sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Quero algo de novo e moderno; NL, 0170102009; Publicado: BH, 0190202010.

Quero algo de novo e moderno
E que saia de dentro do meu ser quero
Algo de puro límpido transparente
Que surja como uma luz de
Dentro do meu pensamento quero
Algo elevado um firmamento
Que surja de dentro do meu
Espírito quero algo infinito
Como a eternidade que me
Dê a capacidade de olhar para
Mim e me enxergar com os
Olhos de minha alma quero
Algo plenipotenciário que me
Sustente no vácuo que não me
Disperse no universo e que me dê a
Leveza que o planeta tem no cosmo
Quero algo impossível que eu exista
Que eu seja que eu viva sem
Causar estranheza a quem me
Ver viver passar incólume entre
As feras tal qual Daniel na cova
Dos leões ouvir o grito tal qual
Lázaro no fundo do sepulcro
Ouviu escutou e saiu da caverna
Quero algo inusitado matar a
Sede com um pingo d'água e
A fome com uma azeitona ficar
Satisfeito com o ar embriagar-me
Com o sol e alucinar-me com a
Lua e depois parar e pensar refletir
Agora penso que senti agora penso
Que completei-me e enfim posso
Morrer em paz...

Quando bebo e já começo a esquecer; NL, 02801102008; Publicado: BH, 070202010.

Quando bebo e já começo a esquecer
Das coisas esquecer o que fiz e os
Lugares por aonde passei é por que
A bebida não está para ser mais
Bem aceita pelo organismo bebi
Um sábado aí todas misturei
Cachaça conhaque com limão
Mais cachaça cerveja vinho e
Vinho misturado com cerveja e
Depois traçado e até hoje não
Lembro de nada quando isto
Acontece é motivo de reflexão
Beber para ficar assim com amnésia
Depressão remorso sentimento de
Culpa não vale a pena mas
Acontece que excedi misturei
Não comi nada e me embriaguei
Fiquei completamente fora de
Mim à  noite é que o  Deus dos
Bêbados sempre anda ao meu
Lado e não me deixa desacompanhado
Sempre está comigo não dirijo
Não uso drogas e nem ando armado
Não tenho passagem pela polícia
E nunca fui parar em hospital
Por causa de bebedeiras o mais
Sério que aconteceu foram as brochadas
Que penso que é o que deve acontecer
Com todo bêbado e todo elemento
Com doses elevadas de álcool nas
Veias agora é aprender com a
Lição ser profissional e beber
Quando for adequada a ocasião
Isto é eternamente e com moderação.

Não sei o que é que acontece domigo; NL, 050102009; Publicado: BH, 070202010.

Não sei o que é que acontece a comigo
E poderia ficar feliz e viver
Feliz com a minha poesia e
Não fico e nem vivo feliz com ela
Tem gente que vive satisfeita
Com o pouco que tem e já sou
O contrário, tenho todo o meu
Universo poético e vivo triste
Fico triste comigo mesmo e com
Os meus poemas olho os jogadores
Que marcam seus gols que felicidade
Que alegria pulam gritam vibram
Eu não sou seco frio nem
Demostro um agradecimento
Pela poesia que crio que espécie
De ser sou? tanta coisa que
Posso explorar na natureza poética
Tanto belo ao meu redor e ajo
Como um cego meu estômago não
Fica saciado não me encho
De júbilo e nem me ufano pela
Embriaguez que a poesia me
Causa não valorizo minha obra
E nem a coloco no altar em
Que ela deveria estar fico a
Pensar pobre de mim que
Poesia pobre que poema ruim
Quando deveria era abrir os
Armários escancarar as gavetas e
Balançar as redes imaginárias
Dançar nos campos da inspiração
Comemorar com a galera seguir
À risca o meu coração é ele
Que comanda ele que é o autor
O técnico majoritário de toda criação.

Sempre fiquei assim inerte e apático; NL, 060102009; Publicado: BH, 070202010.

