quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O Rio de Janeiro é de Chico Buarque; BH, 02301102013.

O Rio de Janeiro é de Chico Buarque,
Deus deu o Rio de Janeiro para Chico
Buarque, e deu Chico Buarque para o
Rio de Janeiro; nós somos só satélites
Dessa Cidade Maravilhosa, que foi
Cantada por muitos poetas bêbados,
Seduzida por muitos Don Juan falidos,
Amada por muitos falsos amantes, e
Marginalizada por muitos políticos
Ladrões; e quem é o dono da cidade,
É o Chico Buarque, ele que pediu
Para que os aventureiros não lançassem
Mão do Rio de Janeiro, e ninguém deu
Ouvidos; e o povo do Rio de Janeiro,
Inconscientemente, abriu mão da
Cidade do Rio de Janeiro, e deixou-a
Nas mãos de políticos marginais, e de
Traficantes sem iguais, e de policiais
Assassinos, que matam esse mesmo
Povo pelos políticos bandidos, e pelos
Bandidos que controlam o crime
Organizado; e são todos muito bem
Pagos: os políticos, os bandidos, e os
Policiais; só o povo, de onde sai esse
Dinheiro, é que sofre com a violência;
Só o povo é que não tem a segurança,
A confiança, e nem a garantia; e a
Maioria não deixa de cheirar o seu pó,
Não deixa de fumar a sua maconha, e
De queimar a sua pedra, e tomar os
Seus comprimidos de baladas; e se esse
Povo quisesse, expulsaria políticos,
Polícias, milícias, e traficantes; e livraria o
Rio de Janeiro das mãos sujas desses
Cretinos, e devolveria o Rio de Janeiro,
Cristalino, ao seu verdadeiro dono:
Francisco Buarque de Holanda.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Hino do Partido dos Trabalhadores.





Contamos com sua colaboração divulgando-o para todos os filiados e simpatizantes e companheiros da esquerda.
É mais um simbolo do qual poderemos nos orgulhar, assim como, a Bandeira e o Manifesto.
Colabore. Participe!!
Viva o PT!

Hino do Partido dos Trabalhadores

NASCIDO NA LUTA HONROSA
COM A CORAGEM DO POVO INSURGIU
CONTRA OPRESSÃO BELICOSA
DE ARMAS EM PUNHO TÃO VIL

POR CIDADE, CAMPO E FLORESTA
DO SEIO DO SINDICADO SURGIU 
EA SOCIEDADE FEZ FESTA 
PARA ENFIM LIBERTAR O BRASIL 

NO SION, 
DO SONHO À REALIDADE.
A ESPERANÇA GANHOU ASAS PRA VOAR
PELO SOCIALISMO MANIFESTA A VONTADE
DE UM NOVO MUNDO CONQUISTAR

OH! BANDEIRA VERMELHA QUE BAILA

SOBRE CABEÇAS EM MEIO À MULTIDÃO
SANGUE MILITANTE NA BATALHA
DESAFIA O PODER DE ENXADA NA MÃO
LOUVOR AO HOMEM QUE LUTA E TRABALHA
COMPANHEIRO, CONTRA A EXPLORAÇÃO.


PT! PT! PT!
PARTIDO DOS TRABALHADORES!

TUA HISTORIA É A GLORIA DA MAIS RICA LIÇÃO
TORTURA NUNCA MAIS, JAMAIS ESCRAVIDÃO.
PELA HUMANIDADE... CUMPRIRAS TUA MISSÃO.

OH! ESTRELA BRANCA QUE PAIRA

GUIA MOSTRANDO O CAMINHO PARA A NAÇÃO;
CADA PONTA POR UM CANTO ESPRAIA
SOLIDÁRIO DEVER QUE PÕE FIM A EXCLUSÃO
ALVORADA NO CÉU PELA PAZ SEMPRE RAIA;
CONSTRUINDO A CIVILIZAÇÃO

PT! PT! PT!
PARTIDO DOS TRABALHADORES!

