido a respeito
Do grego "kosmos", nada sabemos e nem podemos dizer,
A não ser as conhecidas suposições do que é mais
Antigo do que o antigo que desvendou
O co-seno e a relação entre a projeção sobre o
Eixo dos co-senos do vector que liga o centro co
Círculo trigonométrico à extremidade do
Arco e o raio do círculo, onde começou toda
Coscuvilhice, todo enredo que forma a intriga,
O mexerico do coscuvilheiro, do cientista mexeriqueiro,
Do professor bisbilhoteiro, ou do filósofo intrigante,
Que só sabem coscuvilhar, dar teses para fazer enredos;
Teorias para mexericos e bisbilhotar o coscorão,
A casaca grossa onde tudo começou; qual foi
A sujeira que gerou, a pele suja e escura,
A crosta do pão, bolo, quanto muito duros e
Imprestáveis, tal qual o homem, as pessoas,
Já velhas e feias; o corvo-branco, urubu-rei,
Do corvismo, é menos sombrio do que nós, os
Corvos-brancos humanos? espírito corvídeo e só
Semelhante à espécime dos corvídeos, família
De pássaros a que pertencem as gralhas e os urubus;
"Ab intestato", sem testamento, desde a infância,
Dos tempos de menino, tenho levado vida só
Contemplativa, meditativa nas ordens contemplativas,
As antigas ordens de monges, que viviam apenas a
Meditar, a orar, sem encargos de colégios e
Paróquias; e só fazia a corveia, o trabalho gratuito,
Que era devido pelo camponês ao seu senhor, ou ao
Estado, pois nasci corvacho e do coruti, do lamento;
Mas é verdade e do coruto, do pináculo, nunca retirei
Nada, nunca se gerou nada de sumidade, o cocuruto
Que ostento: nem a bandeira de milho e de outras
Plantas; pode corvetear o pensamento, pinotear
A mente; corcovear a memória e pirutear a alma,
Que de dentro, não sai nada, nem de corunhês,
Natural da Corunha, Espanha; continuo ainda com
Teor de corumim, de rapazinho, de menino criado
Com mimo; continuo ainda com ingenuidade de
Colomi; pureza de colomim, continuo ainda com a
Surpresa dum curumim diante das coisas; só
Que dentro de mim, não gosto nem de falar, só
As sombras dos corumbás, dos lugares esquecidos,
Desprezados e distantes, a verdade é esta, dentro
Da cabeça, só corumbalada de acontecimento complicado;
De corumbaense, do natural e habitante de Corumbá e
Que quer continuar, quer armar com cortinas, quer
Encobrir a cortilha, instrumento em forma de roseta,
Com que pasteleiros e doceiros recortam as massas,
A cortadeira das sobras, a carretilha de cortil,
De corte pequeno pátio de quintal, cujo corticoso,
Que tem a casca muito grossa de corticiforme
Enganoso, produz rocha no lugar de corticífero; e a
Corticícola, não é a que vive nas cascas das árvores
De troncos cortíceos, de cortical corticento, de córtex de
Cortiçada, grande porção de série de córtice relativo;
A corticeira, lugar onde se junta planta da família
Das Leguminosas Papilionáceas, é sobreiro corticeiro,
Que trabalha na extração, nos sobrerais do corteirão;
Do palaciano áulico adulador, dos cortesãos que
Simulam cortesanice, dos cortesões da falsa cortesia,
Urbanidade fingida; intriga de cortesania, de
Modos da civilidade cerimoniosa de educação
Humana que não surpreende mais por parecer,
Ter surgida num corte de cortelha, ou num curral
De cortelho; o cortejador hoje dos bons modos,
Bastantes raros; o namorador hoje dos bons modos,
É nulo; só aparece pessoa dada a rapapés e salameleques; é
Corta-vento, é moinho de vento fantasma que confundiu
D. Quixote; é ave da família dos Coradriídeos, dos
Reais corta-ventos, no corta-palha, no serrote fixo, em que se corta a
Palha que se dá ao gado, depois do cortamento, do
Corte do feno; a cortagem do capim, a cortadura da cevada; é lá
Resistir com um quebra-mar na resistência do
Quebra-mar, do prolongamento angular dos pegões
Das pontes para reforçar as construções. 

