quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Acabou-se Presidenta Dilma Vana Rousseff; BH, 0260802016.

Acabou-se, Presidenta Dilma Vana Rousseff, nada mais
Salva Vossa Excelência do golpe mórbido desferido
Pela plutocracia, em conluio com a cleptocracia, o fedor
Da burguesia, e o viralatismo da elite; erro maior: acreditar
Na honestidade, na legalidade, na legitimidade, na justiça,
Acreditar no republicanismo, na constitucionalidade; e,  
Venceram os que plantaram na mídia medieval bovina, e 
Os que publicaram no PIG, Partido da Imprensa Golpista,
E reverberaram nas televisões, mentiras contra o teu 
Governo; mas, muitos artigos, textos, ensaios, vídeos, 
Crônicas, imortalizaram, na blogosfera progressista,
Legaram à posteridade os teus feitos; e servirão de 
Exemplos à eternidade, de como a tua personalidade,
Combateu a corrupção, lutou contra os corruptores, e 
Foi condenada pelos corrompidos e corruptos; com 
Todo o bombardeio covarde, sem direito à defesa,
Abandonada pelos partidos, com a justiça abominável do 
Lado dos golpistas, sem o apoio do povo trabalhador 
Brasileiro, não havia como resistir, por mais forte que 
Sejas, a ponto de sobreviveres às torturas de uma 
Ditadura militar cruel; não demonstres fraquezas e nem 
Lágrimas diante dessas hienas predadoras, elas passarão,
Não servem para nada, e terão de herança o lixo da 
História; vão destruir nossas conquistas sociais, entregar
Nossas riquezas, matar nossa cidadania, estuprar nossa 
Soberania, mas, a impressão que fica, é a de que 
Merecemos, por não lutarmos combativamente, para 
Impedir esse destino incongruente; mesmo afastada,
Presidenta Dilma Vana Rousseff, terás todos os louros, 
As glórias dos vencedores, e não a vergonha onde 
Escondem-se os derrotados sem escrúpulos; bem-vinda 
Ao panteão dos grandes, ao baluarte dos fortes, ao 
Altar dos imortais, à história dos heróis da pátria.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Tom Jobim - Chega De Saudade 1987

Matita Perê Tom Jobim


No jardim das rosas 
De sonho e medo 
Pelos canteiros de espinhos e flores 
Lá, quero ver você 
Olerê, Olará, você me pegar


Madrugada fria de estranho sonho
Acordou João, cachorro latia
João abriu a porta
O sonho existia
Que João fugisse
Que João partisse
Que João sumisse do mundo
De nem Deus achar, Ierê
Manhã noiteira de força viagem
Leva em dianteira um dia de vantagem
Folha de palmeira apaga a passagem
O chão, na palma da mão, o chão, o chão
E manhã redonda de pedras altas
Cruzou fronteira de servidão
Olerê, quero ver
Olerê
E por maus caminhos de toda sorte
Buscando a vida, encontrando a morte
Pela meia rosa do quadrante Norte
João, João
Um tal de Chico chamado Antônio
Num cavalo baio que era um burro velho
Que na barra fria já cruzado o rio
Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro
Aliás Horácio, vulgo Simão
Lá um chamado Tião
Chamado João
Recebendo aviso entortou caminho
De Nor-Nordeste pra Norte-Norte
Na meia vida de adiadas mortes
Um estranho chamado João
No clarão das águas
No deserto negro
A perder mais nada
Corajoso medo
Lá quero ver você
Por sete caminhos de setenta sortes
Setecentas vidas e sete mil mortes
Esse um, João, João
E deu dia claro
E deu noite escura
E deu meia-noite no coração
Olerê, quero ver
Olerê
Passa sete serras
Passa cana brava
No brejo das almas
Tudo terminava
No caminho velho onde a lama trava
Lá no todo-fim-é-bom
Se acabou João
No Jardim das rosas
De sonho e medo
No clarão das águas
No deserto negro
Lá, quero ver você
Lerê, lará
Você me pegar

Pelo fim da hipocrisia de apagado senador; BH, 0270802016.

Pelo fim da hipocrisia de apagado senador,
Escrachado no mundo intelectual inteiro,
Cristovam Buarque; pelo fim da falsidade
Rancorosa do canalha Aécio Neves; pelo fim 
Da demagogia sem fim, do pedalador,
Antônio Anastazia; pelo fim do despeito, do
Ex-ser petista Marta Suplicy que, agora é 
Só Marta e não precisará mais manchar o 
Nome do íntegro ser petista Eduardo 
Suplicy; pelo fim da estupidez arrogante
Do ruralista Ronaldo Caiado; pelo fim do 
Falso cristão Magno Malta, propineiro de 
Primeira mão; pelo fim do entreguista 
Vira-lata delatado José Serra e seus dossiês
Fajutos fabricados no submundo; pelo fim
Da parcialidade da Polícia Federal, que
Persegue caninamente, Luiz Inácio Lula da 
Silva e esquece bovinamente, o vendilhão
Da pátria, FHC, vulgo Fernando Henrique 
Cardoso; pelo fim do PIG, Partido da 
Imprensa Golpista, com o povo a invadir as 
Suas dependências, a colocar tudo abaixo; 
Pelo fim do judiciário paquidérmico, dirigido,
Corporativo, caro e sem efeito de benefício
Colateral ao povo trabalhador brasileiro;
Pelo fim do governo interino da ratazana 
Michel Temer, seu ministério de meia tigela
E seus ministros corruptos; pelo fim da 
Camarilha dos deputados corrompidos e do 
Senado corruptor; pelo fim da corrupção, 
Pelo fim da plutocracia, pelo fim da burguesia,
Pelo fim da elite, pelo fim da cleptocracia; 
Pelo povo trabalhador brasileiro, pelo pleno 
Emprego, pela democracia, pela restabelecida
Constitucionalidade, pelo republicanismo, pela 
Soberania, pela cidadania, pelo estado de 
Direito social, pelas conquistas da nação nos 
Últimos anos, pelos votos de cinquenta e 
Quatro milhões de cidadãos que elegeram 
Legitimamente a Presidenta Dilma Vana 
Rousseff, que ela permaneça em seu cargo de
Direito, nem que seja pela diferença de um 
Único voto, nesse processo golpista, denunciado
E abominado pelo povo trabalhador brasileiro.

Quem vai primeiro não interessa a morte; BH, 0280302016.

Quem vai primeiro não interessa a morte
Quando passa o cerou, não olha o pescoço; todo 
Morto morre duas vezes: morre uma vez quando 
Nasce e morre outra vez quando morre; morto,
Só vou ao enterro de quem for no meu; morto,
Deixo que os mortos enterrem os seus próprios 
Mortos; e não choro a morte de um morto,
Quanto mais a morte de um vivo; e nestas 
Reminiscências de morto, avalio quem vale mais,
O vivo, ou o morto; e penso que o morto vale
Mais do que o vivo, o vivo não vale uma vida,
Não vale um centavo furado e nem um favo 
De mel curado; o morto vale uma eternidade,
Uma posteridade, uma imortalidade; o morto
Vale uma lembrança, uma memória, uma 
Recordação, toda uma herança tida das 
Tranças e da trama universal; e o vivo? 
Quem acredita no vivo? e todo vivo inveja 
Um morto e quer ser um morto na intimidade;
E quais são os nomes dos vivos e os nomes 
Dos mortos? os nomes dos vivos são mortos, 
E os nomes dos mortos são vivos; os vivos 
Partem-se em mil pedaços, os mortos, se 
Partem-se em um único átomo e causam o 
Caos; o vivo não é nada, não presta para nada,
O morto é matéria de obra-prima, de obra de 
Arte, é poesia, é poema; o vivo é elegia, é 
Póstumo, fúnebre, é féretro, funesto, é esquife,
É tudo que é morte; o morto é eterno, é vida 
Perpétua, é o que não acaba mais; o vivo é 
Desprezado e desperta orgulho, soberba, 
Ambição e é desprezível; a morte não quer o 
Vivo, a morte quer o morto, para a morte o 
Vivo é morto e o morto é vivo; e quantos anos
Resta-nos de vida? se tivemos toda uma vida 
Para sermos vivos e não fomos, agora, que estamos 
Perto da morte, é que não seremos vivos nunca.

