quarta-feira, 30 de março de 2016

Sai do limbo e levanta do chão e anda; BH, 0200202016.

Sai do limbo e levanta do chão e anda,
Fiz-te do melhor barro, aço, bronze, mármore;
Moldei-te, modelei-te, remodelei-te, igual
Michelangelo e Rodin, faziam com suas 
Peças; várias vezes soprei e assoprei em 
Tuas narinas hálitos de meninas, arroubos
De virgens, arrulhos de pombas; e o que me
Sais? um velho mórbido a andar nu pelos
Jardins, a comer das frutas podres dos 
Pomares, um senil decrépito a beber 
Vinhos azedos, a comer gorduras e a 
Deixar de lado as carnes sagradas; e 
Olha que fiz um esboço de carvão de 
Hulha, fiz um croqui de granito celeste,
Um desenho com uma vara de negrito
Secular: e o quê vieste? mais uma besta,
Mais uma peste a levar uma vida 
Agreste; e agora, desnudo vagabundo, 
A expor as vergonhas ao mundo, 
Envergonha-me perante a todos; antes
Não precisava suar a pele nua, ralar
Os joelhos, relhar os cotovelos, calcar os 
Calcanhares, desmazelar os tornozelos:
Tinhas de um tudo; e gritei-te no 
Sepulcro, depois de tirar a cruz das 
Tuas costas e os cravos das tuas 
Feridas; hoje, anda no meio de 
Bandidos, de putas e vadios, não
Voltas à casa do pai; filho pródigo,
Deteriorou a alma, ser e espírito e 
Nada em ti salvaste; cheio de 
Malasartes, a transbordar de malfeitos,
Afoga-te em defeitos; e olha que 
Mirei-me em Apolo, pensei em 
Narciso, copiei Adônis, invejei
Antônio, o Belo, pensei num ser 
Singelo, não usei formão, nem martelo,
Só pétalas de flores; e o que me trazes?
Um poço de dores.

Oração do fim de semana:

O isopor é o meu pastor
E a cerveja não me faltará;
Cerveja gelada que estais no bar,
A aguardar a sexta-feira chegar;
Venha a nós o copo cheio,
Seja feita a nossa farra,
Assim na sexta como no sábado;
O mé nosso de cada dia dai-nos  hoje,
Perdoai as nossas bebedeiras,
Assim como nós perdoamos,
A quem não tenha bebido;
E não nos deixeis cair no refrigerante,
E livra-nos da água,
Amém... doins e fritas.

Esgotaram-se todas as fontes e mananciais; BH, 0130302016.

Esgotaram-se todas as fontes e mananciais,
Nascentes e nem chorar o ancião chora 
Mais, agora são só lamúrias, lamentações
E gemeções; quando tem alguma força, 
Clama pela morte e agarra-se pelos lençóis
Da vida; as paredes estão gravadas de 
Murmúrios, os tetos forrados de sussurros
E no forro, reverberações de outrora; e 
Como dói um passado mal curado, uma
Vida perdida em feridas crônicas, em 
Úlceras venosas incuráveis; coração
Chagado, peito sufocado, asfixiado pelo
Catarro eterno, que para expeli-lo, quase
Que os pulmões vêm juntos; a boca é 
Amarga, fétida, o hálito azedo, os beijos
Doces idos, jazem esquecidos, nalguma
Latrina de fundo de retrete; e aquela pele
Plástica, elástica, brilhante, hoje pelanca,
Que gato de beco escuro recusa; os 
Músculos que emolduravam carne 
Fresca, viva, foram digeridos pelo tempo;
E fantasmagórico, um sobrenatural em 
Cima dum colchão, mete medo o senil,
A quem passa e não o viu; arfa para dizer
Que inda sobrevive, cospe, baba, tudo é 
Nojo e asco e repulsão; e já não se recorda
Mais dos filhos dos quais era cercado, 
Esqueceu nomes, lembranças, memórias; 
E de tudo que era útil, só o inútil forma 
O ser à espera da hora derradeira; um 
Passarinho pousou no umbral, o velho
Tomou um susto, não viu a luz do sol
Que queria ferir seus olhos, os lábios,
Numa sepultura aberta, as ventas, duas
Lápides sem epitáfios, arrombaram a 
Porta e levaram aquilo a ser cremado.

Antigamente e fechava os olhos e enxergava; BH, 0270202016.

Antigamente e fechava os olhos e enxergava
As coisas, hoje, abro os olhos e não enxergo
Nada; a hipocrisia avança, a falsidade só 
Predomina e o pisar, é como se fosse o 
Pisar em areias movediças; e afundamos na 
Estupidez, afogamos na ignorância e a 
Bizarrice é uma unanimidade, como a 
Morbidez coletiva infinita; e na ilusão de 
Conseguirmos a liberdade, nos prendemos
Às coisas mais superficiais, banais e 
Corriqueiras; e na esperança de alcançarmos
A felicidade, nos vendemos, como se 
Fossemos carnes num açougue, mercadorias 
Em supercentros, ou shoppings; e não nos 
Envergonhamos de sermos tão reles, tão 
Mesquinhos e tão desajustados na ânsia de
Conseguirmos os nossos intuitos; e do 
Pouco que tínhamos de antigamente, num
Piscar de olhos, perdemos tudo: educação,
Saúde da mente, cultura, comportamento,
Ética, decoro, nada ficou, agimos como 
Delinquentes; e indiferentes pensamos ser 
Diferentes e tratamos com diferença os 
Nossos semelhantes, coisas que nossos 
Primatas não fazem; e não ouvimos mais 
As nossas falas, só nossos gritos, uivos e 
Imprecações; não ouvimos mais as nossas
Vozes normais, só as nossas impressões de 
Loucos, risos de desvarios, gargalhadas de
Deboches; e posamos de importantes, de 
Sóbrios, de ares superiores, de santos de 
Pau oco de pés de barro; e num sopro
Invertido, viramos uma visão na névoa,
Que nunca será autenticada no eterno.

terça-feira, 29 de março de 2016

INFORME DO PARTIDO DOS TRABALHADORES:

No esforço de combater o golpe parlamentar-empresarial que se desenha, o Partido dos Trabalhadores lança este vídeo para esclarecer a população dos riscos que os setores populares correm com a quebra da legalidade democrática.
Veja mais aqui
Como não temos a mídia do nosso lado, contamos com sua valorosa ajuda na divulgação.
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Muito obrigado, e não vamos esquecer
#NãoVaiTerGolpe
#ImpeachmentSemCrimeÉgolpe

Secretaria Nacional de Comunicação e Secretaria Nacional de Organização do PT
Secretária Nacional de Comunicação

