segunda-feira, 21 de março de 2016

Um pouco mais e largarei a última; BH, 02301102012.

Um pouco mais e largarei a última 
Gota de sangue, é a última mesmo
E não dar-te-ei mais, nem gotas de 
Suor; queres pele, ofereço-te, queres
Ossos, vou aos santuários de ossadas
E trago-te os mais selecionados das 
Mais consagradas caveiras e milenares
Esqueletos; queres alma, vendo-te 
Todas as minhas, queres espíritos, 
Dou-te o meu; mas, sangue desta 
Entidade, meu ente, não terás mais,
Morrerás de sede, ou arrumas outra
Fonte, ou transformas as águas em
Sangue; uns transformaram água em
Vinho, eu transformo meu sangue 
Em álcool, é por isso que às vezes
Ficas doido, bêbado inconveniente,
Bebes sangue contaminado demais;
Por ora, nem as solas dos meus pés
E nem as palmas das minhas mãos,
Abrigarão os teus desejos; meus 
Calcanhares, meus tornozelos, 
Meus cotovelos, meus joelhos e
Tudo que gostas em mim, não
Poderão sustentar-te mais; sim,
Há laboratórios com sangues 
Artificiais, não sei se terão o mesmo
Efeito, mas, penso que, sim, são 
Usados em transfusões; é onde terás
Que virar-te, com sangue artificial, 
Pois, do meu sangue arterial, não 
Ofertar-te-ei uma gota mais; não,
Nada feito, nem daqueles umbigos
De crianças congelados nos 
Laboratórios dos hospitais, nada mais.

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