A DEMOCRACIA VIVE NO TEU CORAÇÃO
TENS A LIBERDADE COMO FLORES EM BOTÃO
PORQUE ÉS PRIMAVERA E FLORESCE DO TEU CHÃO


PT! PT! PT!
PARTIDO DOS TRABALHADORES!

PT! PT!
VIVA!
ESTE VÍDEO PODE SER REPRODUZIDO SEM NECESSIDADE DE AUTORIZAÇÃO PREVIA. ELE PODE SER UTILIZADO POR QUALQUER AGENTE QUE ASSIM O QUEIRA UTILIZAR. POR OUTRO LADO, PERMITIMOS QUE ESTA PELÍCULA SEJA REPRODUZIDA OU SEJA EDITADA, TOTAL OU EM PARTE, APENAS QUANDO FAVORECER O PT OU QUALQUER CAUSA DA ESQUERDA. POR OUTRO LADO, ESTA AUTORIZAÇÃO É ABSOLUTAMENTE PROIBIDA PARA OS INTERESSE DA DIREITA . ESTES ÚLTIMOS DEVEM PROCURAR RECURSOS LÁ DO OUTRO LADO, NO PIG E EM SEUS PRESSUPOSTOS.
MUITO OBRIGADO PETEZADA!

Escreverei um negócio bacana; BH, 01801102013.

Escreverei um negócio bacana
Aqui, legal; um negócio que
Gosto de escrever, e sempre escrevo
Quando não tenho nada para fazer,
E é o meu passatempo predileto; cá
Comigo, e os meus testículos, penso
Que a melhor maneira de passar
O tempo, é com uma caneta na
Mão, e uma folha de papel em
Branco sobre a mesa de trabalho;
No momento não tenho nem ideia
Do que vou escrever, e me encontro
Muito emocionado com as prisões
Dos meus companheiros do PT,
Partido dos Trabalhadores; e por
Outro lado, estou cheio de raiva,
Cheio de ódio, ira, e rancor, cólera
Do Joaquim Barbosa, presidente do
STF, Supremo Tribunal Federal,
Que mandou prender os petistas;
Se eu pudesse fazer alguma coisa,
Faria um ato de desagravo ao
Partido, e aos camaradas, mas, não
Posso, engulo a minha indignação;
Mas, se dói no meu peito, ver antigos
Combatentes contra a ditadura,
Presos, e os assassinos, torturadores,
Sequestradores, servidores do
Regime militar, livres, e soltos;
Penso que seja uma afronta à
Democracia, a ação impetuosa
Do Supremo Tribunal Federal, que
Abriga ministros simpatizantes da
Ditadura, e é uma verdadeira fábrica
De Habeas Corpus para poderosos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Bach, The Best of Bach.




Cinco poemas conscientes by Larissa Santiago.


Por Aline Djokic para as Blogueiras Negras

Da  minha    consciência    ancestral:    
Ontem,  sentada    frente    ao    espelho
Ia  cuidar    dos    meus    cabelos
Com    o    creme    de    alisamento
Abri  o    pote    e    o    forte    cheiro
Adentrou-­‐me    as    narinas    tão    violento
Fazendo-­‐me    fechar    os    olhos
Por    um    momento
Abri-­‐os    novamente    e    ela    estava    lá
Sentada    ao    pé    da    cama    a    me    mirar
Pés e  mãos acorrentados
A  lágrima    no    rosto    a    brilhar
De onde vens, sussurrei
Do    outro    lado    do    mar
O fedor aqui é tão forte
Já não posso respirar
Ontem,  sentada    frente    ao    espelho
Ia    cuidar    dos    meus    cabelos
Esperava a chapinha esquentar
Estiquei  a    primeira    mecha
Mas,  descuidada    queimei    a    testa
Senti a pele a latejar