Se viesse à minha mente uma semente; BH, 060302016,

Se viesse à minha mente uma semente,
Plantaria um pensamento no meu cérebro
Doente e do meu coração dormente, tiraria
Terra fértil, num adubo germinador; e meu
Coração seria um pomar, uma horta, um
Jardim e no recato mais escuro, a luz
Brilharia, o sol nasceria e só choveria para 
Regar as plantas; e lavar as pedras, lavrar
As minas e desempoeirar as lavouras; e cada
Poderoso anjo santo que cair do céu será um 
Novo índio, na nova Mata Atlântica, na 
Nova floresta encantada, no novo bosque em
Flor; e nunca mais uma árvore será extinta e 
A água só para matar a sede; repôr os 
Mananciais, reviver as lagoas, os lagos, os rios e os
Regatos; e meus pés pisarão gramados finos e se
Molharão em riachos cristalinos; e beberei
Dessa mãe sagrada e comerei desse pai
Santificado e toda felicidade me habitará,
Como se fosse uma eternidade; e o amor me possuirá,
Como se fosse de verdade, imortalizado; e 
Sentir-me-ei vasto, como se fosse um oceano
Universal, imenso como se fosse um mar 
Terreal; e canto cantigas e canto canções,
Hinos e louvações e encho os ouvidos de 
Odes à alegria e de regorjeios dos pássaros
Que habitam minhas florestas, matas, bosques e jardins. 

Walt Whitman, Creio que poderia transformar-me.

Creio que poderia transformar-me
E viver como os animais.
Eles são tão calmos e donos de si!
Detenho-me para contemplá-los sem parar.
Não se atarantam nem se queixam da própria sorte.
Não passam a noite em claro remoendo suas culpas,
Não me aborrecem falando de suas obrigações para com Deus.
Nenhum deles se mostra insatisfeito,
Nenhum deles se acha dominado pela mania de possuir coisas.
Nenhum deles fica de joelhos diante de outro,
Nem diante da recordação de outros da mesma espécie e 
Que viveram há milhões de anos.
Nenhum deles é respeitável ou desgraçado em todo o amplo mundo.

Não posso temer o que penso; BH, 01101202015.

Não posso temer o que penso,
Se sou eu quem penso e nem ter medo do que 
Escrevo, se sou eu quem escrevo; ou se
Tem uma liberdade de pensamento e 
De expressão, ampla, geral e irrestrita,
Ou se tem uma democracia real, soberana,
Cidadã, ou afundaremos todos na hipocrisia;
No jogo, a bola é rolada, na pesca, a 
Traíra é pescada e no amor, a mulher 
É conquistada e na liberdade,
A palavra é liberada, a ação 
É livre, o direito é respeitado, mesmo 
Que haja quem não goste, se sinta
Ofendido, contrariado, constrangido, 
Ultrajado; e o que mais acontece ao
Povo trabalhador brasileiro é o 
Ultraje da burguesia, a violência da 
Elite, o desrespeito da plutocracia, o
Acinte da justiça, o achincalhe dos 
Políticos; e é essa corja toda, que o
Povo trabalhador brasileiro tem que 
Levar na cacunda e ficar corcunda, com 
O peso da exploração; o restante das 
Reclamações dos que se dizem atingidos
Por ideias, ideais, é conversa fiada, ou
Mole, para boi dormir; na ditadura,
Meu pai foi preso por não concordar
Com a ditadura, na democracia, 
Poderei ser preso, se a democracia
Não concordar comigo? figuras 
Públicas, sociais, não podem se sentir
Atingidas, a alegarem infâmia,
Difamação, injúria, calúnias, danos
Morais, o que se fala delas; assim são
As tais coisas que mais acontecem 
Com a Presidenta Dilma Vana Rousseff
E com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da 
Silva, os mais atingidos pelos reacionários

MPF, Ministério Público Federal; BH, 0110902015.

MPF, Ministério Público Federal,
Bem como demais membros da justiça brasileira,
São covis de serventuários da burguesia e da 
Elite; com a maior parte dos membros 
Oriunda das faculdades e das univesidades
Públicas, é somente à plutocracia que faz
Questão de servir; com salários astronômicos, 
Muitos recebem bem além dos serviços
Prestados à nação do povo trabalhador 
Brasileiro; por outro lado, ao politizarem 
Os autos, deixaram de lado a ética, a 
Imparcialidade, a impessoalidade e aderiram
Ao corporativismo, às vendas de sentenças,
De habeas corpus e às perseguições 
Políticas; e basta alguma denúncia sem 
Provas chegar a algum quadro do PT, do
Partido dos Trabalhadores, para vazarem 
Todos os detalhes, até os inverídicos, ao 
Horário nobre do PIG, Partido da Imprensa
Golpista, com a execração em praça 
Pública; sem a ampla defesa, o "indubio
Pro reo", o ônus da prova e até sem o 
Respeito aos direitos humanos; tenho dito
E não desdito e penso e escrevo, que a 
Justiça brasileira, que inclusive colaborou
Muito com a ditadura, com seus servidores
Que assinavam laudos falsos, para legalizarem
As ações ilegais do estado opressor da época;
E até hoje, muitos resquícios dessa ditadura
Sanguinária, habitam o seio dessa justiça
Direcionada que, mais mal causa ao Brasil
Do que o bem; e se for crime o que penso e o 
Que escrevo, a Literatura Constitucional 
Dá-me o direito de pensar e escrever o que quero.

Colibri e rouxinol e cardeal e pardal; BH, 0301202012.

Colibri e rouxinol e cardeal e pardal,
Coleiro, sabiá-laranjeira, canário-da-terra,
Palmeira: como que uma terra desta 
Não tem poeta? tem que ter e cada
Ser nascido aqui é poeta; rolinha-
Fogo-apagou, sofreu, trinca-ferro, curió,
Garricha, bem-te-vi, como que uma 
Terra desta não tem quem rir? tem
Que ter quem rir, quem nasce aqui
Não é para chorar nunca: uirapuru,
Araponga, tico-tico, joão-de-barro,
Beija-flor, está é a terra de Deus 
Nosso Senhor, eterna primavera, 
Mar de tantas flores, demais amores;
Azulão, maria-preta, pintassilgo,
Gaturamo, assanhaço, siriema, 
Pássaros e passarinhos desta terra
Que amo; e quanto mais vejo 
Flores, borboletas, joaninhas, 
Meus amores, mais gamo por 
Tantos teores; esta terra desencadeia
Paixões, meu coração torna-se 
Pequeno, de passarinho e quer,
Aqui no seio desta terra, também 
Fazer um ninho; mãe-grande,
Mãe de leite, mãe de mel, terra
Para quem não destila fel; terra 
Santa sagrada santuário de belos
Mares rodeados pelo oceano tão
Azul, que se confunde com o céu; 
E é a verdadeira morada de santos 
E santas, deuses e deusas, que quando
Chega o carnaval, é que a gente se 
Sente, literalmente no céu, com a 
Festa infinita da alegria e que amor.

Não tenho trabalho e não sou profissional; BH, 0301202012.

