domingo, 27 de março de 2016

As montanhas são gigantes adormecidos; BH, 0301202012.

As montanhas são gigantes adormecidos
E nos úteros dos morros, moram os 
Ciclopes, Polifemos e nas placentas 
Das cordilheiras nadam os titãs; e nas 
Raízes dos montes sagrados que, estão
As seivas que nutrem a terra; Pirineus,
Ararat, Pindo, Neblina, Andes, Sinai,
Esses picos que atraem as retinas dos 
Nossos olhares, esses picos que furam
Nossos cristalinos e sugam nossas
Lágrimas, são dignos das nossas 
Confidências e confissões; nessas naves
Nas quais voavam os deuses, antes de 
Criarem raízes aqui e fizeram daqui 
Moradas; são os alicerces dessas 
Estruturas que são formados pelas 
Ossadas dos nossos antepassados; cada
Monte que levantarmos, encontraremos a 
Sustentá-lo uma ossada santificada; em 
Nossas costas no futuro que serão as 
Pilastras dessas igrejas milenares, desses
Templos que os séculos ergueram aos
Deuses; quando dormimos, eles mudam
De lugar, trocam figurinhas, jogam
Bolas de gude, viram meninos, brincam
De pique. de esconder e de contar
Historinhas; e quando os meninos 
Despertam em suas camas, eles correm
Rápidos, uns voam, aos seus antigos
Lugares; depois cantam silenciosos,
Regem orquestras sinfônicas fantasmas, 
Orquestras filarmônicas sobrenaturais.

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