sexta-feira, 28 de julho de 2017

O Brasil morreu e o Brasil está morto; BH, 0280702017.

O Brasil morreu e o Brasil está morto,
Pois, um país sem povo soberano, cidadão,
Digno, é um pais defunto, cadáver, ou de 
Zumbis; e a nação brasileira é o tipo de 
Nação predileta para a plutocracia, uma 
Nação rendida, refém e de joelhos, uma 
Nação que, satisfaz a cleptocracia 
Governamental; e uma classe trabalhadora
De quatro para a burguesia e que, expõe o 
Rabo à elite é tudo de bom; a sociedade 
Brasileira está anestesiada, a sofrer uma 
Eutanásia, pois, aceita que o PIG, Partido
Da Imprensa Golpista, chame candidamente,
O golpista propineiro michel temer de governo,
Ou de presidente; e nesse lamaçal de répteis
Rasteiros e de patas, afunda-se a camarilha
Dos deputados; afoga-se o senado no 
Esgoto, sobressai-se a imundície do 
Judiciário e lambuza-se de dia e de noite
Nas retretes do legislativo; quando acabar
Essa porra dessa suruba, com o estancamento
Da sangria dessa orgia, num fecho triunfal de
Finalmente, Luiz Inácio Lula da Silva, preso,
A constranger-se na cadeia; e as hienas
Disputarão os ossos do banquete macabro
De mendigos, com abutres nobres e outras
Carniceiras aves de rapina; e com o povo no 
Ópio, veias entupidas de morfina, a dor do 
Arrombamento, não será sentida, pelo 
Contrário, o estrupo será justificado, tiramos
O PT,  o Partido dos Trabalhadores do poder;
A sevícia será sanada, depusemos a Presidenta
Eleita legitimamente, Dilma Vana Rousseff e o 
Entubamento feito inconstitucionalissimamente   
 E que levou o país ao CTI, era preciso, dirão os
Vira-latas, os entreguistas, os lesa-pátria; era 
Necessário acabar com o republicanismo, com
A democracia, o estado de direito e social, rasgar
A Constituição Federal, o povo aplaudirá, a nação
Explodirá de alegria, uma ode de contentamento com 
Sabor de melancolia da elegia; o Brasil virou um 
Tumor, uma cloaca com pus de gonorreia sem poesia.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Alguém pode carregar-me e pôr em mim uma carga positiva? BH, 01001101002000; Publicado: BH, 0210102014.

Alguém pode carregar-me e pôr em mim uma carga positiva?
E transportar-me para outra dimensão? alguém pode 
Conduzir-me? levantar-me do chão e até suportar meu peso 
Por mim? minha carga pesada? ou continuará a oprimir-me? 
Continuará a agravar-me o estado de saúde e de espírito? e 
De alma e físico? não suporto mais olhar e ver municiar a 
Arma, mirar e apertar o gatilho na cabeça da criança órfã
E abandonada pelo meio das ruas; alguém pode acumular
Eletricidade nas minhas baterias negativas? ou só ajo com
O exercer da pressão? e com o insistir e o exagerar? cansei 
De cobrir-me de nuvens pesadas, igual a atmosfera; e se pinto 
Um óleo sobre telas, todos dizem que, só sei carregar nas 
Tintas; e tornar sombrio o quadro e o semblante, fechado o 
Cenho aonde ando; a crítica veio para saturar-me porém, não 
Reagirei com pente de balas das armas automáticas, ou semi; 
Não reagirei igual ao carregador de ódio, a pessoa que faz o
Carreto da raiva, do rancor, a ameaçar temporal; a soltar cólera 
Abafada, atmosfera fechada e o falso que,  traz muitos 
Embrulhos, cheios de incumbências, atarefado e que, está 
Carregado negativamente e não observa a formiga 
Transportadora de material para o formigueiro; não olha para a 
Carregadeira, a mulher que carrega os fardos do lar, os fechos 
Dos folhos, a cruz pela vida; e diz-se que, tudo foi feito sem 
Interesse e é de qualidade inferior, é a carregação de 
Transportes de um lugar para outro, o carregar sem o carro, 
