terça-feira, 29 de março de 2016

Colibri e rouxinol e cardeal e pardal; BH, 0301202012.

Colibri e rouxinol e cardeal e pardal,
Coleiro, sabiá-laranjeira, canário-da-terra,
Palmeira: como que uma terra desta 
Não tem poeta? tem que ter e cada
Ser nascido aqui é poeta; rolinha-
Fogo-apagou, sofreu, trinca-ferro, curió,
Garricha, bem-te-vi, como que uma 
Terra desta não tem quem rir? tem
Que ter quem rir, quem nasce aqui
Não é para chorar nunca: uirapuru,
Araponga, tico-tico, joão-de-barro,
Beija-flor, está é a terra de Deus 
Nosso Senhor, eterna primavera, 
Mar de tantas flores, demais amores;
Azulão, maria-preta, pintassilgo,
Gaturamo, assanhaço, siriema, 
Pássaros e passarinhos desta terra
Que amo; e quanto mais vejo 
Flores, borboletas, joaninhas, 
Meus amores, mais gamo por 
Tantos teores; esta terra desencadeia
Paixões, meu coração torna-se 
Pequeno, de passarinho e quer,
Aqui no seio desta terra, também 
Fazer um ninho; mãe-grande,
Mãe de leite, mãe de mel, terra
Para quem não destila fel; terra 
Santa sagrada santuário de belos
Mares rodeados pelo oceano tão
Azul, que se confunde com o céu; 
E é a verdadeira morada de santos 
E santas, deuses e deusas, que quando
Chega o carnaval, é que a gente se 
Sente, literalmente no céu, com a 
Festa infinita da alegria e que amor.

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