"Ab irato" e em estado de cólera e de ira; BH, 070102001; Publicado: BH, 0290502013.

"Ab irato" e em estado de cólea e de ira,
É impensadamente, como quando perco
O início da corta-jaca, espécie de dança
Sapateada, que abre talho no chão de poeira; e
Parece um cortadouro, depressão no terreno,
De cortadoiro entre montes, morros e picos; e
O corselete, antiga e ligeira armadura para o
Peito, o corpete para o coração corsolete, que protege,
Que guarda o corpo, cossoleto que evita o
Que queira pilhar o sangue; e assaltar os navios,
Atacar as fortalezas, piratear os cais, andar a corso
Pelas costas; e corsear nas enseadas da corruptibilidade,
Na qualidade daquilo, ou daquele que é
Corruptível, que não usa corrupíxel, sacola
Na ponta de uma vara para colher frutas, sem
As estragar, pois os corrupixéis que eles usam,
Não servem para corrupião, pássaro brasileiro,
Que nada tem com a corrupção vigente, apesar de ser também,
Tão estimado, mas é pelo canto mavioso; já
O outro bando, o coletivo é de ladrões, a voz não
É de ave, o cantar deles não é o gorjear, não é o
Trinar, é cantar o corrume, o entalhe que se faz
Numa peça para nele correr outra encaixada;
E o destino é o bolso, a conta no paraíso fiscal
E não o voo da corruíra, nome comum a duas
Aves da família dos Trogloditídeos; "ab ovo", desde
O começo, desde seu ponto de partida, o homem
Já começa a morrer, já começa a corrugar, a enrugar
O couro, a engelhar a pele e não há como escapar
Da corrugação do enrugamento da corrução; e do
Engelhamento da corrosividade, do corrosivo
Corrosível de si mesmo, o esqueleto corroído na
Corrosibilidade do corrompimento: "ab ovo usque
Ab mala", do ovo até as maçãs, do começo até
O fim, do início e do fim da refeição: apodrecimento;
Corrompido, feto corrupto, podre, estragado, de útero
Corrompedor, berço corruptor, carcomido, gasto,
Viciado corroborativo, próprio para corroborante,
Comprovante do colonialismo, reafirmante do corro,
Da armação do circo; do sangue na arena, do
Corrixo dos Icterídeos, corriqueirismo do cotidiano,
De pessoa afetada, presumida na rotina, na
Trivialidade do corriqueiro; castigo pela total
Corriqueirice, descompostura pública pela falta
De compostura pública; surra moral, sova de
Espírito, perseguição com chufas, assuada de
Conventículo, corrimaça pelo mexerico , pela
Reunião facciosa, que trata em conciliábulo,
Em surdina de corrilho, como lucrar mais com
O corrigidor; com a comissão do corretor, o revisor
Conciso, que corrige o texto e a usar de toda
Autoridade de corrigibilidade, elimina ao corrigir
Em livros, a errata com reprimenda e ralho;
Quando o pensamento não sofre corrição,
Como o levantamento da caça por meio de cães,
Ele foge para dentro do eu, se esconde e
Se arrasta no corrião, no cinto largo de couro,
Com fivela para não se soltar; e não há
Corretório, não há registro de correções e pena
Que o traz de volta à corretoria; ao cargo de
Corregedor, à corregedoria natural do corpo,
Da mente, do espírito, da alma, da função
Do corretismo, do procedimento correto, onde
A correção seja soberana e o ser irrepreensível;
E o pensamento não pode ser correntoso, tal
O que tem curso de água de lágrima de
Forte corrente; rio cujas águas correm rapidamente
Pelas faces tórridas, encachoeirado correntio fácil,
De choro livre, usual e comum; não importa,
De onde, nem para aonde, se correntino de Corrientes,
Província argentina; ou se com correligionarismo,  
Solidariedade entre os correligionários latinos
Americanos; "absente invidia", sem inveja,
Entre os povos irmãos.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Quem vive sem mentir? e sem aumentar um acontecimento? BH, 070102001; Publicado: BH, 0280502013.

