segunda-feira, 29 de maio de 2017

KPMG Auditores Independentes INFORMA:

“Em resposta ao ofício supra, a KPMG Auditores Independentes vem, respeitosamente, à presença de V.Exa, esclarecer que, durante a realização de auditoria das demonstrações contábeis da Petrobras, que abrangeu os exercícios sociais encerrados no período de 31.12.2006 e 31.12.2011, efetivada por meio de procedimentos e testes previstos nas normas profissionais de auditoria, não foram identificados pela equipe de auditoria atos envolvendo a participação do ex-presidente da república, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, na gestão da Petrobras que pudessem ser qualificados como representativos de corrupção ou configurar ato ilícito”.

Saudades da Presidenta Dilma Vanna Rousseff; BH, 0290402017.

Saudades da Presidenta Dilma Vana Rousseff,
Deposta num golpe de estado, pelo vil usurpador,
Propineiro michel temer, em conveniência com 
O pseudo judiciário golpista, o congresso 
Nacional golpista, nas figuras da camarilha dos
Deputados golpista e do senado golpista composto 
Por corruptos; e nessa quadrilha poderosa,
Pior do que todas as máfias, bota-se a cumplicidade
Da mídia, nos comparsas do crime organizado,
A formação governamental da plutocracia
Transformada numa cleptocracia; e não há 
Um único pudibundo nessa prebenda 
Pública terminada numa suruba; e o povo
Trabalhador brasileiro anestesiado, letárgico,
Com poucas e raras exceções, não mais 
Reivindica o restabelecimento da Ordem e
Progresso; ou tomamos de assalto Brasília,
Ou Brasília continuará a nos assaltar
Ininterruptamente e inconstitucionalissimamente;
E o covil no qual se transformou o Brasil, 
Com o fim da democracia, a extinção dos 
Direitos, a aceleração do desemprego, as 
Bisonhices, as bizarrices e as morbidezes
Do michel temer, só nos fazem sentir mais 
Saudades da Presidenta Dilma Vana Rousseff,
A qual um dia, a História do Brasil e Universal
Reconhecerão e serão gratas eternamente.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Meus pêsames e sentimentos e minhas condolências ao senador Aécio Neves; BH, 0250502017.

Meus pêsames e sentimentos e minhas condolências ao senador Aécio Neves
Do PSDB, Partido da Social Democracia Brasileira: senador Aécio Neves,
Juro, sem demagogia que, esperava uma punição drástica ao senhor, não
Nego, esperava ansiosamente por tua queda, só não pensava, nem imaginava
Que, seria uma queda assim, tão rasteira, tão bem documentada com malas 
De dinheiro, vazamentos, gravações de palavras chulas e desrespeitosas e 
Que, redundaram nos pedidos de prisões da tua pessoa por teus antigos
Serventuários; companheiros meus do PT, Partido dos Trabalhadores, foram
Presos por muito menos e sem flagrantes, sem provas algumas, sem 
Depoimentos de testemunhas, sem delações, sem gravações, sem contas no
Exterior, sem mochilas recheadas de propinas, sem acusações e foram 
Presos por domínios dos fatos, por literaturas jurídicas, ilações e outras 
Aberrações, duma justiça que, era totalmente conivente com o senhor, te 
Protegia caninamente, seguia bovinamente, tudo que ditavas, manifestavas e
Especulavas no PIG, Partido da Imprensa Golpista; a pontinha que, despontava
Do teu mar de lama, desvendou um gigantesco iceberg, com ramificações de 
Profundidades abissais, teus dedos deram lugar aos tentáculos dum polvo 
De tamanho descomunal que, os mortais normais desconheciam totalmente,
Devido à tua rede poderosa de aparelhamento e tua política de anti informação;
Sofri muito com as tuas posições e manifestações contra Lula, Luiz Inácio Lula
Da Silva e a Dilma, ex-presidenta Dilma Vana Rousseff, injustamente perseguidos
Por teus pares, principalmente por teus comparsas e cúmplices Gilmar Mendes e
Sérgio Moro que, acabaram por enlamearem-se também, juntos com o senhor;
Senador Aécio Neves, é triste ver um final assim, tão devastador para um 
Intocável, porém, o senhor sabia o que fazia e devia esperar por isso, da mesma
Forma qual a toda antes poderosa Andréa Neves tua fidelíssima irmã.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

As letras são poucas e parcas e as palavras menos ainda; BH, 0170402017.

As letras são poucas e parcas e as palavras menos ainda
E finitas porém, as mensagens são carregadas de razão,
Os pensamentos repletos de discernimento, os sentidos
Cheios de percepção, os atos engendrados de intuição,
Os gestos entranhados do que é sóbrio, os jeitos de quem
Leva sabedoria, as alegorias decoradas com atavios de
Inteligência, o aspecto de quem possui genialidade, o
Teor do texto conciso, com frases frescas, períodos 
Francos, orações com corações abençoados, metáforas
Consagradas e a escrita sai assim, livre de embutidos
Chinfrins, enlatados ralos, simplórios; e o sacripanta 
Procura a perfeição, quer contar a história em detalhes,
Antes que acabem com a História, lá aonde o tempo 
Deposita as suas frustrações; um dia alguém disse 
Algo que, vai parar o universo e ligo em seguida,
Alguém disse algo que, vai fazer o universo voltar 
Para o lugar de onde veio e o universo obedecerá,
Como um cordeirinho que, vai com o pescoço para
O cutelo decepá-lo; e o laço do passarinheiro não 
Prendeu nenhum passarinho e só passarão os que,
Cairão nas redes armadas, tais as teias de cantos,
Com aranhas devoradoras que, espreitam pacientemente. 

O poeta é um animal em extinção; BH, 0160402017.