A coragem de Dilma aniquilou os torturadores de hoje

domingo, 28 de agosto de 2016

Palavras da Presidenta Dilma Vana Rousseff no senado: BH, 0280802016.

Palavras da Presidenta Dilma Vana Rousseff no senado: 
Senador Aécio Neves, o senhor desviaste milhões da 
Saúde de Minas Gerais; verbas públicas para contas de
Tua família, tens contas secretas no exterior, construíste
Aeroporto de treze milhões em terras de teus parentes; 
Foste citado dezenas de vezes em delações premiadas,
Como receptador de propinas, pedalaste junto como o 
Teu sucessor, no governo do estado que governaram e 
Relator nessa farsa; foste parado bêbado, em blitz e 
Com carteira de habilitação vencida; foste considerado o 
Pior senador desta casa e sem apresentar um único 
Projeto, apresenta notas frias de tuas despesas, para 
Ser reembolsado pela casa; foste derrotado por mim nas 
Últimas eleições presidenciais e por vingança e não 
Aceitar a derrota e ser um mau perdedor, avacalhaste o 
Processo político; protegeste um outro senador desta 
Casa, cujo helicóptero, foi apreendido, com 450 kg de
Pasta de cocaína pura; e se eu fosse ficar aqui a citar 
Teus maus feitos, senador, citaria, citaria e jamais 
Chegaria ao fim; e o senador, com todo o direito que 
Tens, votarás contra mim, mas, isso, não diminuirá as 
Tuas sujeiras, senador, as tuas borradas e barrelas,
 Durante toda a tua vida de prevaricador, pária
Protegido pala justiça, parasita do erário público; e 
Como o senhor, temos muitos outros aqui, que, 
Emporcalham esta casa e fazem com que, ela mais se 
Pareça a um chiqueiro; temos aqui, os servos do 
Propinoduto: o entreguista José Serra e o anão 
Agripino Maia, o falso cristão Magno Malta e o 
Sócio do Cachoeira, Ronaldo Caiado, o Renan 
Calheiros e seus bois voadores e o Cunha Lima e a 
Chuva de dinheiro; a Marta Suplicy, que abraçou os 
Corruptos, Cristovam Buarque, que endossou os 
Corruptores e o corpo do baixio do baixo clero,
Que justifica os corrompidos; espero ser lapidada 
Pelos que não cometeram crimes, ou, os que 
Cometeram menos crimes do que eu, se houverem aqui,
Atirem a primeira pedra; não posso ser lapidada por 
Corruptos, corruptores e corrompidos, ou pelos que, 
Deveriam ser julgados e condenados no meu lugar.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Como nuvens negras que cobrem o céu a camarilha; BH, 0220802016.

Como nuvens negras que cobrem o céu a camarilha 
Dos deputados, fechou o espaço, para dar um sujo
Golpe de estado no Brasil; como um negro véu, os
Safados do senado federal, endossaram os detratores
E empanaram a democracia social; e desceu sobre o 
País a vergonha perante o mundo que, não vê, o 
Audaz povo trabalhador brasileiro, lutar pelo 
Restabelecimento da constitucionalidade; e a  prece 
Que se ouve, é a de uma nação temerosa, na 
Iminência de perder a cidadania, de perder a 
Soberania, de perder a liberdade; e da suprema corte, 
Outrora suprema, representada pelo STF, Supremo 
Tribunal Federal, veio a garantia jurídica aos corruptos, 
Corrompidos e corruptores para o ato ilegal e o 
Abrigo, debaixo das togas e capas pretas que, antes
Só serviam para abafar os peidos fétidos das vossas
Excrescências; e na artimanha de acabarem com o 
Torrão nacional, entraram PGR, Procuradoria 
Geral da República e PF, Polícia Federal; e passamos
A chamar República Federativa do Brasil Golpista;
Acabou-se a Pátria Educadora, acabou-se o amor à
Pátria; qual o golpista terá a coragem de cantar o 
Hino Nacional, o Hino da República, o Hino da 
Bandeira, o Hino da Independência? que respeito 
Os golpistas quererão dos livres pensadores? que 
Referências serão aos pensadores livres, se estarão
Amarrados às correntes da ilegalidade? nunca serão
Reconhecidos como estadistas, líderes populares, ou
Representantes legais do povo trabalhador brasileiro;
Passarão à História do Brasil como malditos golpistas,
Nada mais do que reles e amaldiçoados golpistas.  

domingo, 21 de agosto de 2016

A cada dia que passa escassa a vida fica; BH, 0200802016.

A cada dia que passa escassa a vida fica, 
A cada dia que passa; e o que é, o que 
Existe, é só a morte aos olhos mortos das
Palavras mortas dos mortos; e cada palavra
Morta é formada por letras mortas; e a 
Palavra dita, já nasce morta, depois que 
Foi dita e todo que dita uma palavra é um 
Morto; as estrelas mais estrelas, os sóis 
Mais sóis, as luas mais luas, os homens mais
Homens morrem; ou dormem, ou fingem-se
De vivos, de acordados; têm pesadelos
Terríveis e cantam que sonham e sofrem
E dizem que o sonho acabou, quando nunca
Sonharam; não reagem à infelicidade, 
Visitam igrejas, prostram joelhos, postam
Mãos em orações e os ossos são jogados
Nos lixões; não são mais aqueles ossos
Sacros, raros, de caveiras fossilizadas, de 
Esqueletos lavrados pela lua e ressequidos
Pelo sol; e da carne, nem se fala mais da 
Carne, num mundo sobrenatural vegano, de
Fantasmas, zumbis, ectoplasmas eletrônicos; 
E da voz, nem se fala mais da voz, a voz é 
Morta, como a carne é morta, a voz não 
Ecoa como o som nos sombrios; e o som 
Também é sombra, ondas nas pedreiras,
Anda nas pradarias, voa nas falésias, margeia
Os paredões; e das cordas vocais, fizeram
Forcas para enforcar com sufoco, uma voz
Que dizia-se poética; só vagava de vaga em 
Vaga a transpor vagalhões, a ressuscitar 
Poesias, poemas mórbidos, a impedir o
Féretro fatal da antologia; valeu-se, alguém,
De uma alavanca, outro de uma pedra, mais 
Um de um átomo,  moveram o universo de 
Lugar e a morte insistia em ficar lá, a fazer a 
Cada dia que passa, a vida ficar mais escassa.

Raduan Nassar: Cegueira e linchamento


O inglês Robert Fisk, em artigo no jornal londrino "The Independent", afirma que, segundo as duras conclusões do relatório Chilcot sobre a invasão do Iraque, o ex-primeiro ministro Tony Blair e seu comparsa George W. Bush deveriam ser julgados por crimes de guerra, a exemplo de Nuremberg, que se ocupou dos remanescentes nazistas.
 
O poodle Blair se deslocava a Washington para conspirar com seu colega norte-americano a tomada do Iraque, a pretexto de este país ser detentor de armas de destruição em massa, comprovado depois como mentira, mas invasão levada a cabo com a morte de meio milhão de iraquianos.
 
Antes, durante o mesmo governo Bush, o brutal regime de sanções causou a morte de 1,7 milhão de civis iraquianos, metade crianças, segundo dados da ONU.
 
Ao consulado que representava um criminoso de guerra, Bush, o então deputado federal Michel Temer (como de resto nomes expressivos do tucanato) fornecia informações sobre o cenário político brasileiro. "Premonitório", Temer acenava com um candidato de seu partido à Presidência, segundo o site WikiLeaks, de Julian Assange.
 
Não estranhar que o interino Temer, seu cortejo de rabo preso e sabujos afins andem de braços dados com os tucanos, que estariam governando de fato o Brasil ou, uns e outros, fundindo-se em um só corpo, até que o tucanato desfeche contra Temer um novo golpe e nade de braçada com seu projeto de poder -atrelar-se ao neoliberalismo, apesar do atual diagnóstico: segundo publicação da BBC, levantamento da ONG britânica Oxfam, levado ao Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, a riqueza acumulada pelo 1% dos mais ricos do mundo equivale aos recursos dos 99% restantes. Segundo o estudo, a tendência de concentração da riqueza vem aumentando desde 2009.
 
