segunda-feira, 28 de março de 2016

A poesia abandonou-me moralmente; BH, 0701202012.

A poesia abandonou-me mortalmente,  
A sangrar no limbo intersideral e nem no 
Poema mais folhas de relvas e na obra de
Destaque, a poesia que sobreviveu, era
De araque; estanquei a hemorragia para
Que o sangramento não matasse a poesia
E todo dia em minha falsa vida, tive um
Livro rasgado; quando não era A Carne,
Era o Prazer do Sexo, quando não era
As Flores do Mal, eram os livros espíritas;
E não vivi a era da inquisição, nem a 
Época do Hitler, vivi a ditadura cotidiana
Da religião e de seus seguidores que,
Pensavam que poderiam destruir meus
Autores; mas, não exterminaram a 
Cultura, a Cultura finda com o fim da 
Civilização; mas, os incivilizados findam
Antes do tempo, os aculturados exóticos
Transformam-se todos em religiosos 
Fanáticos, retrógrados, conservadores e 
Querem acabar com os costumes, com
As tradições progressistas, com os 
Folclores; e não entendem que não 
Preciso de religião, preciso de poesias,
Preciso de poemas, de Cultura, a máxima
Cultura que os livres pensadores nos 
Deixaram por herança; a poesia 
Abandonou-me e a madrugada, os 
Ventos, as sombras; a arte abandonou-me
E fiquei órfão das obras de arte e das 
Obras-primas que adotaram-me; a solidão 
Abandonou-me e nem solidão tenho mais.

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