O poeta é um animal em extinção,
Raro e precisa ser preservado e
Encontrar um poeta num bar, seu
Habitat preferido é impossível; e
Aonde andam os poetas que,
Ninguém sabe mais encontrar?
Viraram doutores, graduados e
Pós-graduados, viraram autoridades,
Magistrados e imortais de academias;
Viraram ministros, secretários de
Estado, embaixadores, cônsules,
Reis, príncipes, banqueiros,
Empresários, empreiteiros, em
Suma, falsos poetas, pseudo
Bardos; e o poeta não é mais
Aquele mendigo andrajoso,
Transbordante de ousadia, afogado
Em grande fé e paixão e o poeta
Não é mais aquele desafiante de
Duelos, batedor antagonista de
Espadas, ferino e arrogante,
Amante apaixonado, audácia à
Flor da pele com coragem cega
Tanto quanto a justiça de um
Indignado justo; e com o poeta
Extinto, extinguiu-se o sarcasmo,
A fina ironia do gênio da poesia, a
Franqueza da verdade e o desmascarar
Público da mentira e do mentiroso;
E com o poeta extinto, extingui-se
O homem que, não é mais encontrado,
Com toda a luz do mais potente
Holofote, juntamente com a luz
Do sol no zênite; ou será que o
Poeta só sai à noite, ou durante
As madrugadas a esconder suas
Pudibundas vergonhas de musas?

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ÍNTEGRA DA NOTA DA PRESIDENTA DILMA VANA ROUSSEFF:

“A crise política, iniciada em novembro de 2014 com a recusa dos golpistas em aceitar o resultado das urnas, foi agravada pelo  impeachment fraudulento.
O Brasil continua sangrando com os retrocessos impostos pelo governo golpista. Agora está sem rumo, diante das graves acusações lançadas nos últimos dias.
Na democracia, a regra é clara: o poder emana do povo e em seu nome é exercido. Nenhuma eleição indireta terá a legitimidade para tirar o país do abismo em que foi mergulhado.
A única saída para a crise é eleições diretas, já!”

quinta-feira, 18 de maio de 2017

O PROTAGONISMO AGORA É NOSSO! WADIH DAMOUS

A gravíssima notícia de que o Sr. Michel Temer teria sido gravado por Joesley Batista ao dar apoio a pagamentos feitos a Eduardo Cunha, para que este não delatasse ao ministério público o que sabia, sacode a Nação. A perplexidade do momento gera reações contraditórias. À euforia de uns mistura-se a revolta de outros. Até o momento em que escrevo este comentário, três pedidos de impeachment já foram protocolados e populares se manifestam ruidosamente nas ruas de quase todas as capitais.
A atitude da mídia golpista, entretanto, impõe-nos uma reflexão contida. Veja, Globo, Estadão e Folha, todas, indistintamente, abandonaram o barco de Temer. É importante lembrar, também, que a nova onda da crise coloca ministério público e judiciário no foco dos acontecimentos, logo eles que nada fizeram para impedir o golpe e trataram a brutalidade das iniciativas do governo golpista com extrema leniência. Certo ministro do STF até cultivou excessiva proximidade com o Sr. Temer com certo descaramento, apesar de se encontrar na iminência de ter que julgá-lo. Dar a esses atores o protagonismo do processo político de destituição dos golpistas é tudo menos conveniente para a democracia brasileira. Não são confiáveis e nem mostraram apreço pela democracia quando mais foi vilipendiada. Gostam dos holofotes e estão mais preocupados com a própria imagem do que com o destino da Nação. Provaram isso sacramentando a violência processual de um juiz de piso e permitindo que uma operação sem limites destruísse o parque industrial da construção civil no Brasil. Não merecem quaisquer honras neste dramático momento.
Precisamos proteger nossa Democracia e nossa Constituição. Quando as instituições do País não mais funcionam e são parte do processo de deterioração da governação, cabe ao povo retomar o que é seu: o poder constituinte originário, a soberania popular. Somos nós – e não o STF – os verdadeiros guardiões do Estado Democrático de Direito!
Mais do que nunca a Pátria exige brasileiras e brasileiros que amam o Brasil, que acreditem no seu destino de grande Nação e que repudiem os falsos heróis; que repudiem as forças externas que se aproveitaram do caos do golpe. Precisamos ter fé na nossa capacidade de reconstruir nosso tecido social esgarçado pelo ódio disseminado pela mídia dos vendilhões de nosso patrimônio nacional. Precisamos confiar em conseguir garantir direitos para todos, inclusão social que torne nossa sociedade mais justa, mais tolerante e mais humana.
Se ficarmos sentados em frente da televisão ou teclando em nossos celulares sem olhar para o outro, não vamos passar pelo teste de transformação que o País está a exigir. Correremos o risco de sermos engolidos pelos espertos da hora ou atropelados por uma aventura armada contra o Povo. Temos que ir para as ruas, ocupar as praças e exigir respeito, exigir eleições, exigir que as instituições, se quiserem sobreviver, se submetam ao poder popular e garantam a livre manifestação. O protagonismo, agora, é da sociedade. Nós podemos. Nós podemos força-los a respeitar a vontade popular e a convocar imediatamente eleições que nos pacifiquem e abram a perspectiva de um novo processo político, democrático, sem falsos moralismos e sem demagogias corporativas interesseiras.

Estou azombado comigo e preocupado e apreensivo com a minha situação; BH, 0290702000.

