sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O que fazes aí, rapaz? BH, 02601202013.

O que fazes aí, rapaz? procuro a
Estrela que caiu do céu, e o
Exoplaneta em que nasci;
O que fazes aí, rapaz? fisgo quasares
Com o meu anzol, amarrado na
Ponta da linha do horizonte,
E como bom pescador, quero fisgar
Um, bem maior do que o sol; e,
Que fazes aí, rapaz? não sou
Mais rapaz, rapaz fui quando me
Chamaste na outra eternidade,
Nesta geração, estou a um passo da
Posteridade; mas, não envelheceste,
E estás aí há tanto tempo, que me
Pareceu, que foi ontem que nasceste;
Espírito não envelhece, e estou sempre
Em espírito, em entidade, em ente,
Em fantasma, nunca em carne, e
Osso, nunca em osso, e carne; nunca
Em sangue, e oxigênio, nunca em
Suor, e a soar; e do jeito que estás,
Aí, nessa mesma posição, nada
Dói em ti? as dores que sinto, são
As dores que minto, o choro que finjo,
E consigo enganar muito bem,
Quem pensa que só sabe chorar;
Continuarei a chamar-te rapaz,
Batizar-te-ei assim, sem nome
Em latim, sem nome grego, ou outro
Ruim; do que me chamares, atenderei,
Todos os meus nomes dos universos,
São todos os meus nomes dos universos,
E terás o infinito inteiro para
Decorá-los, com os quais me decoro;
E não perguntarei mais o que fazes
Aí, se já percebi, que és feito de todos
Os feitos, e de todos os olhos precisarei,
Para enxergar todos os teus feitos.  

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