Fechei os olhos, contendo a dor e o ódio
E quando os abri, ela já estava lá
Na  bochecha    uma    cicatriz
Quem lhe fez isso? Saber eu quis
Ela  levantou-­‐se    e    tocou    minha    queimadura
Depois  falou-­‐me    com    ternura:
Agora    a    qualquer    lugar    onde    eu    for
Saberão    sempre    quem    é    meu    senhor

Ontem    sentada    frente    ao    espelho
Resolvi  amar    os    meus    cabelos
Sussurrei    seu    nome    com   zelo
Esperei    ela se  sentar

Ela  se    achegou    sem    receio
Recostou  minha    cabeça em   seu    seio
Começou    a    pentear
A cada    mecha,    a    cada    trança
Uma    memória,    uma    lembrança
Que    o    medo    não    pode    apagar

Da  minha    consciência    feminista    e    negra:    
Unos cuatos pequetitos
De Frida    nasceu    a    tela
        De    mim    nasceu    o    grito
Dos corpos assassinados
Das  mulheres    sem    maridos
Que  por    viverem    como    querem
Colocam    suas    vidas    em    risco
Das    mães  de  tantos filhos
 De    tantos    pais    sem    criar
Os    filhos    que    só    ela    ama
E os cria sem reclamar
Um    saiu    branco,    que    espanto
Um    mulato,    escondido    no    quarto
Um   saiu    negro,    que    desespero
Que    um    dia    o    viessem    a    matar
20_novembro_charo
crétidos - Charô Nunes
Da  minha    consciência    cotidiana:    
Respeito e reverência
Ao  grande    senhor    de    escravos
Minha    pátria    amada
Me  curvo    em    reverência
Meus  joelhos    descem    ao    chão
Minha    cabeça    levanto
E recebo a hóstia da exclsão
Pai, não me    deixe    desfalecer
Apoia-­‐me,    e    se    necessário
Sustenta-­‐me    com    as    grades
Fortes das  prisões
Que a carne é fraca, pai A carne    tem    fome,    pai
A carne    também    tem    nome,    pai
Pai, essa carne sou eu
Da  sua    e    da    minha    (ainda    que    imposta)    consciência    midiática:    
Na  televisão vi seres    sobrenaturais
Que  se    procriam    sem amor
Sem    sexo,    sem    ancestrais
 Esses    seres    sobrenaturais
Eles  aparecem    nas    telas
Por um ângulo    casual
Às  vezes    vassouras    nas    mãos
Ou  trajando    um    avental
Esses  seres    quando    incomodam
Viram    chacota    nas    rodas
Dos seres que são reais
Da  minha    consciência    negra    do    porvir:    
Cotas  
Caras  pretas    pedindo    esmola
Caras    pretas    fora    da    escola
É  assim    que    se    vive    a    igualdade
No país da  felicidade
Caras    pretas,    nas    senzalas
Atrás    da    cozinha,    longe    da    sala
Caras    pretas,    prostitutas
Se  se    atrevem    a    sair    às    ruas
Caras  pretas,    mais    um    suspeito
Longe    do    mundo    acadêmico
Caras    pretas se   levantando
Deixando    para    trás o  rebanho

Caras    pretas    aprendendo
Quebrando a sina do engenho
Ensinando ao país da felicidade
A porta    da    frente    é    igualdade

Nem todo o povo brasileiro; BH, 01901102013.