Estou azombado comigo mesmo e preocupado e apreensivo com a minha situação 
Que, é desesperadora; estou desempregado e aos quarenta e cinco anos, quem
Paga o aluguel é o meu pai, um aposentado que ganha mil e quinhentos reais; 
Gostaria de desaparecer como uma azoospermia, como a ausência de espermatozoides
No sêmen; e estou tonto e azoratado, tenho três filhos e o pagamento da luz me
Deixa atordoado, o pagamento da água me transforma num doidivanas, num
Azoretado enfurecido; e é o que me faz ainda mais azoratar meu comportamento
E me entontecer sem encontrar solução, me desnortear sem resposta e atordoar
Os outros e azoratar pelas ruas e voltar à casa no fim do dia de mãos a abanar;
Só uma azorragada bem dada me salva, só um golpe mortal de azorrague para me
Tirar de tal estado, quero o meu azorramento pelo governo em praça pública e antes
De morrer, quero azorrar, arrostar pesadamente, olhar por olhar de cada membro
Desta sociedade que, não sabe ser solidária, não sabe diminuir o sofrimento,
Desconcentrar a renda e fazer uma distribuição justa, a começar com o governo e 
Seu salário de medo e de vergonha; esse governo azucrim que, mais parece uma 
Entidade diabólica e molesta, comandado por um indivíduo importuno e apoquentador,
Que só me traz, pelo menos a mim, nojo, horror e terror; é um governo azongado para
Os seus, vivo para a elite, muito esperto e finório para a burguesia; quanto ao povo, o
Tal governos só sabe deixar inquieto, irritadiço e colérico com os rumos da nação e a
Entregação geral; com esse governo não dá para azongar, misturou com fedeu, não
Se tornou fino; e só sabe desassossegar a tranquilidade do cidadão, parece uma
Azoturia, presenças de substâncias azotadas na urina, uma excreção excessiva pela urina,
De substâncias azotadas, de teores azotúricos e que têm a designação genérica dos sais
Do ácido azotoso, o nitrato e o azotêmico da azotemia não proteica no sangue,
Particularmente a ureia e o aumento dessas substâncias no sangue, ou estado mórbido
Decorrente desse aumento; e ao azotar isto tudo, misturar e combinar o azotato na genérica dos
Sais e esteres do ácido azótico e cheguei ao b, a segunda letra do alfabeto e penso que todos
Somos a baba, a saliva abundante, a gosma, a secreção bucal de certos animais que, esse
Governo faz da gente; perdemos a babá, a ama-seca e para os membros do congresso, da 
Câmara e dos ministérios, não passamos de babacas, seres bobocas, bobalhões explorados como 
Babaçu, da palmeira oleaginosa, nativa no babaçual, o bosque de babaçus e a nossa vida não é como 
A baba-de-moça, a espécie de doce em calda; nossa vida é um babado, uma faixa de pano, ou de 
Outro material pregueado; é uma granzida, um disse-me-disse, a verdadeira fofoca que não nos
Deixa estar com melhores salários; ou ficar em melhores condições de vida ou apaixonar-nos pelos
Seres mandatários de Brasília e as mazelas que acontecem lá; só um babador, um resguardo de 
Pano que se pendura ao pescoço das crianças para evitar que a baba ou a comida sujem a roupa
Delas; enquanto o povo continuar babão, muito bobão e tolo e na época da eleição votar todo 
Mundo neles, pois não passamos de babaquaras, de pessoas ingênuas caipira e todos os nossos
Atos para eles não passam de babaquices, comportamentos de bobices, pois na verdade as
Trapalhadas deles só nos fazem babar, expelir babas mesmo e nos impedir de gostarmos
Muito de governo tão ruim assim, não dá para estar apaixonado; e o que quero ver é o babau,
O acabou-se o que era doce, acabou-se a babel, a balbúrdia com o dinheiro público, a 
Confusão dos desvios de verbas, as contas nos estrangeiros; o efeito babélico, o desarrumado
Em que ficará o país, o povo confuso e sem direção com tamanha baboseira, tolice
Governamental; tanta bobagem que até parece uma babosa, uma planta aloés oficial,
Amargosa abençoada pelo congresso nacional amargoso de apertar igual antúrio.

E a pena não tem pena de mim; BH, 0140502017

E a pena não tem pena de mim e faz-me cumprir
Pena a escraviza-me à mão algemada ao braço
Que, corre loucamente de folha em folha de 
Papel, presa em toda sua margem, em todas as 
Suas linhas, igual todo limão é azedo; e quero 
Um soneto e quem diz que aguento tal carga
E é muito quebranto, muito sarampo e taquara 
Poca nas queimadas inclementes da luz do sol; 
E o rosário da minha avó jaz em contas e sem 
Contar as vezes que, rezou-me para caxumba,
Espinhela caída, cobreiro e dordói; e haja pinga
Para a sede sem fim da minha avó dentro de 
Mim, cigarro de palha, rapé forte e fumo do 
Bom para mascar; missa para assistir e padre 
Para perturbar, dona Naninha está caída na 
Calçada, com um travesseiro debaixo da 
Cabeça e quantas vezes escutei a frase, até 
Nas horas de provas, tua avó está no portão a
Esperar-te; e lá íamos nós, minha avó e eu, 
Pela Rua Francisco Sá à fora, ela a cambalear e 
A querer tomar mais umas e sem dinheiro algum, 
Tomava todas e não sabíamos como arrumava
Dinheiro para beber tantas pingas; eram das 
Rezas e das orações que, fazia ao benzer as 
Putas dos becos e das estações; e eu as 
Bolinava desde menino, com as mãos cheias
De dedos em suas saliências quilometradas,
Pelas estradas das gonorreias e demais 
Doenças venéreas; não é qualquer menino
Que, teve uma avó igual a que eu tive não;
Só menino raro, especial e em caso não 
Muito normal; e dava mais trabalho à minha
Mãe, do que minha mãe à ela e fez com 
Que eu fosse um bom neto e um filho 
Muito mais trabalhoso do que os outros.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

BPP: BLACK PANTER PARTY, PARTIDO PANTERAS NEGRAS



O QUE QUEREMOS
  1. Nós queremos liberdade. Queremos poder para determinar o destino de nossa comunidade negra.
  2. Queremos desemprego zero para nosso povo.
  3. Queremos o fim da ladroagem dos capitalistas brancos contra a comunidade negra.
  4. Queremos casas decentes para abrigar seres humanos.
  5. Queremos educação para nosso povo! Uma educação que exponha a verdadeira natureza da decadência da sociedade americana. Queremos que seja ensinada a nossa verdadeira história e nosso papel na sociedade atual.
  6. Queremos que todos os homens negros sejam isentos do serviço militar.
  7. Queremos um fim imediato da brutalidade policial e dos assassinatos de pessoas negras.
  8. Queremos liberdade para todos os negros que estejam em prisões e cadeias federais, estaduais, distritais ou municipais.
  9. Queremos que todas as pessoas negras levadas a julgamento sejam julgadas por seus pares ou por pessoas das suas comunidades negras, tal como definido pela Constituição dos Estados Unidos.
  10. Queremos terra, pão, moradia, educação, roupas, justiça e paz.