Quem vive sem mentir? e sem aumentar um acontecimento? 
E sem fingir, ou demonstrar a mais pura falsidade? e a 
Humanidade precisa de um corregimento, de uma correção 
De "absento reo", mesmo a estar ausente de ser ré, ou não
A ter réu para a multa; o ornamento da alfaia, o correeiro 
Que faz e vende as correias de couro que nos prendem, 
Terá que sofrer uma corredura; ninguém suporta mais 
Viver amarrado, só uma corrida para nos livrar, como os 
Restos de um líquido que, a aderir a medida, correm em 
Proveito do vendedor; quem conhece a verdade? 
Depois que ela passa por um corredouro? o que vira a 
Verdade, depois que ela chega ao lugar próprio para 
Corridas? sofre uma ação continuada de correr contra 
O tempo e no corredoiro vira mentira; a verdade é uma 
Corrediça, um encaixe de madeira, ou metal, sobre o 
Qual se movem os batentes de portas, janelas, tampas 
De caixão, caixa, bastidor de teatro, cortina de correr, 
Liberdade; a verdade é um bairro de correeiros, é uma
Casa, correaria, estabelecimento onde se vendem 
Correias e outras obras de couro; e liberdade é correão 
É correia grande, é a correada, a pancada na mentira; 
"Ab urbe", condita, desde a fundação de Roma, os 
Romanos datavam os acontecimentos em relação à
Fundação de Roma, 735 aC, com as iniciais UC;
A corrosão humana é visível, a degeneração
Humana é pior do que a erosão ocasionada
Pelos ventos; e quanto mais corpulento o homem,  
Alentado e grande, menor é o ser, por dentro
É só um corpo-seco, um esqueleto sem ente,
Da raça de corpos-secos, sem teor corpóreo; só
Material descartável, perecível, corporal
Mortal corporeidade limitada; corporatura de
Forma externa, de estatura concisa, o homem
Não sabe corporalizar a si próprio; materializar
O espírito, sem a corporalidade finita, para
Nós, paranoica, corozo, marfim-vegetal, corozil,
Colmo de corote, barrilete para transportar água
E vinho, tem a forma de bico de gralha;
Coronoideo coronel, coronoide coroniforme,
Coroa corônide, cornija, remate; feixe de
Carga que se leva na cabeça, coronho
Coronheiro coronhada; coronhas de coronelato, de
Vaidade, orgulho, vade corondó, caracol
Planorbia planetária das artérias coronárias;
"Abusus non tollit usum", o abuso não proíbe, não
Tolhe o uso e nem se deve condenar um uso,
Uma prática, somente porque houve abuso e
Depois do abuso, vem sempre a moderação,
Tanto quanto vem a bonança depois do vendaval;
Representa então, a curvatura da coroa
Em forma de coronário, osso frontal, coronal
De corula, de corolítico, de arquitetura
Das colunas com ornatos de folhas, de flores
Em espiral, coroliforme que sustenta
O corolífero, de aparência corolácea; é o coroideo
Cego, a coroide opaca, é o corografo de visão;
Coroça na mão, capa de palha, palheta
Na fogueira, fumaça de coroado, de 
Tonsurado, de cercilhado indígena brasileiro;
Faz coro, vento do nordeste, "faz khora", do grego,
De região distante, de país irmão, de território
De cornuto, chifrudo por opção; é argumento
De raciocínio difícil, dilema cornúpeto,
De marrador cornípeto; é chifrador cornípede, com 
Patos córneos, cornimboque de caixa feita de 
Tartaruga, basta, aportuguesamento do inglês,
Combock bane, cornígero, corniforme, que
Tem cornos, ou excrescência de cornífero e
"Acta est fabula", acabou-se a história
E terminou-se o assunto.