Com os braços e os ombros, a subir a vereda; a perder-se
Na senda, a enganar-se na trilha do corredor e segue com 
Repreensão; com censura pela bebedeira da carraspana, no alto 
Do outeiro, da janela da casa, simples, branca, de quintal, cerca,
Cachorro e pássaro; alguém livra-me do torturador? e de todos 
Os indivíduos maus, verdugos que, executam sentenças de 
Mortes justo em mim; alguém livra-me do carrasco? quero fugir
Dele, dos cardos da coroa de espinhos, coroa áspera e que, 
Rala-me a testa e o couro cabeludo; alguém salva-me da mata 
Abusiva? deste carrascal de carrapicho, carpo de gramíneas 
Dotado de pequenos espinhos que, aderem ao que lhes toca; e o 
Coque, no alto, ou na parte posterior da cabeça e a árvore da 
Família das meliáceas e espécie de pião para girar entre os 
Dedos; e a carrapeta que, Deus livre alguém de mim, pessoa 
Importuna e que, segue outrem, aonde quer que vá; e que Deus 
Livre a mamona e a pele do aracnídeo minúsculo que, suga
O sangue de animais em pasto, o carrapato que não morre
Nem com carrapaticida, com inseticida específico para
O extermínio de carrapatos da minha espécie: carrancudo,
Que, carrega uma carranca; e passo os dias mal-humorado, 
Trombudo e não há nada que diminua a carranca que trago
Amarrada ao pescoço, igual uma pedra; e sou jogado
Em alto-mar e mesmo a livrar-me da vontade apegada
Ao passado, não sobreviverei, pois não sei nadar, ou boiar;
E se depois de morto, ainda servir, transformem-me no 
Grande rosto de madeira, caricatural, de feitura
Primitiva que, as barcas do Rio São Francisco trazem em 
Cima da proa; a cara feia, mas de tradição, nada de zangada,
Nada de preocupada e sim de satisfação; pelo carrapateiro,
Planta das euforbiáceas, de toda a razão, grande porção de
Espírito mineiro, a carrada que se leva de uma vez ao
Ponto final do chorar, do lamentar a perda do passado; e 
Prantear para comover, capinar o capim, desbastar a moita,
Carpir só não muda o mundo; só muito chá de carqueja, da 
Planta medicinal das compostas; e a criação da raça de galinha
D'angola, a colher o fruto bom, a segregar o carpo estragado; 
E a pôr fim de vez por todas ao carpintejar, ao crime de 
Aparelhar a madeira para obras e impedir aquele que quer 
Exercer o ofício de carpinteiro, operário especializado que, 
Trabalha com madeira; carpina marceneiro que colabora com o 
Cruel desmatamento das nossas florestas; nada tenho contra a 
Carpintaria, contra a carapina, a oficina que ajuda na obra de 
Exterminar as árvores; e entre uma árvore e uma carpintaria, fico 
Com a árvore e em favor das florestas, da fauna, da flora, enfim
De toda a natureza, deixo à disposição toda a carpidura que, 
Existe em mim; por elas faço o papel de carpideira, de mulher 
Que, chora muito e que é contratada para acompanhar enterro
E a chorar, a lamentar o defunto que, nem conhece; e quero mais 
É evitar é o enterro das nossas riquezas, dos nossos tesouros 
Naturais; e ainda quero ver carpa, certo peixe de água doce, nos 
Nossos rios urbanos e poluídos, com a recuperação deles; e 
Nessa carona quero o mundo inteiro comigo, é uma viagem
Gratuitamente a favor da preservação e qualquer um pode aderir, 
Clandestino, ou não; é o bigu da salvação dos animais, das aves, 
Das flores, das folhas, dos pássaros e a proteção do verde, como
A manta de couro, ou outro material, colocada por baixo do lombilho, 
Para proteger nas cavalgaduras; e nessa hora toda carolice será 
Bem-vinda, toda carola de qualidade e manifestação daquela que, 
Vive nas igrejas que, vive a rezar; todo beato pode ajudar com 