EM QUE ACREDITAMOS
  1. Acreditamos que nós, o povo negro, não seremos livres enquanto não formos capazes de determinar nosso destino.
  2. Acreditamos que o governo federal é responsável e obrigado a dar a todos os homens e mulheres emprego e garantir alguma forma de salário. Acreditamos que se os homens de negócio, brancos e americanos, não quiserem dar emprego a todos, então os meios de produção devem ser tomados deles e colocados a disposição da comunidade para que as pessoas possam se organizar e empregar toda a gente, garantindo um nível de vida de qualidade.
  3. Acreditamos que esse governo racista nos roubou, e agora exigimos um pagamento de sua dívida de 40 hectares e duas mulas. Esse pagamento foi prometido há 100 anos como restituição por todo o trabalho escravo e os assassinatos em massa do povo negro. Nós iremos aceitar o pagamento em moeda corrente e ele será distribuído por todas as nossas comunidades. Os alemães estão agora ajudando os judeus em Israel pelo genocídio que realizaram contra aquele povo. Os alemães mataram 6 milhões de judeus. Os americanos racistas foram parte do assassinato de mais de 50 milhões de pessoas negras; portanto, sentimos que essa é uma demanda bem modesta que estamos fazendo.
  4. Acreditamos que, se os donos de terras brancos não derem moradias decentes para a comunidade negra, então as terras e as casas devem ser conseguidas através de cooperativas de modo que nossa comunidade, com a ajuda do governo, possa construir casas decentes para seu povo.
  5. Acreditamos em um sistema educacional que dê ao nosso povo o conhecimento de si próprio. Se uma pessoa não tem conhecimento de si mesma e de sua posição na sociedade e no mundo, essa pessoa terá pouca chance de se relacionar com qualquer outra coisa.
  6. Acreditamos que o povo negro não pode ser forçado a lutar no serviço militar para defender um governo racista que não nos protege. Nós não vamos lutar nem matar outras pessoas de cor no mundo que, como o povo negro, estão sendo vitimizadas pelo governo americano branco e racista. Nós vamos nos proteger da força e da violência dessa polícia racista e desse exército racista, usando todos os meios necessários.
  7. Acreditamos que podemos acabar com a brutalidade policial em nossa comunidade negra organizando grupos negros de auto-defesa dedicados a defender nossa comunidade negra da opressão e brutalidade da polícia racista. A Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos nos dá o direito de portar armas. Portanto, nós acreditamos que todo o povo negro deva se armar para auto-defesa.'
  8. Acreditamos que todos os negros devam ser libertados das várias prisões e cadeias, porque não tiveram julgamento justo e imparcial.
  9. Acreditamos que os tribunais devam seguir a Constituição dos Estados Unidos para que o povo negro receba julgamentos justos. A 14ª Emenda à Constituição dos Estados Unidos [6]dá a toda pessoa o direito de ser julgada por seus pares. Um par é uma pessoa de origem econômica, social, religiosa, geográfica, ambiental, histórica e racial similar. Para dar cumprimento a isso, o tribunal teria que compor um júri com elementos da comunidade negra, quando o réu fosse negro. Nós temos sido e estamos sendo julgados por júris totalmente compostos por brancos, que não têm nenhuma compreensão do que seja o "pensamento médio" da comunidade negra .
  10. Quando, no curso dos acontecimentos humanos, torna-se necessário a um povo dissolver os laços políticos que o ligavam a outro e assumir, entre os poderes da Terra, uma posição separada e igual àquela que as leis da natureza e de Deus lhe atribuíram, o digno respeito às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que o impelem a essa separação. Acreditamos que essas verdades sejam evidentes, que todos os homens são criados de maneira igual, que eles foram dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis, dentre os quais estão a vida, a liberdade e a busca por felicidade. Que, para assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados - que, quando qualquer forma de governo se torna destrutiva desses fins, é direito do povo alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando os seus poderes da forma que ao povo pareça mais conveniente para sua segurança e felicidade. A prudência, de fato, recomenda que os governos instituídos há muito tempo não sejam alterados por motivos fúteis e temporários; e, segundo a experiência tem demonstrado, as pessoas preferem sofrer, enquanto os males são suportáveis, a corrigir a injustiça, abolindo as formas às quais estão acostumados. Mas, quando uma longa série de abusos e usurpações, voltadas invariavelmente ao mesmo objetivo, indica o desígnio de submeter as pessoas ao despotismo absoluto, é um direito delas, um dever delas, abolir tal governo e instituir novos guardiães para a sua segurança futura.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Vinícius de Moraes para Luiz Inácio Lula da Silva: Operário em construção.

Operário em Construção
Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia por exemplo
Que a casa de um homem e' um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa quer ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.
De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Alem uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse eventualmente
Um operário em construção.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
`A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operário em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.
Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.
Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois alem do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.
E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia "sim"
Começam a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.
E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução
Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão nao queria
Nenhuma preocupação.
- "Convençam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.
Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!
Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porem, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.
Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Sera' teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.
Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!
- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que e' meu.
E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arratarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porem que fizera
Em operário construído
O operário em construção

Belchior enfim voltou ao infinto; BH, 01º0502017.

