segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

O que é que nos move; BH, 02101202013.

O que é que nos move e que nos
Leva e que nos traz? é o vento
Que nos espalha, é a chuva que
Nos molha? o que é que nos
Anima? é o céu azul que nos
Envolve, são as ondas do mar
Que nos despertam? o que é que
Nos une? o que é que nos
Separa? o que nos faz ter aversão
Uns aos outros, a ponto de nem nos
Respeitar, quanto mais nos amar?
O que é? o que é que nos empurra?
E não nos eleva; há o que poderia
Nos elevar? e o que poderia nos deixar
Nas alturas? o que é que nos
Diminui? porque gostamos de
Ser tão pequenos? não gostamos
De crescer, e fazemos questões de
Ser menores do que crianças; o
Que é que acontece conosco? e a
Filosofia não resolve, a religião
Não resolve, a política não resolve,
A ciência não resolve, a medicina
Não resolve, nem a psiquiatria, e
Nem a psicanálise, nem a psicologia:
Nada, nada resolve as nossas
Condições; e apelo à poesia, apelo
Aos poemas, às odes, óperas, romances,
Escritas, leituras, literaturas, e fico
Mais sossegado, com a ansiedade
Aplacada; fico mais tranquilo, apesar
De todo dia correr perigo com a
Minha estupidez, com a minha
Ignorância, que são as causas da
Minha angústia: comigo é o que acontece.

Como é que vou fazer; BH, 02701202013.

Como é que vou fazer para
Ver o sol raiar? já subi na
Varanda, sentei no parapeito, e
Deitei na plataforma, e não
Foi dessa forma, que vi o sol
Raiar; e como é que vou fazer,
Para ver o sol raiar? esconder
Atrás dum monte? subir uma
Montanha? escalar um pico?
E quero ficar aqui por perto,
Não ir muito longe assim,
Ficarei então em cima do
Muro, que margeia o jardim;
Darei uma de girassol, ficarei
Rente a grama, disfarçado de
Borboleta, joaninha, ou capim;
E verei o sol raiar bem aqui,
Pertinho de mim; um grilo,
Um calango, um sabiá, um tico-tico,
Um abacaxi, uma maçã, uma
Manga, um maracujá; já, já,
Verei o sol raiar, lá onde as
Lavadeiras colocam as roupas para
Quarar; e batem com os panos
Nas pedras, sabão, anil, água, e
Esfregação; e a roupa ganha vida
No varal, com o vento em tentação;
E caio nessa sedução, a minha
Grande aflição, de ver o sol raiar,
A vir da imensidão; e digo ao
Meu coração: sossega leão, se
Estourar o meu peito, não sei
Não, deste jeito perco a razão,
E posso perder tudo, menos o
Raiar do sol, da varanda da
Casa do Morros dos Velhacos.

Luiz Inácio Lula da Silva: Horizontes da Integração Latino-Americana.



A volta de Michelle Bachelet à presidência do Chile é um fato muito auspicioso para a América do Sul e toda a América Latina. As notáveis qualidades humanas e políticas que ela demonstrou em seu primeiro governo e, posteriormente, no comando da ONU Mulheres, a entidade das Nações Unidas para igualdade de gênero, conferiram-lhe um merecido prestígio nacional e internacional. Sua liderança – ao mesmo tempo firme e agregadora – e o seu compromisso de vida com a liberdade e a justiça social, fazem de Bachelet uma referência importante em nosso continente.

A consagradora vitória que acaba de obter revela também que o povo chileno, tal como os outros povos da região, anseia por um verdadeiro desenvolvimento, capaz de combinar o econômico e o social, a expansão das riquezas com a sua equitativa distribuição, a modernização tecnológica com a redução das desigualdades e a universalização de direitos. E reivindica, além disso, uma democracia cada vez mais participativa.

Por outro lado, a eleição de Bachelet inegavelmente reforça o processo de integração sul-americana e latino-americana, na medida em que sempre apoiou com entusiasmo as iniciativas voltadas para o desenvolvimento compartilhado e a unidade política da região. Basta lembrar a sua contribuição decisiva para a criação e consolidação da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), da qual foi a primeira presidente, e para a constituição da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC). Aliás, nunca houve na América Latina tantos governantes comprometidos com esse processo.

Estive no Chile durante o segundo turno das eleições justamente para debater as perspectivas da integração, participando de um seminário internacional promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e o Instituto Lula.

Durante dois dias, 120 lideranças politicas, sociais e intelectuais dos nossos países fizeram um diagnóstico atualizado e debateram uma agenda concreta para o desenvolvimento e a integração regional.

Discutiu-se francamente a inserção da América Latina na economia mundial; a arquitetura político-institucional da integração; o papel das políticas sociais, especialmente no combate à pobreza; as cadeias produtivas supra-nacionais; as empresas translatinas; as conexões físicas e energéticas; a cooperação financeira e os mecanismos de investimento; os direitos humanos e laborais; a defesa do patrimônio ambiental e da diversidade cultural.

Há um grande consenso sobre a necessidade da integração, que interessa na prática a todos os nossos povos e países, independentemente da coloração ideológica dos respectivos governos. As diversas regiões do mundo estão se integrando e constituindo blocos econômicos e políticos, e não faria sentido que apenas a América Latina e o Caribe deixassem de unir-se. Nossos países viveram secularmente de costas uns para os outros e todos sabemos o quanto isso foi nefasto em termos de fragilidade geopolítica e de atraso socioeconômico. Não se trata de um movimento contra os países desenvolvidos, com os quais queremos incrementar nosso intercâmbio em todos os níveis, mas de legítima afirmação da nossa própria região. O aprofundamento da integração latino-americana – política, cultural, social, de infraestrutura, de mercados – é um caminho natural e lógico, destinado a aproveitar a nossa proximidade territorial e cultural e as nossas vantagens comparativas. Sem falar que, juntos, seguramente teremos mais força para garantir nossos direitos no âmbito global.

É opinião geral que, na última década, tivemos conquistas extraordinárias em matéria de parcerias e cooperação. Aumentou a confiança e o diálogo substantivo entre os nossos países, sem o que não se conseguiria criar a UNASUL e a CELAC. Mas as relações econômicas também se expandiram consideravelmente. O comércio, por exemplo, cresceu de modo impressionante. Em 2002, segundo a CEPAL, o fluxo total do comércio intra-regional na América do Sul era de U$33 bilhões; em 2011, já havia atingido os U$ 135 bilhões. No mesmo período, o fluxo no conjunto da América Latina passou de U$ 49 bilhões para U$ 189 bilhões. E o seu horizonte de crescimento é enorme, pois somos um mercado de 400 milhões de pessoas e até agora só exploramos uma pequena parte do nosso potencial de trocas.

O mesmo acontece com os investimentos produtivos. As empresas da região estão se internacionalizando e investindo nos países vizinhos. No caso brasileiro, tínhamos poucos investimentos industriais na América Latina. Hoje, são centenas de plantas, em mais de 20 países. E a recíproca, felizmente, é verdadeira: existe um número crescente de empresas argentinas, mexicanas, chilenas, colombianas e peruanas, entre outras, produzindo no Brasil para o mercado brasileiro.