Sempre fiquei assim: inerte e apático
Com o olhar no vazio e a cabeça nas
Nuvens e um vácuo no coração sempre
Fui assim sem ação estável em
Qualquer situação e de mim
Quem esperou alguma coisa ficou
Frustrado indignado como é
Que pode o cara não move uma
Palha fica sempre aí sentado
E não procura nada para fazer
Meu lema é este esta é minha
Lógica o mínimo possível de movimento
Deixar o barco afundar ver o circo
Pegar fogo o leite derramado e a
Vaca ir para o brejo e assistir
De arquibancada camarote
E aplaudir o caos sempre
Fiquei assim sem apresentar
Soluções ideias resoluções
Nunca de respostas e infeliz
Daquele que depositou esperança
Nas minhas atitudes que pensou
Que eu fosse a luz no fim do
Túnel a saída ou a salvação
Estou aqui como resultado do que
Sou: o fracasso a decepção o amador
E note que já entrei na terceira
Idade e não posso contar uma história
Demonstrar experiência esta é a verdade
O tempo ganhou de mim
Deixei sempre o pessimismo
Como herança e só soube ver nas
Oportunidades dificuldades e não
Soube fazer das dificuldades oportunidades
Alguém já disse isso em algum lugar
Não sei quem foi mas encaixou direitinho.

Rio de Janeiro; NL, 03001002009; Publicado: BH, 070202010.

O Rio de Janeiro
Foi indicada para
Ser a sede das Olimpíadas de
2016 começou a hora de trabalhar
De arrumar verba para os projetos
E investir nos atletas é só abaixar
A verba do senado federal diminuir
As mordomias dos políticos que só
Sabem fazer feio e investir pesado
Em quem poderá vir fazer bonito ao
Cortar pela metade os salários
Dos párias e parasitas de Brasília
Assembleias legislativas e câmaras municipais
Certamente sobrará algum dinheiro
Para a formação dos atletas o Rio
Está de parabéns e acredito que
Fará uma Olimpíada homérica
Para ajudar o povo fluminense precisa
Parar com o consumo de drogas a
Polícia deixar de ser corrupta e os
Empresários e donos de empreiteiras
Não mais superfaturarem as obras
Se continuar o carnaval onde todo
Mundo cheira fuma injeta e se
Entope de comprimidos e ácidos a
Festa pode vir a ser um fracasso
O povo tem que deixar de lado a
Bandidagem não se compactuar
E nem ser conivente e o estado
Precisa estar presente nas vinte e
Quatro horas do dia e durante a
Noite também para que seja mais
Convicto e viva o Rio de Janeiro.

Minha mãe nunca chorou; NL, 01701002009; Publicado: BH, 070202010.

Minha mãe nunca chorou
Na vida só trabalhou dez
Filhos para sustentar não
Tinha tempo para chorar até
Jesus chorou minha mãe nunca
Chorou se chorou foi bem
Escondida tinha medo de
Apresentar fraqueza tinha
Medo de não demonstrar
Força tinha medo de ter
Medo enfrentou fuzis peitou
A ditadura procurou meu
Pai pelos quartéis e não se
Amedrontou diante de
Generais meu pai chorou várias
Vezes vi meu pai chorar não
Escondia seu olhar de boi
A caminho do matadouro era
Fraco e desprotegido e o
Elo dele era a Conceição o
Alicerce a bravura o coração
Anônima presente, consciente,
De todos nós a corrente sangue
De leoa leoparda de fera do
Sertão não conheço um erro
Dela ou uma insegura decisão
Minha mãe é a coragem da
Mulher mineira a morte a
Respeita e a vida lhe estendeu
Uma bandeira minha mãe nunca
Chorou juro nem de brincadeira.

O que são os nomes se as pessoas não são; NL, 0170102009; Publicado? BH, 070202010.

O que são os nomes se as pessoas não são? 
E o que são os elementos
Se são quebrados pelos insensatos?
Os vermes furam os ossos corroem
Os nervos e devoram a carne
O que são os poderes se quem
Os detêm são podres? o que vale
A força o terror o horror as bombas?
E a guerra de que vale a guerra?
A eternidade nasceu para
Alguém? fecho-me no meu
Casulo e não sofro a metamorfose
Não transformo-me naquela
Borboleta que passou a voar
Indiferente por aqui as montanhas
Derretem os mares secam as estrelas
Se desintegram o que são os
Deuses os santos os oráculos o
Olimpo? nossos ossos que aqui
Estão esperam pelos vossos nossas
Cinzas que aqui estão esperam
Pelas vossas não tenho olhos para
Mim tateio nas trevas fujo para
Os mais recônditos esconderijos
Sou a lagarta que todos querem
Exterminar todos usam repelentes
Contra mim tenho nome mas
Não sou meu nome minha dor
Não é nada e o nada me interessa
Tudo que faço é com pressa
Pois o tempo voa o amanhã é
O hoje o presente é o futuro e sei
Que vivo e não saio dessa liturgia. 

