segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Um Llewellyn Medina para vós, Não há mar em Minas; BH, 0230102010.

Não há mar em Minas
Mas o vento quebra com tal fragor
Que faz o mineiro solitário
Ansiar pelas voluptuosas ondas
Que lambem o sol de Ipanema.

O som do vento parece ser o mesmo
O mineiro ouve atento
E seu coração dobra de saudade
E de desejo de ver de novo o mar...
Que ele nunca viu
Mas ouviu na canção de Vinicius
No poema de Caymmi
Mas principalmente
Nas lendas que sua avó contava
Pra que ele pudesse dormir.
Sim,
Porque o mineiro sempre dormiu
Embalado pelo rumor do mar
Que ele nunca viu
Mas que sempre quebrou
No labirinto insondável de seu coração.

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