Não tenho trabalho e não sou profissional
E nem tenho remuneração; falta-me
Profissão, ai, arrisco no amadorismo, na
Falta de estilo e de definição; não tenho
Um destaque, ou algo que chame a 
Atenção; se eu ainda tivesse um marco,
Um ponto qualquer final, de exclamação,
Ou de interrogação, teria um norte; não
Capto minhas linhas sinuosas e caço no
Mato sem gato e sem cachorro; mas 
Reclamo de quê? tive tempo de aprender
A aprender, de ensinar e de ser ensinado
E não posso ter o direito de reclamar, 
Seria injusto de minha parte; e replico
De quê? replicante sem direito a replicar,
Besouro no voo perdido, caiu de pernas
Para o a r; veio um graveto salvador e 
Virei-me à posição correta e tornei a 
Voar; e de novo aterrissei com o corpo
Em cima das asas, por cúmulo do azar 
E desta vez, até agora, o vento não jogou
Nenhum graveto para cá; e destino cruel,
Aqui para sempre vou ficar, nem todos 
Os dias são dias de sorte; mas todos os
Dias são dias de azar e ficar aqui até
Secar-me, sozinho, não sei virar-me
Nas minhas contrações e contradições;
E escorrego e quebro as pernas e 
Caio por cima das asas e seco-me 
Aqui neste chão sem futuro, que agouro. 

Temer, boa viagem! E deixa o Cunha no lugar!


bessinha temer
Vamos supor que o Presidente da República Michel Temer vá ao Uruguai fazer uma visita de Chefe de Estado.

Fique lá vinte e quatro horas.

Assumirá em seu lugar o segundo na linha de sucessão presidencial, o mui digno e impoluto Eduardo Cunha.

Aí, em 24 horas, o Cunha governa o Brasil, com todos os poderes!

Privatiza a Petrobras.

Entrega o Banco Central à Febraban.

Extingue a CLT.

Entrega o SUS às OS.

Dá a Previdência para o André Haras Resende administrar, aquele que ia privatizar a Previdência no Governo FHC Brasif.

Fecha o Bolsa Família, entrega o Minha Casa ao Secovi, e o Luz para a Todos à Light.

Nomeia cinco novos ministros no Supremo, na marra: Yves Gandra, Miguel Reale, Joaquim Falcão, Big Ben de Propriá e Ataulpho Merval.

E fecha a Vara do Moro, só com os petistas lá dentro.

Nomeia o delegado Itagiba diretor-geral da PF – e acaba com a Lava Jato!

E sem contar a Primeira Dama Claudia, Cruz, com tornozeleira Hermès!

(Quá, quá, quá! - PHA)

E quero ver o Congresso do PMDB revogar as medidas provisórias respectivas!

Foi assim, mais ou menos, que começou a conversa do ansioso blogueiro com o Oráculo de Delfos, que ressurgiu do Alto do Moura, em Caruaru, PE,  mais confiante que nunca!

- O desembarque do PMDB está longe de ser o fim do mundo, disse ele.

Lula foi eleito com o PCdoB e o PL.

Não tinha o PMDB.

E no primeiro ano fez um ajuste e as reformas da Previdência e Tributária.

Sem o PMDB.

- De certa maneira, os que saíram da base do Governo e muitos que ainda estão indecisos começarão a se envergonhar dessa patranha.

Será que ficarão confortáveis em se alinhar, de cara lavada, numa votação aberta, nome por nome, diante da Nação, para corroborar um Golpe parlamentar que bote o Temer e o Cunha na presidência e na vice-presidência do Brasil?

Será que poderão enfrentar o povo, na rua, para pedir voto, depois de botar o Temer e o Cunha no comando da Nação?

O Cunha só não está preso porque o Janot se esqueceu de enviar o nome dele ao Supremo, já que o processo estava na mesma gaveta do De Grandis. 

O Temer só não foi citado pelos que ainda não delataram!

Dar o Poder a esses dois?

Tirar uma Presidenta que não cometeu crime nenhum para entregar ao Presidente Temer e ao Vice Cunha?

Quem terá coragem de votar nisso, diante das câmeras da Globo?

E depois sair às ruas!

Como o Aecím e o Geraldinho Merendão, que saíram às ruas e tiveram que correr numa manifestação a favor do Golpe!

- E essa reunião da diretoria do PMDB?

Vai dizer o que sobre o Temer?

Sobre o Cunha e sobre todos os peemedebistas que estão com um pé na cadeia?

Vai defende-los?

Vai sugerir deletar o Moro?

O que a convenção do PMDB dirá sobre o Temer e o Cunha, já que vai dizer cobras e lagartos da Dilma?

Quer dizer que o PMDB acha que a Dilma é uma criminosa e o Temer e o Cunha são santos!

- Isso vai saltar aos olhos da opinião pública e da opinião pública internacional – um Golpe para botar o Temer e o Cunha não na cadeia, mas no comando da República!

Vai ser uma vergonha de dimensão planetária!

Um vexame total!

É uma situação tão vexaminosa que o próprio Temer se recusou a participar daquela atividade Golpista do “governo no exílio”, em Portugal.

Os líderes portugueses tamparam o nariz e mandaram dizer: fora daqui!

- Claro que é possível e provável a Dilma resistir ao Golpe na Câmara.

A saída do PMDB e a correspondente beatificação do Temer e do Cunha ajudarão nesse processo.

- E se a Presidenta, diante da possibilidade de ter que meter a mão na lama para convencer indecisos, convocar eleições antecipadas - perguntou o ansioso blogueiro?

- É o que os Golpistas mais temem: devolver a decisão ao povo!

Mas, essa é uma arma para se guardar.

Fica na reserva, como uma trincheira de resistência ao assalto do FMI – sim, porque o Temer e o Cunha significam a volta do FMI ao Ministério da Fazenda!

Sob a batuta do Armínio (NauFraga).

Eleições antecipadas – essa é uma arma que, provavelmente, não será necessária.

Porque, assim como muitos juízes morrem de vergonha do que acontece em Curitiba, tem muito deputado que vai pensar duas vezes antes de dizer: sim, quero o Temer e Cunha no Governo da República.

- E se jorrar sangue?, pergunta o ansioso blogueiro.

- Eu já te disse, ansioso blogueiro, que, se é pra botar gente na rua, os Legalistas botam mais, com mais competência.

Por isso, todos à rua dia 31!


Paulo Henrique Amorim

Pra não dizer que não falei das flores - Geraldo Vandré (1968)

VAMOS AJUDAR O ACAMPAMENTO DA RESISTÊNCIA NA PRAÇA DO PATRIARCA/SP:

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segunda-feira, 28 de março de 2016

Ficar a esperar a sorte; BH, 0301202012.