Belchior enfim voltou ao infinito
E desde algum tempo já havia aberto 
Mão desprendidamente das coisas finitas
E escafedido nas reentrâncias da vida; 
Muitos pedidos de volta ao normal foram 
Feitos porém, qual o anormal que quer 
Voltar ao normal? voltar aos refletores 
Cegantes da mídia podre? voltar à essa 
Esfera de chumbo do idiota normal? e
Como um Sócrates, Belchior preferiu 
Beber cicuta própria, ao deixar-se 
Envenenar por uma sociedade viciada,
Corrompida, comandada por corruptos 
E dominada poe corruptores; como 
Conviver no meio de pessoas fascistas,
Homofóbicas, racistas, hipócritas 
Religiosas, misóginas, nefastas, nocivas,
Pernósticas? é muita brutalidade para 
Um meio ambiente tão saudável; é muita
Ignorância, estupidez e falta de educação 
E para uma democracia que não quer 
Revolucionar-se, evoluir-se, crescer, o
Melhor ao indivíduo livre, pensante é 
Deixar-se morrer para esta pseudo 
Democracia; e o livre pensador se 
Envergonha com tanta falta de vergonha,
Excesso de vagabundagem e vadiagem 
Sem limite e evadi-se para não ser 
Contaminado; e não quer mais ser um 
Artista vegetativo, não quer mais ser 
Um roqueiro que tece loas à ditadura,
Um blueseiro que canta a falsa tristeza;
E não quer mais ser protagonista de 
Filmes vazios, de novelas vãs, de peças
Opacas; e cansa-se de ser personagem
Sem história e ao ver a História do Brasil
Confundida tão porcamente; e hoje de 
Manhã ao auscultar o céu com o meu
Coração, percebi que havia uma estrela
Mais brilhante na constelação e sentir 
Inveja de Belchior, saiu de um meio tão 
Insignificante para comandar a imensidão.

domingo, 9 de abril de 2017

Alameda das Princesas, 756, 27; BH, 0210802012; Publicado: BH, 0200102015.

Sou declaradamente inimigo dos Estados
Unidos da América do Norte, pois não
Posso ser amigo duma nação que conspirou,
Conspira e usou de terrorismo contra o
Meu país; não posso ser simpático dum
Regime donde vem tudo que não presta
Para a humanidade: imperialismo, capitalismo,
Colonialismo, neoliberalismo, guerras,
Armas, bombas nucleares, terrorismo,
Torturas; o que puder escrever contra
Os ianques, notadamente, escreverei e
Nunca os louvarei em nada e sempre
Pensarei que todo castigo aos yankees é
Pouco; toda desgraça que puder esbravejar,
Lançar pragas, maldições contra os USA, o
Farei com todas as minhas forças; se
Computarmos as crianças, meninas, meninos,
Mulheres, homens, velhos que esses
Gringos covardes já exterminaram, ó;
São civilizações e civilizações, indígenas,
Culturas, costumes; globalizaram a
Ruindade e a malvadeza, a maldade;
Fizeram a globalização do que não presta
E terão que pagar, não podem ficar
Impunes com os crimes que fizeram
E fazem mundo a fora; e se Deus existe,
E se Alá existe, se juntarão e punirão os
Estados unidos da América do Norte,
Por todos os delitos cometidos: por Abu
Ghraib, por Cuba, por Guantânamo, por
Hiroshima, Nagasaki, Vietnã e pelo
Brasil; nossa, quase ia esquecer o que
Fizeram com a população negra, o racismo,
A humilhação, demorou para que os
Negros fossem respeitados, mas souberam
Se impor, graças a Malcom X, Martin
Luther King, Rosa Parks, Angela Davis,
Pantera Negras e muitos outros mártires.


















sexta-feira, 10 de março de 2017

Há uns bichos apátridas escrotos; BH, 0100302017.

Há uns bichos apátridas escrotos, 
São traficantes de drogas pesadas,
Escondem-se nos poderes, são
Chamados de excelências, mas, 
Com almas de excrescências, são 
Perigosos assassinos e fazem 
Selfies com bovinos; aclamados 
Por jornalistas vira-latas amestrados,
Colonistas entreguistas, calunistas 
Matadores de reputações ilibadas;
Protegidos pela justiça paquidérmica 
Seletiva, nada os abalam, sustentam
Os golpistas, bajulam os usurpadores,
Aninham-se no covil da camarilha dos 
Deputados, fazem colônias de morcegos
No senado; perseguem trabalhadores,
Destroem leis trabalhistas, emparedam
A democracia, emporcalham a educação,
Adoecem a saúde; traidores, aproveitam-se 
Da anestesia geral na eutanásia da nação, 
Covardes, negam tudo de pés juntos, de 
Mãos postas, a segurarem andores de 
Santos de pau oco em procissões da 
Hipocrisia; veneráveis bandidos, nobres 
Defuntos com falsos serviços prestados 
À pátria, fingem-se de vivos, choram 
Lágrimas de crocodilos, hienas, gargalham
Na cara do povo trabalhador brasileiro;
Aves de rapina, predadores, vermes 
Infecciosos, parasitas, párias, apodrecem
Tudo em que tocam, contaminam onde 
Encostam os lábios, a comida amarga-lhes 
Na boca e como um ácido fura-lhes as tripas, 
As vísceras e os estômagos ostomizados.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Velha Guarda da Portela Ensaio 1975 (Completo) 1 de 3 - Blog Receita de ...

Velha Guarda da Portela - álbum - 1986 - Doce recordação (completo)

Lá fora e o marido na farra a beber inveteradamente; BH, 050302017.

Lá fora e o marido na farra a beber inveteradamente,
A cantar sambas antigos, a apreciar das mulheres os
Umbigos; à boca da noite é engolido e à boca da 
Madrugada vomitado aos pedaços, um frango aos 
Frangalhos, não faz com que o aceite, untado no 
Azeite; e ri, tipo criança encantada, à primeira 
Viagem de jardineira, pelas cidadezinhas 
Adormecidas dos interiores, das pracinhas e das 
Brancas igrejinhas esquecidas nas beiras das 
Estradas; um amigo vira-lata abana-lhe o rabo na 
Esquina, passa a cambalear, com desprezo no 
Olhar; vítreo, vidrado, de vidro, só falta quebrar-se,
De tão frágil ao andar; passa sal, passa mal, passa 
Boi, passa boiada, as casas passam ligeiras, em 
Disparada, espera com ansiedade a chegada do 
Dia, para correr a afogar a agonia; bebe um trem,
Come um negócio, cospe de lado, grosso como 
Um lodo; num canto triste a observar a outrora 
Mulher, ódio e tristeza a conjugar, um olhar 
Embaçado, lábios a entortar, repuxados; 
Prega-se à cruz, apega-se a Jesus, faz a Deus
Promessas, com olhar de esperança, de ver a 
Bonança chegar ao lar, o homem largar o copo
E a procurar; mas não encontra uma recíproca
No falso companheiro e começa a lamuriar.