O senador Aloysio Nunes foi às pressas a Washington no dia seguinte à votação do impeachment de Dilma Rousseff na exótica Câmara dos Deputados, como primeiro arranque para entregar o país ao neoliberalismo norte-americano.
 
Foi secundado por seu comparsa tucano, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, também interino-itinerante que, num giro mais amplo, articula "flexibilizar" Mercosul, Brics, Unasul e sabe-se lá mais o quê.
 
Além de comprometer a soberania brasileira, Serra atira ao lixo o protagonismo que o país tinha conseguido no plano internacional com a diplomacia ativa e altiva do chanceler Celso Amorim, retomando uma política exterior de vira-lata (que me perdoem os cães dessa espécie; reconheço que, na escala animal, estão acima de certos similares humanos).
 
A propósito, o tucano, com imenso bico devorador, é ave predadora, atacando filhotes indefesos em seus ninhos. Estamos bem providos em nossa fauna: tucano, vira-lata, gato angorá e ratazanas a dar com pau...
 
Episódio exemplar do mencionado protagonismo alcançado pelo Brasil aconteceu em Berlim (2009), quando, em tribunas lado a lado, a então poderosa Angela Merkel, depois de criticar duramente o programa nuclear do Irã, recebeu a resposta de Lula: os detentores de armas nucleares, ao não desativá-las, não têm autoridade moral para impor condições àquele país. Lula silenciou literalmente a chanceler alemã.
 
Vale também lembrar o pronunciamento de Lula de quase uma hora em Hamburgo (2009), em linguagem precisa, quando, interrompido várias vezes por aplausos de empresários alemães e brasileiros, foi ovacionado no final.
 
Que se passe à Lava Jato e a seus méritos, embora supostos, por se conduzirem em mão única, quando não na contramão, o que beira a obsessão. Espera-se que o juiz Serio Moro venha a se ocupar também de certos políticos "limpinhos e cheirosos", apesar da mão grande do inefável ministro do STF Gilmar Mendes.
 
Por sinal, seu discípulo, o senador Antonio Anastasia, reproduz a mão prestidigitadora do mestre: culpa Dilma e esconde suas exorbitantes pedaladas, quando governador de Minas Gerais.
 
Traços do perfil de Moro foram esboçados por Luiz Moniz Bandeira, professor universitário, cientista político e historiador, vivendo há anos na Alemanha. Em entrevista ao jornal argentino "Página/12", revela: Moro esteve em duas ocasiões nos EUA, recebendo treinamento. Em uma delas, participou de cursos no Departamento de Estado; em outra, na Universidade Harvard.
 
Segundo o WikiLeaks, juízes (incluindo Moro), promotores e policiais federais receberam formação em 2009, promovida pela embaixada norte-americana no Rio.
 
Em 8 de maio, Janio de Freitas, com seu habitual rigor crítico, afirmou nesta Folha que "Lula virou denunciado nas vésperas de uma votação decisiva para o impeachment. Assim como os grampos telefônicos, ilegais, foram divulgados por Moro quando Lula, se ministro, com sua experiência e talento incomum de negociador, talvez destorcesse a crise política e desse um arranjo administrativo".
 
Lula não assumiu a Casa Civil, foi rechaçado no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Gilmar Mendes, um goleirão sem rival na seleção e, no álbum, figurinha assim carimbada por um de seus pares, Joaquim Barbosa, popstar da época e hoje estrela cadente: "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro... Vossa Excelência, quando se dirige a mim, não está falando com seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar".
 
Sugiro a eventuais leitores, mas não aos facciosos que, nos aeroportos, torciam o nariz ao ver gente simples que embarcava calçando sandálias Havaianas, que acessem o site Instituto Lula - o Brasil da Mudança.
 
Poderão dar conta de espantosas e incontestes realizações. Limito-me a destacar o programa Luz para Todos, que tirou mais de 15 milhões de brasileiros da escuridão, sobretudo nos casebres do sertão nordestino e da região amazônica. E sugiro o amparo do adágio popular: pior cego é aquele que não quer ver.
 
A não esquecer: Lula abriu as portas do Planalto aos catadores de matérias recicláveis, profissionalizando-os, sancionou a Lei Maria da Penha, fundamental à proteção das mulheres, e o Estatuto da Igualdade Racial, que tem como objetivo políticas públicas que promovam igualdade de oportunidades e combate à discriminação.
 
Que o PT tenha cometido erros, alguns até graves (quem não os comete?), mas menos que Fernando Henrique Cardoso, que recorria ao "Engavetador Geral da República", à privataria e a muitos outros expedientes, como a aventada compra de votos para sua reeleição.
 
A corrupção, uma enfermidade mundial, decorre no Brasil do sistema político, atingindo a quase totalidade dos partidos. Contudo, Lula propiciou, como nunca antes, o desempenho livre dos órgãos de investigação, como Ministério Público e Polícia Federal, ao contrário do que faziam governos anteriores que controlavam essas instituições.
 
A registrar ainda, por importante: as gestões petistas nunca falaram em "flexibilizar" a CLT, a Previdência, a escola pública, o SUS, as estatais, o pré-sal inclusive e sabe-se lá mais o quê, propostas engatilhadas pelos interinos (algumas levianamente já disparadas), a causar prejuízo incalculável ao Brasil e aos trabalhadores.
 
Sem vínculo com qualquer partido político, assisto com tristeza a todo o artificioso esquema de linchamento a que Lula vem sendo exposto, depois de ter conduzido o mais amplo processo de inclusão social que o Brasil conheceu em toda a sua história.
 
RADUAN NASSAR, 80, é autor dos livros "Lavoura Arcaica" (1975), "Um Copo de Cólera" (1978) e "Menina a Caminho e Outros Textos" (1997). Recebeu neste ano o Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa
 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eterno Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Presidenta Dilma Vana Rousseff; BH, 01290802016.

Eterno Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Presidenta 
Dilma Vana Rousseff: há quem foi traído, negado e 
Inocente, julgado, foi condenado; e no meio do povo
Trabalhador brasileiro, há os traidores, os negadores e
Os que pedem as condenações dos justos; à burguesia,
À plutocracia, à elite, à cleptocracia cabem o julgamento,
A manipulação, a falsidade, a mentira, o assassinato de 
Reputações ilibadas; controlam com mãos de ferro o 
Estado, o legislativo, o judiciário e com isso, protegem-se
E protegem seus membros, como num corporativismo
De corrompidos, numa confraria de bandidos, ou 
Numa quadrilha de delinquentes; e lançam as polícias 
Contra os trabalhadores, os desempregados, estudantes
E para exterminar os pobres e miseráveis das periferias;
Propagam o ódio aos negros, aos homossexuais, aos 
Índios, às mulheres, aos direitos humanos; são o pior 
Tipo de classe média que já formou-se na nossa 
Sociedade: justificam a direita fascista, o nazismo, a 
Escravidão, a limpeza étnica e mandam às favas os 
Escrúpulos; obtusos, obscuros, apesar das peles 
Claras, dos cabelos loiros, dos olhos azuis, falam as 
Maiores absurdidades, obscenidades, depravações,
Sem enrubescerem-se; e infelizmente, muitos de nós,
Pobre povo trabalhador brasileiro, sem explicações, 
Votamos nesses facínoras, que locupletam-se das 
Nossas riquezas, nossos direitos, nossos suores, 
Nossos sangues; muitos de nós, povinho, servimos de 
Capachos para esses capatazes e entregamos as 
Cabeças de nossos líderes em bandejas, como a 
Cabeça de João Batista foi entregue servilmente à 
Salomé; e não nos envergonhamos por não lutarmos 
Pelos que nos defenderam, nos piores momentos 
Da nossa história; não nos envergonhamos por 
Darmos ouvidos aos que nos massacram: Marco 
Antonio Villa, Antonio Anastazia, Michel Temer,
José Serra, Geraldo Alckmin, Merval Pereira, Aécio
Neves, demais golpistas, usurpadores, entreguistas e 
Profetas do caos, do quanto pior melhor, tais os 
Seguidores de FHC, vulgo Fernando Henrique Cardoso.  

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Llewellyn Medina, Tua não infância.