É evidente, no entanto, que precisamos avançar muito mais. Devemos acelerar a integração, que pode ser mais profunda e abrangente. Para isso, com certeza, não bastam as visões de curto prazo. Tenho dito que necessitamos de um pensamento realmente estratégico, capaz de encarar os desafios da integração na perspectiva do futuro, dando-lhes respostas corajosas e inovadoras. Temos que ir, igualmente, além dos governos, por fundamentais que eles sejam. A integração é uma bela empreitada histórica que só se concretizará plenamente se lograrmos comprometer toda a sociedade civil dos nossos países, os sindicatos, os empresários, as universidades, as igrejas, a juventude.

É imprescindível construir uma vontade popular de integração. O principal é que todos compreendam o quanto podemos ganhar coletivamente na economia, na soberania política, na igualdade social, no desenvolvimento cultural e científico com a associação dos nossos destinos.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O que fazes aí, rapaz? BH, 02601202013.

O que fazes aí, rapaz? procuro a
Estrela que caiu do céu, e o
Exoplaneta em que nasci;
O que fazes aí, rapaz? fisgo quasares
Com o meu anzol, amarrado na
Ponta da linha do horizonte,
E como bom pescador, quero fisgar
Um, bem maior do que o sol; e,
Que fazes aí, rapaz? não sou
Mais rapaz, rapaz fui quando me
Chamaste na outra eternidade,
Nesta geração, estou a um passo da
Posteridade; mas, não envelheceste,
E estás aí há tanto tempo, que me
Pareceu, que foi ontem que nasceste;
Espírito não envelhece, e estou sempre
Em espírito, em entidade, em ente,
Em fantasma, nunca em carne, e
Osso, nunca em osso, e carne; nunca
Em sangue, e oxigênio, nunca em
Suor, e a soar; e do jeito que estás,
Aí, nessa mesma posição, nada
Dói em ti? as dores que sinto, são
As dores que minto, o choro que finjo,
E consigo enganar muito bem,
Quem pensa que só sabe chorar;
Continuarei a chamar-te rapaz,
Batizar-te-ei assim, sem nome
Em latim, sem nome grego, ou outro
Ruim; do que me chamares, atenderei,
Todos os meus nomes dos universos,
São todos os meus nomes dos universos,
E terás o infinito inteiro para
Decorá-los, com os quais me decoro;
E não perguntarei mais o que fazes
Aí, se já percebi, que és feito de todos
Os feitos, e de todos os olhos precisarei,
Para enxergar todos os teus feitos.  

E quando chove em Minas Gerais; BH, 02601202013.

E quando chove em Minas Gerais,
É uma tragédia só, ou uma tragédia
Atrás da outra; geralmente a nossa
Azia, o Antônio Anastazia está fora
Do estado, ou do país; e o vice, que
Ninguém sabe quem é, e para que
Serve, se enfiou mais ainda na sua
Insignificância; o prefeito Márcio
Lacerda esconde-se em algum lugar
Ignorado; e os bem pagos, e inúteis
Vereadores, e deputados estaduais,
Nem Deus sabe aonde andam;
Sobra mesmo ao povo, só a solidariedade
Do povo, e o reconhecível, e prestativo,
E heroico trabalho dos Bombeiros; no
Resto, Minas Gerais fica debaixo d'água,
E grande parte da população de áreas
De risco, debaixo de terra, e de lama,
E de barro; e dos dois fantoches
Pseudo senadores Aético Neves,
Muito bem situado no Rio de Janeiro;
E Zezé Perrela, à população sofrida do
Estado cabe apenas se envergonhar;
É uma pena, estado que já teve tantas
Figuras históricas na política nacional,
Hoje ser representado por inexpressivos
Seres sem estaturas de estadistas,
Que o estado de Minas Gerais merece;
A esperança é resgatar a parte mineira
Da Presidenta Dilma Rousseff,
Muito bem escondida pela mídia
Mantida com verbas do estado.

Percebo que a Presidenta Dima Vana Rousseff; BH, 02601202013.

Percebo que a Presidenta Dilma Rousseff,
E o Ministro da Saúde Alexandre Padilha,
Não têm conhecimentos do que seja o
Atendimento pelo SUS, aqui em Minas
Gerais; pedido de exame de vista, só sai
Depois de meio ano, ou mais; pedido de
Raios X, que foi feito dia 4/7, só foi
Efetuado no dia 26/12, e, isso parece
Ser algo normal, corriqueiro; e por
Incrível que pareça, na fila dos elevadores
Do PAM, Carijós, BH/MG, os funcionários,
Se pensam mais privilegiados, do que o
Povo paciente; e simplesmente chegam, e
Entram na frente de todo mundo, que
Está na fila a esperar o elevador, com a
Maior falta de respeito, e educação; já
Sabemos que por aqui prefeito é fantasia,
Fantasma, vereadores, se exercem
Algumas funções, são em causas próprias;
Governador é assombração que os
Mineiros já até esqueceram o nome; os
Deputados da ALMG, recebem seus
Vultosos salários, e compõem o grupo
De ausentes, de imprestáveis políticos da
Atual safra do estado; sei que o sonho do
Ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva
Era um SUS do primeiro mundo. e o da
Presidenta Dilma Rousseff é um SUS do
Primeiro mundo; mas, a concepção
Precisa chegar ao seio do SUS, fazer
Funcionários conscientes, que não joguem
Por terra o projeto de uma política de
Alto nível; sem prefeito, sem governador,
Sem vereadores, deputados atuantes, que
Conjuguem o mesmo verbo do Governo Federal,
Será impossível o SUS melhorar por aqui.

Engraçado que o que me entristece; BH, 02601202013.

Engraçado que o que me entristece,
É que nas horas das tragédias, das
Enchentes ambientais, e dos desastres
Climáticos, o único que é chamado
Para ser solidário, é o povo; o único
A ser chamado para colaborar com
Doações, é o povo, é o único que é
Lembrado; não há ninguém na
Mídia para cobrar, ou pedir ajuda
A um senador, ou a um deputado
Federal, ou estadual, ao governador,
Ao prefeito, e aos vereadores; a mídia
Poderia cobrar de cada um, um mês
De salário para os flagelados, já não
Fazem nada pelo povo mesmo,
Recebem altos salários, muito além
Do que produzem, doem um mês da
Salário; e essa cobrança seria uma
Maneira desses políticos trazerem de
Volta, de onde levam tanto por nada;
Mas, não, o cobrado é sempre o povo,
O que tem que comparecer, é o povo;
Não se ver um político, desses apaniguados,
Abençoados por Deus, com o pé no
Barro de onde foi formado; é uma
Raça que não presta, nem na hora duma
Solidariedade, nem por demagogia, por
Apologia ao fútil, de aparecer bem na
Mídia, essa raça serve para ser útil;
Viram toupeiras, tatus, desaparecem,
Escafedem-se dentro dos seus buracos
Cheirosos, e o povo atolado na lama; e é
Uma raça que não tem remorso, não
Conhece arrependimento; deitam a cabeça
No travesseiro sem a alma crescer um milímetro.