Nem todo o povo brasileiro
Anda entorpecido pelo veneno
Do PIG, do Partido da Imprensa
Golpista, ou pela droga da
Mídia de modo geral; e
Parte da nação brasileira,
Que conquistou direitos, que
Aprendeu a exigir funcionamento
Adequado dos serviços públicos,
Quer manter esses privilégios; e,
Essa parte do país que sentiu
A presença do estado, sentiu
A vida mudar, sentiu a
Inclusão social, a distribuição
De renda, as bolsas universitárias,
O Minha Casa Minha Vida,
O Ciência Sem Fronteiras, o Bolsa
Família, e o Mais Médicos, não
Quer de jeito nenhum, voltar
Ao que o Brasil era antes, na
Era de FHC, Fernando Henrique
Cardoso, "O Príncipe da Privataria",
E promotor da "A Privataria Tucana",
Por onde escoaram na surdina,
Os bilhões das privatizações, que
Até hoje sustentam toda a corja
Da demotucanalha que não
Trabalha; só quem não usufruiu
Desse dinheiro foi o povo brasileiro;
O time deles pode até tentar no STF,
Supremo Tribunal Federal, no MPF,
Ministério Público Federal, no TCU,
Tribunal de Contas da União, no MPE,
Ministério Público Estadual, no PIG,
Partido da Imprensa Golpista, na PGR,
Procuradoria Geral da República, etc,
Mas não conseguirá mais deter o
Desenvolvimento do Brasil, ou permitir
A volta do atraso; daqui para adiante
É só o futuro com os progressistas e
Ordeiros do PT, Partido dos Trabalhadores.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Chopin, the best.



The Best of Chopin.



Se pudermos vamos pensar séria e friamente; BH, 01801102013

Se pudermos vamos pensar séria e friamente: 
E um partido da demotucanalhada, o PSDB, o
Partido da Social Democracia Brasileira,
Que tenta ganhar uma eleição, com
Um nome igual ao do Aécio Neves,
Não pode ser sério, não leva o
Brasil a sério, e inda debocha da
Inteligência da nação brasileira;
Aécio Neves, tem na carreira, um único
Fato: ser neto do murista Tancredo
Neves, que uma hora acenava para a
Democracia, e na outra para a ditadura;
Fora disso, teve toda a vida de histórico
Medíocre, sem um único fator relevante,
Como deputado, governador, senador; e
Não há nada que a história poderá
Aproveitar do atual senador: eleito
Por parte do povo apolítico de Minas
Gerais, morador do Rio de Janeiro,
Raramente vem a Minas, a não ser
Para dar satisfações políticas; corre o país
Às custas do erário público, e é um
Dos mais ausentes do senado; e com as
Ações dele, o senado que já é minúsculo,
Se encolhe ainda mais; Minas Gerais
Sob o jugo demotucano, é um estado
Aparelhado, o atual governador, o
Antônio Anastazia, um inimigo
Público da educação, da cultura,
E da saúde; a segurança é da PMMG,
Que atira primeiro e averígua depois; e da
PCMG, que é servil ao estado, e sabe ser
Vil com o povo mineiro; mas o povo
Brasileiro, com as amargas experiências
Que já passou com o PSDB, e suas
Heranças malditas, não o dará a Presidência
Da República, e o tirará dos estados que governa.