Carta de José Dirceu, escrita dentro da cadeia assusta o BRASIL. VEJA AQUI


“Mestre Fernando
 
Fiquei feliz pela foto em Havana com Raul e os companheiros, além da Mônica, unicamente senti não estar com vocês, mas me senti representado por você e o Breno.
Não vi Rafael Correa, enviou algum representante? Vice-Presidente?
Lá estavam João Pedro, Boulos e Vagner que agora tem a missão de ir ‘as ruas e exigir justiça para todos, a renúncia de Temer et caterva, eleições gerais, constituinte, antes que façam um acordão, como já vem sendo pensado por Gilmar Mendes, a falada “operação contenção” para salvar o tucanato e o usurpador Temer.
É hora de ação, de pressão, de ir às ruas, de exigir, liderar e apontar rumos. É agora ou nunca. Sem conciliações e acordos, é hora de um programa de mudanças radicais, na política e na economia.
Bem, já está de bom tamanho para quem está preso e não deve meter o bedelho!
Você está gordo, cuide-se, precisamos de você, agora como nunca!
Temos ainda 20 longos anos de luta pela frente.
Até a vitória, sempre.
Delenda Rede Globo…
Daniel
Obs: O STF se acumpliciou com as ilegalidades do Moro, com o golpe e pior, com a impunidade, o corporativismo judiciário!”

Nunca fez um ato que o tirasse do ostracismo com tendências; BH, 050302017.

Nunca fez um ato que o tirasse do ostracismo com tendências
Mórbidas, sempre nas sombras, nos recantos, nas ruas de 
Cantos, entre putas, marginais e mendigos; nunca fez uma obra
Que o restabelecesse, o resgatasse à luz, sempre nas trevas, 
No lodo, na lama, a cobrir-se de poeira e limo, a azedar-se 
Nos entulhos; e todos tinham a esperança que se projetasse 
Em algum projeto: arruinou a si e todos os projetos e abjeto,
Nunca falou com ênfase e todas as metáforas o matavam, 
Como se mata um sonho; decepcionou o meio acadêmico, 
Foi expulso de liceus, promíscuo, vivia em companhia dos 
Bêbados e dos viciados dos subúrbios das cidades, das 
Periferias, dos aglomerados, das favelas e das vilas das 
Aldeias; não parava para tomar fôlego, afogava-se no 
Fogo, matava a sede com cachaça e entrava em coma 
Induzido e alcoólico, abduzido pelas meretrizes e 
Travestis das esquinas dos bairros duvidosos, queria 
Superar Baudelaire, Bukowski e outros malditos; devia
O ar que respirava, a água que bebia, a comida que 
Comia, a mulher que possuía, obrigações e favores; não
Pagava com reciprocidade, não fazia o bem e só fazia o
Mal sem olhar a quem; chutava cachorros, até que um 
Dia, no qual, levou uma mordida na bunda e ficou 
Moribundo, sem ser vacinado; vaticinado pelo padre,
Vigário, sacristão, sentenciado em veredicto, tatuado
Pela navalha de um malandro numa noite de escuridão.

Estou acostumado a perder e nunca achei nada; BH, 0120102011.

Estou acostumado a perder e nunca achei nada
Do que procurei quando perdi; perdi o nascer do sol,
As cores da aurora, a maravilha da metamorfose
Do fim da noite com o nascer do dia; e
Isso é o que lamento, é o aumento do meu
Choro; são coisas que não adquirirei jamais;
Perdi a infância de menino interiorano,
Os mistérios dos quintais, os universos dos
Terreiros, a poesia das poeiras das ruas vazias,
Os filmes imaginários nos quartos, a descoberta
Da luz que entrava pelos buracos e frestas das
Paredes e portas e janelas e projetava em algum
Lugar do escuro, as imagens do lado
De fora; perdi a hora, o minuto , o segundo;
E todas as namoradas que quis e desejei,
Fluíram por entre os dedos das minhas mãos,
Não as segurei, viraram líquidos derramados;
E logo, logo, perdi vontade, ânimo, fogo e não
Virei o jogo, que tanto quis empatar, para
Não perder de goleada e optei pela retranca,
Não joguei para a torcida, não fiz bonito e 
O resultado foi este placar desfavorável; tive que
Sair de cena e sumir para o resto da vida;
Como recuperar agora o embalo das ondas do
Mar, aquele ir e vir, aquele vai e vem,
Ou às vezes aquelas torrentes de borbulhões que
Magoavam corações de mineirinhos iguais a mim;
Corações que ficavam surpresos, gelados, que se
Tornavam doces, no contraste salgado da água
Do mar; como vou achar de novo essas ondas milenares?
Como vou reencontrar esses tesouros perdidos? 
Tanto acostumado a perder, agora sinto
Falta, não como se perdesse um bem comum;
É como se perdesse a vida e o de mais
Valioso que ela pode proporcionar; é como
Se o ar faltasse, a água não matasse a sede e
O pão não matasse a fome; quando olho pra
Noite e não vejo mais os pirilampos, quando
Aguço os ouvidos e não ouço mais a sinfonia
Noturna, o silêncio da madrugada, os madrigais,
Maravilhado percebo o quão pobre sou e sinto o
Quanto estou tão perto do Senhor.

Nietzsche, Um louco em desespero; BH, 0230202010.


Ai de mim!
O que escrevi na mesa e na parede,
Com meu coração de louco, com minha mão de louco,
Devia decorar para mim mesa e parede?...
Mas vocês dizem:
"As mãos de louco rabiscam,
É preciso limpar a mesa e a parede
Até que o último traço tenha desaparecido!"
Permitam!
Vou dar-lhes uma pequena mão -
Aprendi a utilizar a esponja e a vassoura,
Como crítico e como homem de trabalho.
Mas quando o trabalho estiver findo,
Gostarei muito de vê-los, supersábios que vocês são,
Mesa e parede de sua sabedoria, sujas...