Nos tempos do Francisco Buarque; BH, 02601202013.

Nos tempos do Francisco Buarque de
Holanda, o nosso verdadeiro Papa,
(Os argentinos têm o deles, nós também
Temos o nosso); mas, nos tempos do
Francisco Buarque de Holanda,
Vivíamos numa ditadura, tínhamos
Que ter muita sutileza, qualquer
Coisinha era tortura; hoje, bem ou
Mal, vivemos numa democracia, e,
Com todos os seus defeitos, inda é
Referência aos olhos do mundo; com
Péssimos políticos no legislativo,
Muitos ainda resquícios da ditadura;
Com juízes de tribunais superiores,
Simpatizantes de torturadores, e que,
Para os quais a ditadura foi um
Mal necessário, nossa democracia
Segue baqueada, mas é a nossa
Democracia; e da ditadura não
Punimos, e não prendemos
Ninguém, e anistiamos torturadores,
Sequestradores, e assassinos de
Revolucionários; e fizemos com que
Antigos combatentes do regime
Militar, num golpe jurídico midiático
Fossem condenados, e presos como
Bandidos; com uma mídia conivente, e
Bajuladora, conservadora, e tradicional,
Inda demorará para desfrutarmos de
Uma democracia ampla, geral, total,
E irrestrita; o bom é que não precisamos
Mais de cautela, não precisamos mais
De sutileza, subterfúgios, metáforas,
Atalhos: podemos abrir o verbo, doa a
Quem doer; pelo menos a liberdade
De expressão está garantida, e a
Nossa Presidenta Dilma Vana Rousseff
Prefere o barulho da imprensa, do que
O silêncio dos anos de chumbo, nos
Quais nosso Francisco Buarque de
Holanda, na surdina, fez muito barulho.

Che, música de Geraldo Vandré em homenagem ao Revolucionário!



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Não e ainda não estou livre e não; BH, 02501202013.

Não e ainda não estou livre e não
Bebi o vinho da liberdade, não
Embriaguei-me com o néctar
Do livre; não, inda não sou
Liberto, ainda sou escravo, cativo,
Preso às mídias, preso aos poderes;
As asas da liberdade não se abriram
Sobre mim; continuo condenado,
Penitenciário, presidiário, interno;
Não saí do casulo, não saí do
Útero, a placenta não se arrebentou,
E o cordão umbilical algemou-me;
Não, inda não sinto-me em liberdade,
Quero a liberdade, e a liberdade
Foge de mim; a liberdade caiu
Nos braços da elite, a liberdade
Abraçou a burguesia; e sou
Só números, sou só algarismos,
Senhas, simulacros; e sou só
Cartões, cédulas, notas, notificações;
Estou acorrentado aos padrões, aos
Tabus, aos dogmas, às tradições;
Continuo confinado na senzala,
A comer sobras, a comer restos da
Casa grande; continuo atado ao
Pelourinho, a ser açoitado, a ser
Relhado pelo feitor; e a ser caçado
Pelo capitão-do-mato, como a
Um bandido; e com o conservadorismo,
Aquela democracia sonhada virou
Utopia, ou só a possuem a aristocracia,
Ou a plutocracia, que bancam a
Segurança, a garantia, a confiança de
Uma liberdade feita sob medida, onde
Não me cabe, e me exclui de todo jeito.




sábado, 21 de dezembro de 2013

Não acredito e não quero acreditar; BH, 01701202013.

Não acredito e não quero acreditar,
Que não acontecerá nada com o
Joaquim Barbosa; não é nada de
Morte, ou de doença, é acontecer
Algo, que o leve de volta ao limbo
De onde veio; algo precisa legá-lo
Ao ostracismo de onde foi tirado;
Um fato, um boato, resgataram
Esse fantasma, colocaram essa
Assombração ingrata no STF,
Supremo Tribunal Federal; e ele
Agora, julga de acordo com o que
Deseja o PIG, o Partido da Imprensa
Golpista; se o que dá mais ibope,
E visibilidade são prisões de
Petistas, prendam-se os petistas;
Outros não são matérias no
Horário nobre do JN, do Jornal
Nacional, não incomodemos
Os outros; se foi o Luiz Inácio
Lula da Silva que nomeou o
Joaquim Silvério Barbosa, será a
Única herança maldita de Lula
Para o Brasil; se um fator não
Jogar de novo no esquecimento,
Teremos que suportar aquela
Cara irada; só não é mais nojenta
Do que a cara do Gilmar Mendes,
Mas também enche qualquer um
De asco; não é possível que terei
Que me conformar, terei que
Aceitar esse déspota a usar todo
O poder para se vingar do povo
Trabalhador brasileiro, povo este
Que paga com muito suor os
Altos salários, e as mordomias,
Que Joaquim Barbosa desfruta.

Endoidou e a velha mídia endoidou; BH, 02001202013.

Endoidou e a velha mídia endoidou, 
E é inimiga do povo trabalhador brasileiro,
E quer destruir os ganhos trabalhistas; e
Aproveita de pelegos, de capachos da
Burguesia, cães da elite, para ir de
Contra, qualquer vitória do trabalhismo;
Endoidou, quem governa agora é o
Judiciário, atropelou a Democracia,
Condenou réus inocentes, e sem provas,
Prendeu em regime fechado, quem
Estava em semiaberto; e demonstrou
Tanta pressa em condenar, e prender
Com uns, e com outros, agora, demonstra
Falta de tempo; endoidou, helicóptero
Carregado de cocaína, causa menos
Indignação; e um preso político, em
Procurar trabalho, causa mais indignação;
E só sei gritar endoidou, e ter a esperança,
De que no ano que vem, reelegerei à
Presidência da República, a Presidenta
Dilma Vana Rousseff, e juntos derrotaremos
As forças malignas que só querem o mal do
Brasil; e vão fazer de tudo, para impedir a
Nossa vitória, mas, temos um trunfo, temos
Um respaldo, o alicerce  da nação,
Do povo trabalhador brasileiro;
Isto eles não têm, o que nos dá a garantia,
A certeza da vitória mais uma vez.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Brasil é um BMW.