Tua não infância

                Por que buscar na lembrança  de criança
                 infância que não tiveste
                a que tiveste não foi tua
                não foram teus aqueles pés descalços
                descarnados vestidos  dessas tuas ímpias ilusões
                aquelas ruas sem nome nunca existiram
                embora teimes em chamar de “minha rua”
                ruas em que tuas pegadas apagadas não eram tuas
                ruas nuas pegadas sem pés lembranças cruas
                somente existes naquilo de que não te lembras

                não insistas em repetir monocordiamente
                aquela foi a casa chuva ecoava cava
                antigo telhado abafava
                molhava pensamentos que dizes pensavas
               
               buscas ainda agora o elo que se perdeu
              elo não havia engano teu
            não eram teus os sons
chuva parecia ilusão ecoar
escoar nas paredes sem reboco
piso oco calçadas descalças
quanto vazia tua imaginação
vazavam pensamentos  se perdiam
amizades que proclamavas “são minhas  e as mais caras”


aquelas andorinhas que dizes
no meio do ano surgiam
tocavam notas nos fios fantasiados
pauta musical música não ouvias
como ousas dizer que as guarda
música ataviada não eram andorinhas
não havia canto cantoria
nada havia perda melancolia

e dizes buscavas minhocas na terra macia
a chuva esmaecia
espetavas malvada inocentemente tanajuras
asas batiam
não eram lembranças
estas  não tinhas
nem sonho poderia ser fossem
não sonhavas então
sequer sabes se existias.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

MENSAGEM DA PRESIDENTA DA REPÚBLICA DILMA ROUSSEFF AO SENADO FEDERAL E AO POVO BRASILEIRO:

Brasília, 16 de agosto de 2016
Dirijo-me à população brasileira e às Senhoras Senadoras e aos Senhores
Senadores para manifestar mais uma vez meu compromisso com a democracia e com as
medidas necessárias à superação do impasse político que tantos prejuízos já causou ao
País.
Meu retorno à Presidência, por decisão do Senado Federal, significará a
afirmação do Estado Democrático de Direito e poderá contribuir decisivamente para o
surgimento de uma nova e promissora realidade política.
Minha responsabilidade é grande. Na jornada para me defender do
impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento,
de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram
cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com
humildade e determinação para que possamos construir um novo caminho.
Precisamos fortalecer a democracia em nosso País e, para isto, será
necessário que o Senado encerre o processo de impeachment em curso, reconhecendo,
diante das provas irrefutáveis, que não houve crime de responsabilidade. Que eu sou
inocente.
No presidencialismo previsto em nossa Constituição, não basta a
desconfiança política para afastar um Presidente. Há que se configurar crime de
responsabilidade. E está claro que não houve tal crime.
Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de
Estado e de governo pelo "conjunto da obra". Quem afasta o Presidente pelo "conjunto da
obra" é o povo e, só o povo, nas eleições.
Por isso, afirmamos que, se consumado o impeachment sem crime de
responsabilidade, teríamos um golpe de estado. O colégio eleitoral de 110 milhões de
eleitores seria substituído, sem a devida sustentação constitucional, por um colégio
eleitoral de 81 senadores. Seria um inequívoco golpe seguido de eleição indireta.
Ao invés disso, entendo que a solução para as crises política e econômica
que enfrentamos passa pelo voto popular em eleições diretas. A democracia é o único
caminho para a construção de um Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a
Justiça Social. É o único caminho para sairmos da crise.
Por isso, a importância de assumirmos um claro compromisso com o
Plebiscito e pela Reforma Política.
Todos sabemos que há um impasse gerado pelo esgotamento do sistema
político, seja pelo número excessivo de partidos, seja pelas práticas políticas
questionáveis, a exigir uma profunda transformação nas regras vigentes.
Estou convencida da necessidade e darei meu apoio irrestrito à convocação
de um Plebiscito, com o objetivo de consultar a população sobre a realização antecipada
de eleições, bem como sobre a reforma política e eleitoral.
Devemos concentrar esforços para que seja realizada uma ampla e
profunda reforma política, estabelecendo um novo quadro institucional que supere a
fragmentação dos partidos, moralize o financiamento das campanhas eleitorais, fortaleça
a fidelidade partidária e dê mais poder aos eleitores.
A restauração plena da democracia requer que a população decida qual é o
melhor caminho para ampliar a governabilidade e aperfeiçoar o sistema político eleitoral
brasileiro.
Devemos construir, para tanto, um amplo Pacto Nacional, baseado em
eleições livres e diretas, que envolva todos os cidadãos e cidadãs brasileiros. Um Pacto
que fortaleça os valores do Estado Democrático de Direito, a soberania nacional, o
desenvolvimento econômico e as conquistas sociais.
Esse Pacto pela Unidade Nacional, o Desenvolvimento e a Justiça
Social permitirá a pacificação do País. O desarmamento dos espíritos e o arrefecimento
das paixões devem sobrepor-se a todo e qualquer sentimento de desunião.
A transição para esse novo momento democrático exige que seja aberto um
amplo diálogo entre todas as forças vivas da Nação Brasileira com a clara consciência de
que o que nos une é o Brasil.
Diálogo com o Congresso Nacional, para que, conjunta e responsavelmente,
busquemos as melhores soluções para os problemas enfrentados pelo País.
Diálogo com a sociedade e os movimentos sociais, para que as demandas
de nossa população sejam plenamente respondidas por políticas consistentes e eficazes.
As forças produtivas, empresários e trabalhadores, devem participar de forma ativa na
construção de propostas para a retomada do crescimento e para a elevação da
competitividade de nossa economia.
Reafirmo meu compromisso com o respeito integral à Constituição Cidadã
de 1988, com destaque aos direitos e garantias individuais e coletivos que nela estão
estabelecidos. Nosso lema persistirá sendo "nenhum direito a menos".
As políticas sociais que transformaram a vida de nossa população,
assegurando oportunidades para todas as pessoas e valorizando a igualdade e a
diversidade deverão ser mantidas e renovadas. A riqueza e a força de nossa cultura
devem ser valorizadas como elemento fundador de nossa nacionalidade.
Gerar mais e melhores empregos, fortalecer a saúde pública, ampliar o
acesso e elevar a qualidade da educação, assegurar o direito à moradia e expandir a
mobilidade urbana são investimentos prioritários para o Brasil.
Todas as variáveis da economia e os instrumentos da política precisam ser
canalizados para o País voltar a crescer e gerar empregos.
Isso é necessário porque, desde o início do meu segundo mandato,
medidas, ações e reformas necessárias para o País enfrentar a grave crise econômica
foram bloqueadas e as chamadas pautas-bomba foram impostas, sob a lógica
irresponsável do "quanto pior, melhor".
Houve um esforço obsessivo para desgastar o governo, pouco importando
os resultados danosos impostos à população. Podemos superar esse momento e, juntos,
buscar o crescimento econômico e a estabilidade, o fortalecimento da soberania nacional
e a defesa do pré-sal e de nossas riquezas naturais e minerárias.
É fundamental a continuidade da luta contra a corrupção. Este é um
compromisso inegociável. Não aceitaremos qualquer pacto em favor da impunidade
daqueles que, comprovadamente, e após o exercício pleno do contraditório e da ampla
defesa, tenham praticado ilícitos ou atos de improbidade.
Povo brasileiro, Senadoras e Senadores,
O Brasil vive um dos mais dramáticos momentos de sua história. Um
momento que requer coragem e clareza de propósitos de todos nós. Um momento que
não tolera omissões, enganos, ou falta de compromisso com o País.
Não devemos permitir que uma eventual ruptura da ordem democrática
baseada no impeachment sem crime de responsabilidade fragilize nossa democracia,
com o sacrifício dos direitos assegurados na Constituição de 1988. Unamos nossas forças
e propósitos na defesa da democracia, o lado certo da História.
Tenho orgulho de ser a primeira mulher eleita presidenta do Brasil. Tenho
orgulho de dizer que, nestes anos, exerci meu mandato de forma digna e honesta. Honrei
os votos que recebi. Em nome desses votos e em nome de todo o povo do meu País, vou
lutar com todos os instrumentos legais de que disponho para assegurar a democracia no
Brasil.
A essa altura todos sabem que não cometi crime de responsabilidade, que
não há razão legal para esse processo de impeachment, pois não há crime. Os atos que
pratiquei foram atos legais, atos necessários, atos de governo. Atos idênticos foram
executados pelos presidentes que me antecederam. Não era crime na época deles, e
também não é crime agora.
Jamais se encontrará na minha vida registro de desonestidade, covardia ou
traição. Ao contrário dos que deram início a este processo injusto e ilegal, não tenho
contas secretas no exterior, nunca desviei um único centavo do patrimônio público para
meu enriquecimento pessoal ou de terceiros e não recebi propina de ninguém.
Esse processo de impeachment é frágil, juridicamente inconsistente, um
processo injusto, desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente. O que peço às
senadoras e aos senadores é que não se faça a injustiça de me condenar por um crime
que não cometi. Não existe injustiça mais devastadora do que condenar um inocente.
A vida me ensinou o sentido mais profundo da esperança. Resisti ao cárcere
e à tortura. Gostaria de não ter que resistir à fraude e à mais infame injustiça.
Minha esperança existe porque é também a esperança democrática do povo
brasileiro, que me elegeu duas vezes Presidenta. Quem deve decidir o futuro do País é o
nosso povo.
A democracia há de vencer
Dilma Rousseff

Boanerges de Castro - "Águas de Temer"

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

APELO À COMUNIDADE INTERNACIONAL À ONU E À OEA; BH, 0110802016.