sábado, 16 de novembro de 2013

Henrique Pizzolato: Nota pública

Nota Pública
Minha vida foi moldada pelo princípio da solidariedade que aprendi muito jovem quando convivi com os franciscanos e essa base sólida sempre norteou meus caminho.
Nos últimos anos, minha vida foi devassada e não existe nenhuma contradição em tudo o que declarei seja em juízo ou nos eventos públicos que estão disponíveis na internet.
Em meados de 2012, exercendo meu livre direito de ir e vir, eu me encontrava no exterior acompanhando parente enfermo quando fui, mais uma vez, desrespeitado por setores da imprensa.
Após a condenação decidida em agosto, retornei ao Brasil para votar nas eleiões municipais e tinha a convicção de que no recurso eu teria \êxito, pois existe farta documentação a comprovar minha inocência.
Qualquer pessoa que leia os documentos existentes no processo constata o que afirmo.
Mesmo com intensa divulgação pela imprensa alternativa – aqui destaco as diversas edições da revista Retrato do Brasil – e por toda a internet, foi como se não existissem tais documentos, pois ficou evidente que a base de toda a ação penal tem como pilar, ou viga mestra, exatamente o dinheiro da empresa privada Visanet. Fui necessário para que o enredo fizesse sentido. A mentira do “dinheiro público” pára condenar… Todos. Réus, partido, ideias, ideologia.
Minha decepção com a conduta agressiva daquele que que deveria pugnar pela mais exemplar isenção, é hoje motivo de repulsa por todos que passaram a conhecer o impedimento que preconiza a Corte Interamericana de Direitos Humanos ao estabelecer a vedação de que um mesmo juiz atue em todas as fases de um processo, a investigação, a aceitação e o julgamento, posto a influência negativa que contamina a postura daquele que julgará.
Sem esquecer o legítimo direito moderno de qualquer cidadão em ter garantido o recurso a uma corte diferente, o que me foi inapelavelmente negado.
Até desmembraram em inquéritos paralelos, sigiloso, para encobrir documentos, laudos e perícias que comprovam minha inocência, o que impediu minha defesa de atuar na plenitude das garantias constitucionais. E o cúmulo foi utilizarem contra mim um testemunho inidôneo.
Por não vislumbrar a minha chance de ter um julgamento afastado de motivações político-eleitorais, com nítido caráter de exceção, decidi consciente e voluntariamente, fazer valer meu legítimo direito de liberdade para ter um novo julgamento, na Itália, em um Tribunal que não se submete às imposições da mídia empresarial, como está consagrado no tratado de extradição Brasil e Itália.
Agradeço com muita emoção a todos e todas que se empenharam com enorme sentimento de solidariedade cívica na defesa de minha inocência, motivados em garantir o estado democrático de direito que a mim foi sumariamente negado.
Henrique Pizzolato

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

José Genoino:

"Com indignação, cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado por que estava exercendo a Presidência do PT. Do que me acusam? Não existem provas.O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado.
Fui condenado previamente em uma operação midiática inédita na história do Brasil. E me julgaram em um processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado Democrático de Direito.
Por tudo isso, considero-me preso político.

Evelyn Medina, A você Léo, meu querido irmão.

Menino levado de olhos arredondados, 
Cabelos em cacho, feições delicadas, 
O tempo passou...você cresceu, 
Você mudou, se transformou, endureceu.
Onde está você, alegre, faceiro, riso gostoso,
Bolas de gude, carinho, efusão.
As jovens o vêem, se encantam,
VIRGEM SANTA MADALENA,
Ali estão guardadas lembranças.
O tempo não apaga.

Você se foi, se esqueceu, menino querido
Dos tempos de outrora, das jovens donzelas
Das bolas de gude, do campinho, das peladas
Da voz de seu pai, que grita, que chama,
Dos irmãos, irmãos olhando você.
E você, a quem seguia? O que fazia?
Por que se magoou? A vida é combate,
Aos fracos abate, aos bravos, aos fortes
Só deve exaltar.

A rua das flores, o brejo, os sapos
Eu tenho medo, choro,reclamo,
Vocês riem se divertem.
O brejo que vira “ poço fundo”
Onde posso me afogar,
Ser comida pelos sapos.
Íamos à igreja, tão pequenos,
E você foi, ficou, aceitou...
Mas deixou...Onde está você ?
Tanta coisa boa, tanta coisa linda,
Mas você deixou, se escondeu,
Se endureceu, se curvou ao combate
Se fechou em sua concha encantada,
Ainda é tempo.
Fecho os olhos, vejo você,
Cabelos cacheados, olhos amendoados.
Volta , vem.

Beve, 1995

Comissão Nacional da Verdade.

Comissão Nacional da Verdade,
E por Cidadania, por Soberania, por
Consciência, o povo deveria apoiar,
Abraçar a Comissão Nacional da
Verdade, com seus resultados;
Pela história do povo brasileiro,
Pelo restabelecimento da
Justiça, o povo deveria cobrar
De todos, maior respaldo à
Comissão Nacional da Verdade;
Mas, ao chegar nos representantes
Do PIG, Partido da Imprensa
Golpista, com os colonistas, e
Calunistas difamadores, a
Comissão Nacional da Verdade é
Difamada; ao chegar ao STF,
Supremo Tribunal Federal,
Muitos de seus ministros são
Simpatizantes da ditadura, dos
Torturadores, e inda pensam
Como entulhos da ditadura, e
Que ela foi um mal necessário;
E com isso a Comissão Nacional da
Verdade não anda, não pune
Os assassinos, não pune os
Torturadores, e a justiça não
É feita como deveria ser; penso
Que todos os órgãos civis, e
Sociais, e dos trabalhadores,
Em todos os níveis, deveria dar
As mãos, para mover um
Esforço, de alavancar os
Resultados da Comissão Nacional da
Verdade, para que ditadura,
Tortura, nunca mais façam
Parte da nossa história.