Nova fábrica BMW em Araquari, SC.
Nasce hoje, para um Brasil maior amanhã.
Ultimamente, parece que está na moda questionar a capacidade do Brasil.
A capacidade do País de realizar, de crescer, de ser grande, de ser o país que todo mundo espera e precisa.
Permitam-nos discordar inteiramente dessa percepção. Para nós, o Brasil é um BMW.
Poucos países no mundo cresceram como este.
Cresceram em riqueza, cresceram em possibilidades, em autoafirmação e em plena liberdade.
O Brasil passou de mero espectador a vibrante realizador. Deixou de ser aquele sujeito que ficava à beira da estrada, só assistindo aos carros passarem, para virar motor do seu próprio destino.
Este país é único. Pensa novo. É original de fábrica na sua natureza, na sua língua, no seu povo.
Nenhum país hoje no mundo pode escolher um caminho que não passe pelo Brasil. Nada mais natural do que a BMW estar aqui.
Se alguns duvidam do Brasil, nós investimos 200 milhões de euros.
Se ficam com o pé atrás, nós pisamos no acelerador: vamos gerar mais de 3.500 empregos diretos e indiretos, numa fábrica com capacidade para produzir 32 mil carros por ano: BMW Série 1, Série 3, BMW X1, X3 e MINI Countryman.
Esta fábrica que hoje nasce em Araquari. Que vai incorporar o mesmo modelo de produção, excelência e controle de qualidade com que a BMW produz na Alemanha, trazendo mais know-how e tecnologia a este grande país.
A BMW acredita tanto no Brasil que este será um dos poucos países do mundo a poder fabricar os carros da marca. Um privilégio de pouquíssimos. Aliás, permitam-nos hoje também o privilégio de nos sentir um pouco brasileiros.
O Brasil não se compara a nenhum outro.
Seu estilo não tem igual no mundo. E breve, muito breve, ele vai estar ultrapassando, deixando para trás, falando sozinhos os que há pouco duvidavam da sua capacidade.
O Brasil é um BMW.
Por isso a gente já está se sentindo em casa.

Mário Quintana, Baú de espantos, Uma Historinha Mágica.



                                                                                                                                        Para Lili

Era um burrinho azul, vindo do céu.
Via-o de madrugada no meu sonho...
E eu sempre lhe servia em meu chapéu,
Bolas-de-inhaque feitas de arco-íris!

Nunca as achei por isso nos bazares
Quando a cidade desertava, exata,
E o sol restava da Cidade Oculta
Um passo leve de menina-flor...

E era um menino preguiçoso e triste
E quando ele sorria por acaso
Ninguém lhe fosse perguntar por quê!

Ele sabia histórias sem enredo,
Pois não queria que acabassem nunca:
 - Era um burrinho... uma menina... e...

Álvaro de Campos/Fernando Pessoa, Não: devagar.

Não: devagar.
Devagar, porque não sei onde quero ir.
Há entre mim e os meus passos
Uma divergência instintiva.
Há entre quem sou e estou
Uma diferença de verbo
Que corresponde à realidade.
Devagar...
Sim, devagar...
Quero pensar no que quer dizer
Este devagar...
Talvez o mundo exterior tenha pressa demais.
Talvez a alma vulgar queira chegar mais cedo.
Talvez a impressão dos momentos seja muito próxima...
Talvez isso tudo...
Mas o que me preocupa é esta palavra: devagar...
O que é que tem que ser devagar?
Se calhar é o universo...
A verdade manda /deus que se diga.
Mas ouviu alguém isso a Deus?

Mário Quintana, Antologia Poética, Silêncios.

Há um silêncio de antes de abrir um telegrama urgente
Há um silêncio de um primeiro olhar de desejo
Há um silêncio trêmulo de teias de apanhar uma mosca
E o silêncio de uma lápide que ninguém lê.

Casimiro de Abreu, Brasilianas Cânticos, Na Rede.

Nas horas ardentes do pino do dia
Aos bosques corri;
E qual linda imagem de castos amores,
Dormindo e sonhando cercada de flores
Nos bosques a vi!

Dormia deitada na rede de penas
 - O céu por dossel,
De leve embalada no quieto balanço
Qual nauta cismando num lago bem manso
Num leve batel!!

Dormia e sonhava - no serena
Qual um serafim;
Os cílios pendidos nos olhos tão belos,
E a brisa brincando nos soltos cabelos
De fino cetim!

Dormia e sonhava - formosa embebida
No doce sonhar,
E doce e sereno num mágico anseio
Debaixo das roupas batia-lhe o seio
No seu palpitar!

Dormia e sonhava - a boca entreaberta,
O lábio a sorrir;
No peito cruzados os braços dormentes,
Compridos e lisos quais brancas serpentes
No colo a dormir!

Dormia e sonhava - no sonho de amores
Chamava por mim,
E a voz suspirosa nos lábios morria
Tão terna e tão meiga qual vaga harmonia
De algum bandolim!

Dormia e sonhava - de manso cheguei-me
Sem leva rumor;
Prendi-me tremendo e qual fraco vagido,
Qual sopro da brisa, baixinho ao ouvido
Falei-lhe de amor!

Ao hálito ardente o peito palpita...
Mas sem despertar;
E como nas ânsias dum sonho que é lindo,
A virgem na rede corando e sorrindo...
Beijou-me - a sonhar!

domingo, 15 de dezembro de 2013

Nietzsche, Aurora, 512, Corajoso diante das coisas.

Aquele que, de acordo com sua natureza, é cheio
De atenções e de temor diante das pessoas,
Mas que possui imensa coragem diante
Das coisas, receia as relações novas e as novas
Intimidades e restringe as antigas, para que seu
Incógnito e seu radicalismo na verdade se confundam.

Tito Júlio Fedro, Fábulas, XXVII, O Cão, o Tesouro, e o Abutre.

A presente narrativa se aplica tanto ao avarento quanto a
Quem de origem humilde procura ser chamado de rico;
Um cão ao desenterrar uma ossada humana, encontrou um tesouro;
Por ter desrespeitado os deuses Manes (isto é, os despojos do defunto),
Foi-lhe inspirada a cobiça das riquezas a fim de
Expiar a penalidade à santa religião;
Enquanto monta guarda junto ao ouro,
Esquece-se do alimento e por isso pereceu de fome;
Um abutre sobrevoando a este disse:
"Ó cão, merecidamente estás prostrado;
Cobiçaste, de repente, riquezas régias, (bem tu)
Que nasceste numa encruzilhada e (foste) educado no esterco."

Tomás Antônio Gonzaga, Marília de Dirceu, LIRA XXXVII.

Convidou-me a ver seu Templo
O cego Cupido um dia;
Encheu-se de gosto o peito,
Fiz deste Deus um conceito,
Como dele não fazia.

Aqui vejo descorados
Os terníssimos amantes,
Entre as cadeias gemerem: 
Vejo nas piras arderem
As entranhas palpitantes.

A quem amas, enquanto avistas
(Diz Cupido) não aterra;
Quem quer cingir o loureiro
Também vai sofrer primeiro
Todo o trabalho da guerra.

Contudo, que te dilates
Neste sítio não convenho;
Deixa a estância lastimosa,
Vem ver a sala formosa
Aonde o meu sólio tenho.

Entrei noutro grande Templo;
Que perspectiva tão grata!
Tudo quanto nele vejo
Passa além do meu desejo,
E o discurso me arrebata.

É de mármore, e de jaspe
O soberbo frontispício;
É todo por dentro de ouro;
E a um tão rico tesouro
Inda excede o artifício.

As janelas não se adornam
De sedas de finas cores;
Em lugar dos cortinados,
Estão presos, e enlaçados
Festões de mimosas flores.

Em torno da sala augusta
Ardem dourados braseiros,
Queimam resinas que estalam,
E posta em fumo exalam
Da Panchaia os gratos cheiros.