Orações que, tragam resultados a favor da nossa natureza e ao falar 
Nisso, fico até com engasgo de natureza nervosa que, inibe-me ao 
Falar na natureza, é uma íngua, um núcleo duro de frutos; uma 
Semente de várias florescências, o caroço que não podemos deixar 
Enterrar pois, vira conto de carochinha, vira carocha, feiticeiras sem 
Feitiços, bruxas sem vassouras; o escaravelho, o inseto coleóptero 
Carniceiro da caroba, o nome dado às várias plantas medicinais, da 
Família das bignoniáceas; meus milhões de leitores amáveis, meus 
Carinhosos leitores, escrevo de modo assim tão caroável, pois é o 
Que, os meus olhos veem, é o que meus ouvidos captam; restos de 
Pensamentos em fins de crânios de tecido feito com fibra de caroá 
E que se caracteriza pela aspereza da tentativa de mudar o
Comportamento, mudar a visão da estética e não encontrar 
Respaldo nas respostas; e não encontrar solução na bromeliácea 
De cujas fibras se tece  a juta e o cânhamo, com grande sacrifício; e 
Não fui querido, não fui tido com grande estima e até hoje a minha
Sobrevivência custa muito em despesas; sou um artigo que tem 
Preço elevado e não a cargo meu, é da família, da qual tornei-me 
Um peso morto, um bolo gordo, um osso carnudo, um nervo musculoso
E um ser polpudo que, tem muita gordura e carne e nada para dar.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

A poesia é um encanto e um fenômeno; BH, 0230260270902001; Publicado: BH, 0190102014.

A poesia é um encanto e um fenômeno
Do encantamento e que não deixa o humor nosso 
De cada dia encapelar-se, agitar-se de raiva, ou 
Enfurecer-se igual ao mar; a poesia afasta o encapetado,
Faz-nos voltar aos tempos de traquinas, de
Menino moleque, a poesia conserta o endiabrado;
Quando estamos a cismar, a melhor coisa a 
Fazer, é encantoar-nos, meter-nos num canto,
Afastar-nos do convívio e encantar-nos; seduzir
A inspiração, arrebatar a criação, causar
Encantos e maravilhar-nos com toda sedução,
Esta coisa maravilhosa, esta feitiçaria
Inexplicável e que nos causa satisfação, que
Seduz-nos e arrebata-nos para si, com um poder
Mágico, maior do que o maior poder encantador,
Igual aquele que provoca os maiores
Encantamentos; fico encantado só de 
Pensar na poesia e em tudo há poesia,
Que deixa-me cheio e muito satisfeito
E até com ar misterioso, de mago nefelibata;
Com cérebro de escuna, embarcação pequena de 
Dois metros e vela latina, na tranquilidade
Esmeralda do mar; e a maior tristeza de 
Um poeta, é a incapacidade e a incompetência,
De não escumilhar um poema, de não bordar
Em escumilha, em tecido fino de lã, ou
Seda, o poema mórbido causado pelo cumbo
De caça miúdo, que mata os passarinhos
E faz-me espumar de indignação e 
Faz-me escumar estupefato, com aqueles,
Que perseguem os bichinhos nos campos;
A poesia veio para livrar a espuma do mar
Do óleo; e para manter a escultural escuma
Da onda, a escultura da escumadeira; e da
Colher com orifícios, com a qual se retira
A escuma dos líquidos e tem formas perfeitas,
De figuras, ou de formas entalhadas em
Material duro; modelada em material
Endurecível, como o coração do homem e
Fundida em metal conforme o molde
Mental da obra feita por escultor e de pessoa
Que só tem o corpo bonito, para artista que
Faz esculturas; e cinzelar em qualquer lugar,
Entalhar na tentativa de imortalizar
E assim fazer, esculpir para não estragar;
A poesia não deixa desmoralizar e nem
Descompor o ser, ou esculhambar o ente;
Não gosta de desordem e detesta qualquer
E total esculhambação, esculacho de médico;
Descompostura de esculápio, que só sabe
Esculachar o fraco que não tem amparo;