Apelo à Comunidade Internacional, à ONU, à OEA
E aos Direitos Humanos: não reconheçais o governo golpista do
Ex-informante da CIA, entreguista, traidor da Presidenta 
Dilma Vana Rousseff, o usurpador Michel Temer; 
Mancomunado com a mídia brasileira, na figura do PIG,
Partido da Imprensa Golpista, com uma justiça 
Desprovida de membros ilibados, que, alcovitada a  
Políticos bandidos, deram um sujo golpe de estado no 
Meu país; denunciai, aos quatro cantos do mundo, em 
Nome dos cinquenta e quatro milhões de votos da 
Presidenta Dilma Vana Rousseff, o fim da democracia,
Na República Federativa do Brasil, o fim do nosso 
Estado Social, duramente conseguido com a luta do 
Povo trabalhador brasileiro; denunciai as perseguições
Ao ex-presidente Lula, Luiz Inácio Lula da Silva e 
Família, por um juiz de Primeira Instância, procuradores
Partidários, promotores e uma PF, Polícia Federal 
Parcial e comprometida com os promovedores do sujo
Golpe de estado; desprezai esse governo usurpador, 
Composto de propineiros, achacadores, protetores de 
Corruptos, misóginos, racistas; a nação brasileira que,
Não aceita o golpe, não tem voz no Brasil, não tem a 
Quem recorrer, o nosso STF, Supremo Tribunal 
Federal, é um dos embasadores do maldito golpe;
Acabou-se, então, a justiça, acabou-se o legislativo
Num único mar de lama e o executivo virou um 
Covil de delatados por antigos comparsas; a 
Esperança para barrar essas violações que nos 
Envergonham, é a Comunidade Internacional supra 
Citada, não reconhecer os golpistas, denunciá-los,
Boicotá-los e pedir o retorno à legitimidade, com a
Volta da Presidenta Dilma Vana Rousseff ao 
Comando da nação, à presidência do país, à 
Liderança dos que a elegeram democraticamente.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

David Bowie - Ziggy Stardust (Live)

Carta aberta ao jornal O Estado de S.Paulo:

por Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira
Em editorial veiculado nesta data (10/08/2016), intitulado “O que resta a Lula”, o jornal “O Estado de S.Paulo” promove um reprovável ataque à defesa do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tentando mascarar o antagonismo político do diário em relação a Lula com questões técnico-jurídicas.
O mote da publicação foi a crítica feita pela defesa de Lula em relação à iniciativa do Delegado Federal Marcio Adriano Anselmo de envolver familiares do ex-Presidente em um inquérito policial destinado a apurar a propriedade de um sítio em Atibaia (SP). No último dia 08/08, Anselmo decidiu convocar a esposa e um dos filhos de Lula para serem ouvidos no âmbito policial e, além disso, determinou — sem ordem judicial — uma nova devassa na vida dos filhos do ex-Presidente. 
A crítica da defesa é plenamente justificável do ponto de vista jurídico. Se a investigação busca saber quem é o proprietário de um bem imóvel, a resposta terá que ser encontrada, necessariamente, no Cartório de Registro de Imóveis onde está situada a propriedade. E, especificamente, no caso desse sítio de Atibaia, a matrícula do imóvel revela, de forma inequívoca, que os proprietários são Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Não bastasse, no dia 14/03/2016 — ou seja, há aproximadamente 05 (cinco) meses — a Força Tarefa Lava Jato recebeu de Fernando Bittar cópia da declaração de Imposto de Renda de seu pai, Jacó Bittar, “comprovando que os valores utilizados para a aquisição do sítio tiveram origem exclusiva e lícita da família Bittar”. Na mesma oportunidade Fernando Bittar apresentou cópia de documentos relativos aos gastos que efetuou com reformas na propriedade e, ainda, de sua frequência no local.
 
Merece registro, ainda, que o ex-Presidente Lula já prestou depoimentos tanto à Polícia Federal, como ao Ministério Público Federal, reafirmando que nem ele, nem seus familiares, são proprietários do mencionado sítio.
 
Diante desses fatos, não pode haver qualquer dúvida de que o sítio pertence a Fernando Bittar e Jonas Suassuna. Por essa razão é que se afirmou que a determinação da oitiva de familiares de Lula pode ser entendida como uma retaliação às providências adotadas pela defesa contra os abusos cometidos pela Lava Jato em relação ao ex-Presidente.
 
Em relação à devassa na vida pessoal dos filhos de Lula, a situação é ainda mais grave. Qual a relação dessa medida com o objeto das investigações —a propriedade do sítio de Atibaia (SP)? Nenhuma. Outrossim, Luis Cláudio Lula da Silva já teve seus sigilos bancário e fiscal já foram quebrados no âmbito de outra Operação, a Zelotes, e nenhuma ilegalidade foi identificada.
 
Dessa forma, aquilo que o jornal classificou como “chicanas do exercício de causídicos”, nada mais é do que um posicionamento com base técnica de advogados que honram o mandato que lhes foi outorgado e prezam pelas garantias asseguradas ao seu constituinte tanto pela Constituição Federal, como pelos Tratados Internacionais que o País se obrigou a cumprir.
 
A propósito, o comunicado feito ao Comitê de Direitos Humanos da ONU no dia 28/07/2016 nada tem de “patético”, ao contrário do que também afirma, sem qualquer base técnica, o jornal. Primeiro, porque está baseado em um Protocolo Facultativo da ONU que o Brasil aderiu em 2009, especificamente para aceitar que o citado órgão pudesse analisar violações ao Pacto de Direitos Civis e Políticos que havia sido ratificado pelo País em 1992. Segundo, porque no comunicado foram listados diversos fatos concretos que demonstram que agentes do Estado Brasileiro violaram — e continuam a violar — de forma flagrante, as disposições desse Tratado no âmbito da Operação Lava Jato em relação a Lula e seus familiares. E mesmo após o caso ter passado pelo Supremo Tribunal Federal não houve cessação dessas violações — revelando inexistir um remédio eficaz no plano nacional para essa finalidade. Terceiro, porque o Brasil não pode viver aquilo que alguns juristas, como André de Carvalho Ramos, chamam de “truque de ilusionismo”, segundo o qual aderem às disposições de tratados internacionais sobre direitos humanos mas se recusam a seguir a interpretação dada a esses documentos pelos órgãos internacionais.
 
O jornal parte da superada tese de que um processo internacional de direitos humanos tem por objetivo “achincalhar a Justiça brasileira” — a mesma usada pelo Brasil durante a ditadura para não subscrever Tratados Internacionais sobre a matéria e, ainda, para ignorar os relatórios e as recomendações que eram dirigidas ao País pelos órgãos internacionais apontando graves violações aos direitos humanos. A tendência atual, no entanto, é o diálogo entre os Tribunais Nacionais e os órgãos internacionais encarregados de analisar violações aos direitos humanos. 
 