Nietzsche; BH, 070202010.



(em que o poeta se fez despedir)

Oh! maravilha! Voa ainda?
Sobe e suas asas não se mexem?
Quem é então que o leva e o eleva?
Onde está agora o seu fim, seu vôo, sua rédea?

Como a estrela e a eternidade
Vive nas alturas de que a vida foge,
Compassivo, mesmo para com a inveja;
Subiu bem alto quem o vê planar!
Oh! albatroz, pássaro!
Um desejo me impele para as alturas.
Pensei em ti: então uma lágrima
Após outra, escorreu - sim, eu te amo!

Dói-me n'alma; RJ, 1981; Publicado: BH, 0190702012.

Dói-me n'alma
A minha ignorância
Brutalidade e grosseria
Machuca-me o ser
A minha covardia
Falta de educação
E indelicadeza
Afasta-me dos outros
Da vida e das coisas
Os meus dogmas
Preconceitos e complexos
Tabus e dilemas
Arruína-me o ser
A minha desconfiança
A minha fraqueza
E falta de esperança
Acaba comigo
É a minha prisão
O meu auto desconhecimento
A minha própria insuficiência
Dói-me por dentro
O meu aborrecimento
O meu mau humor
E a minha caretice
Mata-me completamente
Ser chato e antipático
Apático e preguiçoso
Sem lógica e opinião
Quero mudar
Viver dentro de mim
Conhecer meu eu
Melhorar minha alma
Acalmar meu espírito
Preciso me encher de eu.

Na altimetria da ciência; BH, 0190202000; Publicado: BH, 0190702012.

Na altimetria da ciência
De medir a altura da hipometria
Encontrei a altamira a planta
Da Família das compostas
Características do Brasil e do Peru
E no meu discurso altilóquio
Ao exprimir-me com altiloquência
Falei com sublimidade e 
Fui mesmo altiloquente
Na defesa da fauna e da flora
Um orador de grande elevação
De estilo e locução sublimes
E cresci-me como um altícomo
E vi-me com um que tem coma
Onírico em copa muito elevada
Alticolúnio de sustentação sonhei
Em colunas altas que nem Sansão
É capaz de colocá-las ao chão
E o meu alti do latim altus,
Teve elemento de composição
Teve designativo de altura
Muita elevação e intensidade
Teve mensagem de altíssono
Não captada pelos instrumentos
De medição de altura
Alterno revezador das folhas insertas
De cada lado do caule
Mas não em frente uma da outra
O alternipétalo órgão vegetal
Que está inserto em ponto fronteiro
Aos intervalos que separam as pétalas
De folhas alternas alternifólias
E os animais alternípedes
Que têm as patas alternativamente
De duas cores diferentes
E os cornos muito altos alticornígeros.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Estou cercado e altimurado; BH, 0190202000; Publicado: BH, 0190702012.

Estou cercado e altimurado
Ao redor de mim só muros altos
E só Deus que é altipotente
Que tem alto poder e é poderosíssimo
Pode me tirar da ruína
Não tenho a quem mais recorrer
E só recorro a Ele
Que quando não O procuro
Troveja nas alturas
Esbraveja altitonante e estrondoso
A vagar nas alturas dos espaços
Altívago protetor dos desamparados
Santo altivolante Deus altívolo
Voa alto para perdoar
E não passo nem dos alticúmulos
Das nuvens médias cujas altitudes
Não ultrapassam 4.000 metros
Formadas de grossos flocos
Que apresentam sombras bastante 
Nítidas e dispostas em grupos ou filas
E esta minha oração não passa daí
Por minha falta de fé
Nem dos altostratos e nuvens médias
Que se apresentam entre 3.000
E 4.000 metros de altitude
Sob a forma de véus cinzentos
Onde nem o voo do pássaro altirrostro
De bico mais alto que cumprido
Consegue furar as nuvens
E fico alucinado quando estou a pecar
Arrebatado da razão
Louco pelo álcool
E no meu alucinamento
Na minha loucura crônica
Não consigo obter perdão
E sou um paciente apresentado
Em estado de delírio alucinatório
Ou por opção ou por intoxicação química
Quero de Deus a libertação da alucinose.