E nem arma que é utilizada para defesa
De golpe; e o único escudo, é só o da
Moeda portuguesa e que não vale nada;
Vale menos do que a escudela, a tigela de
Madeira, de pouca qualidade; gostaria 
De se nomeado escudeiro da poesia,
Gostaria de ser o criado que leva o 
Escudo do cavaleiro da cultura, que 
Morre para escudar o clássico; dá a vida
Para defender e amparar com mais
Veemência do que a um escrutínio;
Com mais ardor do que votação em urna,
Ou o ato de apurar os votos, o escrutinar
E o verificar dados de uma eleição;
Quero ser nomeado escrutinador da poesia,
Ser aquele que escrutina a arte e 
Ainda serve para pesquisar, investigar
E escrutar onde existem representantes
De fenômeno tão soberano; juro que serei bem
Cuidadoso, como aquele que tem escrúpulos,
Juro que serei escrupuloso e colocarei toda
A minha escrupulosidade a serviço da 
Eternização e da infinitização de 
Tal fenômeno, para que se repita sempre.

O dia em que fizer um livro e será o que estiver bem guarnecido; BH, 01301002000; Publicado: BH, 0220102014.

O dia em que fizer um livro e será o que estiver bem guarnecido, 
Guardado dentro de mim, como se estivesse cartonado, coberto 
Com papel cartão; será, espero, uma cartonagem literária, que 
Dará para guarnecer, cobrir o espaço e o universo; e cartonar
E cobrir no local onde se registram as transações entre pessoas
Físicas e jurídicas e onde se guardam os arquivos dessas 
Transações, o cartório honesto e não o casuísta, igual
Ao teólogo que aplica as regras da razão e da religião,
Para resolver casos de consciência, aquele que explica 
A moral por meio de casos e o jurista inteiramente
Subordinado às fórmulas feitas do casuísmo, adoção passiva
De ideias, doutrinas e princípios de jurisprudência  expostos
Por outrem na casuística, que é a parte da teologia,
Que se ocupa dos sistemas dos casuístas e a aplicação
De soluções jurídicas dadas anteriormente a casos
Ocorrentes, o registro e exame de casos médicos ocorridos;
Será um livro de casuarina, árvore da família das casuarináceas
E até de casuar, ave da família dos casuarídas, semelhante
Ao avestruz; e não por casualidade, não por qualidade de
Casual, acidental, de eventualidade do acaso, mas a
Mais pura inspiração, a mais elevada criatividade e não
Só pelo mero casual, o que aconteceu por acaso, o que depende
Do fortuito eventual, que só faz esterilizar o pensamento; e
Impedir a reprodução mental, capar somo se fosse,
Extrair os órgãos do animal, os testículos, ou ovários e
Castrar a mentalidade espiritual; efeito do estresse
Capador, o indivíduo castrado e o castrador que exerce
A profissão no gado e no interior da cabeça do malgrado;
A operação de castração poética que não deixa cria, igual
Ao castor, mamífero roedor, da família dos castóridas,
De cujo pelo se fazem chapéus; a morte da espiritualidade,
O puro é escarnecido, o honesto é esculachado em
Praça pública; o que se abstém de quaisquer relações
Sexuais é zombado, por não ser de atos contrários à
Modéstia, ao pudor e à pureza moral, é desrespeitado;
É o casto que sofre o castigo, o sofrimento corporal, ou moral
Como o infligido a um culpado; é o casto que sofre a
Pena, a punição e o linchamento moral, por
Penitenciar-se; e punir-se a si próprio, a colocar às
Costas a própria cruz e ativar contra si o juramento
Com dano, sem melhorar a felicidade por não sentir
O irmão mais feliz; e tenta corrigir os erros sem cobrar
Correção dos erros alheios, vive de sofrer para fazer um 
Alguém feliz e não deixa de castigar-se pelo menor
Motivo de desatenção; é mesmo o seu castigador,
