sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Nos tempos do Francisco Buarque; BH, 02601202013.

Nos tempos do Francisco Buarque de
Holanda, o nosso verdadeiro Papa,
(Os argentinos têm o deles, nós também
Temos o nosso); mas, nos tempos do
Francisco Buarque de Holanda,
Vivíamos numa ditadura, tínhamos
Que ter muita sutileza, qualquer
Coisinha era tortura; hoje, bem ou
Mal, vivemos numa democracia, e,
Com todos os seus defeitos, inda é
Referência aos olhos do mundo; com
Péssimos políticos no legislativo,
Muitos ainda resquícios da ditadura;
Com juízes de tribunais superiores,
Simpatizantes de torturadores, e que,
Para os quais a ditadura foi um
Mal necessário, nossa democracia
Segue baqueada, mas é a nossa
Democracia; e da ditadura não
Punimos, e não prendemos
Ninguém, e anistiamos torturadores,
Sequestradores, e assassinos de
Revolucionários; e fizemos com que
Antigos combatentes do regime
Militar, num golpe jurídico midiático
Fossem condenados, e presos como
Bandidos; com uma mídia conivente, e
Bajuladora, conservadora, e tradicional,
Inda demorará para desfrutarmos de
Uma democracia ampla, geral, total,
E irrestrita; o bom é que não precisamos
Mais de cautela, não precisamos mais
De sutileza, subterfúgios, metáforas,
Atalhos: podemos abrir o verbo, doa a
Quem doer; pelo menos a liberdade
De expressão está garantida, e a
Nossa Presidenta Dilma Vana Rousseff
Prefere o barulho da imprensa, do que
O silêncio dos anos de chumbo, nos
Quais nosso Francisco Buarque de
Holanda, na surdina, fez muito barulho.

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