Não servi meu sangue.

Não servi meu sangue, porque
Meu sangue não serviu, era
Sangue de ser vil; contaminado,
Se alguém o bebesse, morreria
Envenenado; não fiz batismo
Com meu sangue, porque era frio,
E batismo tem que ser quente,
Como se fosse feito de fogo; não
Servi meu corpo, porque não
Era feito de trigo, era de joio,
E quem comesse desse pão,
Poderia morrer de fome, e
Quem bebesse desse vinho,
Poderia morrer de sede; não
Fui tentado no deserto, se era
O próprio deserto, de onde se
Desertaram todos os demais
Componentes da colmeia;
E o mel era amargo, era
Mel com gosto de lágrimas de
Crianças que não são amadas;
E o manjá era azedo, era
Feito de leite regurgitado
De bebês abandonados, em sacolas
De supermercados; e o maná  era
Salgado, feito do suor injusto
Dos escravos, das salivas ácidas
Das índias expulsas das suas terras;
Quero mascar meu pedaço de fumo,
E cuspir para os lados; quero beber
Minha pinga, e cuspir para os lados;
Quero fumar meu batuta, cheirar
Meu rapé, e espirrar aliviado.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Hino da Proclamação da República.


Seja um pálio de luz desdobrado,
Sob a larga amplidão destes céus.
Este canto rebel, que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar !

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou neste audaz pavilhão!
Mensageiro de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra, nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós,
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!


Letra: Medeiros e Albuquerque
Música: Leopoldo Augusto Miguez

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Alícia Duarte Penna, Poemas.


UM QUARTO DE SÉCULO

Sofrer é pouco.
Ser feliz é pouco.
Quero o destino de volta!
O tremendo destino que tinha aos quinze anos,
o imperativo dedo de Deus apontando o absoluto:
sim é Sim, não é Não.

ENCOMENDA

…E se vier aqui,
por essas paragens,
que traga ele
duas daquelas irmãs,
para que eu possa pesá-las, medi-las e auscultá-las,
de modo a verificar, com ciência,
qual será então adequada
ao meu intento de desposar moça de quarenta e cinco quilos,
um metro e sessenta,
e diástole perfeita.
Assino: Antônio.

PEDIDO

Dona Rosina, me dê uma noite do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê uma manhã do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê uma tarde do seu fi lho em casamento.

SÚPLICA

Dona Rosina, me dê os pés do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê os lóbulos da orelha do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê o dorso do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê os dedos das mãos do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê a pinta no pulso do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê os sapatos e a bolsa cheia de papéis do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê a camisa para dentro da calça do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê o paletó marrom do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê os cabelos pretos do seu fi lho em casamento.
Dona Rosina, me dê a boca do seu fi lho em casamento.
E mais, e mais, a língua, o suor, o gozo do fi lho de Dona Rosina, em casamento.

AOS HOMENS DE PÉS BRANCOS

I

Há (talvez) uma escola daqueles homens
que sempre avisto na rua,
os pés firmes nas sandálias havaianas
que os dedos tesos transformam em botas
de passos urgentíssimos e retos,
cobertos por um pó-branco:
prumo-linha-esquadro-nível,
dias-meses-anos,
irredutíveis.