Paga preço alto e caro pela castidade, pela pureza,
Pelo comportamento correto, pela casta pura e o 
Castiço que o diferencia da maioria da humanidade; e 
É chamado de ingênuo, de bobo e de devanear
Fora da realidade e de fazer no ar fantasia e de 
Criar coisa fácil da areia frágil; e não pode entrar num
Prostíbulo e falam que vive num castelo de cartas, com 
A cabeça na parte mais elevada do convés do navio; e 
Na construção da fortaleza medieval e que sonha
Com residência senhorial e real, com casa  fortificada
E que deve tomar cuidado, por ser um castiçal de cristal,
E não peça dourada de metal; e sim de barro, de vidro
E de porcelana, igual ao que tem local na parte superior,
Para encaixar velas; é esse o caso que acontece, fazem
Ocorrência com o fato e o acontecimento se transforma em
Dificuldade, em problema; e o mundo esquece o apreço e o
Universo esquece a estima, a aventura amorosa, a tragédia;
A história, o pesadelo, o conto do vigário e a forma que pode
Apresentar em certas línguas, um nome, ou um pronome
Segundo a sua função sintática; dúvida de consciência,
Quanto ao modo de proceder de acordo com a moral
Religiosa, em todo e apesar de tudo, pensado de propósito,
Premeditadamente, herda a carta do casmurro e 
Desconhecem a sua classe; ignoram sua raça, desqualificam
Seu gênero, destroem sua família; e na Índia, por
Exemplo, não faria parte de qualquer das classes em
Que se divide a sociedade; e passa a ser um homem
Difícil de abordar, fechado, teimoso, um castelhano,
Natural de Castela, Espanha; um espanhol de língua 
Espanhola, com todo o castelhanismo, regionalismo, ou 
Dito peculiar, por extensão, um castelão, senhor de castelo;
Um alcaide castão, de ornato de osso, ou de marfim na
Parte superior de uma bengala e outros instrumentos;
E querem cassar-lhe a dignidade, anular os atos,
Suprimir-lhe a vida, tornar sem efeito, quebrar
E partir com cassação e supressão de direitos políticos
E mandatos parlamentares, coisa que não acontece
Com a maioria dos ladrões do dinheiro do povo;
Corruptores e corruptos, sonegadores e demais bandidos,
Que estão há vidas no poder, a entregar, a vender, a
Sugar, a mamar, sem nenhum conceito de ética,
Escrúpulo e preceito e princípio de vergonha; e só
Dançam castanholas com o dinheiro da nação, tocam o
Instrumento de percussão formado de duas peças
Pequenas de madeira, ou marfim, arredondadas e 
Côncavas e que se prendem aos dedos, ou pulsos do
Tocador, ligadas e a bater uma contra a outra; é
Só isso que os nossos principais políticos sabem fazer
Bem feito, castanholar e não preservar o castanho; não
Impedir o fim da madeira do castanheiro marrom,
A árvore da família das fagáceas, de nome comum de
Diversas espécies de árvores da família das bombáceas;
A castanha-do-pará das lecitidáceas e o fruto também e
A castanha do cajueiro; é hora de parar de quebrar,
De parar de derrotar, de parar de vencer o povo; e a 
Cassiterita, o mineral bióxido de estanho e minério; 
E a água no leite, dissolve a caseína, a substância 
Proteica que constitui a maior parte dos protídios
Do leite, é por isso que existe leite A, B, C, etc; e no vegetal
A matéria azotada extraída de resíduos hulhíferos,
Faz lembrar-me a cássia, o gênero de plantas ornamentais,
Da família das leguminosas e a flor dessa planta faz-me
Chorar de dor, a dor que o cassetete, o porrete de madeira,
Borracha dura, com alça para prender no pulso, não é 
Capaz de tirar um lamento daquele que não tem nada a dever.

Minha mente não é o fruto que tem a polpa cheia; BH, 01201002000; Publicado: BH, 0210102014.