Inda não raiou; RJ, 1981; Publicado: BH, 0190702012.

Inda não raiou
A nossa liberdade
No horizonte do Brasil
Mas te asseguro
Que mais cedo ou mais tarde
Vai raiar de verdade
A nossa liberdade e é 
Para todos os brasileiros
Não somente para alguns
Da minoria privilegiada
E que tem dinheiro e poder
A nossa nova liberdade
Que vai raiar
Vai ser para o pedreiro
E para o carpinteiro
Para o sapateiro
E para o favelado
E para os oprimidos
E para os explorados
E pra todo o operariado
E trabalhador brasileiro
Não raiou ainda
A tão almejada liberdade nossa
Mas nunca é tarde
A esperança não morre cedo
E o povo pode sair vencedor
E não vencido
Como é desde tempos idos
Fora com os enganadores
Fora com os exploradores
Poder somente ao povo
Poder ao trabalhador pão
E liberdade trabalho e união
Humildade mas não submissão
Rebeldia com resposta
Não à liberdade restrita imposta.

Sou feito de alvenaria; BH, 0270202000; Publicado: BH, 0190702012.

Sou feito de alvenaria
A arte e o ofício do pedreiro
Sou feito do alvanel
Obra composta de pedra natural
De aspecto artificial
Ligado ou não
Por meio de argamassa
Sou uma ave da espécie do falcão
Também sou chamado milhano
Pássaro milhafre dentirrostro alvéola
Conhecido pelo nome 
De lavandisca ou alvela
Curei-me na alvataria
Medicina veterinária
Graças ao alveitar phd
O bom veterinário conhecedor
Engessou a minha asa,
A fazer-me voar de novo
Rompi-me dos alicerces
Livrei-me da lei da força de gravidade
Sou meu próprio alvedrio
Com o meu livre arbítrio pessoal
Sou o meu governador
Juiz de primeira instância
E também de superior
Vereador de minha câmara
O arbitro do meu alvazil
O arbítrio do meu destino
E todos os meus problemas
Peneirei no alvarral
Na espécie de peneira
De tecido muito ralo
E só apurei o fino de mim
Como a casta de melhor uva
Como alvarinho de álamo branco
Bexigas benignas que atacam
Cabras e ovelhas
Como o melhor do peixes
O saboroso cação.

Falei com o alvarengueiro; BH, 0270202000; Publicado: BH, 0190702012.

Falei com o alvarengueiro
O Caronte proprietário e tripulante
Da alvarenga que atravessa
O rio da morte com as almas
Que são levadas ao inferno
E falei que não poderia acompanhá-lo
Devido ao alvaraz que carrego
Lepra branca de alvarago
A mancha se manifesta na pele
E afasta as outras peles
Pois gostaria de ver
Um alvanel pedreiro
Ou mesmo um alvaner
O profissional alvanéu
Vislumbrante alvanel
Alvaner conhecido
Alvenéu estruturado
O alveneniro dos alvanéis
A fazer um alvarado encastelado
Num rochedo medieval
E a planta da Família das Ciperáceas
Alvaçar a peça de madeira
Na proa das embarcações
E que servem de amparo ao mastro
Pois tudo eles sabem fazer
De curral para alvação
Rês branca sem mancha alvaçã
(Mas não fazem a alvacá à 
Planta malvácea de que 
Se extrai uma substância
Têxtil para fazer sacos
Onde guardo amarrados
Todos os meus amargores
E enterro num aluviano
Num terreno ou num depósito formados
Por ação das minhas lágrimas incontinentes


E infinitas minhas falsas dores.

Eu? RJ, 1981; Publicado: BH, 0190702012.