"Ad cautelam" por precaução simplesmente; BH, 090102001; Publicado: BH, 0300502013.

"Ad cautelam" por precaução simplesmente,
Escreverei para aquele, que fala que não mente;
Terá ele assim tanta virtude? pois, 
Falar a verdade requer muita virtude,
Muita força moral; disposição firme e habitual,
Para a prática do bem; boa qualidade moral,
Ato virtuoso, castidade pela verdade, modo
Austero de vida; propriedade interior, qualidade
Própria para a produção de certos efeitos com
Eficácia; motivo para tal virtuosidade, validade
De virtuosismo, fazer parte de um dos coros de
Anjos; não é fácil, é necessário muita virtuose
De artista hábil, cheio de virtude e teor
Virtuosístico, como um músico de grande
Talento, amador de música, eficaz mais ainda 
Na forma vernácula, que deve substituir o
Galicismo; quem age assim, sabe copar, dar a
Forma de copa, de fronde de copal, de várias 
Resinas duras e vítreas que se extraem de
Algumas árvores das regiões tropicais e se
Aplicam na preparação de vernizes e lacas;
Do copaibal, bosque de copaíbas e quem sabe
Se exteriorizar, como uma copada, de grande copa
De árvore, ou fica mais forte, ou fica mais
Frágil, depende da coorte, parte de uma legião,
Entre os antigos romanos, ou da porção
De gente armada, magote de fileira; quem
Por outro lado se interioriza, ou fica
Cada vez mais sombrio, menos coordenado,
Menos disposto, segundo certos métodos e
Preceitos; é preciso então, coobar, destilar
Pela segunda vez, fazer boa coobação, uma
Destilação retida do mesmo líquido e depurar;
Não será com consulsoterapia, com qualquer
Dos processos terapêuticos baseados em crises
Convulsivas provocadas por eletricidade,
Insulina, ou cardizol, que um convulsionário,
Com mais convulsões, será um visionário;
Todo o nosso íntimo tem disposição para a
Convulsibilidade, todo o nosso organismo quer
Convulsar; as nossas entranhas querem convulsionar,
Todo o nosso metabolismo quer conturbar e cada
Órgão que provocar, causar um convoluto,
Um enrolado convocatório, que não
Queremos, ou não sabemos entender o
Apelo convocador; "ad hoc", para isto, ou seja,
Para este determinado caso, a nossa luz
Perpétua deve agir como uma coreftisia, uma
Diminuição dos diâmetros da pupila e aquele
Que quiser nos enxergar, deverá passar por
Uma corectasia, uma dilatação da pupila;
Uma corediástole de co-redentor, que só
Coopera na redenção dos sofridos, de todos
Co-redentores do destino; cresçamos então,
Irmãos em afabilidade, sensatez, por
Mais que seja, nunca nos fará mal;
Mansidão, irmãos, cordura, enxergueis
Além, ou aquém da core, do grego "kore",
Viajeis além de Córdova, Espanha, conheçais
O cordovês, não obstruais de ira e raiva e
Ódio e rancor as cordoveias, deixeis as veias
Jugulares e tendões do pescoço livres; respirai
Popular, com designação: livrar-vos da cordoaria, 
Fujai do cordoeiro, voai, Caronte não recebe
Córdova, unidade monetária da Nicarágua;
Não sejai tão duro quanto o cordovão, couro de 
Cabra, curtido e preparado especialmente,
Para calçado; não deis asas ao cordovaneiro,
Deis asas à imaginação, gritai, a pensar
Que sois um César com vossas palavras a 
Farnaces rei do Ponto: "veni, vidi, vici":
Vim, vi, venci!