Ficar a esperar a sorte,
É a  mesma coisa que esperar a morte
E não ter um norte; ficar a 
Esperar o cavalo passar arreado, correr
Atrás do tempo perdido e nunca
Acertar no caminho escolhido; sorte
Tem quem tem razão e nunca
Espera pela sorte; e o azar? todos só
Queremos a sorte e desprezamos o azar,
Mas, no fundo d'alma, a nossa companhia
É o azar; é o único que não nos abandona,
O azar é fiel e companheiro de todas as
Horas; nunca vai embora, o azar é que 
É humano, é coisa de humano, mesmo;
O azar é coisa de vivo, coisa do homem;
Quem não nasceu para ter azar, na 
Realidade, não nasceu simplesmente 
Para nada e o azar é racional, é de 
Quem tem noção; o primeiro e maior 
Princípio da sabedoria, é não esperar
A sorte e nem o azar; a sorte não 
Nascemos com ela e o azar é para
Nos enterrar; e o pensamento mais
Estúpido, ignorante, imbecil, que, 
Um ser qualquer pode ter, é pensar 
Que tem o direito de ter mais sorte 
Do que qualquer outro sujeito; esse 
É o tipo de pensamento que não é 
De humano; não espera-se nada de 
Pessoa com pensamento tão deficiente,
Nunca sairá da imperfeição.

Aos seres que habitam a dimensão; BH, 0501202012.

Aos seres que habitam a dimensão 
Intersideral, último limite entre
O sistema solar e os outros universos;
Aos seres que destacam-se nesse limite,
Aonde a vida humana pode chegar, 
Só através dos pensamentos e das ondas
Mentais; aos seres telepáticos, com
Vida sobrenatural que, se fossem 
Encontrados, seriam tidos como
Assombrações; aos seres encantados
Das órbitas desconhecidas, das mudanças
Infinitas, seres que, para não serem 
Detectados, viram invisíveis, translúcidos,
Ou totalmente escuros; aos seres que,
São ficções para nós, aos seres 
Perfeitos, por não terem organismos,
Entranhas, medulas, tutanos, perfeitos 
Por não terem ossos; aos seres sem
Pensamentos, sem sentidos e sentimentos
E aos quais confundimos com deuses,
Anjos; aos seres que são suspiros de 
Imaginações e soluções de inspirações
Dalgumas mentes; aos seres que não 
Possuem moléculas, partículas, átomos
E não são feitos de nada e se são feitos 
Dalguma coisa, desconhecemos de 
Que são feitos; aos seres que não salvam
Por milagres e nem são salvos por 
Milagres; aos seres habitantes das 
Dimensões aonde só as mentes 
Loucas podem chegar em suas 
Alucinações e aos seres só enxergados
Nas visões dos loucos iluminados.

Da Secretaria Nacional de Organização, PT.

Um golpe está de novo em andamento. Motiva-o, mais uma vez, a ascensão das lutas populares, a conquista de direitos e a disposição dos movimentos sociais organizados e dos democratas de não admitirem nenhum retrocesso. É fácil identificar os golpistas: nos partidos conservadores, na alta burocracia dos poderes do Estado, nos empresários do grande capital e seus funcionários nas entidades de classe. A mídia monopolizada é seu partido e porta-voz.
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Preocupa-me sim e deveras as ações do PIG; BH, 0501202012.

Preocupa-me sim e deveras as ações do PIG,
Partido da Imprensa Golpista, ora alicerçadas,
Pelas denúncias sem provas, aos elementos
Do nosso governo; agora fico apreensivo,
Pelo conjunto orquestrado, do que era normal
Em tempos idos, hoje taxados maldosamente
De malfeitos, pela velha mídia bovina, STF, 
Supremo Tribunal Federal, PGR, Procuradoria
Geral da República, PF, Polícia Federal em 
Alianças com demotucanos e vez primeira
Vacilo, pois, a base fundamentada por eles,
Encabeçada por Aécio Neves, pode pôr 
Abaixo o projeto de reeleição da Presidenta
Dilma Vana Rousseff; os colonistas, os 
Calunistas, os profetas do caos, os porta-vozes
Da direita vira-lata complexada entreguista, os
Editoriais dos jornalões, das revistonas estão a 
Postos, a bombardearem a combalida defesa
Do Planalto; a coisa não está para brincadeiras,
Dois inimigos viscerais das Cotas, Prouni, 
Enem, Bolsa Família, que chamaram de bolsa
Esmola, acabaram com a CPMF, Contribuição
Peovisória sobre Movimentação Financeira, da 
Saúde, que entraram na justiça contra o 
Governo, foram eleitos prefeitos: um em 
Salvador, ACM Neto, Antônio Carlos 
Magalhães Neto e o outro em Manaus, 
Arthur Virgílio; e muitos bolsistas de 
Universidades, onde nunca entrariam em 
Outras priscas, usaram de ingratidão e não
Votaram nos candidatos do governo, como a 
Turma do STF; desde já, proponho sinal de 
Alerta, combate a essas forças malignas vinte e 
Quatro horas por dia, ou voltaremos aos anos 
Tenebrosos de FHC, vulgo Fernando Henrique
Cardoso; a comunicação precisa ser reforçada,
Com a Presidenta em rede nacional, a mostrar os
Nossos benefícios num contra ponto crucial.

Ouçais este canto de passarinho; BH, 0501202012.

Ouçais este canto de passarinho,
Este zumbido de asas de besouro,
Preso dentro duma meia usada, em
Cima da mesa de madeira do 
Quintal; e estas rasantes que as 
Muriçocas dão em volta das cabeças;
Ouçais essas sinfonias universais,
Essas músicas de filarmônicas que,
Os ouvidos não captam mais; cada
Ser que respira faz um concerto
Diferente; o recital silencioso das
Garças nas beiras das lagoas, ou 
Dos rios e lagos; são as belezas ocultas
Debaixo das belezas ocultas; e os 
Choros dos besouros que, caem de
Pernas para o ar e não voltam mais à
Posição normal e choram até morrer; 
Ouçais esses choros das joaninhas,
Que, morrem queimadas, dos grilos
E dos gafanhotos rotos pelo fogo
Da natureza; todo ser que respira
Chora de dor, mas, o que sabe fingir 
É só o homem; ouçais os cantos 
Barrocos das pedras sabão ao
Levarem as marretadas sagradas
Do Aleijadinho; e os gemidos 
Dos mármores cortados por 
Michelangelo inda reverberam
Nos ouvidos dos santuários do
Universo; as partituras eruditas
Não registram esses momentos tão
Sublimes que não consigais imaginar.

Eduardo Guimarães: A DITADURA QUER ME PEGAR:

Companheiras e companheiros,
 
peço encarecidamente toda atenção possível ao que vou lhes relatar. Venho denunciar uma retaliação abjeta a este que escreve por parte dessa direita criminosa que há décadas e décadas infelicita este país. 
 
Estou blogueiro há mais de dez anos. Nesse período, sei que incomodei muito a direita midiática e nunca tive dúvida de que um dia ela iria me retaliar. 
 
Desde 2007, no segundo ano de existência do Blog da Cidadania, representei várias vezes contra impérios de mídia. Foram ações no Ministério Público, na Polícia Federal e até no Conselho Nacional de Justiça. 
 