Eu?
Eu vivo?
Eu sou feliz?
Eu existo?
Eu tenho paz?
O que é que eu sou?
Donde eu venho?
Para aonde eu vou?
Eu amo?
Eu compreendo?
Eu entendo?
Eu me conheço?
Eu me analiso?
Eu penso?
Eu medito?
Eu tenho vida?
Eu sou humano?
Eu sou um deus?
Eu sou gente?
Eu sou um animal?
Qual é o meu caminho?
O que é que eu faço?
Eu trabalho?
Qual é o meu atalho?
Qual é o meu destino?
Qual é a minha solução?
Eu presto?
Eu sirvo?
Eu sou alguma coisa?
Eu interesso?
Eu sou bom?
Eu estou bem?
Eu ajudo?
Eu faço o bem?
Eu sou real?
Eu sou homem?
Eu sou o que?
Alguém venha me responder
Quem tiver as respostas
Eu também quero saber.

Preciso passar pelo processo; BH, 0270202000; Publicado: BH, 0180702012.

Preciso passar pelo processo 
De redução dos óxidos metálicos
Mediante o emprego de alumínio
Em pó finamente dividido
É a aluminotermia aluminífera
Aluminosa aluminita mineral
Provavelmente ortorrômbico
Sulfato de alumínio hidratado
Que contém alume alumínico
E a designação genérica dos sais
Complexos nos quais o anion
É o radical aluminato AlO2
E ao me alumiar
Misturar-me na aluminagem
Na aluminação do banho de alumina
Espero melhorar mesmo o que tenho
O nome vulgar do resquióxido
E do hidróxido de alumínio
E assumir colocações conforme
A impureza contida em mim
E constituir em pedras preciosas
Como o rubi e a safira
Todo o mal saído de mim
Ser a alumina hidratada
Que pode ser encontrada na natureza
Sob a forma de bauxita
E melhorar a alumina
No padrão de vida
E sair das trevas com alumiamento
Da escuridão com alumiação e ser
O alumiador do caminho o
Iluminador das estradas do destino
E ter refletido no céu aluminado
No firmamento iluminado
A iluminação eterna da face
Projetada por bilhões de estrelas infinitas.

Se tivesse desde nascido; BH, 0270202000; Publicado: BH, 0180702012.

Se tivesse desde nascido
Um alumbramento de alúmen
De alume de inspiração sobrenatural
Que as imaginações alúmenes causam
A antologia estaria completa
Mas os que tenho não me servem mais
Quero algo de alumbrador de sol
Algo de iluminador de farol de luzeiro
De inspirador iluminado terrível
Espiritualmente acelerador acelerado
E não esta álula mortal esta pequena
Ala asa que não me leva sem aluimento
Sem abalo emocional e não posso 
Evoluir com este efeito aluidor este 
Abalador do medo e da aluição da 
Covardia que causa abalo pela falta 
De fé e o aluguer da coragem que 
Não consigo pagar preciso de um 
Alugamento corajoso alugar um 
Destemor com um alugador de 
Algo intimorato o que aluga sem
Terror para banir toda fraqueza
Em mim só no particípio passado
Deixar de ser o garimpeiro 
Assalariado que trabalha sem direito
Às pedras extraídas e ser a pessoa
Que trabalha sob pagamento alugador
De ideias geniais alugação de ideal
Aproveitado como num aludel conjunto
De vasos que se encaixam uns aos 
Outros a formar uma espécie de tubos
Com aplicação nos laboratórios de química
Para serem aplicados em mim.

Todos os caminhos levam à Roma; RJ, 1981; Publicado: BH, 0180702012.

Todos os caminhos levam à Roma
E todas as perguntas
Levam ao amor
Qualquer negócio
Qualquer problema
Dúvida ou crise
A saída é o amor
O amor é a evolução
É a emancipação
E ninguém consegue nada
Sem ter amor e sem amar
É por isso que 
Até hoje não me encontrei
Até hoje não me conheço
E até hoje não sei
O que é que sou
É por que não tenho amor
Não sou amor
Sou ódio raiva e rancor
Sou o mau humor
E a má vontade
É por que sou cego
E não encontro a luz
No meu caminho
Nem natural
E nem artificial
Estou podre
Perdido e só o amor
Pode me salvar
Mas não tem jeito
Não sei onde encontrar
O verdadeiro amor
O amor real
Que vai me restaurar
Por favor:
Amor amor amor.