Ao pé do trono os seus Gênios
Alegres hinos entoam;
Dançam as Graças formosas,
E aqui as horas gostosas
Em vez de correrem voam.

Estão sobre o pavimento
Igualmente reclinados,
Nos colos dos seus amores,
Os grande Reis, e os Pastores,
Das frescas rosas coroadas.

Mal o acordo restauro,
Me diz o moço risonho,
Como ainda não reparas
Em tantas coisas tão raras,
De que este Templo componho?

Sabes a história de Jove?
Aqui tens o manso Touro,
Tens o Cisne decantado,
A Velha em que foi mudado,
Com a grossa chuva de ouro.

Aplica, Dirceu, agora
Os olhos para esta parte,
Aqui tens a Lira d'ouro
Que inda estima o pastor louro;
E a rede que enlaça a Marte.

Vês este arco destramente
De branco marfim ornado?
À casta Deusa servia,
E o perdeu quando dormia
Do gentil Pastor ao lado.

Vês esta lira? com ela
Tira Orfeu ao bem querido
Dos Infernos onde estava:
Vês este farol? guiava
Ao meu nadador de Abido.

Vês estas duas espadas
Ainda de sangue cheias?
A Tisbe, e a Dido mataram;
E os fortes pulsos ornaram
De Píramo, e mais de Enéias.

Sabes quem vai no navio,
Que neste mar se levanta?
É Teseu. Vês esse ponto?
É de Cídipe, assim como
São aqueles de Atalana.

Vês agora estes retratos,
Que destros pincéis fizeram,
Ah! que pinturas divinas!
Todas são das heroínas,
Que mais vitórias me deram.

Repara nesse semblante,
É o semblante de Helena;
Lá se avisa a Grega armada,
E aqui de Tróia abrasada
Se mostra a funesta cena.

Vês est'outra formosura?
É a bela Deidamia;
Lá tens Aquiles ao lado,
De uma saia disfarçado,
Como com ela vivia.

Cleópatra é quem se segue:
Ali tens lançando a linha 
Marco Antônio sossegado,
Ao tempo em que Augusto irado
Com armada nau caminha.

Aqui Helena se figura;
Vê um sábio dos maiores,
Qual infame delinquente,
Ir desterrado, somente
Por causa dos seus amores.

Este é o de Ônfale o retrato;
Aqui tens (quem o diria!)
Ao grande Hércules sentado
Com as mais damas no estrado,
Onde em seu obséquio fia.

Anda agora a est'outra parte,
Conheces, Dirceu, aquela?
Onde vais, lhe digo, explica,
Que beleza aqui nos fica,
Sem fazeres caso dela?

Ergo o rosto, ponho a vista
Na imagem não explicada,
Oh, quanto é digna de apreço!
Mal exclamo assim, conheço
Ser a minha doce amada.

O coração pelos olhos
Em terno pranto saia,
E no meu peito saltava;
Disfarçando amor, olhava 
Para mim a furto, e ria.

Depois de passado tempo,
A mim se chega, e me abala; 
Desperto de tanto assombro;
Ele bate no meu ombro,
E assim afável me fala: 

Sim, caro Dirceu, é esta
A divina formosura,
Que se destina Cupido;
Aqui tens o laço urdido
Da tua imortal ventura.

Um Nume, Dirceu, um Nume,
Que os trabalhos de um humano
Desta sorte felicita,
Não é como se acredita,
Não é um Nume tirano.

Olha se cega Fortuna,
De tudo quanto se cria,
Ou nos mares, ou na terra,
Em seus tesouros encerra
Outro bem de mais valia?

Lisas faces cor-de-rosa,
Brancos dentes, olhos belos,
Lindos beiços encarnados,
Pescoço, e peitos nevados,
Negros, e finos cabelos,

Não valem mais que cingires,
Com braço de sangue imundo,
Na cabeça o verde louro?
Do que teres montes de ouro?
Do que dares leis ao mundo?

Ah! ensina, sim, ensina
Ao vil mortal atrevido,
E ao peito que adora terno,
Que tem, para um o Inferno,
Para outro um Céu, Cupido.

Aos resto Amor me convida,
Eu chorando a mão lhe beijo,
E lhe digo: Amor, perdoa
Não seguir-te: pois não voa
A ver mais o meu desejo.

Fim da primeira Parte de
Marília de Dirceu de
Tomás Antônio Gonzaga.

Babilak Bah, VOOMIRAGEM, Em meio a entulhos.

Em meio a entulhos, sentimentos confusos e sangue seco
Um vento leve esmurra a pele com suavidade
O tempo desnudo de dores, são 40 graus de febre na babilônia
O parto das horas a larga a percepção do pequeno fariseu, herdeiro da última utopia
Compreende a infância adulta do faraó em sua agonia na cidade de Deus
Perde-se em falas, erra acertando o olhar no alvo, mira Manaíra e Prometeu
Nega-se enxugar com profundidade em terceira dimensão
Atropela o óbvio, esbarra em sensações no meio do tudo, aproximando-se como se
Fosse primavera no meio do lixo, brota as profecias de Zebebeu
Nasce a joia mais rara, no meio do meio, despenca um edifício
Martelada poda pensamentos, olhar semiacordado acorda tormentos do eu
Tanto olho finge ver o que os olhos gritam
Dormem verdadeiras mentiras na pseudoconsciência dos eus
Nutre-se da fala da árvore do conhecimento com paixões errôneas e irreais
Devido a ignorância dos meios...

Babilak Bah,
VOOMIRAGEM,
Esfinge.

Onde habita
Nesta igreja
Escura
As pétalas do sol
De portas e janelas abertas
Para os olhos do mundo?


Manuel Bandeira, Estrela da Vida Inteira, Desesperança.

Esta manhã tem a tristeza de um crepúsculo.
Como dói um pesar em cada pensamento!
Ah, que penosa lassidão em cada músculo...

O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento
Que dá medo... O ar, parado, incomoda, angustia...
Dir-se-ia que anda no ar um mau pressentimento.

Assim deverá ser a natureza um dia,
Quando a vida acabar e, astro apagado, a Terra
Rodar sobre si mesma estéril e vazia.

O demônio sutil das nevroses enterra
A sua agulha de aço em meu crânio doído.
Ouço a morte chamar-me e este apelo me enterra...

Minha respiração se faz como um gemido.
Já não entendo a vida, e se mais a aprofundo,
Mais a descompreendo e não lhe acho sentido.

Por onde alongue o meu olhar de moribundo,
Tudo a meus olhos toma um doloroso aspecto:
E erro assim repelido e estrangeiro no mundo.

Vejo nele a feição fria de um desafeto,
Temo a monotonia e apreendo a mudança.
Sinto que a minha vida é sem fim, sem objeto...

 - Ah, como dói viver quando falta a esperança!

                                            Teresópolis, 1912

Llewellyn Medina, Inventário, Estes versos desencontrados.

Estes versos desencontrados
Que sangrando lanço no papel
Traduzem sentimentos caros e reservados.

São mais do que uma necessidade
Estes versos...
São o registro de um tempo
Que anseia pela eternidade.