Por isso mesmo, Greoffrey Robertson, um dos maiores especialistas no âmbito mundial na defesa dos direitos humanos e que também subscreve conosco o comunicado feito à ONU, afirmou, corretamente, em entrevista à Folha de S.Paulo (06/08/2016) que “Qualquer país se beneficia quando suas leis e procedimentos estão sujeitos ao escrutínio internacional para que atendam aos padrões internacionais de direitos humanos”.
 
Tivesse o jornal consultado seus arquivos, teria identificado reportagem publicada em suas páginas em 13/11/2014, intitulada “Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede”, com referências específicas ao comportamento do Delegado Federal Marcio Adriano Anselmo em relação ao ex-Presidente Lula. Ora, diante desse fato — registrado pelo insuspeito jornal — mais do que nunca a defesa deve ficar atenta a qualquer ato que permita identificar perseguição ou retaliação a Lula ou aos seus familiares.
 
Lula, pessoalmente, e por meio de seus advogados, já prestou e prestará todos os esclarecimentos que lhe forem solicitados pelas autoridades brasileiras. Mas, como qualquer cidadão, exige o respeito às suas garantias fundamentais e ao devido processo legal.
 
São Paulo, 10 de agosto de 2016
 
Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Viver estupidamente e ignorantemente e bizarramente; BH, 050802016.

Viver estupidamente e ignorantemente e bizarramente, 
Bisonhamente, morbidamente e morrer, que graça
Há? viver indiferentemente, inutilmente, esterilmente,
Solitariamente, anonimamente e morrer, que razão
Há? viver selvagemente, violentamente, aceleradamente,
Nervosamente, angustiosamente e morrer, que valor
Há? viver obscuramente, obtusamente, ocultamente,
Tenebrosamente, terrivelmente e morrer, que luz há?
Viver erradamente, duvidosamente, falsamente,
Inadvertidamente, mentirosamente e morrer, que 
Certeza hã? viver perigosamente, furtivamente, 
Inconstitucionalissimamente, antidemocraticamente,
Injustamente e morrer, que segurança há? viver 
Imoderadamente, gulosamente, ansiosamente, 
Depressivamente, dolentemente, que cura há? viver
Tristemente, tristonhamente, chorosamente, 
Lamentavelmente e morrer, que alegria há? que 
Consolo há? viver insossamente, inodoramente, 
Insipidamente, destemperadamente, frivolamente
E morrer, que sabor há? viver irracionalmente, 
Aculturadamente, desmemoriadamente, apagadamente,
Nocivamente e morrer, que felicidade há? viver 
Ingloriosamente, preguiçosamente, desanimadamente,
Letargicamente, morosamente e morrer, que vida 
Há? viver inocentemente, ingenuamente, puerilmente,
Infantilmente, superficialmente e morrer, que 
Experiência há? viver casmurramente, taciturnamente,
Sorumbaticamente, meditabundamente, arriadamente
E morrer, que paixão há? viver marginalmente, 
Excluidamente, miseravelmente, pobremente, 
Abandonadamente e morrer, que satisfação há? viver
Toupeiramente, zumbimente, eletronicamente, 
Descartavelmente, grosseiramente e morrer, que 
Salvação há? viver desgraçadamente, tacanhamente, 
Infernalmente, rusticamente, grotescamente e 
Morrer, que absolvição há? nenhuma, só condenação.

A sociedade brasileira está repleta de toupeiras: BH, 060802016.

A sociedade brasileira está repleta de toupeiras,
Pessoas que não estudaram, idiotas bizarras, 
Ignorantes bisonhas; mas, há também as 
Toupeiras especiais, pessoas que estudaram, 
Não são ignorantes bisonhas, não são idiotas
Bizarras, mas, são indiferentes mórbidas, 
Possuem diplomas, cargos, status e são boçais,
Desprezam e são desprezíveis; alfabetizadas, 
Com teses, doutorados, agem como analfabetas,
Sem educação, sem cultura, sem humanismo e 
Humanidade; a nossa sociedade está repleta de 
Zumbis eletrônicos funcionais, nunca leram um 
Único livro sequer, não sabem um canção, não
Conhecem uma poesia, um poema, um soneto,
Não têm discernimento; trabalham, comem, 
Bebem, transam, dormem, acordam, viajam,
Tiram férias, vão às igrejas, seguem pastores
Cegamente, idolatram padres carismáticos,
Acobertam pedófilos e apegam-se iguais hienas
Às carniças; e contaminam os semelhantes com
Suas ideias religiosas, conservadoras, misóginas,
Reacionárias, fascistas, homofóbicas, vazias; e 
Apodrecem os iguais com seus ideais desiguais,
Anticomunistas, antissocialistas, racistas, 
Globalizados, neoliberais, capitalistas, de direita;
Verdadeiras mentalidades atrasadas, são 
Retrógradas, estéticas, plastificadas, estéreis,
Não podem abrir a boca, só falam o que não
Aproveita-se, ou o que só reverbera-se entre
Elas mesmas; inúteis, inocentes úteis, massa de 
Manobra manipulada, famosas famigeradas,
Estúpidas, obtusas, não há nada que clarifique-as;
Dão murros em ponta de facas e agridem as
Pedras nas quais tropeçam, com o intuito de 
Causarem-nas a dor que sentiram ao tropeçá-las; 
A sociedade brasileira está repleta de almas, as 
Quais, até podemos orar por elas, pedir a Deus
Algo, mas, nos manter afastados delas, à distância.

Gentes trabalhadoras brasileiras deixaremos que; BH, 080802016.

Gentes trabalhadoras brasileiras deixaremos que,
Uma quadrilha do crime organizado nos governe?
Permitiremos que, uma ratazana gabiru de esgoto,
Igual ao Michel Temer propineiro, seja chamado
De nosso presidente? consentiremos um hipócrita,
Tal o José Serra, ser chamado de chanceler? não
Quero acreditar que, seremos coniventes com
Corruptos, condescendentes com corruptores e
Convenientes com corrompidos; gentes trabalhadoras
Da nação brasileira, não podemos ser vistos ao
Mundo como um povo sem-vergonha, vira-lata,
Covarde e medroso; ou emparedamos esses
Canalhas, ou seremos desmoralizados por eles e
Tão ou mais canalhas como esses políticos
Golpistas são, juntos aos seus comparsas Eduardo
Cunha, Gilmar Mendes, Aécio Neves, Antônio
Anastazia, Cristovam Buarque; ou damos um
Basta já, ao golpe sujo, ou adeus país soberano,
Adeus gente cidadã, adeus República Federativa
Do Brasil, adeus Estado Social; é hora de
Fazermos agora a nossa Primavera Brasileira,
Com a toral derrubada dos interinos e a volta
Ampla, geral, irrestrita e triunfal da Presidenta
Dilma Vana Rousseff, ao cargo do qual foi
Alijada inconstitucionalissimamente, num momento
De nossa letargia republicana; acordemos, então,
Para a liberdade, para a independência, para a
Normalidade democrática, com o nosso povo a
Castigar, a lançar ao ostracismo, cada golpista
Traidor, usurpador, entreguista, lesa-pátria;
Acordemos para o engrandecimento do Brasil 
Imediatamente, antes que as trevas nos encubra 
Eternamente e seja tarde para arrependimentos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Gilberto Gil - Refavela - 1977 (Full Album)

Não faço texto para viralizar; BH, 050802016.

Não faço texto para viralizar, faço texto
Para ser refletido, para lutar o bom e o 
Mau combates, a usar todas as armas 
Disponíveis: soco na cara com soqueira,
Murro no olho com soco inglês, mordida
Com dentes ferozes, arranhões com 
Unhas de feras e espinhos de ferrões; não
Faço texto para ser banalizado, deixado 
De lado, esquecido logo em seguida e 
Guardado na lata de lixo; faço texto para
Atacar os cachorros vira-latas complexados,
Os lesa-pátria entreguistas, as toupeiras de 
Plantões e os zumbis eletrônicos manipulados
Pelo PIG, Partido da Imprensa Golpista, pela
Máquina nociva da mídia e os robôs fascistas;
Faço textos para destruir a plutocracia, detonar
A cleptocracia, derrubar a burguesia e enterrar a 
Elite; e para dar chutes no saco da direitona
Raivosa odienta colérica, da justiça sem-vergonha,
Vagabunda, sanguessuga da nação trabalhadora
Brasileira; meu texto é vômito na boca faminta
Da camarilha dos deputados, é regurgitação de 
Bílis na garganta profunda desse senado covil 
De bandidos e desse executivo usurpador,
Golpista, protetor de corruptos e que fez com 
Que o país seja visto aos olhos do mundo, como
Um país de corrompidos e de corruptores; faço 
Texto para chamar o povo à realidade e 
Impedir este golpe sujo de estado, restabelecer
A normalidade e trazer de volta ao lugar 
Ocupado pelo interino traidor, a legítima
Proprietária do cargo e eleita por sufrágio
Universal, a Presidenta Dilma Vana Rousseff,
Verdadeira representante do povo trabalhador 
Brasileiro; e com o que querem a plutocracia, a 
Cleptocracia, a burguesia, a elite, o judiciário,
O legislativo e o executivo que acabam com a 
Democracia brasileira, com a cidadania do povo
E a soberania da nação, vergonhosamente.  