Globo, Folha, Veja, Estadão etc foram alvo de minhas iniciativas. Promovi ações na Justiça contra Gilmar Mendes, contra Sergio Moro e contra Eduardo Cunha. Promovi manifestações de rua, como a da Ditabranda, em 2009, em frente à Folha.
 
Cedo ou tarde iriam querer me pegar. 
 
Além disso, cometi um crime imperdoável para a direita: apoiar Lula. 
 
Devido ao meu ativismo político, participei da primeira entrevista que o ex-presidente deu a blogueiros - em 2010, quando ele ainda estava no Palácio do Planalto - e das outras duas - a segunda em 2014 e a terceira em janeiro deste ano.
 
Por conta disso, sou tido como o blogueiro mais "lulista" entre todos. Isso está me gerando um preço a pagar. 
 
No fim de fevereiro, uma fonte me procurou dizendo que tinha informações de que Lula e sua família seriam os alvos da 24a fase da Operação Lava Jato. E apresentou um conjunto de informações que pareceram absolutamente inquestionáveis no sentido de que isso iria acontecer.
 
Decidi, então, tratar o assunto jornalisticamente. Qual era o furo? Não era Lula ser alvo da Lava Jato, o que todos sabiam que era, mas informação dessa fonte de que a 24a fase da Lava Jato fora todinha vasada para a imprensa paulista/carioca.
 
Ou seja: os dados que recebi já haviam sido passados para Globos, Folhas, Vejas e Estadões.
 
O que fiz? Procurei ouvir o outro lado, ou seja, o Instituto Lula, e divulguei a denúncia no Blog da Cidadania. 
 
No dia da condução coercitiva de Lula, porém, começou a retaliação. A 24a fase da operação Lava Jato deveria começar em uma segunda-feira, mas começou na sexta devido à minha denúncia. 
 
Vejam matéria que O Globo publicou poucos dias depois, com base na relação estreita e suspeita que o império da família Marinho mantém com a Lava Jato. 
 
globo 1
A matéria acima foi publicada no dia 3 de março. Mas o mais incrível é que o procurador Carlos Lima e o delegado Romário de Paula me fizeram ameaças na Globo News e até no Jornal Nacional. 
 
Tudo porque denunciei que a própria Lava Jato havia vazado a 24a fase da Operação.
 
Naquele momento, recebi muita solidariedade. Blogueiros e jornalistas fizeram até um ato público no sindicato dos jornalistas de SP em que fui desagravado. 
 
Passaram-se 3 semanas. A Globo e a Lava Jato voltaram à carga. No último sábado, 26 de março, O Globo publicou mais ameaças veladas a este blogueiro. 
 
Vejam, abaixo, a segunda matéria de O Globo, publicada no último sábado naquele jornal
 
globo 2
Desde a primeira ameaça da Lava Jato via Globo, procurei o jurista Pedro Serrano. Ele se dispôs a me defender. Na segunda ameaça, sábado passado, ele me disse que não há mais dúvida de que a Lava
Jato vai me atacar na Justiça. Vou ter que me defender.
 
O problema, companheiras e companheiros, é que não existe almoço grátis. Não vou conseguir me defender sem custo algum. Por mais que me façam o melhor possível em termos de custo, alguma coisa vou ter que pagar.  
 
Eu não tenho dinheiro. Nunca coloquei um banner no blog pedindo dinheiro aos leitores como fazem outros blogs, nunca recebi publicidade estatal - aquele banner da prefeitura de Guarulhos está lá no blog de graça e a prefeitura nunca me pagou. Está lá o banner para o espaço não ficar vazio.
 
Bem, pessoal, vou ser bem direto. Estou muito preocupado. Decidi, então, fazer o que nunca fiz dessa forma: pedir apoio aberto aos leitores. 
 
Tudo que fiz nesses dez anos foi pela democracia, foi por todos nós, por nossos filhos e netos. E vou continuar enfrentando essa ditadura que estão instalando no país, mas preciso de apoio. 
 
Sem mais delongas, vou informar o número da conta da minha mulher no Banco do Brasil. Quem quiser e/ou puder me ajudar, estará fazendo justiça a quem vem lutando contra essa direita fascista sem lucrar nada como lucram tantos outros que lutam, sim, mas remuneradamente.
 
DETALHE: QUEM ESTIPULA SE E QUANTO PODE DOAR É QUEM FARÁ A DOAÇÃO. A MIM CABERÁ AGRADECER QUALQUER VALOR. O QUE VALE É A VONTADE DE COLABORAR.
 
Estão tentando me calar através de ameaça não ao meu bolso, como quando a Globo processa blogueiros. Querem tirar minha liberdade por eu ter denunciado os crimes da Lava Jato, ou seja, os vazamentos ilegais que ela promove. 
 
Minha família está desesperada. Sou arrimo, tenho a minha filha Victoria, que sofre de doença degenerativa e precisa muito de mim. Tenho sido cobrado por mulher e filhos por ter me exposto à sanha dessa ditadura que implantaram no Brasil...
 
Enfim, seja o que Deus quiser. Informo, abaixo, o número da conta para quem puder ajudar.
 
Confesso que estou mortificado por ter que chegar a isso, mas não tenho outra alternativa. Não tenho recursos para bancar minha defesa sozinho e estou nessa situação não porque tentei lucrar pessoalmente, mas por defender a democracia e o Estado de Direito de todos nós.
 
Peço desculpas por pedir esse apoio. Não consigo deixar de me sentir constrangido. Mas, enfim, não há o que fazer. Eis os dados, portanto.
 
TANIA CRISTINA DE MAURO CUNHA
CPF 154.311.668-08
BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA 1189-4
CONTA 46.063-X
 
Um abraço fraterno a todos e a todas. 

A poesia abandonou-me moralmente; BH, 0701202012.

A poesia abandonou-me mortalmente,  
A sangrar no limbo intersideral e nem no 
Poema mais folhas de relvas e na obra de
Destaque, a poesia que sobreviveu, era
De araque; estanquei a hemorragia para
Que o sangramento não matasse a poesia
E todo dia em minha falsa vida, tive um
Livro rasgado; quando não era A Carne,
Era o Prazer do Sexo, quando não era
As Flores do Mal, eram os livros espíritas;
E não vivi a era da inquisição, nem a 
Época do Hitler, vivi a ditadura cotidiana
Da religião e de seus seguidores que,
Pensavam que poderiam destruir meus
Autores; mas, não exterminaram a 
Cultura, a Cultura finda com o fim da 
Civilização; mas, os incivilizados findam
Antes do tempo, os aculturados exóticos
Transformam-se todos em religiosos 
Fanáticos, retrógrados, conservadores e 
Querem acabar com os costumes, com
As tradições progressistas, com os 
Folclores; e não entendem que não 
Preciso de religião, preciso de poesias,
Preciso de poemas, de Cultura, a máxima
Cultura que os livres pensadores nos 
Deixaram por herança; a poesia 
Abandonou-me e a madrugada, os 
Ventos, as sombras; a arte abandonou-me
E fiquei órfão das obras de arte e das 
Obras-primas que adotaram-me; a solidão 
Abandonou-me e nem solidão tenho mais.

domingo, 27 de março de 2016

Se uma flâmula de ânimo ARDESSE; BH, 0701202012.