Minha mente não é o fruto que tem a polpa cheia
E suculenta; meu pensamento não tem a aparência de carne,
Não tenho o espírito polpudo, carnoso e rico em memória;
Sim, sou um carniceiro carnívoro comedor de cadáver, que se 
Alimenta de carne e da ordem dos mamíferos plantígrados e 
Digitígrados; um indivíduo de índole perversa, sanguinária, 
Igual ao médico-cirurgião pouco experiente e inábil e ao que faz
Aborto em clínicas de fundo de quintal, a aumentar a 
Carnificina extra-oficial; o abate indiscriminado e 
Exterminador de crianças e na mortandade infantil;
O homem hoje não é mais carneiro, não é mais o mamífero
Criado para fornecer lã; não é mais estrela de constelação
E nem signo do Zodíaco, áries, perdeu a índole mansa e 
Submissa; hoje cabe num ossário pequeno nas paredes de cemitérios,
Hoje é um amontoado de carne-seca, de carne salgada de vaca, de 
Pedaços de charque carunchoso, atacado pelo carruncho, cheio da 
Térmita que corrói, destrói a madeira, ou cereal armazenado em grão;
Gorgulho cheio de velhice e nesta carta, nesta comunicação
Escrita e que não remeto a ninguém, deixo aqui só 
Para mim mesmo, registro e epístola, missiva de alguns
Pensamentos ambíguos, inadequados e inacabados e pequenos,
Como os cartões dos baralhos; é um mapa do que trago e tenho
Dentro da minha ilha, um diploma sem cursar curso algum,
Sem defesa de tese, ou de teoria; uma carta aberta e que 
Não é dirigida a alguém através da imprensa e nem 
Mudará e nem melhorará a Constituição e nem tirará os
Alfinetes do papel em que são espetados em grupo para venda ,
De toda riqueza que a nação brasileira possuía;
E perdeu a fiança natural, o documento pelo qual,
Quem quiser responde pela dívida de outrem; nós 
Não, a Magna não poderá deixar a entregação do 
Tesouro de maior patente, de maior título de declaração
De privilégio, que são as vantagens e as regalias que a
Nossa rica natureza nos legou; o povo tem que ter
Plenos poderes de ação para resguardar e preservar o que
O governo luta tanto para entregar; o povo tem que ter
A carta branca; pô-la na mesa e usar de franqueza,
Não deixar-se dominar e ter sempre o poder de decisão;
Maior do que o juiz, que pede providência a outro por
Precatória, fora de sua jurisdição; para numa cartada
De recurso extremo, lançar a última tentativa de negócio
Ousado, tipo lance de cartas e reverter o jogo que
Parece perdido para o governo, mas não está; o governo
É só um pedaço de papel retangular muito encorpado,
Uma visita desagradável a quem temos que fazer sala,
Que imprime seu nome, sem endereço e sem profissão
Na nossa história; é um postal que deixaremos esquecido e 
É por isso que sou aquele burrico que puxa aquela carroça,
Aquele carro tosco, para cargas; sou aquela cavalgadura e
Aquele boi de qualquer veículo moroso, que pisa devagar
As poeiras do caminho; e sou pisado pelas patas desses bois ao
Ter nas costas a carroçada, toda a carga e tudo que a
Carroça pode transportar; sou o carroção, o grande carro de bois
Coberto de toldos, para gêneros, pessoas, caravanas; tenho todas as
Marcas da pedra de dominó, que tem seis de cada lado e na
Matemática, a expressão, o problema de muitos termos, perdido
Na solução, na resposta sem abrigo de cimento armado
Encravado na terra; o bunk com, ou sem peça de artilharia