O lugar onde se põe roupa a corar; BH, 090102001; Publicado: BH, 0290502013.

O lugar onde se põe roupa a corar, 
É o coradoiro, é o quarador no quintal; minha
Mãe lavava a roupa, com sabão e pedra de anil,
Lembro-me bem e punha no coradouro e a roupa ficava
Branca, igual ao meu coração corado, sanguíneo
E sem pecado; lavado e rubro, vermelho de orgulho
E as palavras que digo, têm o mesmo radical
Conquanto co-radical, como o coracoide recurvo
E o coracoideo da apófise que termina exteriormente
À borda superior da omoplata; é o redemoinho
Que passa, que tem a forma de caracol; "ad
Astra per espera", elevar-se aos astros ainda
Que com dificuldades e que dificuldades;
O Sol brilha há 250 milhões de anos, talvez até
Antes, brilha hoje e ainda não sabemos até
Quando brilhará; "ad augusta per angusta",
Através das dificuldades, "angusta", é que se
Chega aos grandes resultados, "augusta", pois,
Todos os grandes feitos exigem grandes sacrifícios;
E o Sol merece todo o nosso coquetismo, todo o
Nosso procedimento de pessoa coquete; o Sol
É copudo, tem grande copa e fronde e creio
Que nunca será uma coqueira, igual a um
Depósito de carvão-de pedra, tipo o das usinas
Siderúrgicas e outras indústrias afins; só
Mesmo nós, o homem, com o nosso pensamento
Coprológico, com o nosso emprego de expressões
Imundas, com o nosso versar de temas imundos,
Como em literatura, é que encobrimos a
Luz do Sol com as nossas trevas; com o nosso
Estudo de adubos orgânicos, das fezes e toda a
Cropologia, cíbalos, massa fecal endurecida,
Excremento fóssil, coprólito que não desperta
A nossa coprofobia, pavor mórbido, ou revolta às fezes
E sujeiras interiores; "copro", do grego "kopros", a substância
Gordurosa, utilizada na preparação de supositórios,
Velas, que se extrai da copra, da copraol e do
Resto, é o canto, acompanhado ao copofone, que
Não é comum, é instrumento de música formado
Por copos de timbres diferentes; no beberete em
Manifestações de amigos, nos copos-d'água, no copinaite,
Veja tu, o direito autoral, a propriedade literária,
Aportuguesado do inglês, copyright, acredites,
Segundo recomendação do Vocabulário Ortográfico da
Academia Brasileira de Letras: é para rir; ou é
Para chorar no copio, como peixe descuidado,
Que cai na rede de arrastar, para pesca; hoje,
Infelizmente, todos os nossos autores, vivem de copilação
E a minoria vive com menos de um copeque;
Recebe no mínimo o equivalente à moeda
Divisionária russa, de cobre, que vale a
Centésima parte do rubro, por seus escritos;
Já poucos, como Paulo Coelho, João Ubaldo Ribeiro,
Jorge Amado, conseguem sobreviver, só com as letras;
A sobra é copépode da espécime dos Copípodes,
Ordem dos crustáceos, que não dá para copelar;
Apurar ou passar pela copela, cadinho que 
Emprega copelação, operação com que se 
Separa a prata de outros metais, por
Meio de fogo e os novatos tentam começar,
A maioria é copel, saco de malha miúda,
Das redes de arrastar; ninguém quer saber,
A mídia vai só desprezar; a copeira, mulher
Que serve à mesa, tem mais expressão,
Lugar onde se guardam louças de mesa, não
Dará espaços a estantes de livros; livro, copázio 
Do saber e do conhecimento, copaço da razão,
Coparrão de virtude; livro: co-participar, co-participação,
Juntamente com outrem, quem levantará a mão?