II

Serão necessários:
a data de nascimento,
o número da carteira de identidade,
o número de projéteis cravados na carne,
a hora da morte,
os exatos finitos,
para que:
o médico legista conclua a autópsia,
o juiz autorize o sepultamento,
o cartório libere o atestado de óbito,
a prefeitura conceda o serviço funerário gratuito,
para que uma mulher,
que espera,
uma filha,
que espera,
possam se despedir
daquele homem
há dias atingido quantas, quantas vezes,
na porta da casa que era a sua,
na rua onde é difícil chegar água, luz
e o carro de horrível nome rabecão.
E, enquanto esperam,
ninguém as ouve contar outra história
(a do homem que ensinaria a outros homens
as noções de prumo, alinhamento, esquadro e nível),
nem supõe a fome que sentem,
ali, e sozinhas.

POBRES MOÇAS

Por que se olham – chispas –
como estranhas as moças?
Curiosidade não têm uma pela outra?
Sendo moças, que pouco viram,
por que se desviam, contrariadas,
daquela que é outra, mas si?
Acaso desejariam pertencer a humanidade alguma?
No temor da não-coisa,
o olhar anoitecido,
retêm suas sacolas junto ao peito:
as coisas às coisas salvarão.
Uma certa blusa, este cabelo, o ar
e a invencibilidade, apostam
(no encontro para o qual se preparam não se forma par:
vencedor e vencido saem separados ao final).
Desconhecem – desconhecerão sempre, sempre,
até velhas, até depois de velhas?-
os manuscritos, a revolução, a liberdade?
Em linha marcham:
dessemelhantes, desamorosas, ah, pobres moças.
Mas eis que uma se desvia, oh,
e amanhece!

domingo, 10 de novembro de 2013

Parei de perseguir estrelas e coriscos; BH, 01001102013,

Parei de perseguir estrelas e coriscos,
Cometas, quasares; parei de querer
Controlar o universo, de visitar
Exoplanetas, e de querer ultrapassar
A velocidade da luz; como um cão
Velho, um cachorro que não agrada
A mais ninguém, o que quero agora,
É ficar quieto no meu canto, aqui
No fundo do quintal; não faço mais
Nem a minha ronda para demarcar
Território, não dou mais latidos
Para o sol, e nem mais ganidos para
A lua; vencido, completamente vencido,
Saio da cena em que nunca entrei;
O capitalismo venceu, o mercado venceu,
A mídia venceu, a religião venceu,
Enfim, o sistema venceu; e aos vencidos
As coleira, os cabrestos, as rédeas; aos
Vencidos as cascas das batatas; os tacões
Das botas, os relhos, as cangas, e as cangalhas;
Quando vivia na utopia, inda
Sonhava em mudar o mundo,
Ver um mundo livre, e uma humanidade
Em liberdade; e não há liberdade,
Os poderosos, presos às suas psicoses, às
Suas neuroses, mantêm-nos presos em
Nome da ordem, e da segurança;
E aos vencidos os controles, os drones,
Os soldados universais; não quero isso,
Abomino isso, quero latir para o sol,
Quero uivar para a lua, lobisomem; e contar
Quantas ondas do mar quebram nas praias,
E quantos grãos de areia formam uma duna.

Bebemos Coca-Cola com ratos ou sem ratos; BH, 01001102013.

Bebemos Coca-Cola com ratos, ou sem ratos, 
E com outras porcarias; comemos pão com
Bromato, com margarina hidrogenada, e
Consumimos leite com soda cáustica, e
Produtos com alto teor de sódio, e agrotóxico;
O mercado precisa lucrar, a mídia faturar, o
Comércio precisa vender; compramos por
Comprar, gastamos sem necessitar; queremos
Ser felizes, existir, ser, e passagens para todos os
Países, e cartões de créditos de todos os bancos;
Não somos nada sem essas coisas tão essenciais,
E compramos carros, e automóveis, e ao
Acabarmos de comprar, é trocar logo por outro
Mais moderno, que acabou de sair da fábrica, e
Daqui a pouco estará velho; e roupas, não
Esquecemos das roupas, todas as marcas, todas
As grifes, todas modas; e compramos uma pessoa
Nova nossa, com outro rosto, outro corpo, se
Possível outro nome, outro sexo; a propaganda
Não está satisfeita conosco, não somos do padrão
Determinado pelo mercado; mudamos de cor, ou
Não desfilaremos nas passarelas, não faremos
Novelas, teatros, cinemas; e, a melhor comida é a
Do McDonald's; o melhor hambúrguer é o do
McDonald's, é lá o melhor local que temos para
Acabarmos de nos envenenar; e os lixões dos
Subúrbios esperam por nossos ossos ao ar livre.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Marcha das Mulheres Negras Brasileiras, Blogueiras Negras.