Para defender uma posição, alojar soldados, munições e
Mantimentos; e cai a casamata da realidade da sociedade tão
Perversa e injusta que carregamos nas costas, na nossa
Carroçaria, na parte dos automóveis, onde vão o motorista
E os passageiros; e nos caminhões onde vai a carga e da
Estrada que permite passagem e rolagem precárias, carroçável,
Do carroceiro; eu que guio e que conduzo a minha
Vida de carrocinha, simples, pobre, de duas, ou três rodas para
Pequenos objetos, igual a utilizada por vendedores ambulantes;
É o coração fechado com grades, para captura de cães vadios
E passa pelo rodízio, pelo círculo plano de madeira, para
Diversão de crianças em parques e que giram em torno
De um eixo, como um carrossel sem dono, uma carruagem
Sem freios, sem controle, um carro sobre molas puxado por
Parelhas de cavalos; e para este livro volumoso e antigo, para 
Esta pasta deixo a coleção de documentos por mim escritos,
O calhamaço de folhas, fragmentos de cartapácio e a folha 
De papel com dizeres e ilustrações, a fazer a propaganda do
Artigo, a anunciar o acontecimento, em lugar público,
Com a fama que terá a boa cotação do cartaz, a boa 
Performance do cartazista; a sorte no carteado, o azar 
Qualificativo no jogo de vaza em cartas, qualquer
Carteamento, no jogo de baralho, calcular o ponto em que
O navio se encontra para cartear, as correntezas do mar;
A correspondência do carteiro, a carteira de Judas, a bolsa
Pequena de couro, ou era de outro material, hoje,
Receberia cédulas, levaria documentos e as moedas
No bolso; na pequena caderneta de anotações e lembranças,
A anotação do fatídico ato, na mesa de escrever, na
Escrivaninha, o arrependimento e o desabafo; e a
Maneira do suicídio, evoluiria da corda para o três oitão,
Não teria a designação de seção de estabelecimentos
Bancários e o carteiro, funcionário dos correios, que não
Traz-me nada  do Rio de Janeiro; nem os telégrafos dizem-me
Nada de telegramas, parou a entrega aos destinatários;
Assim não tem chegado o meu capim, nenhum dístico,
Rótulo, ou provocação que faça-me reagir; é vergonhosa,
Como diz Boris Casoy, isso é uma vergonha, a combinação
De empresas comerciais no sentido de eliminar a 
Livre concorrência, pela divisão do mercado entre si;
E pela fixação dos preços dos produtos, o hediondo cartel,
Que faz ajuste entre associações e sindicatos, ao ter
Em vista uma ação comum, globalizante e neoliberal; 
Vale uma reclamação para colocação de inscrições, vale 
Uma faixa de protesto, uma cartela vermelha, na superfície
Lisa de pedestais e de estátuas e destruir esse cartes;
Destruir o invólucro de metal destinado a proteger
Esse mecanismo como se fosse engrenagem de
Certas peças; a cartilagem, o tecido resistente e elástico,
Que forma o esqueleto do embrião, antes da constituição
Dos ossos e que no homem persiste em certos locais, no
Nariz e nas extremidades; no teor cartilaginoso e na
Cartilha, no livro elementar para ensinar a ler, no
Rudimento de qualquer ramo do conhecimento e
Que serve de iniciação  do cartográfico, da arte e da
Técnica de elaborar cartas geográficas, geológicas e toda
Cartografia profissional do cartógrafo que elabora e é o
Entendido em matéria tão profunda e complexa.

Passo os dias com esta catarreira na carreira; BH, 02301002000; Publicado: BH, 0270102014.