São à imagem da razão
Estes versos que agora externo
São o registro de sentimentos
Uma necessidade do coração.

Estes versos
São como duendes que dançam
Na imaginação estéril
Como algo descartável e inútil.
Quem quer saber destes versos?

Não importa
Estes versos que escrevo em contrição.
Escrever versos é um ofício tão fútil...
Somente os poetas dele se ocupam.
Mas às vezes são como uma biografia
Uma mágica
Uma revelação.

Quem vai ler estes versos desencontrados
Que tão sofridamente lanço no papel?

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Oh Drummond recita para mim aí; BH, 01201202013.

Oh, Drummond, recita para mim aí,
"E agora José?" sussurra aqui ao
Meu ouvido, baixinho, do jeito que
Gostas de falar; ou se preferires,
Cicias ao cantar, como fez o cantor
Paulo Diniz; é que estou a sentir-me
Um José, o chão saiu de debaixo
Dos meus pés, o ar fugiu dos meus
Pulmões, e não ouço mais o som do
Bater das ondas do mar nos meus
Tímpanos; e Minas, Drummond,
Minas acabou-se literalmente; e não
Há mais políticos , lembras da
Educação de antigamente, do teu
Tempo, do meu, virou pó; lembras
Da cultura, dos poetas, dos escritores,
Todos fugiram para o Rio de Janeiro;
E não houve jeito, Drummond, "tem
Uma pedra no meio do caminho", tem
Um elefante branco, que o povo
Carrega nas costas, e não consegue
Pagar; e as mineradoras acabam com
As nossas águas, destroem nossas
Serras, ferem nossas montanhas,
Põem fogo no que resta da nossa
Natureza, para acabar de devastar,
Atrás do minério; o mineiro mudou,
Não é mais político, não cobra mais
Nada dos falsos políticos, e os jornais
Mineiros, são todos custeados pelo
Governo do estado, pela verba
Desviada da educação; e agora
Drummond? e agora José? e agora
Minas Gerais?

Jurista prega que Barbosa reembolse gastos com prisão de réus do mensalão


Na última segunda-feira foi ao ar a edição de dezembro do programa Contraponto, que, desta feita, entrevistou o jurista Dalmo de Abreu Dallari e o jornalista Paulo Moreira Leite, editor de Brasília da revista IstoÉ e autor do livro “A Outra História do Mensalão”.
O programa repercutiu sobretudo no You Tube, onde já alcança 4 mil visualizações – o que, para um programa sobre política com uma hora e meia de duração, é bastante. Porém, a entrevista de Dallari foi editada para caber dentro dos quatro blocos de 15 minutos do programa.
Conforme prometido por este Blog, aqui está sendo disponibilizada, logo abaixo, a íntegra da entrevista desse importante jurista – que, vale repetir, por sua clareza e lucidez faz pensar que a vida começa aos 80 anos, a faixa de idade dele.
Entre outros pontos da entrevista de Dallari que não foram ao ar está sua afirmação de que os gastos ordenados pelo ministro Joaquim Barbosa para levar a cabo a prisão dos condenados do mensalão deveriam ser cobrados de quem os ordenou, por terem sido “desnecessários”.
Assista, abaixo, à íntegra da entrevista que esse jurista tão importante concedeu a este blogueiro. Para quem é da área do Direito, as opiniões de Dallari não deixam dúvida de que, no mínimo, há algo de muito errado com o julgamento do mensalão.  


Minas Gerais demotucana é outro mundo; BH, 01201202013.

Minas Gerais demotucana é outro mundo,
Temos um governador com o bizarro nome
De Antônio Augusto Anastazia, e um vice
Bisonho, chamado de Alberto Pinto Coelho;
Ambos párias, parasitas dos cofres públicos
Mineiros, nunca fizeram nada por merecer
A grana que mamam das verbas do estado;
Minas Gerais demotucana, nada acontece:
Lobby das famílias dos ônibus não deixa
Sair o metrô, o governador é inimigo
Declarado da educação, e dos professores;
Dos senadores do estado, um foi eleito
Aqui, e leva vida nababesca no Rio de
Janeiro; o outro, cujo filho é deputado
Estadual, tiveram um helicóptero apreendido
Com carga de cocaína pura; e a valorosa
Imprensa, muito bem servida com o
Dinheiro das propagandas, ignorou
Solenemente o caso; cultura, saúde, são
Palavras proibidas nas conversas; segurança
É a da PMMG, matadora de pobres e
Pretos nos aglomerados, e na periferia; e da
PCMG que é praticamente ausente no
Estado; e a ALMG, nem se fala, nem sei
Para que serve, qual a utilidade, que
Benefício causa ao povo, de onde extrai
Tanto dinheiro para mantê-la; Minas Gerais
Demotucana, formou um povo apolítico,
Anestesiado pelo Anastazia, um povo que
Não reclama de nada, e inda garante
Futuro promissor a esses políticos que
Pilham o estado demotucano de Minas Gerais,
Minas Gerais demotucana é outro mundo.  

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Há um cego aos berros à porta; BH, 01001202013.

Há um cego aos berros à porta;
Que queres que eu faça, cego
Inconveniente? que eu veja, Senhor;
E para que queres ver, cego
Indiscreto? quero aprender a
Escrever, e a ler, Senhor; e para
Que queres aprender a ler, e a
Escrever, cego insolente? é que
Quero escrever poesias, escrever
Poemas, Senhor; e como queres
Escrever poemas, escrever poesias,
Se nunca enxergastes nada, cego
Sem noção? é que tenho uma
Profunda vontade de ser poeta,
Senhor; faça-me rir, poeta, cego
Audacioso? faça-me chorar,
Poeta, cego ousado? nem eu
Com a minha fama de milagreiro
Chegarei a tanto; Senhor, e
Enxergar, podes fazer-me
Enxergar? bem, isso aí, modéstia
À parte, tiro de letra, e assim que
A minha sombra encostar em ti,
Passarás a enxergar, agora te
Transformar em poeta, não
Consigo de jeito nenhum; ficarei
Feliz em ter a visão de volta,
Senhor, e agradecerei, e deixarei ao
Destino, se um dia merecer uma
Inspiração, deixarei à minha sorte,
Se um dia merecer a imaginação,
Criatividade; e a primeira poesia
Que irei fazer na cidade, será
Para expressar a minha gratidão;
Esqueça, cego falastrão.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Uma década vencendo a fome, por Luiz Inácio Lula da Silva.


O Brasil comemorou recentemente o 10 º aniversário do Bolsa Família, um modelo para muitos programas recentes de distribuição de renda ao redor do mundo.

Por meio do Bolsa Família, 14 milhões de famílias, ou 50 milhões de pessoas – um quarto da população do Brasil – recebem uma renda mensal desde que mantenham as crianças na escola e que dêem a elas assistência médica, incluindo todas as vacinações regulares. Mais de 90% dos pagamentos são feitos para as mães.

Nesses dez anos desde o início do programa, aproveitamento escolar das crianças melhorou, as taxas de mortalidade infantil caíram e 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza.

Os números são eloquentes, mas não bastam para expressar a transformação na vida de cada um.