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Que tipo de nação é a brasileira; BH, 030802016.

Que tipo de nação é a brasileira, onde a 
Presidenta do País, Dilma Vana Rousseff,
É derrubada do poder, num duro golpe 
Sujo de estado, por um bando de bandidos
Da cleptocracia e o povo não a repõe no 
Lugar? será que não há brio no povo 
Trabalhador brasileiro? como podemos 
Permitir que, uma mídia pernóstica, 
Permissiva com golpistas, através de um 
PIG, Partido da Imprensa Golpista e 
Seus áulicos, nos manipular passivamente?
Em qual outra nação, uma justiça venal,
Engajaria assim, sordidamente, contra a 
Constituição Nacional? como pode um 
Juiz irresponsável, perseguidor de 
Inocentes, protetor de ladrões, agir tão
Descaradamente, a prejudicar a economia? 
E o relator de um processo espúrio contra a 
Presidenta, é um ex-governador de estado
Que, junto com o seu bofe, quebraram o 
Estado que governaram? e anestesiados,
Pensamos ser normal, o que todos esses 
Corruptos, corruptores e corrompidos 
Fizeram diante de nossos olhos estupefatos;
Como fomos eleger para a camarilha dos 
Deputados, pessoas tão rasteiras? e para 
Um senado que mostrou-se escroto, tanta 
Erva daninha que, deveriam ser lançadas
Ao fogo? o Brasil nunca mais será o mesmo
Depois desse golpe sujo bancado pela 
Plutocracia; mas, toda a nação trabalhadora 
Brasileira deveria, num levante, impedir 
Que isso acontecesse; é hora de uma greve
Geral pra exigir a volta da democracia, do 
Constitucionalismo, do republicanismo, da
Soberania, da cidadania, da deposição do 
Interino traidor golpista Michel Temer et 
Caterva entreguista; não podemos permitir
Tais vergonha, antiética, anética, aética, 
Ilegitimidade, anormalidade, indecência,
Antimoralidade e indignidade; ou damos 
Um basta, ou aceitamos de vez a alcunha 
De nação vira-lata perante o mundo moderno.

Concert For Bangladesh - George Harrison (Full Album)

George Harrison - Got My Mind Set On You Official Video

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Em defesa do Estado Democrático de Direito:

NOTA EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO:
Nós abaixo-assinados viemos, por meio desta nota em defesa do Estado Democrático de Direito, repudiar todo e qualquer atentado à Legalidade Democrática, aos Princípios Constitucionais e à criminalização da política partidária.
“Politicamente, o objetivo da democracia é a liberação do indivíduo das coações autoritárias, a sua participação no estabelecimento da regra, que, em todos os domínios, estará obrigado a observar. Econômica e socialmente, o benefício da democracia se traduz na existência, no seio da coletividade, de condições de vida que asseguram a cada um a segurança e a comodidade adquirida para a sua felicidade. Uma sociedade democrática é, pois, aquela em que se excluem as desigualdades devidas aos azares da vida econômica, em que a fortuna não é uma fonte de poder, em que os trabalhadores estejam ao abrigo da opressão que poderia facilitar sua necessidade de buscar um emprego, em que cada um, enfim, possa fazer valer um direito de obter da sociedade uma proteção contra os riscos da vida. A democracia social tende, assim, a estabelecer entre os indivíduos uma igualdade de fato que sua liberdade teórica é importante para assegurar”.
Lamentavelmente, desde que o governo progressista e da classe operária assumiu o poder com a eleição do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de outubro de 2002 (exercendo a Presidência da República por dois mandatos), as elites e a oligarquia, inconformadas com a ascensão da esquerda ao poder, iniciaram uma verdadeira caçada ao Presidente Lula com o apoio da grande mídia.
Embora tenha deixado a presidência da República há cerca de seis anos, Luiz Inácio Lula da Silva continua sofrendo ataques preconceituosos e discriminatórios. Agora as ofensas estão acompanhadas de uma tentativa vil de criminalizar o ex-presidente.
Por quê Lula? Porque ele é filho da miséria; porque ele é nordestino; porque ele não tem curso superior; porque ele foi sindicalista; porque foi torneiro mecânico; porque é fundador do PT; porque bebe cachaça; porque fez um governo preferencialmente para as classes mais baixas e vulneráveis; porque retirou da invisibilidade milhões de brasileiros etc. Lula é reconhecido internacionalmente como um lutador dos direitos dos trabalhadores para o desenvolvimento social do país, combatente das desigualdades sociais, especialmente, da miséria.
Fosse Luiz Inácio Lula da Silva um homem de posses, sulista, "doutor", poliglota, bebesse vinho e tivesse governado para os poucos que detêm o poder e o capital em detrimento dos que lutam sofregamente para ter o mínimo necessário para uma vida com dignidade, certamente a história seria outra. Grande parte daqueles que rejeitam Lula o fazem pelo que ele representa e pelo que ele simboliza. Os poderosos e plutocratas nunca suportaram ser governados por um homem do povo, com a cara e o jeito do povo brasileiro. Do mesmo modo que a elite, boa parte das classes média alta, não aceita ver pobres, negros e a classe operária saindo da invisibilidade para frequentar lugares antes exclusivos das classes dominantes.
Esse mesmo "ódio" contra os excluídos (negros e miseráveis) é, também, direcionado a Luiz Inácio Lula da Silva quando ele passa de coadjuvante a protagonista, e ocupa a presidência da República. O "ódio" a Lula e ao povo reflete-se nos ataques aos programas sociais do governo como Bolsa Família, ProUni, Luz Para Todos etc. Essa odiosidade foi transferida para a sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva, a Presidenta da República Dilma Vana Rousseff que é vítima de um golpe parlamentar que afrontou a democracia brasileira.
Algumas ações tomadas contra Lula, especialmente pelo juiz Federal Sérgio Moro, demonstram claramente o viés parcial e autoritário das medidas que atentaram contra os direitos fundamentais, dele Lula, de seus familiares e até mesmo de seus advogados de defesa.
Assim, depois de ser levado a depor coercitivamente (em 04 de março de 2016), por ordem do juiz Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba Sérgio Moro, depois de ter suas conversas gravadas e divulgadas, inclusive com a Presidenta da República Dilma Vana Rousseff – diálogos divulgados em rede nacional - e depois de ser impedido de assumir o ministério da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva é processado indevidamente e sem qualquer lastro probatório que pudesse fundamentar a ação penal, que tem caráter nitidamente político e viciado pela parcialidade daqueles que não se envergonham de rasgar a Constituição da República e atropelar os princípios fundamentais, notadamente, a presunção de inocência e o devido processo legal.
Cumpre ressaltar que, em relação à condução coercitiva do ex-presidente Lula, o ministro Marco Aurélio do STF (Supremo Tribunal Federal) assim manifestou-se:
"Eu não entendo. Um mandado de condução coercitiva só é aplicável quando um indivíduo apresenta resistência e não aparece para depor. E Lula não recebeu uma intimação (...) Será que ele (Lula) quer esse tipo de proteção? Eu acredito que, na verdade, este argumento foi dado para justificar um ato de força. (...) Este é um revés, e não um progresso. (...) Somos juízes, e não legisladores, ou vingadores.”
No que diz respeito à divulgação das transcrições das fitas ilegais para os meios de comunicação, o juiz Federal Sérgio Moro tentou justificar a medida arbitrária e abusiva no interesse público, apesar disso não ser defensável. O pedido de desculpas feita pelo condutor da Operação Lava Jato foi rejeitado pelo Ministro Teori Zavascki do STF quando por ele analisada ação proposta pela Presidenta Dilma:
"A divulgação pública das conversas é inaceitável... Contra uma regra constitucional expressa (ver parágrafo 22 acima), não é razoável dizer que o interesse público justifica a divulgação ou que as partes afetadas são figuras públicas (como se eles não tivessem direito à privacidade) ... é preciso reconhecer a irreversibilidade dos efeitos práticos decorrentes da divulgação indevida das conversas telefônicas".
Não é sem razão que Luiz Inácio Lula da Silva foi buscar por meio de Comunicação no âmbito do Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos (ICCPR), no Escritório do Alto Comissariado dos Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra, Suíça, a preservação dos direitos fundamentais, dos direitos humanos e do próprio Estado Democrático de Direito - que vem sendo assaltado pelos inimigos da democracia e pelo autoritarismo de agentes do Estado.
Segundo a petição apresentada em 28 de julho de 2016, foram violados os seguintes artigos do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos:
“(i) Artigo 9 (1) e (4) - proteção contra a prisão ou detenção arbitrária
(ii) Artigo 14 (1) - o direito a um tribunal independente e imparcial
(iii) Artigo 14 (2) - direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa por lei
(iv) Artigo 17 - proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência, e contra ofensas ilegais à honra ou reputação”.
Causa estranheza, e é objeto de nosso repúdio, as notas emitidas pela Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB e pela Associação dos Juízes Federais - AJUFE que, apressadamente e de pronto, criticaram a ação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio de seus advogados, de acionar o Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), para que lhe seja garantido julgamento justo e imparcial livre do ódio e do autoritarismo.
Não é despiciendo lembrar que o Brasil é, desde 1992, signatário do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos da ONU e, desde 2009, também do seu Protocolo Facultativo, que prevê expressamente a possibilidade de qualquer pessoa encaminhar comunicação escrita ao referido Comitê, quando se sentirem ameaçadas pela violação dos direitos protegidos pelo Pacto de Direitos Civis e Políticos da ONU.
Assim sendo, e por todo exposto, os abaixo-assinados manifestam publicamente apoio às medidas tomadas pelos defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu nome e em defesa das garantias fundamentais como postulados indispensáveis do Estado Democrático de Direito.
Já assinaram:
1- Leonardo Isaac Yarochewsky – Advogado e Professor de direito penal da PUC-Minas;
2- João Ricardo W. Dornelles. Professor de Direito da PUC-Rio e Coordenador-Geral do Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio;
3- Wilson Ramos Filho, Doutor em Direito, professor na UFPR;
4- Márcio Tenenbaum, advogado RJ;
5- Carol Proner, professora da UFRJ;
6- Claudia Maria Barbosa, professora PUC/PR;
7- Maria Luíza Flores da Cunha Bierrenbach, advogada, Membro da Comissão Justiça e Paz/SP;
8- Tarso Cabral Violin, advogado e professor de Direito Administrativo;
9- Maria Luiza Pereira de Alencar Mayer Feitosa, professora, Doutora em Direito Econômico CCJ- UFPB;
10- Nasser Ahmad Allan, advogado e professor universitário;
11- Maria Luiza Quaresma Tonelli, advogada;
12- Erivan da Silva Raposo, antropólogo e cientista político;
13- Lívia Maria Marques Sampaio. Economista Ba/ Mestre em Comunicação e Culturas Contemporâneas – UFBa;
14 - Moacyr Parra Motta. Advogado/Mestre em Direito Constitucional – UFMG;
15- Gisele Citadino - Professora da PUC-RJ;
16- Gisele Silva Araújo - Doutora/Mestre em Sociologia, Bacharel em Direito e Ciências Sociais, Professora da Unirio;
17- Juliana Neuenschwander Magalhães - Professora da Faculdade Nacional de Direito UFRJ;
18- Rômulo de Andrade Moreira - Procurador de Justiça na Bahia e Professor de Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade Salvador – UNIFACS;
19 - Magda Barros Biavaschi - Desembargadora aposentada do TRT4, professora convidada e pesquisadora CESIT/UNICAMP;
20 - Manoel Moraes professor universitário, cientista político e defensor de direitos humanos;
21 - Daniel torres de Cerqueira. Professor universitário. Mestre em direito UFSC;
22 - Sérgio Luiz Pinheiro Sant'Anna, Procurador Federal e Professor de Direito Constitucional da UCAM;
23 - Pedro Estevam Serrano, professor da PUC/SP;
24 - Luiz Carlos da Rocha, advogado e Mestre em Direito;
25 -Maria Goretti Nagime. Advogada, professora e mestranda em Sociologia Política na UENF;
26 - Sergio Graziano, advogado e professor da Universidade de Caxias do Sul (RS);
27 -Daniela Felix, Advogada e Professora Cesusc, Mestre em Direito PPGD/UFSC;
28 - Marcelo Cattoni - Professor da Faculdade de Direito da UFMG;
29 - Maria Helena Barros de Oliveira advogada, pesquisadora e chefe do Departamento Direitos Humanos e Saúde da Fiocruz;
30 - Emerson Lopes Brotto, Advogado e Mestre em História (UPF);
31 - Wadih Damous - Deputado Federal e Advogado;
32 - Marcos Rocha, doutor em Políticas Públicas e Formação Humana (UERJ) e professor de direitos humanos;
33- : Ipojucan Demétrius Vecchi, advogado, professor de direito do trabalho da UPF;
34 - Denise Assis, jornalista;
35 - Marilia Kairuz Baracat, advogada, mestre em direito;
36 - Meiriene Cavalcante Barbosa, jornalista, mestra e doutoranda em educação pela Unicamp;
37 - Eugênio José Guilherme de Aragão, ex-ministro da Justiça e professor de Direito Internacional Público da UnB;
38 - Marcelo Neves, professor titular de Direito Público da Faculdade de Direito da UnB;
39 - Manoel Volkmer de Castilho, ex-Consultor-Geral da União e ex-Juiz Federal da 4a. Região;
40 - Juarez Estevam Xavier Tavares, professor titular de Direito Penal - UERJ;
41 - Cecilia Caballero Lois, Professora Associada da Faculdade Nacional de Direito/ UFRJ;
42 - Gustavo Ferreira Santos, Professor de Direito Constitucional da UNICAP e da UFPE;
43 - Jefferson Martins de Oliveira, Advogado sindical;
44 - José Carlos Moreira da Silva Filho - Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais da PUC-RS e Vice-Presidente da Comissão de Anistia do Brasil;
45 - Virginius Lianza da Franca, advogado;
46 - Geraldo Prado, professor UFRJ;
47 - Francisco Celso Calmon Ferreira da Silva, advogado e consultor organizacional;
48 - Marta Guerra, advogada - RN;
49 – Luiz Moreira Gomes Júnior, mestre em filosofia, doutor em Direito, professor da PUC-RJ, ex-Conselheiro do CNMP;
50 - Zora Motta, Arquiteta;
51- Stella Bruna Santo, advogada;
52 - Rodrigo Botelho Campos, economista;
53 - Lilian Ribeiro, advogada SP;
54 - Sueli Aparecida Bellato, advogada;
55 - Carmen da Costa Barros, advogada;
56 - Mariana de Lima e Silva, antropóloga, Brasília - DF;
57 - Faní Quitéria Nascimento Rehem, professora UEFS;
58 - Juarez Cirino dos Santos, advogado e professor do Instituto de Criminologia e Política Criminal;
59 - Flávio Crocce Caetano, advogado, ex-Secretário Nacional da Reforma do Judiciário;
60 - Lucimara Morais Lima, advogada;
61 - Marthius Sávio Cavalcante Lobato, advogado, professor, mestre e doutor em Direito, Estado e Constituição pela UnB; estágio pós-doutoral em Direito Público pela Universidade de Paris III;
62 - Carlos Vasconcelos, Subprocurador-Geral da República;
63 - Wagner Gonçalves, advogado e Subprocurador-Geral da República aposentado;
64 - Alvaro Augusto Ribeiro costa, ex-Advogado Geral da União, advogado e
Subprocurador-Geral da República aposentado.