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Crostas crestas de costados quentes; BH, 0170202017.

Crostas crestas de costados quentes,
Nasceu velho e morreu novo, viveu ao
Contrário do espelho, de bicho 
Virou gente, de noite gerou dia e da
Morte construiu vida; cerziu os furos
Dos rasgos dos espaços, com agulhas
Imantadas e linha do horizonte; fincou
O pé fundamental na pedra inda 
Incandescente, perde a sola mas,
Entrou para a pré-história nascente;
E pisou a carne viva do chão, com
Sangue cauterizado fazia a primeira
Aparição de rabiscos de caverna; não
Quis nascer amanhã, procrastinou o
Máximo que pode, quase matou a 
Mãe no dia do parto; pelado, 
Primeiro caiu uma perna, depois caiu
A outra, um braço, outro braço, o 
Tronco, enfim a cabeça, conforme 
Contava a vovó, a nos meter medo de 
Gente, gente canibal, roedores de 
Cérebros, comedores das carnes da
Alma e do espírito; e nada fez de 
Bonito, não ganhou dinheiro e se 
Impunha no grito, animal favorito,
Cujo dono encurtava o cabresto, a 
Cada dia diferente em dia, no qual 
Todos diziam que era igual azul; adeus
Minha mãe, até um dia, será plena alegria, 
De almas em júbilo a encontrarem-se.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Tom Jobim - Matita Perê (vinil / lp / vinyl) álbum completo / full album

Não sonho para não acordar; BH, 0250202017.

Não sonho para não acordar,
Sair do mundo onírico,
Fugir do universo utópico;
Então deixai-me lá,
A fingir que existo nesta treva fria,
A passar por um tição de fogo,
Uma pira olímpica,
Um archote de guerreiro,
Um ânimo de gladiador,
Uma disposição de soldado romano;
E a enganar,
Que este bloco de gelo,
Este urso polar,
Não sou eu no meu subterrâneo,
Na minha caverna de homem pré-histórico;
A minha ignorância só não me mata,
Porque já sou um morto
E não se pode morrer duas vezes;
E faço tudo o que todos os estúpidos fazem
E ajo de acordo com a unanimidade de todos os idiotas;
E só quando sonho,
É que posso sentir,
Que sou um ser real,
Livre do animalesco,
Distante da selvageria,
Da carnificina adiposa;
E carrego nos olhos aquele medo eterno de acordar
E carrego no sangue a frieza do réptil que não sabe amar;
E peço,
Não acordeis este corpo morto,
Não aticeis esta alma apagada,
Este espírito pessimista,
Que não vê perspectiva de otimismo em nada,
Nem nos céus e nem na terra;
Deixai este refugiado à deriva em alto-mar,
Não jogueis uma corda, 
Uma boia,
Uma catraia sequer,
Onde possa se agarrar;
É morrer afogado nas próprias lágrimas de lamentações e fim;
Nada mais resta a fazer desta carcaça humana,
Deus deu-lhe uma pedra,
Pulverizou-a e nem aproveitou a poeira,
Para camuflar-se no pó;
Virtual,
É um camaleão de simulacros,
Esconde-se no sono para passar a impressão que sonha,
Que é vivo,
Pois dizem que os sonhos nunca morrem,
Então,
Quem sonha também não morre nunca;
Deixai este falsificador na sua fingida dor,
Puxai as cortinas das janelas,
Acobertai os aposentos,
Acorrentai o sol,
A lua,
Os ventos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

A obra perdida não é mais dada; BH, 0190202017.

A obra perdida não é mais dada,
Nem nesta e nem em outra dimensão; e é 
Por isto que: todo trabalho de obra, ou
Toda obra de trabalho, devem ser 
Imediatamente, imortalizados; o momento
É único e não se repete no universo,
Apesar de o universo repetir-se e 
Renovar-se a cada trillionésimo de segundo;
E obra, por mais perfeita que seja, é logo
Esquecida e superada, pela menor 
Imperfeição do autor; um prego fora
Do lugar, um parafuso mal colocado, 
Uma estaca frouxa, uma coluna empenada, 
Uma pilastra formatada lúgubre, um degrau 
Oblíquo, um sonho torto; e adeus complexo
Mais do que perfeito; adeus estrutura 
Colossal imaginária, adeus canteiro de 
Gigantes, titãs, aglomerados de deuses e 
Demônios em conflitos; e anões aproveitam,
Passam sorrateiros, magros, sem gorduras,
Não olham os espelhos enegrecidos, a 
Fumaça espessa e colocam-se diante do
Sol e olham suas sombras imensas refletidas
Nas paisagens, pensam-se infinitos, regurgitados
De engôdos; demasiada ilusão das carnes e 
Ossos, mais ossos do que carnes e das peles
E esqueletos, mais esqueletos do que peles,
Indignas caveiras ambulantes; e nessas 
Oportunidades alheias, o que não faltam 
São coveiros gananciosos, a enterrarem  
As obras dadas dos semelhantes.

Chico Buarque (Carioca ao Vivo)

O poeta como não é nada sempre pede; BH, 0190202017.

O poeta como não é nada sempre pede 
Para si alguma coisa: uma gota d'água ao
Oceano, uma pedra a uma pedreira, um
Grão de areia a uma duna; e ser ineficiente,
Quer ser eficiente, na construção de 
Pirâmides, morros, montanhas, cordilheiras
E muralhas; e cego, gosta de olhar as coisas
Bem de longe, de preferência, do infinito; é
Invisível, imperceptível, anônimo, alheio, 
Faz de tudo para chamar a atenção do 
Semelhante: reverência aos ventos, falas
Com as estrelas, encanta-se com cantos de 
Grilos, coaxar de sapos, casas adormecidas,
Ruas desertas, bater de asas de borboletas,
Joaninhas, gafanhotos e esperanças; passa
Horas a observar calangos, urubus e 
Gaviões em voos e deslocamentos de 
Nuvens; caçador de eclipses, mistérios e 
Sigilos, nunca revela o que encontra e 
Quando revela, mente na fonte, na semente,
Na célula; salvador de besouros, endeusa
Louva a deus e encena louvações à 
Libélula; e foge das gentes, das coisas 
Das gentes, para as coisas das aparições,
Das assombrações e fantasmagóricas; 
Teimoso, não faz orações e nem se declara
Ateu, esconde-se de cruzes nas encruzilhadas
E de igrejas nas esquinas, refugia-se em 
Cemitérios, obituários, ossários e sepulcros;
Esquisito, estranho, detesta tudo que gostam
E gosta de tudo que detestam; arredio, engole
A própria língua e só fala as palavras que não
Possuem letras, ou que só os mortos entendem.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