Não existe estatística para medir a dignidade – e é disso que se trata quando a mãe e o pai podem oferecer aos filhos três refeições por dia. Não há nos orçamentos uma rubrica chamada esperança – e é disso que se trata quando os pais veem as crianças frequentar a escola para ter um futuro melhor.

Por ter proporcionado essa mudança na vida das pessoas, o Bolsa Família está mudando o curso da História em meu país; as Nações Unidas o consideram o maior programa de distribuição de renda do mundo. Muitos governos têm adotado a transferência de renda no combate à fome. Por isso é importante compreender as razões do êxito do Brasil e os obstáculos que ele enfrentou para colocar o Bolsa Família em prática.

Como em tantos países da América Latina, da África e da Ásia, durante muito tempo o Brasil foi governado só para uma pequena minoria de seus habitantes, a elite. A maioria dos brasileiros era virtualmente invisível, vivendo em uma não-pátria, que desconhecia seus direitos e lhes negava oportunidades.

Nós começamos a mudar esta isso implementando um conjunto de políticas sociais combinado com a valorização do salário mínimo e a expansão ao crédito bancário. Isso dinamizou uma economia que criou 20 milhões de empregos formais nos últimos 10 anos, finalmente integrando a maioria da população ao processo econômico e social.

O Bolsa Família ajudou a provar que sim,  é possível acabar com a fome quando os governos têm vontade política para colocam os pobres no centro de suas ações. Muitos achavam utópico esse objetivo. Talvez não compreendessem que isso era absolutamente necessário para colocar o país na rota do desenvolvimento.

Alguns diziam, de boa fé, que para combater a fome o correto seria entregar alimentos às famílias, e não dinheiro. Mas não basta receber alimentos para matar a fome. É preciso ter a geladeira para conservá-los, o fogão e o gás para cozinhar. E as pessoas precisam se vestir, cuidar da higiene pessoal e da limpeza da casa. As famílias não precisam do governo para dizer a elas o que elas devem fazer com o dinheiro. Elas sabem quais são suas prioridades.

Ainda hoje, certas reações ao Bolsa Família mostram que é mais difícil vencer o preconceito do que a fome. A mais cruel dessas manifestações foi acusar o programa de estimular a preguiça. Isso significa dizer que a pessoa é pobre por indolência, e não porque nunca teve uma chance real. Significa transferir, para o pobre, a responsabilidade por um abismo social que só favorece os ricos.

Na verdade, mais de 70% dos adultos inscritos no Bolsa Família trabalham regularmente,  e complementam a renda com o dinheiro do programa. O Bolsa Família constitui o apoio indispensável para começar a romper o ciclo da pobreza de pai para filho.

Críticos comparavam a transferência de renda a uma simples esmola, nada além de caridade. Só quem nunca viu uma criança desnutrida, e a angústia da mãe diante do prato vazio, pode pensar dessa forma. Para a mãe que o recebe, o dinheiro que alimenta os filhos não é caridade: é um direito de cidadania, do qual ela não vai abrir mão.

Um efeito de longo prazo do Bolsa Família é que ele dá poder a quem é pobre:  eleitores que têm uma renda básica garantida não precisam mais pedir favores. Eles não precisam trocar seus votos por comida ou por um par de sapatos, como era comum nas regiões mais pobres do Brasil. Ele se torna mais livre, o que, para alguns, não é conveniente.

Há, por fim, os críticos que acusam o programa de elevar o gasto público. São os mesmos que dizem que cortar salários e destruir empregos é bom para a economia. Mas dinheiro público aplicado em gente, em saúde e educação não é gasto: é investimento. E o investimento no Bolsa Família está na raiz do crescimento do Brasil.

Cada 1 real – cerca de US$ 0,44 – investido no programa agrega 1,78 real ao PIB, de acordo estimativas do governo brasileiro. O Bolsa Família movimenta o comércio e a produção dos bens consumidos pelas famílias. Muito dinheiro, nas mãos de poucos, serve apenas para alimentar a especulação financeira e concentrar riqueza e renda. O Bolsa Família mostrou que um pouco de dinheiro, nas mãos de muitos, serve para alimentar pessoas, impulsionar o consumo e a produção, atrair investimentos e gerar empregos.

O orçamento do Bolsa Família para este ano é de 24 bilhões de reais, cerca de US$ 10 bilhões, o que é menos de 0,5% do PIB brasileiro. Desde 2008, Estados Unidos e União Europeia já gastaram US$ 10 trilhões para salvar bancos em crise. Apenas uma fração desse dinheiro investida em programas como Bolsa Família poderia acabar com a fome no mundo e lançar a economia global numa nova era de prosperidade.

Felizmente, cada vez mais países estão escolhendo o combate à pobreza como caminho para o desenvolvimento. Já é tempo de os organismos multilaterais estimularem isso promovendo a troca de conhecimento e o estudo das boas experiências de transferência de renda ao redor do mundo. Seria um grande impulso para a vencermos a fome em todo o mundo.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Miles Davis Quintet Live in Europe in 1967.



As diversões e os passatempos da elite; BH, 0701202013.

As diversões e os passatempos da elite,
E da burguesia, e da direita brasileiras,
São o achincalhar, e o linchamento
Daqueles que lutaram contra a Ditadura;
Nas vozes dos seus representantes no
PIG, Partido da Imprensa Golpista,
Caem de pau em Luiz Inácio Lula da
Silva, Presidenta Dilma Vana Rousseff, José
Genoíno Neto, José Dirceu, e muitos
Outros que, arriscaram a própria vida
Pela Democracia, e Liberdade brasileiras,
O que são inegáveis, segundo a História;
Mas os reacionários não aceitam, e
Quando encontram comparsas, como os
Aboletados no STF, Supremo Tribunal
Federal, reconhecida fortaleza de
Proteção a verdadeiros bandidos, e
Defensores da Ditadura, esquecem a
Impessoalidade, esquecem a imparcialidade,
E partem famintos às vísceras das vítimas,
A expor até às entranhas aos holofotes da
Mídia conivente, numa verdadeira caça
Política; e às claras demonstram toda
Aversão ao Partido dos Trabalhadores;
E numa luta incessante, a todo custo,
Querem lançar o povo trabalhador
Brasileiro, contra o Partido dos Trabalhadores,
Numa universal incoerência, já que o
Povo se identificou com o partido, e
Um é sangue e oxigênio do outro,
Engendrados, ambos, num único ideal:
O engrandecimento do Brasil.


                                                                            BH, 0701202013.

O PIG, o Partido da Imprensa Golpista; BH, 0701202013.