Se uma flâmula de ânimo ardesse
No âmbito do espírito, que fizesse
Vontade na alma e transcendesse em
Potência de atitude, poderia mudar
De postura, de hábito, conduta e o 
Equilíbrio, a sobriedade fincariam 
Raízes para sólidos troncos em 
Madeira de lei; e dissipariam as 
Dúvidas, aumentariam a fé e aonde
Andará essa chama de paixão? 
Ou como encontrar o fôlego salvador?
O ser se debate, se debate, sufoca-se no
Ar e morre asfixiado por não saber 
Respirar; o chão não dá mais pé e 
Quando o socorro vem, encontra um
Pedaço de carvão, nem fumegante
Está mais, nem flamejante e nada
Resta a ser feito; não teve na vida
Um bom proveito, não deixará
Motivo para derramamento de choro
Dos assemelhados; dos poucos que
Dirão algo, dirão apenas foi um
Apagado; não se destacou no 
Que de mais simples poderia se 
Destacar no viver; errou em todos
Os sentidos e direções, dormiu o 
Tempo todo, frustrou sonho e ilusão;
Demonstrava não acreditar e queria 
Que acreditassem, incoerente em 
Qualquer composição do destino;
E quando consultava a cabeça no 
Travesseiro, meus deuses, como 
Pode haver pessoa assim, tão sem
Harmonia com as coisas da vida.  

Onde se esconde o pensamento; BH, 0701202012.

Onde se esconde o pensamento
Mais genial de uma frase, de um período,
De uma literatura que inda não foi 
Desvendada? o pensamento que não
Foi colocado a nu em linha nenhuma? 
A obra precisa de um parágrafo que, 
A torne imortal, o artigo, ou o ensaio,
Onde estão esses tesouros? em quais 
Veios de minas? em quais minas de 
Metais, minerais? será que alguém
Terá que ir ao fundo do vulcão, no 
Núcleo da lava, e formar as letras
Fundidas, formar as palavras 
Esquecidas, formatar as ideias dos
Textos a serem consagrados? e quem
Trará desses santuários dos subterrâneos
As estrias do interior dos ossos onde
A pré-história escreveu o destino da 
Nossa civilização? tenho aqui um 
Osso desse por amuleto, trago aqui 
Junto à alma, um osso desse como
Patuá; eles são os alicerces das 
Nossas igrejas, são as paredes dos 
Nossos templos e as páginas das 
Nossas bíblias; das tumbas, das 
Catacumbas, para serem libertados,
Fantasmas acorrentados nas paredes
Das masmorras, querem sair do 
Limbo e não encontram mão; e 
Fantasma precisa de mão, sem mão
Fantasma não é fantasma; e esta
Mão aqui, já é possessa, já é 
Incorporada, reencarnada de um 
Fantasma deficiente que fugiu da 
Corrente e viveu um pensamento.   

Velho caquético e com os tubos cheios; BH, 0301202012.

Velho caquético e com os tubos cheios
De cerveja e cachaça, dá em quê? 
Senil insano e com os canos 
Calibrados em conhaque, acaba
Em quê? falação dentro da 
Condução; a senhora é macumbeira?
Deus que me livre, eu não; eu sou, eu sou
Macumbeiro; e a senhora é macumbeira?
Ave-Maria, de jeito nenhum; eu sou,
Eu sou macumbeiro; e haja ouvidos 
Para tanto converseiro de velho bêbedo;
E é cantoria de ponto para cá e é 
Falação contra religiões brancas
Para lá e pregação a perguntar:
Por que tudo de branco é certo e 
Tudo que é de preto é errado? e a 
Chamar o povo de aculturado, por
Ler pouco e estudar menos ainda;
Tchã, tchã, tchã, tchã: e no dia 
Seguinte, tremores, suores frios, peso
Na barriga, dor na consciência, ressaca
Geral, piriri e a vergonha na hora de 
Pegar o ônibus; mas, velho sem vergonha,
Vagabundo, não toma jeito não,
E corre logo ao boteco, a tomar uma,
Para rebater as de ontem e esquentar
A emoção; e logo em seguida, nos 
Primeiros copos, começa a soltar a 
Língua; e bicho que é bobo, é velho
Tolo, depois que bebe umas e outras
E se pensa o tal locutor de programas 
De animação de grandes audiências.

As montanhas são gigantes adormecidos; BH, 0301202012.

As montanhas são gigantes adormecidos
E nos úteros dos morros, moram os 
Ciclopes, Polifemos e nas placentas 
Das cordilheiras nadam os titãs; e nas 
Raízes dos montes sagrados que, estão
As seivas que nutrem a terra; Pirineus,
Ararat, Pindo, Neblina, Andes, Sinai,
Esses picos que atraem as retinas dos 
Nossos olhares, esses picos que furam
Nossos cristalinos e sugam nossas
Lágrimas, são dignos das nossas 
Confidências e confissões; nessas naves
Nas quais voavam os deuses, antes de 
Criarem raízes aqui e fizeram daqui 
Moradas; são os alicerces dessas 
Estruturas que são formados pelas 
Ossadas dos nossos antepassados; cada
Monte que levantarmos, encontraremos a 
Sustentá-lo uma ossada santificada; em 
Nossas costas no futuro que serão as 
Pilastras dessas igrejas milenares, desses
Templos que os séculos ergueram aos
Deuses; quando dormimos, eles mudam
De lugar, trocam figurinhas, jogam
Bolas de gude, viram meninos, brincam
De pique. de esconder e de contar
Historinhas; e quando os meninos 
Despertam em suas camas, eles correm
Rápidos, uns voam, aos seus antigos
Lugares; depois cantam silenciosos,
Regem orquestras sinfônicas fantasmas, 
Orquestras filarmônicas sobrenaturais.

sábado, 26 de março de 2016

Penei para pensar pois não estava acostumado; BH, 01º01202012.