POEMAS DE CÂNDIDO ROLIM:

amante à moda antífona

queria um perfume de longe
deu-lhe um atavio encarnado
pediu um ônix
trouxe-lhe as minúcias de um salmo
esperava um paiol
entregou-lhe um feixe de blandícia
sugeriu um cruzeiro
deu-lhe o eclipse
pediu um carro zero
deu-lhe uma safra inteira de sigilo

Faina

Fique em silêncio
observe o
estalo de mó
triturando ossos
algo coisas à
margem

Desculpe, but

Desculpe, mas pertenço a um mundo desvirtuado
Também não me sinto moralmente apto a
tirar da experiência um lema
Desculpe, mas minha formação musical é promíscua
Desculpe, infelizmente essa metáfora não me atinge
Obrigado, mas não vivo de ênfase
Desculpe, não planejo dizimar a ideia contrária
Desculpe, mas não concluí a tarefa com êxito


Talvez queiras ir deitar comigo; RJ, S/D.

Talvez queiras ir deitar comigo,
Para rolarmos na cama
E brincarmos de fazer amor;
Talvez queiras que desvende tuas entranhas
E encha-te de leite quente;
Talvez me queiras
E não sabes disso,
Deseja-me e tens medo,
Queres minha boca, 
Meus lábios e meus beijos;
Talvez não saibas
Dos teus sentimentos, 
Entrega-te,
Abre para mim
E não precisa ter medo de deitar, rolar,
Brincar e amar na cama
E fazer amor;
Penetra-me, que penetro-te,
Possui-me, que possuo-te,
Cobiça-me, que cobiço-te;
Talvez queiras tudo que tenho,
Todo o meu desejo,
Todo o meu sexo
E estender o teu sexo em mim,
No meu corpo,
No meu ponto fraco;
Talvez queiras o gozo total,
O pináculo do prazer,
O orgasmo real,
Talvez queiras matar-me.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Penso nas leis da natureza e; BH, 0220102016.

Penso nas leis da natureza e 
São leis perfeitas, como se fossem leis feitas
Por um deus; e qual deus gera perfeição
Ao homem e restaura a alma do infeliz?
E qual homem pode pensar que, tem
Mais privilégio do que qualquer outro 
Ser humano, a ponto de querer que,
Coisas perfeitas sejam geradas para ele?
E que espírito, alma tenham mais
Refrigeração e recomposição, do que qualquer
Outro membro da humanidade pode? só
Com muito egoísmo, orgulho, soberba,
Loucura posso, pensar que, um deus irá
Preferir a mim e preterir a outrem;
Dar amor aqui e ira, ódio, raiva acolá,
Água em abundância e seca cruel,
Fartura de comida e fome total do 
Lado de lá: ou é deus pata todos, ou não 
É deus para ninguém; nas igrejas por exemplo,
Deus só é deus para padres e pastores que,
Enchem as burras de dinheiro e os fieis 
Mesmos, ficam a ver navios; louros, medalhas,
Condecorações, gratificações, só depois de mortos;
E as maiores loucuras, aberrações, bizarrices,
Bisonhices, são os que se auto intitulam 
Teólogos, bem como os astrólogos, só coisas
Para doidos, malucos incuráveis; e quem
Pensa que pensava, descobre que agora, tem 
Quem pensa em seu lugar, e aposenta o
Cérebro, a mente, o pensamento, o raciocínio,
A razão, a percepção, a intuição, o discernimento,
A inteligência, a sabedoria; que todo mundo 
Seja livre pensador e não mais pensador 
Livre, não mais dependente de teorias, teses,
Conceitos, ensaios, às favas com tudo,  
Não há outras alternativas, 
Às favas com as alternativas.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Lapidação pública dos golpistas se quisermos acabar com o golpe; BH, 020202017.

Lapidação pública dos golpistas, se quisermos acabar com o golpe
E temos que fazer igual os palestinos fazem com os 
Invasores israelenses; se ficarmos de nhe-nhe-nhem, de 
Trololó, de conversa mole do tucanês, é capaz de não 
Termos nem eleições no ano que vem; então, lapidação
Pública dos golpistas do executivo, lapidação pública dos 
Golpistas do legislativo e lapidação publica dos golpistas do
Judiciário; só o povo trabalhador brasileiro salva das trevas
Medievais, a democracia nacional, através do apedrejamento
Público, de todos os golpistas usurpadores; com o golpe,
Extinguiu-se o que restava da nossa paquidérmica e 
Cambaleante justiça, apodreceu-se putridamente, o que 
Chamávamos de legislativo, representado pela camarilha dos 
Deputados e pelo puteiro do senado; a nação brasileira 
Adoeceu-se e adormeceu-se com a morfina para não sentir
A dor do golpe e perdeu os direitos, o estado social e viu
Uma quadrilha de propineiros inveterados compor o 
Executivo; para o PIG, o Partido da Imprensa Golpista,
Suas redes de televisões associadas, a normalidade 
Impera no nosso meio, numa mentira geral, numa falsa 
Deferência aos golpistas, que não tiveram nenhuma 
Consideração, legitimidade, republicanismo com os 
Milhões de eleitores que sufragaram democraticamente
Num pleito universal, o nome da Presidenta Dilma Vana 
Rousseff ao comando do país; e entregaram as nossas
Riquezas, delapidaram as nossas empresas, em benefício 
Das multinacionais e das nações imperialistas; por isso,
Se quisermos nos ver livres do golpe, lapidação pública já.