“A MARCHA É PARA TODAS, COM TODAS E DE TODAS.”

Acontece neste momento, 17h00 do dia 07 de novembro o lançamento da MARCHA DAS MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS. O Blogueiras Negras apoia e participa do movimento, convida a todas para esta construção e publica abaixo a integra da carta compromisso retirada nesta III CONAPIR.
CARTA DE BRASILIA
COMPROMISSO COM O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA MARCHA DAS MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS
Nós, mulheres negras brasileiras pertencentes a diversas organizações do movimento social de mulheres negras e do movimento social negro, participantes da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial – CONAPIR, realizada no período de 05 a 07 de novembro de 2013, em Brasília – DF, com o tema “Democracia e Desenvolvimento sem Racismo: Por um Brasil Afirmativo”, declaramos nosso reconhecimento e nosso compromisso com o processo de construção da Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo e Pelo Bem Viver – 2015, em Brasília.
Somos 49 milhões de Mulheres Negras que constroem cotidianamente a riqueza desse país, e, no entanto, somos a parcela mais pobre e discriminada da população brasileira, com acesso limitado à educação, à saúde, à moradia digna, ao saneamento básico, ao trabalho e renda decente, à segurança para nós e nossas famílias. Somos as que morrem em vida pelo genocídio engendrado contra nossos familiares.
Por isso marcharemos rumo à Brasília em 2015:
  • Para exigir do Estado Brasileiro e dos diferentes setores da sociedade o fim do racismo, da discriminação racial e de toda a violência contra as mulheres negras;
  • Por reparação da dívida histórica que o Brasil tem com as mulheres negras;
  • Pelo fim do genocídio das mulheres negras, das crianças, dos jovens e dos homens negros;
  • Para que o conhecimento do patrimônio genético brasileiro seja respeitado e patenteado pelas comunidades detentoras dos saberes;
    Pela democracia e pela inclusão da população negra e por outros modelos de desenvolvimento;
  • Por um novo país, democrático, laico, diverso e igualitário com justiça social e sem corrupção;
  • Pela livre expressão da fé e da religiosidade;
  • Pelo fim do sexismo, da lesbofobia e da homofobia;
  • Para que casos como o de Aline Pimentel, Beatriz Nascimento, Yá Mukumby, Amatrildo, Douglas Rodrigues e tantas outras pessoas exterminadas pelo Estado Brasileiro, em suas diversas formas, não fiquem impunes;
  • Para fomentar a criação e o fortalecimento das organizações de mulheres negras brasileiras, dar maior visibilidade a situação de opressão secular das mulheres negras em cada canto do país, a fim de que possamos exercer plenamente os nossos direitos como cidadãs brasileiras e construtoras históricas do Brasil.
Brasília, 07 de novembro de 2013.
Mulheres Negras Brasileiras marchemos firmes e coesas.
Venham construir a Marcha das Mulheres Negras Brasileiras contra o Racimo e pelo Bem Viver – 2015!
Comissão Organizadora:
Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Agentes de Pastoral Negros – APNs
Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Quilombolas – CONAQ
Coordenação Nacional de Entidades Negras – CONEN
Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas – FENATRAD
Movimento Negro Unificado – MNU
União de Negras e Negros pela Igualdade – UNEGRO