Penei para pensar pois não estava acostumado
A pensar; acostumado a tudo, menos a pensar,
Raciocinar, viver de acordo com as coisas 
Ligadas ao pensamento; para tal, nunca 
Servi e mentalizar, decorar, meditar, 
Memorizar, mentalizar, lembrar, não nasci
Para essas coisas ligadas à mente; lógica,
Dialética, ética, sou ser desprovido de tais 
Qualidades; meu pretérito sempre foi 
Imperfeito e meu presente, é mais do que 
Imperfeito e meu futuro, não poderá ser 
Perfeito e nem mais-do-que-perfeito; quando
Era para declamar poesia na frente da turma,
Ficava encalhado; para falar algum texto 
Decorado, ficava empacado; qual a arte que
O azo dela poderia ser simpatia a mim e a 
Ela? e as ciências? todas as ciências são 
Minha inimigas mortais; todas as teses,
Teorias, ensaios embananam-me se for 
Para escrevê-los, ou lê-los; e a cultura; não
Sou irmão da cultura, pelo contrário, 
Desprezo-a, bem como a educação, não
A possuo, nem para usar no dia a dia; e o 
Que sobra de mim? e o que resta de mim?
Ah, aí são muitas coisas: é infinita estupidez
E a inacabável ignorância e a interminável
Bisonhice; e não houve milagre que desse jeito, 
Até apelei aos santos e às santas, fiz promessas, 
Acendi velas e incensos, ofereci mirra e ouro 
E inda hoje sofro, dói muito quando penso 

Quem traz as boas novas são o sol e a lua; BH, 01º01202012.

Quem traz as boas novas são o sol e a lua
E de milhões de anos atrás; quem traz as
Novidades são as ondas dos mares e 
Dos oceanos e as águas dos rios; quem
Traz o moderno são os velhos ossos 
Fossilizados, as ossadas petrificadas 
E enterradas nas profundezas de milhões
 De anos; quem traz o novo, a nova era, 
São os antepassados, os ancestrais e as
Alucinações sobrenaturais; são nessas
Coisas que estão os nossos elos perdidos,
O que Darwin procurou e não encontrou,
As revoluções, as evoluções, as transformações
E as revelações, quem nos trazem são os
Mistérios e os enigmas da pré-história;
Nada mais há de novidades entre os 
Céus a a terra que, possa imaginar a 
Nossa vã filosofia, a não ser o aumento
Infinito da estupidez humana, das 
Ignorâncias do ser humano e da obtusidade
Da humanidade; nada mais pode se 
Apresentar diante dos olhos da   
Raça humana como efetivamente 
Inédito; e principalmente vindo do 
Pensamento do homem, fonte do 
Atraso e da antiguidade, berçário de 
Mentes ultrapassadas; e as orações, 
As reverências que muitos são capazes
De ignorar, ao passarem desrespeitosos,
Num altar de onde um monte os observa
E não saudarem aquela sabedoria oculta.

O que foi feito para a voz dizer; BH, 01º01202012.

O que foi feito para a voz dizer,
Foi a mentira, a voz desde o primeiro
Som ao ser identificado por voz, foi
Feita para dizer a mentira; a voz 
Não nasceu para dizer a verdade e 
Foi passada de geração em geração,
A preservar a falsidade; e a tradição
Familiar, o que o pai passa ao filho,
A mãe à filha, é pura e simplesmente
A ilusão; como se explica isso? pelo
Fato de que ninguém traz a verdade
Na voz e nem a voz na verdade; e 
Todos mentimos, ouvimos mentiras,
Enganamos e somos enganados e 
Iludimos e somos iludidos e 
Falsificamos e somos falsificados;
E a pior coisa que alguém pode 
Ouvir de alguém e a pior coisa
Que alguém pode falar de alguém:
É a verdade; chama-se verdade 
Justamente para nunca ser dita:
Diga a verdade e nunca terás um 
Amigo, peça a verdade e ouvirás 
O teu veredicto, a tua sentença 
De condenação; e o maior 
Mentiroso é claramente o que jura
Dizer a verdade, somente a 
Verdade e nada mais além da 
Verdade: retrato real do maior 
Mentiroso; e se quer ser infeliz,
É viver para falar a verdade, então,
É mentir, enganar, iludir: a 
Verdade só nos faz sucumbir.  

O jeito é mentir menos e minto muito; BH, 02901102012.

O jeito é mentir menos, minto muito
E o universo não suporta mais tanta 
Mentira; o gesto certo é fazer um 
Aceno à verdade, minto demais e já 
Estou desacreditado, pelo ditado de 
Tanta falsidade; passei da idade e de 
Faro fino, de fato minto, como se 
Inda fosse menino; minto com tanto 
Fingimento, com tanta pureza d'alma,
Que para todos não estou a mentir; 
Minto tão veementemente, com tanta
Clareza, que a verdade torna-se 
Obscura, a ofuscar-se atrás da mentira;
É um tino para uma ilusão, para a 
Divagação dum fato real para o irreal, 
Que, não sei de onde veio tanta arte;
E inda faço questão de provar o que 
Não posso provar, juro vergonhosamente,
Mas, tão inocentemente, que não há quem
Não acredita; mas, o universo começou a
Desconfiar de mim, passei a perceber que,
Em algumas áreas, torna-me difícil a 
Penetração e as pilastras já balançam
A quererem cair em minha cabeça; 
E a maior mentira que conto, é que,
Tudo que faço é meu, tudo que tenho
É meu; como pode ser se não faço 
Nada, não tenho nada e nem sou meu? 
Pois, então, além de mentiroso sou
Ladrão, se toda propriedade é um roubo.

Deuses e a oferecer-vos só letras e palavras; BH, 02901102012.

Deuses e a oferecer-vos só letras e palavras,
Se quiséreis ser, alma, ente, espírito, não
Tenho a oferecer-vos; tenho carne, muita
Carne, banha, gordura e sangue, não o 
Arterial, o arterial é pouco, mais são as
Sobras do venoso; e tenho ossos, muitos
Ossos, cartilagens, nervos e peles; cânticos,
Louvores, hinos? não, não aprendi a tecer
Essas teias; orações, rezas, ladainhas? 
Apesar dos descendentes negros escravos,
Pretas velhas cativas e de índios pajés,
Não aprendi tradições de rezas, nem de 
Orações, ou de ladainhas; salmos, cantos
Beneditinos, gregorianos, nada disso 
Tenho para oferecer-vos; meus tendões
Não são de Aquiles e não suportarei
Vossos andores; meus meniscos não são 
De atletas e não suportarei dobrar os 
Joelhos em adorações, ou que vossos 
Templos, igrejas, mesquitas sejam 
Construídas sobre mim; mas, ser tão 
Imperfeito, deficiente e incompleto, por
Mais que queira chegar perto de um deus,
Nunca será aceito; será sempre rejeitado
E todos virarão as costas, ou os olhares
À minha sombra; é que inda não captei a 
Alucinação duma religião; sinto-me
Renegado quando passo nos portais dos 
Imensos e suntuosos templos e das vastas
E luxuosas igrejas; e a não ser o meu 
Amontoado de mim, resta-me nada a 
Oferecer-vos a vós; e como tendes tudo,
Sois deuses, a este pobre de mim, não 
Levareis em conta em suas blasfêmias.

Literatura era o que faziam Flaubert; BH, 02901102012.