Passo os dias com esta catarreira na carreira,
Esta grande secreção de catarro, que mais parece
Um defluxo forte de espermatozoide, na hora
Da masturbação catarral, que cai em catarata; cai
Em grande cachoeira, catadupa de moléstia e
Da visão, caracterizada pela opacidade do cristalino;
É um catamênio, um mênstruo catamenial, que não
Dá para catalogar, para relacionar, ordenar e
Classificar e até mesmo enumerar num catálogo; a
Relação metódica do acontecido, descrição sistemática
Do sistema, caderno, arquivo, livro, também que se 
Faz e guarda essa seleção; essa cataplasma de 
Massa quente usada como medicamento mental,
Aplicada sobre a pele do espírito, diretamente
Entre os dois passos do além e do aquém e da 
Catapora que pega a pessoa molenga, o ser mais 
Do que inútil, que mesmo lançado de catapulta,
Não sobe nem como erupção cutânea; nem benigna
E a maligna que ataca principalmente crianças,
Como uma varicela, que vem como do antigo engenho;
O de guerra movido a cordas, para lançar pedras e o
Dispositivo para lançar aviões no espaço, navios e 
Aeródromos que escapam ao catalogador;
Daquele que cataloga o tempo, a era, a ira dos
Ventos; a catalogação do catalão, natural da Catalunha,
Espanha, língua de Valência; e nas ilhas Baleares, no
Mediterrâneo, no Roussillon, França e em Andorra e 
Outras regiões; ao catarinense, natural do Estado de 
Santa Catarina, que não sabe desistir de um 
Projeto e nem da chuva e que se emprega para
Puxar carros, tirar do atoleiro, da linha 
De tiro, argumento principal, dificuldade e 
Complicação de embaraço; assunto predileto de 
Batalha, cavalo-vapor, peça de jogo de xadrez e 
O instrumento humano pelo  qual se manifestam os 
Orixás no candomblé; no ramo, ou tronco de plantas,
No qual se faz o enxerto, homem estúpido e bem
Grosseiro, tal mamífero quadrúpede domesticado,
Da família dos équidas; fora do apelativo de toda
E qualquer cortesia, do par de uma dama nas 
Danças de salão; ao homem de sociedade e 
Ou educação esmerada, cavalheiro de sentimentos
E ações nobres, com distinção, nobreza, e brio; e a
Qualidade própria de cavalheirismo; comportamento
Brioso, distinto, cavalheiresco, diferente de cavalhada;
A corrida de cavalos, manada de gado, justa, e
Torneio cavalar; só não pode é deixar montar,
Passar por cima do povo, sentar-se escarranchado,
Como se estivesse a montar sobre cavalo, ou outro
Animal; a cavalgar, a andar a cavalo, no cavalgamento,
Enjambement, a própria cavalgadura, pessoa estúpida,
E muito mal educada, montaria cavalgada; a
Carga de cavalaria militar, a corrida de grupo
De pessoas a passeio, desfile, ou galope; trave
para pendurar selas, e demais arreios, pequenas peças
Para levantar as cordas de certos instrumentos musicais;
Suporte para tampos de mesa, armação na qual
Se colocam telas de pintura, quadros-negros, etc;
Cavalete em posição elevada, vantajosa, em lugar
Eminente, daquele que, para ganhar fama, ou
Alcançar a mão da sua dama, ia pelo mundo,
Em busca de aventuras, igual a um cavaleiro
Andante; é homem nobre, paladino de uma
Causa, primeiro na graduação de certas ordens
Honoríficas; membro de uma ordem de cavalaria,
Soldado, homem, denotado empregado de cavalaria, e o
Que cuida dos cavalos, o cavalariço da casa; o de
Estrebaria, abrigo, e cocheira de mercador cavalariano;
Que seguia o conjunto de regras morais, que ditavam
A conduta dos cavaleiros andantes da Idade Média;
Longe da equitação da tropa, à reunião cavalar,
Do peixe da família dos escombrídeos, a cavala, ao
Trabalhador de enxada, diligente, esforçado, não
Reconhecido, que cava a própia sepultura; o
Cavador da própria campa, o buraco, o mar
Revolto pelo vento; o destino obtido com esforço;
Ideal cavado, a ideia de cavar a felicidade,
Com cavadeira, peça de ferro semelhante a um
formão grande, que se adapta a um cabo para 
Fazer buracos; por gostar muito de viver, e de
Não suscetibilizar-se para zangar-se, e cordial,
Na conversa informal, e amigável, livre
Da estilha de madeira no peito, o cavaco que 
Prende Drácula ao leito; e não no negócio, ou
Emprego obtido por proteçao, com arranjo,
Procura passar o efeito, e o ato da cavação.