O PIG, o Partido da Imprensa Golpista,
O STF, o Supremo Tribunal Federal, a
PGR, a Procuradoria Geral da República,
O MPF, o Ministério Público Federal,
O MPE, o Ministério Público Estadual,
O TCU, o Tribunal da Contas da União
Protegem quem querem, e são corporativistas,
E mantêm as suas mordomias, benesses,
E privilégios; pelo que já provei, e comprovei,
Qualquer denúncia que chega, em qualquer
Órgão desses, e for contra o PT, o Partido
Dos Trabalhadores, vira logo escândalo,
Manchetes para os jornais, e matérias
Para as televisões, e processos nos
Tribunais; mas, se é denúncia contra o
PSDB, o Partido da Social Democracia
Brasileira, aí a conversa é outra:
Descaracterizam a denúncia, e
Desconhecem as provas cabais, e
Protegem-se num conluio de
Amantes em alcovas, e bordéis;
Também pudera, quem já desviou
Tantos bilhões com "A Pivataria
Tucana," e juntou outros tantos com
O imortal FHC, Fernando Henrique
Cardoso, o "Príncipe da Privataria," tem
Muito bem como pagar a fome, e a
Sede de poder dos amigos que são
Protetores, e livram do mal, amém; e é
Viver muito tempo sem trabalhar,
Levar vida nababesca, com a grana
Plantada nas hortas dos paraísos fiscais.


                                                                    BH, 0701202013.

Rádio Farofa: negros como as noites que não têm luar:

Mesmo depois de 93 músicas, ainda ficou faltando todo mundo. É porque a música brasileira é negra, como as noites que não têm luar. E a coletânea black Brasil ganha um significado a mais com a despedida de Nelson Mandela.
1. Paulo Diniz, “Como?” (1972) – de Luis Vagner, para Paullo Diniz, a versão original.
2. Hyldon, “Estrada Errada” (1976) – Nas garras do desejo de levar uma vida livre por aí.
1971 Tony & Frankye3. Tony & Frankye, “Depois da Chuva no Posto 4″ (1971) – samba-rock psicodélico carioca por Luis Vagner Tom Gomes.
4. Alcione, “Nega Mina” (1982) – o Maranhão mestiço que canta, belo como ninguém mais.
1975 Galeria do Amor5. Agnaldo Timóteo, “Galeria do Amor” (1975) – negro, reacionário – e gay.
6. Candeia, “Dia de Graça” (1978) – hoje é manhã de carnaval, há esplendor. As escolas vão desfilar garbosamente. Aquela gente de cor, com a imponência de um rei, vai pisar na passarela.
7. Negritude Jr., “Cohab City/ Vem pra Cá” (1995) – a salsa de Netinho.
8. Tim Maia,  ”Jhony” (1979) – o pagode do Tião.
9. Martinho da Vila, “Salve a Mulatada Brasileira” (1975) – o axé do Martinho.
2003 Carlito Marrón10. Carlinhos Brown, “Carlito Marrón” (2003) – o baile-funk do Carlinhos.
11. Carlos Dafé, “Zi Cartola” (1983) – samba de raiz do Dafé.
1982 Sandra Sá12. Sandra de Sá, “Olhos Coloridos” (1982) – comovidíssimos, e vendo tudo colorido.
13. Z’África Brasil, “Z’Africanos” (2007) – poder da batucada, na tonalidade do atabaque africano.
14. Aparecida, “Todo Mundo é Preto” (1976) – todo mundo é preto, kalunga!
15. Clementina de Jesus, “Cangoma Me Chamou” (1970) – levanta, povo, cativeiro já acabou!
16. Chico César, “Respeitem Meus Cabelos, Brancos” (2002) – respeitem.
17. Alaíde Costa, “Pai Grande” (1976) – pai grande (de Milton Nascimento), mãe pequena, bossa negra.
1974 Elza Soares18. Elza Soares, “Deusa do Rio Niger” (1974) – deusa, deusas.
1969 Eva 200119. Evinha, “Samba Negro” (1969) – deusas, deusa.
20. Ellen Oléria, “Linhas de Nazca” (2012) – o nome delas (nosso) é encruzilhada.
21. KamauRincón Sapiência Thalma de Freitas, ”Tambor” (2008) – pra celebrar, se lembrar.
22. Luiz Melodia, “Ébano” (1975) – meu nome é Ébano, venho te felicitar tua atitude.
23. Cravo e Canela, “Lá Vem o Negão” (1994) – lá vem.
24. Alcione, “Meu Ébano” (2005) – cheio de paixão.
25. Luiz Wanderley, “Baiano Burro Nasce Morto” (1959) – baiano é “raça”?
1969 Eis o _Ôme_26. Noriel Vilela, “Saudosa Bahia” (1969) – no terreiro eu vi o candomblé, comi o acarajé, provei o munguzá.
1975 Carimbó e Sirimbó no Embalo do Pinduca Vol. 427. Pinduca, “Coco da Bahia” (1975) – coco da Bahia, em Belém do Pará?…
28. Luiz Wanderley, “Trabalha Paulista” (1961) – paulista é “raça”?
29. Luiz Gonzaga, “Paraíba” (1952) – Paraíba. Masculina. Mulher. Macho. Sim. Senhor.
30. Nilo Amaro e Seus Cantores de Ébano, “Uirapuru” (1962) – Música caipira, sertaneja, negra, brasileira.
31. Negra LiQuelynahLeilah Moreno Cindy, “Antônia” (2007) – Antônia sou eu, Antônia é você.
1970 Talento e Bossa de Jair Rodrigues32. Jair Rodrigues, “Irmãos Coragem” (1970) – irmãos, é preciso coragem.
1979 Fêmea Brasileira33. Lady Zu Totó, “Hora de União” (1979) – o samba é soul, e o soul é samba, ambos são negros e importantes como a noite.
34. Roberto Ribeiro, “Heróis da Liberdade” (1980) – Tiradentes é “raça”?
35. Milton Nascimento, “Cravo e Canela” (1972) – morena, quem temperou?
36. Ruy Maurity, “Nem Ouro, Nem Prata” (1976) – sou brasileira, faceira, mestiça, mulata.
37. Novos Baianos, “Preta Pretinha” (1972) – chegou a hora dessa gente bronzeada.
38. Os Originais do Samba, “Nego Veio Quando Morre” (1977) – defunto pobre de luxo não precisa?
2010 MP3 - Música Popular do 3º Mundo39. Rael, “Eles Não Tão Nem Aí” (201o) – estão?
40. O Rappa, “Ilê Aiyê” (1996) – é o mundo multicolorido.
41. Olodum, “Revolta Olodum” (1989) – retirante ruralista, lavrador, nordestino, Lampião – negro.
42. Banda Black Rio, “De Onde Vem” (1980) – de onde vem?, para onde vai?
43. Art Popular, “O Canto da Razão” (1993) – ouvindo o som dos tantãs, a tristeza vai embora.
1972 2 Índia44. Cascatinha & Inhana, “Índia” (1972) – índia negra como as noites que não têm luar – versão anos 1970 para o clássico caipira de 1952.
45. Thaíde & DJ Hum, “Sr. Tempo Bom” (1996) – que tempo bom, que volta sempre e sempre e sempre.
46. Hyldon, “Foi no Baile Black” (2013) – recém-saída do forno, por Hyldon, e Dexter, e Mano Brown.
47. Paulo Diniz, “Ponha um Arco-Íris na Sua Moringa” (1970) – porque, como diriam os poetas Gil & Jorge, negro é a soma de todas as cores.