Literatura era o que faziam Flaubert,
Balzac, no toco da vela, escondidos
Nos biombos onde moravam, a fingirem
Que não estavam em casa, quando os 
Senhorios batiam às portas, a cobrarem 
Os aluguéis atrasados; literatura, sem 
Comentários, faz Michel Proust, sem 
Comentários e o Michel de Montaigne; 
E o Miguel de Cervantes, preso nas 
Masmorras, sem um braço; e o Camões
A nadar com um braço só, o outro 
Suspenso acima d'água, a segurar os
Originais dos manuscritos de Os 
Lusíadas? esses caros fizeram literatura,
Tempos adversos, inóspitos, vida dura
E só poderia nascer daí, a melhor
Literatura da galeria universal; cito 
Esses poucos por exemplos, pois 
Naqueles tempos, as condições não 
Eram nada favoráveis, e só os geniais
Se destacavam no meio; nas artes
Plásticas, penso que já comentei,
Quando Picasso mostrou a um 
Marchand, a obra Cabeça de Mulher, 
E o marchand falou que se aquilo
Fosse arte, ele não seria marchand; 
E o Van Gogh? penou um bocado
Pela arte, ficou louco intoxicado
Pelo chumbo das tintas, suicidou-se;
Que prazer em falar nesses loucos
Que flagelaram-se em nome da arte,
Da obra-prima, enlouqueceram-se em
Busca da perfeição, torturaram-se 
A ponto de pedirem a obra para falar e
Muitas delas nos falam até os dias de hoje.

ARTISTAS PELA DEMOCRACIA EM BH/MG:

cena democracia

Daqui a uns dias todas estas letras serão; BH, 02901102012.

Daqui a uns dias todas estas letras serão
Póstumas e todas estas palavras defuntas;
Minha vida não foi uma obra-prima e
Não é digna de qualquer coleção; meu
Comportamento não foi o de artista de
Obra de arte, e dele não restará nenhuma
Sinopse; mesmo agora, neste momento,
Com os movimentos desta mão incerta,
Sinto-me um óbito obtuso; um falecido 
Não erudito, um cadáver aculturado; vivi
Pouco, confesso, nem história para
Contar, tive, romance, ou outros contos,
Fingi que os vivia, que era feliz, que
Amava e como não destaquei-me em
Nenhuma arte, poucos lembrarão de
Mim; por teimosia pura, teimo nestas
Letras mortas; por birra e mais nada,
Insisto nestas palavras escatológicas,
Cada um com a sua maneira de se
Perpetuar em algo; cada um com as
Suas próprias alucinações, as minhas
Bisonhas, bizarras linhas mórbidas; e
Resistirei, tinhosamente, em algum
Lugar desconhecido, resistirei, com o
Meu velho esqueleto enegrecido; a
Minha imortalidade serão os meus
Ossos; a posteridade e a eternidade se
Forem cinzas, não serão, pois os
Ventos dispersam as cinzas; os ossos
Fincados no chão, parecerão raízes e 
Minhas ossadas reagirão ao serem 
Arrancadas das suas covas e assim 
Debaterão para não serem perturbadas.

quinta-feira, 24 de março de 2016

HOJE TÊM ATOS PELA DEMOCRACIA E CONTRA O GOLPE:

Hoje tem atos pela democracia e contra o golpe. No Rio, em São Paulo, em todo país. Gregório Duvivier faz um chamado: assista vídeo abaixo.
"As 16h, na cinelandia, no Rio, tem festival pela democracia, vai durar até tarde, com muita música. As 17h, saindo do no largo da batata, em SP, Povo Sem Medo organiza caminhada até a Rede Globo. E outros atos no Brasil todo: divulguem aqui."
O Cafezinho
6 h
Hoje tem atos pela democracia e contra o golpe. No Rio, em São Paulo, em todo país. Gregório Duvivier faz um chamado: assista vídeo abaixo.
"As 16h, na cinelandia, no Rio, tem festival pela democracia, vai durar até tarde, com muita música. As 17h, saindo do no largo da batata, em SP, Povo Sem Medo organiza caminhada até a Rede Globo. E outros atos no Brasil todo: divulguem aqui."

Não posso dizer que o fim está próximo; BH, 02901102012.

Não posso dizer que o fim está próximo,
Mas, o meu fim está próximo, posso 
Dizer; todos os contemporâneos da 
Minha faixa etária, a maioria,
Já pegou o caminho de volta, ou está a
Caminho de pegar o caminho de volta; 
E sinto que estou próximo a embarcar 
Para a minha viagem sem volta; e pode 
Ser uma viagem sem ida, pois, o que de
Mais resistente temos, acaba de ficar por 
Aqui, que são os nossos ossos, que se 
Não forem incinerados e nem moídos,
Permanecerão por milhões de anos; 
Não posso profetizar sobre o fim, a não
Ser o meu e o meu fim, sei bem, 
Infelizmente, está mais do que próximo;
Aproveito, então, para escrever 
Aleatoriamente, pois, além dos ossos,
Penso que estas mofadas letras, estas vis
Bolorentas palavras, ficarão aqui, a 
Assustar e a assombrar a humanidade;
Talvez até não, não fiquem e nem 
Assustem, mas, com a proximidade do 
Meu fim, sem saúde e sem salvação,
Sem dinheiro para o caixão, a dever a 
Deus e ao mundo, que o poço no qual 
Seja enterrado, que seja bem fundo; e 
Sem identificação, para no futuro enganar
A quem encontrar a ossada, a caveira, o 
Esqueleto, pensar que são fossilizados. 

Bonitas são as pretas velhas nas rodas; BH, 02901102012.

Bonitas são as pretas velhas nas rodas
Dos terreiros, a rodopiarem, a baterem
Os pés no chão, na cadência dos 
Cantos nagôs; bonitas são as pretas 
Velhas, as caboclas, as mucamas e os sons
Dos tambores sagrados; bonitas são as 
Poeiras que sobem do chão dos quintais,
Como uma fumaça de uma queima de 
Oferendas em altares aos moradores 
Dos céus; bonitos são os balangandãs,
As cordas e os cordões, os búzios e os 
Guizos, as saias de rendas, os anéis e 
Pulseiras, as braçadeiras, as chinelas,
As guias e as rezas das negras benzedeiras;
Bonitos sãos os ebós, os altares afros,
Suas armas e ritos; bonitos são os 
Enfeites, os adereços, os apetrechos dos
Cultos dos negros aos deuses nagôs; 
Bonitas são as comidas oferecidas, os
Azeites e as pimentas, as farofas e as pingas;
E as rodas de santos e santas e os pais 
E as mães de santos e o ritual banto; 
Bonito é o meu berço África, mãe, pai,
Parente, útero de onde veio toda a gente
E de quem veio das forças dessas matas, 
Das folhas das selvas, das folhagens, das 
Relvas, das ramas, dos troncos dos 
Sagrados carvalhos; das abençoadas 
Obras-primas, que cultura tão vasta
Encontrou a humanidade, apesar de ter
Sido através da dura e cruel imposição
Da escravidão; e com lágrimas nos olhos
Teremos que reconhecer e agradecer,
Pelo conhecimento de tal riqueza.