Literatura e política. COLABORE, PIX: (31)988624141
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
polícia documentos qual a tua idade ancião?
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
esfregarei na tua cara os meus escritos
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
quando não existir mais letras
sábado, 26 de setembro de 2026
não estou do lado da luz quando não se é sábio
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
penso assim por mim dentro de mim fora de mm
terça-feira, 22 de setembro de 2026
meu coração não diz mais nada ao mundo
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
ALDIR BLANC, MOA LUZ, CÉSAR PINHEIRO, SAUDADES DA GUANABARA:
Que o meu peito é uma lona armada
Nostalgia não paga entrada
Circo vive é de ilusão, eu sei
Chorei
Com saudades da Guanabara
Refulgindo de estrelas claras
Longe dessa devastação (e então)
Armei
Piquenique na Mesa do Imperador
E na Vista Chinesa solucei de dor
Pelos crimes que rolam contra a liberdade
Reguei
O Salgueiro pra muda pegar outro alento
E Plantei novos brotos no Engenho de Dentro
Pra alma não se atrofiar (Brasil)
Brasil, tua cara ainda é o Rio de Janeiro
Três por quatro na foto e o teu corpo inteiro
Precisa se regenerar
Eu sei
Que a cidade hoje está mudada
Santa Cruz, Zona Sul, Baixada
Vala negra no coração
Chorei
Com saudades da Guanabara
Da Lagoa de águas claras
Fui tomado de compaixão (e então)
Passei
Pelas praias da Ilha do Governador
E subi São Conrado até o Redentor
Lá no morro Encantado eu pedi piedade
Plantei
Ramos de Laranjeiras foi meu juramento
No Flamengo, Catete, na Lapa e no Centro
Pois é pra gente respirar (Brasil)
Brasil
Tira as flechas do peito do meu Padroeiro
Que São Sebastião do Rio de Janeiro
Ainda pode se salvar
cada um tem um estilo
sábado, 19 de setembro de 2026
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
aproveito que o espírito me acordou escrevo alguma coisa
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
disse deus que se houver um único ser humano no mundo
o que deus mandar diretamente para mim da plenitude
terça-feira, 15 de setembro de 2026
dizeis lá dos aglomerados das constelações algumas coisas
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
nem em tudo excedi-me na vida
hoje não estarei para hoje nem para ontem
domingo, 13 de setembro de 2026
quantas são as histórias contadas desde as primeiras histórias
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
há algum ser humano completo repleto sublime
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
acabou-se a munição a cacimba secou-se
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
chama aí um alguém para me dar um alô
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
vacilei não aguentei o tranco
sábado, 5 de setembro de 2026
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
antes que a morte volte mandais daí uma preleção
o rio de janeiro nunca mais foi o mesmo
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Hans Sahs nos Mestres cantores:
quem procura acha
terça-feira, 1 de setembro de 2026
papel demais à minha frente que não dou nem conta
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
DO FUNDO DA GROTA, BAITACA:
Fui criado na campanha
Por isso é que eu canto assim
Pra relembrar meu passado
Eu me criei arremendado
Dormindo pelos galpão
Perto de um fogo de chão
Com os cabelo enfumaçado
Quando rompe a estrela d'alva
Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
Enquanto uma saracura
Vai cantando empoleirada
E lá do piquete relincha o potro tordilho
Na boca da noite me aparece um zorrilho
Vem mijar perto de casa
Pra inticá com a cachorrada
Me acordo de madrugada
Escuto uma mão pelada
Acoando no banhadal
Eu me criei xucro e bagual
Honrando o sistema antigo
Comendo feijão mexido
Com pouca graxa e sem sal
Quando rompe a estrela d'alva
Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
Enquanto uma saracura
Vai cantando empoleirada
Escuto o grito do sorro
E lá no piquete relincha o potro tordilho
Na boca da noite me aparece um zorrilho
Vem mijá perto de casa
Pra inticá com a guapecada
Na beira de um corredor
No cabo de um socador
Com as mão rodeada de calo
No meu mango eu dou estalo
E sigo a minha campereada
E uma perdiz ressabiada
Voa e me espanta o cavalo
Quando rompe a estrela D'alva
Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
Enquanto uma saracura
Vai cantando empoleirada
E lá no piquete relincha o potro tordilho
Na boca da noite me aparece um zorrilho
Vem mijar perto de casa
Pra inticá com a cachorrada
O subiar de um nambú
Numa trincheira o jacú
Grita o sabiá nas pitanga
E bem na costa da sanga
Berra a vaca e o bezerro
No barulho dos cincerro
Eu encontro os bois de canga
Quando rompe a estrela d'alva
Aquento a chaleira já quase no clariá o dia
Meu pingo de arreio relincha na estrevaria
Enquanto uma saracura
Vai cantando empoleirada
Escuto o grito do sorro
E lá no piquete relincha o potro tordilho
Na boca da noite me aparece um zorrilho
Vem mijar perto de casa
Pra inticá com a guapecada
a história é implacável com os que vivem fora da história
domingo, 30 de agosto de 2026
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
a nação trabalhadora brasileira
OBRA-PRIMA, FORÇA ESTRANHA, CAETANO VELOSO
Eu vi um menino correndo
Eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O Sol ainda brilha na estrada, e eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando
Outra pessoa
O tempo parou pra eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o Sol me ensinou
O Sol que atravessa essa estrada que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos
Na fronte do artista
O tempo não para e, no entanto, ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o Sol, é o tempo, é a estrada, é o pé e é o chão
Eu vi muitos homens brigando
Ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o Sol
E o Sol sobre a estrada, é o Sol sobre a estrada, é o Sol
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha no ar
Por isso é que eu canto, não posso parar
Por isso essa voz tamanha








